Gordices minhas

Descobri há uns tempos um restaurante divinal de hotdogs. Já bastante pessoal do meu círculo de amigos tinham partilhado fotos mas eu andava a adiar porque tenho um bocado de receio de sair da minha zona de conforto. Tenho sempre imensa cagufa de arriscar, experimentar, pagar e não gostar.
Mas ganhei coragem e lá fui eu. Pedi um belo cachorro com ovo a cavalo e mal peguei nele, bardajona como sou, pumba! O ovo escorregou e ficou estatelado no meio da mesa. Eu, que não sou de desperdiçar comida, agarrei logo nele, meti-o outra vez em cima do pão e siga para bingo. Comi, gostei, fiquei fã da comida e do ambiente hipster. Já que a primeira experiência tinha corrido bem, porque não, experimentar uma segunda vez?

Assim o fiz, ontem lá voltei e arrisquei um novo pedido: um cachorro com molho de manga, cebola caramelizada e legumes salteados. Estava na dúvida mas o rapaz da caixa tranquilizou-me quando me disse que as raparigas gostavam muito daquele. Deveria ter desconfiado que não iria gostar...
Veio o pedido e cheirava bem. Trinquei...e os pelos do cú até se arrepiaram!!! Os sabores não ligavam uns com os outros. Uma refeição que sabe a sobremesa baralha-me os sentidos e até fiquei com sintomas de jetlag. Certamente que haverá quem goste mas o meu paladar esteve a refeição inteira ligado aos meus sacos lacrimais e sempre que pensava naquilo que estava a comer e que não estava a gostar só me apetecia chorar (eu sou um bocadinho dramática com a comida).

Se da primeira vez tinha ficado apaixonada com aquele cantinho, da segunda essa paixão desvaneceu-se um pouco. Não tanto pelo meu pedido, porque os gostos são como os cús mas porque ainda nem tinha acabado de comer e já tinha uma gaja à perna a querer tirar-me o prato debaixo dos queixos. Se há coisa que me deixa logo com os azeites é topar que estão a tentar escorraçar-me para dar lugar a quem está à espera. Podem tentar escorraçar-me de um sítio mas, ao menos, deixem-me terminar a comida que tenho no prato e a bebida que tenho no copo.
Só torno a voltar lá porque da primeira vez fiquei MESMO impressionada porque se a minha primeira vez tivesse sido esta segunda eu voltava lá era o c******.

Maneiras que deixo-vos uma foto do Hotdog Tuga. Do segundo não tirei foto, não mereceu. Bitch!



Da minha inteligência

Andava eu à procura do álbum picasa para rever as fotos que tinha lá guardado para descobrir que o picasa já não existe e todo o conteúdo tinha sido transferido para uma pasta de arquivo dentro do google fotos.

Ora, achando eu que aquilo já não servia para nada além de ocupar espaço, vai daí e clico no botão eliminar. Hoje, abro o blog e vejo que a minha foto de perfil não existe, vou às publicações antigas e nada de fotos. Maneiras que é isto, a minha inteligência decidiu tirar férias e eu apaguei tudo o que era imagens do blog, sem querer!

Como tal, para festejar a minha burrice temos bar aberto para quem quiser encher-me de chibatadas.

Dramas femininos

Das várias coisas chatas pertencentes ao universo feminino a depilação é uma delas.
É uma chatice porque é preciso que o pêlo atinja um certo comprimento para ser arrancado. E com isto, não estou a falar da penugem das pernas e do pito porque esses estão escondidos do olhar alheio. Cada um sabe das suas vergonhas íntimas e só magoa o orgulho de quem os ostenta mas agora as pilosidades faciais são outros quinhentos.

Pêlinhos depenicados nas sobrancelhas. Pêlinhos espetados no bigode buço. Não há como esconder!
Eles pedem, aliás, exigem a atenção daquelas gajas que adoram esfregar-nos na cara que estamos com um ar bardajão.
Como se já não bastasse a depilação ser dolorosa para o corpo (e para a carteira) eis que saímos da esteticista com a zona do buço e sobrancelhas vermelhas que nem tomates, que, praticamente gritam ao mundo «OH PESSOAL! VINDE CÁ VER ISTO QUE ESTA PORCA SAIU AGORA DA DEPILAÇÃO!!!!!».

Mas agora que tenho a depilação feita vou aproveitar e vou ali gozar com umas quantas gajas que já tem um bigode de fazer inveja a qualquer taxista.

