Eis que aqui estou eu, um mês depois de ter arrancado dois sisos de rajada e um dia depois de ter arrancado o terceiro (e último)!
Posso dizer que a vantagem disto tudo é que estou ligeiramente mais leve na balança porque vocês não estão bem a ver o tamanho daqueles dentes. Aquilo não eram simples dentinhos, aquilo eram dentes de cavalo enterrados da forma mais vil e intrincada na mandíbula que até as raízes estavam tortas. Arrancar dentes até tem a sua piada, desde a língua dormente que parece um naco de carne que não me pertence, como a dar por mim a babar-me que nem uma atrasada mental como ficar com a cara inchada que dá vontade rir mas não nos podemos rir porque dói.
Descobri que finalmente o Estado fez alguma coisa de jeito! Então, enquanto eu admirava os resquícios do meu parto indolor perguntei à dentista se podia ficar com os dentes para recordação! Disse-me que não podia, uma vez que, o Estado passou a considerar os dentes como órgãos e, como tal, teriam de ir para destruição! REJUBILO E ALEGRIA! Então está descoberto o porquê da epidemia de dentes de ouro nos fios e brincos ter terminado! É que já vai tarde porque a minha pessoa teve a triste sorte de andar com um dente pendurado numa argola, tal e qual, uma chunga! Sabem lá vocês aquilo que me custou andar com aquilo pendurado na orelha, o dente era leve mas a vergonha que eu ostentava pesava 5kg. Mas isto para dizer que os sisos comeram-me 210€ e não os pude trazer comigo!
Andei eu a criá-los, a despender de tanto cálcio e a esfregá-los para ficaram bonitos e brilhantes para ao fim de 31 anos arrancá-los! Ah... a ironia do destino!
Trabalho num manicómio #3
Todos nós temos uma Gina na nossa vida!
Ora a Gina é aquela colega que vem de outro departamento para nos "ajudar" mas que assim que lhe pomos os olhos em cima dá-nos uma vontade incontrolável de a cumprimentar à chapada.
Dá também vontade de agarrar numa rebarbadora e enfiar-lhe aquilo pela goela abaixo e arrancar-lhe a camada de tártaro pré-histórica que tem nos dentes e também os próprios dentes. Se ficasse sem língua era um bónus, já que não diz nada de jeito.
Mas chega de falar mal da Gina e vamos aos factos! Esta moça é a típica brega que em vez de canalizar o pouco dinheiro que tem para cuidar da sua saúde prefere fazer tatuagens com o nome do futuro-esposo e uns símbolos manhosos pela coluna abaixo e que faz questão de mostrar a quem acaba de conhecer levantando a camisola e mostrando os papos gordos e cheios de borbulhas misturados com tinta. Houve já casos relatados de conjuntivite aguda e acessos de suícidio após verem o espectáculo de sebo que ia por aquelas costas!
Porém, nem tudo é mau! O facto de ela ser uma mentirosa patológica tem as suas vantagens porque está sempre a faltar: ou de infecção urinária, ou de amigdalite, ou de um pé torcido, ou de que estava a deitar leite pelas tetas (juro-vos que é verdade!!!) e que estava a ter um aborto. O que vale é que existem muitas doenças o que lhe permite renovar o stock de petas!
Maneiras que eu continuo a dizer que gostava de conhecer a pessoa que faz o recrutamento e dar-lhe um aperto de mão no pescoço porque está mais do que visto que não dá uma para a caixa.
Ahhhh como eu adoro lidar com pessoas...
Diário da minha tortura #2
Há quem use aparelho porque é moda e há quem não queira usar nem pela lei da bala mas as forças inevitáveis e brutais do destino obrigam a usar e claro, eu não seria eu senão estivesse inserida na segunda categoria.
Mas esta história não é de agora. No ano anterior a conhecer osapateiro dentista que me traumatizou eu tinha usado aparelho móvel mas não completei o tratamento e não foi pelo bullying de ficar a falar à sopinha de massas mas sim por uma cena muito "engraçada" chamada tosse convulsa em que, num momento estava bem e no seguinte desatava a tossir tanto, e fazia tanto esforço de tal forma que acabava por vomitar. Foram seis meses divertidos em que os medicamentos e exames passados pelos médicos não faziam nada e eu sempre ali a modos que a quinar e a modos que a vomitar.
