Em horário nobre

Num destes dias em que andava no zapping cruzei-me com a novela Amor Maior na SIC. 
Eu, que não ligo pevas a novelas, dou por mim estática em frente à televisão a olhar para a personagem Helena interpretada pela Sofia Sá da Bandeira.
Ora, esta personagem sofreu um avc que a deixou um bocadinho pró gaga o que, se por um lado, dá-me pena por outro dá-me uma vontade terrível de lhe dar um calduço na nuca para ver se a palavra que lhe está entalada na goela salta para fora.

Mas aquilo que realmente me deixou colada ao ecrã foram as beiças. Esta novela deveria chamar-se a Beiça Maior e não Amor Maior!!! E em vez do drama-da-vida-da-Clara-em-que-tudo-lhe-corre-mal a novela deveria ser sobre a Helena a lutar pela vida porque não consegue enfiar uma entremeada com batatas dentro de uma palhinha para se conseguir alimentar.

É para mim um mistério como é que a Sofia Sá da Bandeira consegue meter um garfo, ou na loucura, uma colher dentro da boca porque quase que se ouve o som do vácuo por entre os lábios quando ela inspira pela boca... digam-me que não sou a única a achar aqueles lábios assustadores!

TWD - Confidencial

Jovem!
Tu que ainda não viste o episódio de Walking Dead e ainda não queres saber porque és um chorão(a) que não aguenta a violência afasta-te neste preciso momento deste blog porque eu, em termos técnicos e concisos, vou chibar-me toda! 
Maneiras que cá vai disto: morreram dois gajos e nenhum deles era preto! Pimbas!

Para começar, notou-se claramente que o Abraham andava de relações cortadas com o realizador, desde que lhe pediu um aumento no orçamento para ir à Lúcia Piloto pintar o cabelo e o realizador fez-lhe um manguito e mandou-o ir ao Continente comprar a tinta da L'óreal que estava com 10% em cartão! O Abraham recusou-se, disse que estava a ficar com peladas e que, às vezes, ficava com a testa manchada de vermelho e o realizador: cai vai disto e fez-lhe uma pintura permanente nos cornos!

Antes de por já a boca no trombone sobre a segunda morte queria antes deixar um pequeno apontamento ao realizador e neste pequeno apontamento digo:
Até que enfim que matou uma das pessoas que compunha o casalinho romântico-mete-nojo da série!
Parto do princípio que se estou numa série de zombie eu quero é mortes e o expoente máximo de romantismo pode ser 5 minutos de necrofilia e, mesmo assim, já me deixa com o vómito a assomar à goela!

Claro que eu preferia que quinasse a Maggie mas consta por aí que o Glenn não deu desconto no restaurante chinês dele e o realizador pesou isso na balança, juntamente com as tetas da actriz que faz de Maggie e tomou a decisão dele. Porque é que acham que lhe saltou um olho no episódio?! Foi a maneira do gajo dizer que quem quer ser de olho grosso fode-se à grande!

Agora digam lá que eu não sou amiga em partilhar estes informações altamente confidenciais convosco?! Eu valho milhões.

Cenas do Fitness #4

Isto do fitness é um espetáculo! Atenção que isto é o que circula por aí mas que eu ainda não consegui apurar a veracidade destas declarações mas acreditando que seja verdade vou partilhar com a minha gente os exercícios que me causam arrepios na espinha mas que eu faço à mesma porque sou casmurra!
O truque é nunca desistir e o estado mental, acreditem ou não, é o que puxa os cordelinhos à coisa e eu puxo os cordelinhos de tal maneira que a minha consciência adora falar comigo mesma para me distrair da "dor" dos circuitos de HIIT (High Intensity Interval Training) que dito assim parece giro mas traduzido para português é qualquer coisa como Isto-É-o-Mais-Próximo-de-Morte-que-Vais-Sentir-Hoje.
Antes de mais todos os meus exercícios começam com um revirar de olhos e um suspiro sempre que reparo que na lista dos exercícios que vou fazer naquele dia consta um dos que estão abaixo.

Flexões: Sempre que faço uma acho que me vai saltar um olho, rebentar uma veia e cuspir o fígado com o esforço!