Em horário nobre

Num destes dias em que andava no zapping cruzei-me com a novela Amor Maior na SIC. 
Eu, que não ligo pevas a novelas, dou por mim estática em frente à televisão a olhar para a personagem Helena interpretada pela Sofia Sá da Bandeira.
Ora, esta personagem sofreu um avc que a deixou um bocadinho pró gaga o que, se por um lado, dá-me pena por outro dá-me uma vontade terrível de lhe dar um calduço na nuca para ver se a palavra que lhe está entalada na goela salta para fora.

Mas aquilo que realmente me deixou colada ao ecrã foram as beiças. Esta novela deveria chamar-se a Beiça Maior e não Amor Maior!!! E em vez do drama-da-vida-da-Clara-em-que-tudo-lhe-corre-mal a novela deveria ser sobre a Helena a lutar pela vida porque não consegue enfiar uma entremeada com batatas dentro de uma palhinha para se conseguir alimentar.

É para mim um mistério como é que a Sofia Sá da Bandeira consegue meter um garfo, ou na loucura, uma colher dentro da boca porque quase que se ouve o som do vácuo por entre os lábios quando ela inspira pela boca... digam-me que não sou a única a achar aqueles lábios assustadores!

TWD - Confidencial

Jovem!
Tu que ainda não viste o episódio de Walking Dead e ainda não queres saber porque és um chorão(a) que não aguenta a violência afasta-te neste preciso momento deste blog porque eu, em termos técnicos e concisos, vou chibar-me toda! 
Maneiras que cá vai disto: morreram dois gajos e nenhum deles era preto! Pimbas!

Para começar, notou-se claramente que o Abraham andava de relações cortadas com o realizador, desde que lhe pediu um aumento no orçamento para ir à Lúcia Piloto pintar o cabelo e o realizador fez-lhe um manguito e mandou-o ir ao Continente comprar a tinta da L'óreal que estava com 10% em cartão! O Abraham recusou-se, disse que estava a ficar com peladas e que, às vezes, ficava com a testa manchada de vermelho e o realizador: cai vai disto e fez-lhe uma pintura permanente nos cornos!

Antes de por já a boca no trombone sobre a segunda morte queria antes deixar um pequeno apontamento ao realizador e neste pequeno apontamento digo:
Até que enfim que matou uma das pessoas que compunha o casalinho romântico-mete-nojo da série!
Parto do princípio que se estou numa série de zombie eu quero é mortes e o expoente máximo de romantismo pode ser 5 minutos de necrofilia e, mesmo assim, já me deixa com o vómito a assomar à goela!

Claro que eu preferia que quinasse a Maggie mas consta por aí que o Glenn não deu desconto no restaurante chinês dele e o realizador pesou isso na balança, juntamente com as tetas da actriz que faz de Maggie e tomou a decisão dele. Porque é que acham que lhe saltou um olho no episódio?! Foi a maneira do gajo dizer que quem quer ser de olho grosso fode-se à grande!

Agora digam lá que eu não sou amiga em partilhar estes informações altamente confidenciais convosco?! Eu valho milhões.

Cenas do Fitness #4

Isto do fitness é um espetáculo! Atenção que isto é o que circula por aí mas que eu ainda não consegui apurar a veracidade destas declarações mas acreditando que seja verdade vou partilhar com a minha gente os exercícios que me causam arrepios na espinha mas que eu faço à mesma porque sou casmurra!
O truque é nunca desistir e o estado mental, acreditem ou não, é o que puxa os cordelinhos à coisa e eu puxo os cordelinhos de tal maneira que a minha consciência adora falar comigo mesma para me distrair da "dor" dos circuitos de HIIT (High Intensity Interval Training) que dito assim parece giro mas traduzido para português é qualquer coisa como Isto-É-o-Mais-Próximo-de-Morte-que-Vais-Sentir-Hoje.
Antes de mais todos os meus exercícios começam com um revirar de olhos e um suspiro sempre que reparo que na lista dos exercícios que vou fazer naquele dia consta um dos que estão abaixo.

Flexões: Sempre que faço uma acho que me vai saltar um olho, rebentar uma veia e cuspir o fígado com o esforço!

V-Ups: Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Peidei!!!