Nesses seis meses não usei o aparelho e o trabalho ficou a meio caminho. Pelo menos, puxou-me os incisivos laterais para fora e alinhou com os restantes dentes de cima mas os de baixo continuaram desalinhados, encavalitados e a mordida nunca ficou alinhada.
Maneiras que após o choque inicial de todo o processo que teria de fazer aos dentes e de fazer luto sobre a morte das minhas poupanças lá fui eu fazer radiografia e no meio desta desgraça toda há, pelo menos, uma boa notícia! Só tenho três sisos porque o quarto nunca quis comparecer à festa o que é uma notícia digna de se festejar porque a cirurgia de um siso incluso só é a módica quantia de 120€ e eu já estava a considerar tornar-me acompanhante de luxo só para sustentar estes luxos todos.
Mas esta história não é de agora. No ano anterior a conhecer o
Nesses seis meses não usei o aparelho e o trabalho ficou a meio caminho. Pelo menos, puxou-me os incisivos laterais para fora e alinhou com os restantes dentes de cima mas os de baixo continuaram desalinhados, encavalitados e a mordida nunca ficou alinhada.
Maneiras que após o choque inicial de todo o processo que teria de fazer aos dentes e de fazer luto sobre a morte das minhas poupanças lá fui eu fazer radiografia e no meio desta desgraça toda há, pelo menos, uma boa notícia! Só tenho três sisos porque o quarto nunca quis comparecer à festa o que é uma notícia digna de se festejar porque a cirurgia de um siso incluso só é a módica quantia de 120€ e eu já estava a considerar tornar-me acompanhante de luxo só para sustentar estes luxos todos.
Diário da minha tortura #1
Nunca partilhei isto convosco porque eu não gosto de dar a conhecer as minhas fraquezas.
No geral, vendo a imagem de uma tipa forte mas que, no fundo, no fundo é uma granda cagona!
Pois que a minha pessoa tem fobia a dentistas. É verdade! E tudo graças a um sacana de um ferrador de cavalos disfarçado de dentista que me arrancou um molar quando eu tinha 13 anos.
Sacana esse, que me fez guinchar que nem uma égua enquanto é montada. O problema é que foram guinchos de dor e que me marcaram de tal forma, que, enquanto escrevo esta frase até sinto arrepios na coluna por causa daquele grande cabrão. Espero que o karma lhe mande uma belinha com força na nuca e ele bata com os cornos na mesa e parta a cabeça!
Adiante, que eu não gosto de desejar mal a ninguém!
Isto para dizer desde essa altura e até agora que nunca mais pus os pés num dentista mas no meio deste drama todo, decidi que eu sou mais forte do que o meu medo (ou pelo menos assim quero pensar e quem diz o contrário é maricas!) e marquei consulta numa clínica para um checkup dentário.
Se eu soubesse para o que estaria guardada tinha ido abastecida com um pacote de lenços para chorar à vontade.
Diagnóstico: aparelho FIXO, porque nunca é tarde para ter andaimes nos dentes e sofrer de bullying. Arrancar os dentes do Siso que na data não se sabia se eram 3 + 1 incluso. Destartarização e umas limpezas às cáries.
Depois logo vos conto o resto que isto é muita emoção para ser contada assim de rajada num único post.
No geral, vendo a imagem de uma tipa forte mas que, no fundo, no fundo é uma granda cagona!
Pois que a minha pessoa tem fobia a dentistas. É verdade! E tudo graças a um sacana de um ferrador de cavalos disfarçado de dentista que me arrancou um molar quando eu tinha 13 anos.
Sacana esse, que me fez guinchar que nem uma égua enquanto é montada. O problema é que foram guinchos de dor e que me marcaram de tal forma, que, enquanto escrevo esta frase até sinto arrepios na coluna por causa daquele grande cabrão. Espero que o karma lhe mande uma belinha com força na nuca e ele bata com os cornos na mesa e parta a cabeça!