V-Ups: Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Peidei!!!

Squats (agachamentos): Não gosto! Parece que estou sempre a preparar-me para fazer um cócó mas que afinal perdi a vontade! É um exercício monótono mas sinto logo a peida rija, por isso, gosto. É uma relação amor-ódio com molho agridoce à mistura.

Mountain Climbers: para aqueles que pensavam que correr é difícil experimentem uma simulação de corrida mas em prancha, no chão e sempre a mexer as patas! Façam isto no pico do Verão durante um minuto e, a seguir, marquem logo o 112 pela vossa saúde.

Lunge Jump: dói a perna, dói o rabo, o equilíbrio foge, o mundo parece um lugar negro, obscuro e às vezes dá vontade desatar aos pontapés a tudo e desistir.

Warrior Deadlift: Nome super caro que me faz sentir uma samurai com nalgas de aço! Elas dizem um olá efusivo e os gémeos choram efusivamente. No dia seguinte é andar novo garantido e se fizer isto com pesos à mistura nem sentar na sanita é viável.

Tricep Dips: Chato! Aborrecido! Dá vontade de ir à missa mas HEY! Não há músculo do adeus que resista!

Saltar à corda: E levei com a corda nos cornos! E levei com a corda nas costas! E levei com a corda da cara! E pisei a merda da corda... não há maneira de dominar a técnica sem me auto-infligir vergastadas.

Russian Kicks: OMFG!!!

Burpees: Lembra a palavra 'arroto' em inglês mas dá-me é azia! Quando pensamos que não há pior vem algo para acabar com a nossa esperança! Uma conjugação de movimentos que dá vontade deitar no chão e começar a chorar.

Todo o tipo de Pranchas: A sensação mais próxima do que é ter Parkinson mas sem ter Parkinson!

E agora não sejam pussys e levantem o nalguedo do sofá e façam algo por vocês que é exactamente o que eu vou fazer! Vou buscar umas bolachinhas ali ao armário que estou cheia de fome!

* Usei uns termos em inglês não se vá dar o caso de alguém, na loucura, querer ir pesquisar e assim é mais fácil de encontrar os exercícios. 

Diário da minha tortura #3

Eis que aqui estou eu, um mês depois de ter arrancado dois sisos de rajada e um dia depois de ter arrancado o terceiro (e último)!

Posso dizer que a vantagem disto tudo é que estou ligeiramente mais leve na balança porque vocês não estão bem a ver o tamanho daqueles dentes. Aquilo não eram simples dentinhos, aquilo eram dentes de cavalo enterrados da forma mais vil e intrincada na mandíbula que até as raízes estavam tortas. Arrancar dentes até tem a sua piada, desde a língua dormente que parece um naco de carne que não me pertence, como a dar por mim a babar-me que nem uma atrasada mental como ficar com a cara inchada que dá vontade rir mas não nos podemos rir porque dói.

Descobri que finalmente o Estado fez alguma coisa de jeito! Então, enquanto eu admirava os resquícios do meu parto indolor perguntei à dentista se podia ficar com os dentes para recordação! Disse-me que não podia, uma vez que, o Estado passou a considerar os dentes como órgãos e, como tal, teriam de ir para destruição! REJUBILO E ALEGRIA! Então está descoberto o porquê da epidemia de dentes de ouro nos fios e brincos ter terminado! É que já vai tarde porque a minha pessoa teve a triste sorte de andar com um dente pendurado numa argola, tal e qual, uma chunga! Sabem lá vocês aquilo que me custou andar com aquilo pendurado na orelha, o dente era leve mas a vergonha que eu ostentava pesava 5kg. Mas isto para dizer que os sisos comeram-me 210€ e não os pude trazer comigo!

Andei eu a criá-los, a despender de tanto cálcio e a esfregá-los para ficaram bonitos e brilhantes para ao fim de 31 anos arrancá-los! Ah... a ironia do destino!