Squats (agachamentos): Não gosto! Parece que estou sempre a preparar-me para fazer um cócó mas que afinal perdi a vontade! É um exercício monótono mas sinto logo a peida rija, por isso, gosto. É uma relação amor-ódio com molho agridoce à mistura.

Mountain Climbers: para aqueles que pensavam que correr é difícil experimentem uma simulação de corrida mas em prancha, no chão e sempre a mexer as patas! Façam isto no pico do Verão durante um minuto e, a seguir, marquem logo o 112 pela vossa saúde.

Lunge Jump: dói a perna, dói o rabo, o equilíbrio foge, o mundo parece um lugar negro, obscuro e às vezes dá vontade desatar aos pontapés a tudo e desistir.

Warrior Deadlift: Nome super caro que me faz sentir uma samurai com nalgas de aço! Elas dizem um olá efusivo e os gémeos choram efusivamente. No dia seguinte é andar novo garantido e se fizer isto com pesos à mistura nem sentar na sanita é viável.

Tricep Dips: Chato! Aborrecido! Dá vontade de ir à missa mas HEY! Não há músculo do adeus que resista!

Saltar à corda: E levei com a corda nos cornos! E levei com a corda nas costas! E levei com a corda da cara! E pisei a merda da corda... não há maneira de dominar a técnica sem me auto-infligir vergastadas.

Russian Kicks: OMFG!!!

Burpees: Lembra a palavra 'arroto' em inglês mas dá-me é azia! Quando pensamos que não há pior vem algo para acabar com a nossa esperança! Uma conjugação de movimentos que dá vontade deitar no chão e começar a chorar.

Todo o tipo de Pranchas: A sensação mais próxima do que é ter Parkinson mas sem ter Parkinson!

E agora não sejam pussys e levantem o nalguedo do sofá e façam algo por vocês que é exactamente o que eu vou fazer! Vou buscar umas bolachinhas ali ao armário que estou cheia de fome!

* Usei uns termos em inglês não se vá dar o caso de alguém, na loucura, querer ir pesquisar e assim é mais fácil de encontrar os exercícios. 

Diário da minha tortura #3

Eis que aqui estou eu, um mês depois de ter arrancado dois sisos de rajada e um dia depois de ter arrancado o terceiro (e último)!

Posso dizer que a vantagem disto tudo é que estou ligeiramente mais leve na balança porque vocês não estão bem a ver o tamanho daqueles dentes. Aquilo não eram simples dentinhos, aquilo eram dentes de cavalo enterrados da forma mais vil e intrincada na mandíbula que até as raízes estavam tortas. Arrancar dentes até tem a sua piada, desde a língua dormente que parece um naco de carne que não me pertence, como a dar por mim a babar-me que nem uma atrasada mental como ficar com a cara inchada que dá vontade rir mas não nos podemos rir porque dói.

Descobri que finalmente o Estado fez alguma coisa de jeito! Então, enquanto eu admirava os resquícios do meu parto indolor perguntei à dentista se podia ficar com os dentes para recordação! Disse-me que não podia, uma vez que, o Estado passou a considerar os dentes como órgãos e, como tal, teriam de ir para destruição! REJUBILO E ALEGRIA! Então está descoberto o porquê da epidemia de dentes de ouro nos fios e brincos ter terminado! É que já vai tarde porque a minha pessoa teve a triste sorte de andar com um dente pendurado numa argola, tal e qual, uma chunga! Sabem lá vocês aquilo que me custou andar com aquilo pendurado na orelha, o dente era leve mas a vergonha que eu ostentava pesava 5kg. Mas isto para dizer que os sisos comeram-me 210€ e não os pude trazer comigo!

Andei eu a criá-los, a despender de tanto cálcio e a esfregá-los para ficaram bonitos e brilhantes para ao fim de 31 anos arrancá-los! Ah... a ironia do destino!

Trabalho num manicómio #3

Todos nós temos uma Gina na nossa vida!
Ora a Gina é aquela colega que vem de outro departamento para nos "ajudar" mas que assim que lhe pomos os olhos em cima dá-nos uma vontade incontrolável de a cumprimentar à chapada.
Dá também vontade de agarrar numa rebarbadora e enfiar-lhe aquilo pela goela abaixo e arrancar-lhe a camada de tártaro pré-histórica que tem nos dentes e também os próprios dentes. Se ficasse sem língua era um bónus, já que não diz nada de jeito.
Mas chega de falar mal da Gina e vamos aos factos! Esta moça é a típica brega que em vez de canalizar o pouco dinheiro que tem para cuidar da sua saúde prefere fazer tatuagens com o nome do futuro-esposo e uns símbolos manhosos pela coluna abaixo e que faz questão de mostrar a quem acaba de conhecer levantando a camisola e mostrando os papos gordos e cheios de borbulhas misturados com tinta. Houve já casos relatados de conjuntivite aguda e acessos de suícidio após verem o espectáculo de sebo que ia por aquelas costas! 
Porém, nem tudo é mau! O facto de ela ser uma mentirosa patológica tem as suas vantagens porque está sempre a faltar: ou de infecção urinária, ou de amigdalite, ou de um pé torcido, ou de que estava a deitar leite pelas tetas (juro-vos que é verdade!!!) e que estava a ter um aborto. O que vale é que existem muitas doenças o que lhe permite renovar o stock de petas!
Maneiras que eu continuo a dizer que gostava de conhecer a pessoa que faz o recrutamento e dar-lhe um aperto de mão no pescoço porque está mais do que visto que não dá uma para a caixa.
Ahhhh como eu adoro lidar com pessoas...

Diário da minha tortura #2

Há quem use aparelho porque é moda e há quem não queira usar nem pela lei da bala mas as forças inevitáveis e brutais do destino obrigam a usar e claro, eu não seria eu senão estivesse inserida na segunda categoria.

Mas esta história não é de agora. No ano anterior a conhecer o sapateiro dentista que me traumatizou eu tinha usado aparelho móvel mas não completei o tratamento e não foi pelo bullying de ficar a falar à sopinha de massas mas sim por uma cena muito "engraçada" chamada tosse convulsa em que, num momento estava bem e no seguinte desatava a tossir tanto, e fazia tanto esforço de tal forma que acabava por vomitar. Foram seis meses divertidos em que os medicamentos e exames passados pelos médicos não faziam nada e eu sempre ali a modos que a quinar e a modos que a vomitar.
Nesses seis meses não usei o aparelho e o trabalho ficou a meio caminho. Pelo menos, puxou-me os incisivos laterais para fora e alinhou com os restantes dentes de cima mas os de baixo continuaram desalinhados, encavalitados e a mordida nunca ficou alinhada.

Maneiras que após o choque inicial de todo o processo que teria de fazer aos dentes e de fazer luto sobre a morte das minhas poupanças lá fui eu fazer radiografia e no meio desta desgraça toda há, pelo menos, uma boa notícia! Só tenho três sisos porque o quarto nunca quis comparecer à festa o que é uma notícia digna de se festejar porque a cirurgia de um siso incluso só é a módica quantia de 120€ e eu já estava a considerar tornar-me acompanhante de luxo só para sustentar estes luxos todos.

Diário da minha tortura #1

Nunca partilhei isto convosco porque eu não gosto de dar a conhecer as minhas fraquezas.
No geral, vendo a imagem de uma tipa forte mas que, no fundo, no fundo é uma granda cagona!
Pois que a minha pessoa tem fobia a dentistas. É verdade! E tudo graças a um sacana de um ferrador de cavalos disfarçado de dentista que me arrancou um molar quando eu tinha 13 anos.

Sacana esse, que me fez guinchar que nem uma égua enquanto é montada. O problema é que foram guinchos de dor e que me marcaram de tal forma, que, enquanto escrevo esta frase até sinto arrepios na coluna por causa daquele grande cabrão. Espero que o karma lhe mande uma belinha com força na nuca e ele bata com os cornos na mesa e parta a cabeça!

Adiante, que eu não gosto de desejar mal a ninguém!
Isto para dizer desde essa altura e até agora que nunca mais pus os pés num dentista mas no meio deste drama todo, decidi que eu sou mais forte do que o meu medo (ou pelo menos assim quero pensar e quem diz o contrário é maricas!) e marquei consulta numa clínica para um checkup dentário.
Se eu soubesse para o que estaria guardada tinha ido abastecida com um pacote de lenços para chorar à vontade.

Diagnóstico: aparelho FIXO, porque nunca é tarde para ter andaimes nos dentes e sofrer de bullying. Arrancar os dentes do Siso que na data não se sabia se eram 3 + 1 incluso. Destartarização e umas limpezas às cáries.

Depois logo vos conto o resto que isto é muita emoção para ser contada assim de rajada num único post.