Trabalho num manicómio #3

Todos nós temos uma Gina na nossa vida!
Ora a Gina é aquela colega que vem de outro departamento para nos "ajudar" mas que assim que lhe pomos os olhos em cima dá-nos uma vontade incontrolável de a cumprimentar à chapada.
Dá também vontade de agarrar numa rebarbadora e enfiar-lhe aquilo pela goela abaixo e arrancar-lhe a camada de tártaro pré-histórica que tem nos dentes e também os próprios dentes. Se ficasse sem língua era um bónus, já que não diz nada de jeito.
Mas chega de falar mal da Gina e vamos aos factos! Esta moça é a típica brega que em vez de canalizar o pouco dinheiro que tem para cuidar da sua saúde prefere fazer tatuagens com o nome do futuro-esposo e uns símbolos manhosos pela coluna abaixo e que faz questão de mostrar a quem acaba de conhecer levantando a camisola e mostrando os papos gordos e cheios de borbulhas misturados com tinta. Houve já casos relatados de conjuntivite aguda e acessos de suícidio após verem o espectáculo de sebo que ia por aquelas costas! 
Porém, nem tudo é mau! O facto de ela ser uma mentirosa patológica tem as suas vantagens porque está sempre a faltar: ou de infecção urinária, ou de amigdalite, ou de um pé torcido, ou de que estava a deitar leite pelas tetas (juro-vos que é verdade!!!) e que estava a ter um aborto. O que vale é que existem muitas doenças o que lhe permite renovar o stock de petas!
Maneiras que eu continuo a dizer que gostava de conhecer a pessoa que faz o recrutamento e dar-lhe um aperto de mão no pescoço porque está mais do que visto que não dá uma para a caixa.
Ahhhh como eu adoro lidar com pessoas...

Diário da minha tortura #2

Há quem use aparelho porque é moda e há quem não queira usar nem pela lei da bala mas as forças inevitáveis e brutais do destino obrigam a usar e claro, eu não seria eu senão estivesse inserida na segunda categoria.

Mas esta história não é de agora. No ano anterior a conhecer o sapateiro dentista que me traumatizou eu tinha usado aparelho móvel mas não completei o tratamento e não foi pelo bullying de ficar a falar à sopinha de massas mas sim por uma cena muito "engraçada" chamada tosse convulsa em que, num momento estava bem e no seguinte desatava a tossir tanto, e fazia tanto esforço de tal forma que acabava por vomitar. Foram seis meses divertidos em que os medicamentos e exames passados pelos médicos não faziam nada e eu sempre ali a modos que a quinar e a modos que a vomitar.
Nesses seis meses não usei o aparelho e o trabalho ficou a meio caminho. Pelo menos, puxou-me os incisivos laterais para fora e alinhou com os restantes dentes de cima mas os de baixo continuaram desalinhados, encavalitados e a mordida nunca ficou alinhada.

Maneiras que após o choque inicial de todo o processo que teria de fazer aos dentes e de fazer luto sobre a morte das minhas poupanças lá fui eu fazer radiografia e no meio desta desgraça toda há, pelo menos, uma boa notícia! Só tenho três sisos porque o quarto nunca quis comparecer à festa o que é uma notícia digna de se festejar porque a cirurgia de um siso incluso só é a módica quantia de 120€ e eu já estava a considerar tornar-me acompanhante de luxo só para sustentar estes luxos todos.

Diário da minha tortura #1

Nunca partilhei isto convosco porque eu não gosto de dar a conhecer as minhas fraquezas.
No geral, vendo a imagem de uma tipa forte mas que, no fundo, no fundo é uma granda cagona!
Pois que a minha pessoa tem fobia a dentistas. É verdade! E tudo graças a um sacana de um ferrador de cavalos disfarçado de dentista que me arrancou um molar quando eu tinha 13 anos.

Sacana esse, que me fez guinchar que nem uma égua enquanto é montada. O problema é que foram guinchos de dor e que me marcaram de tal forma, que, enquanto escrevo esta frase até sinto arrepios na coluna por causa daquele grande cabrão. Espero que o karma lhe mande uma belinha com força na nuca e ele bata com os cornos na mesa e parta a cabeça!

Adiante, que eu não gosto de desejar mal a ninguém!
Isto para dizer desde essa altura e até agora que nunca mais pus os pés num dentista mas no meio deste drama todo, decidi que eu sou mais forte do que o meu medo (ou pelo menos assim quero pensar e quem diz o contrário é maricas!) e marquei consulta numa clínica para um checkup dentário.
Se eu soubesse para o que estaria guardada tinha ido abastecida com um pacote de lenços para chorar à vontade.

Diagnóstico: aparelho FIXO, porque nunca é tarde para ter andaimes nos dentes e sofrer de bullying. Arrancar os dentes do Siso que na data não se sabia se eram 3 + 1 incluso. Destartarização e umas limpezas às cáries.

Depois logo vos conto o resto que isto é muita emoção para ser contada assim de rajada num único post.

Olimpíadas da Preguiça 2016

Em 2011 achava eu que os Jogos Olímpicos eram uma treta e em 2016 mantenho essa ideia.
Na altura acreditava que as Olimpíadas da Foda é que eram a aposta correta mas admito o meu erro e vejo agora que as Olimpíadas da Preguiça é que seriam a aposta vencedora.
As modalidades seriam quase ou nada desafiantes e os participantes não lutariam por bater recordes pessoais. Ao fim e ao cabo a rainha é a preguiça e ganharia aquele que menos fizer.

Apresento as modalidades:

» Prova do Coça-Coça
Também apelidada carinhosamente de prova de coçar o colhão. Consiste em ver quem consegue coçar a virilha durante tanto, mas tanto tempo ao ponto de fazer sangue. Ganha aquele que conseguir fazer a maior hemorragia e apanhar um infecção bacteriana de tal ordem que tenha de levar uma injecção de penicilina na peida.

» Prova do Mergulho em Chapão Sincronizado com Dor
Como o próprio nome indica para além de preguiça, o atleta também terá de ter a capacidade inata de ser bronco a mergulhar pelo que deverá atirar-se o mais em tábua possível em direcção à agua.
O vencedor será aquele(a) que ficar mais dorido, vermelho e impossibilitado de ser mexer com as dores (eu insiro-me nesta categoria).

» Prova do Escaldão em Triatlo
Para além de preguiçosos estes atletas terão, também, de ser estúpidos a dar com um pau.
Esta modalidade consiste em estarem esticados na praia, depois no alcatrão e por fim em cima de um telhado de zinco nas horas de maior perigo.
Ganha quem apanhar um escaldão de tal ordem que ao coçar a pele, esta se descole e fiquem os músculos e tendões à mostra.

» Prova do Lançamento do Prato
Ao contrário dos actuais Jogos Olímpicos em que esta modalidade não tem utilidade nenhuma, nas Olimpíadas da Preguiça vale tudo para não lavar a loiça.
O vencedor será aquele que conseguir partir mais loiça no menor espaço de tempo e se conseguir gritar umas asneiras ganha pontos extra.

É claro que existiriam mais modalidades mas já me está a dar a preguiça de tal maneira que vou competir um bocadinho nas Olimpíadas do Coça-Coça no sofá.

Bons jogos a todos!

Bingo! Bingo! Bingo!

Eu tenho uma grande paixão pelo Bingo.
Desde a nuvem de fumo que paira sobre a zona dos fumadores, ao estalido irritante das unhas dos funcionários a bater nos cartões de bingo, às canetas de tinta já ressequida com tanta frustração por quem lhes pega (eu), e por fim, mas não menos importante, as personagens míticas que estão lá no fundo da sala a cantar as bolas.

Que eu nunca oiça alguém dizer que o Bingo é um jogo de velhos que eu só não lhes dou com uma bengalada nos cornos porque doem-me as cruzes e o comprimido para dormir já está a fazer efeito.

Maneiras que já que vocês não vão ao Bingo, eu trago o Bingo até vós com a compilação:

TIPOS DE CANTADORES DE BOLAS

O David Attenborough
É aquele tipo que ao dizer o número de cada bola, diz com tal entoação e vibração que parece estar a narrar um episódio da vida selvagem. É fascinante. Dou muitas vezes comigo de queixo apoiado na mão e a imaginar uma bola pôr-se em cima de outra e bolas! bolas! bolas!

O Ejaculação Precoce
É assim na cama como a contar bolas, Ele começa a dizer bola 15894513265797874 de tal maneira e tão depressa que se espuma todo dos cantos da boca. Faz uma pausa. Suga de volta a baba, torna a contar sofregamente 5468798746523121564 até chegar ao fim. É impossível sentir qualquer prazer no jogo com este sacana, pois mal começa vai directo ao assunto e cospe-se todo!

A Ama
É a menina que está no trabalho errado. Pensa que está ali para adormecer bebés e começa a embalar as bolas. Enumera pausadamente, delicadamente e com um tom melodioso, ela diz «Bola... número... doze... ummmm... doissssssssss». Perco-me sempre com esta gaja. Fecho os olhos por cinco segundos e quando dou por ela, já saiu uma linha, um bingo errado, o bingo correcto e jogada terminada!

O Psicopata
Medo. Com este tipo ninguém quer fazer bingo. Ele adora colocar um suspense no jogo de tal maneira que nos leva a sentir umas palpitações esquisitas no coração. Diz as bolas com uma entoação fantástica e ritmada mas, de repente, pára! Fica no silêncio e pergunta agressivamente «Há algum bingo na sala?!?!» ninguém responde. Toda a gente fica com medo de levar uma facada. O que é certo é que na bola seguinte alguém faz o Bingo!

O Drogado
Normalmente é filho do patrão e tem autorização para trabalhar com uma grande pedrada. Ele arrasta-se a dizer as bolas. Ele enrola a língua. Ele não consegue dizer o número de uma bola sem pensar arduamente. Ele ouve alguém dizer «BINGO» mas continua a dizer as bolas porque tem dificuldade em processar a informação e parar. É raro apanharem este tipo porque costuma haver uns quantos motins na sala por saírem bingos que não deveriam ter saído.

Se depois de vos dar a conhecer estes cromos vocês não sentirem uma vontade incontrolável de irem torrar umas massas ao Bingo tenho a dizer-vos que já não há salvação para vós.

Trabalho num manicómio #2

Gostava de um dia apertar o pescoço a mão às pessoas que fazem o recrutamento na empresa onde trabalho porque a eficiência delas surpreende-me. Há uns tempos atrás passaram na formação o gôdo do Fenando, e agora calhou-nos na rifa o Jaquim Bicha-Charoca.

Ora o Jaquim é o típico miúdo com 35 anos que saiu agora do armário mas que se pudesse ainda estava a chuchar na teta da mãe até aos 50 anos. Era um gajo que se notava a léguas que sempre teve tudo na vida e que, de um momento para o outro, ficou sem nada obrigando-o a trabalhar. Até aqui tudo muito bem, tirando o facto do Jaquim cheirar constantemente a peido e ter uma pedra em vez de um cérebro. Eu nunca conheci uma pessoa com tantas dificuldades de aprendizagem, com tanto queixume da vida, com tanta falta de pensamento lógico... basicamente eu nunca achei que fosse possível um pedragulho andar e falar, e é isto!
Tenho muita pena da mãe daquele gajo. Dói-me a alma só de imaginar a dificuldade que aquela mãe teve para o ensinar a fazer xixi no bacio, deve ter sido mais difícil do que ensinar um cão a mijar no jornal. Fosse eu a mãe daquele cêpo e teria sempre à mão um jornalinho enrolado e dava-lhe constantemente com ele na tromba sempre que apanhasse aquele sacana a respirar.

O Jaquim tirou-me anos de vida porque para além de ser burro, gostava de ser burro e ofendia-se quando o tentava ensinar. Achava que todos tinham de ser súbditos dos seus caprichos. Foi logo para a um emprego onde as pessoas são apertadas para serem rápidas de pensamento. Aquilo agitou-lhe as moléculas de tal maneira que o tótó não aguentou e despediu-se (aleluia). 

Para todos vós que estão a pensar «foste mesmo má com o rapaz» e «vou fazer uma queixa à ACT por tratares mal um deficiente» a vós eu vos descanso a consciência. O Jaquim não era deficiente e nem tinha nenhum cromossoma avariado, o Joaquim só era estúpido.