Adiante, que eu não gosto de desejar mal a ninguém!
Isto para dizer desde essa altura e até agora que nunca mais pus os pés num dentista mas no meio deste drama todo, decidi que eu sou mais forte do que o meu medo (ou pelo menos assim quero pensar e quem diz o contrário é maricas!) e marquei consulta numa clínica para um checkup dentário.
Se eu soubesse para o que estaria guardada tinha ido abastecida com um pacote de lenços para chorar à vontade.
Diagnóstico: aparelho FIXO, porque nunca é tarde para ter andaimes nos dentes e sofrer de bullying. Arrancar os dentes do Siso que na data não se sabia se eram 3 + 1 incluso. Destartarização e umas limpezas às cáries.
Depois logo vos conto o resto que isto é muita emoção para ser contada assim de rajada num único post.
Olimpíadas da Preguiça 2016
Em 2011 achava eu que os Jogos Olímpicos eram uma treta e em 2016 mantenho essa ideia.
Na altura acreditava que as Olimpíadas da Foda é que eram a aposta correta mas admito o meu erro e vejo agora que as Olimpíadas da Preguiça é que seriam a aposta vencedora.
As modalidades seriam quase ou nada desafiantes e os participantes não lutariam por bater recordes pessoais. Ao fim e ao cabo a rainha é a preguiça e ganharia aquele que menos fizer.
Apresento as modalidades:
» Prova do Coça-Coça
Também apelidada carinhosamente de prova de coçar o colhão. Consiste em ver quem consegue coçar a virilha durante tanto, mas tanto tempo ao ponto de fazer sangue. Ganha aquele que conseguir fazer a maior hemorragia e apanhar um infecção bacteriana de tal ordem que tenha de levar uma injecção de penicilina na peida.
» Prova do Mergulho em Chapão Sincronizado com Dor
Como o próprio nome indica para além de preguiça, o atleta também terá de ter a capacidade inata de ser bronco a mergulhar pelo que deverá atirar-se o mais em tábua possível em direcção à agua.
O vencedor será aquele(a) que ficar mais dorido, vermelho e impossibilitado de ser mexer com as dores (eu insiro-me nesta categoria).
» Prova do Escaldão em Triatlo
Para além de preguiçosos estes atletas terão, também, de ser estúpidos a dar com um pau.
Esta modalidade consiste em estarem esticados na praia, depois no alcatrão e por fim em cima de um telhado de zinco nas horas de maior perigo.
Ganha quem apanhar um escaldão de tal ordem que ao coçar a pele, esta se descole e fiquem os músculos e tendões à mostra.
» Prova do Lançamento do Prato
Ao contrário dos actuais Jogos Olímpicos em que esta modalidade não tem utilidade nenhuma, nas Olimpíadas da Preguiça vale tudo para não lavar a loiça.
O vencedor será aquele que conseguir partir mais loiça no menor espaço de tempo e se conseguir gritar umas asneiras ganha pontos extra.
É claro que existiriam mais modalidades mas já me está a dar a preguiça de tal maneira que vou competir um bocadinho nas Olimpíadas do Coça-Coça no sofá.
Bons jogos a todos!
Na altura acreditava que as Olimpíadas da Foda é que eram a aposta correta mas admito o meu erro e vejo agora que as Olimpíadas da Preguiça é que seriam a aposta vencedora.
As modalidades seriam quase ou nada desafiantes e os participantes não lutariam por bater recordes pessoais. Ao fim e ao cabo a rainha é a preguiça e ganharia aquele que menos fizer.
Apresento as modalidades:
» Prova do Coça-Coça
Também apelidada carinhosamente de prova de coçar o colhão. Consiste em ver quem consegue coçar a virilha durante tanto, mas tanto tempo ao ponto de fazer sangue. Ganha aquele que conseguir fazer a maior hemorragia e apanhar um infecção bacteriana de tal ordem que tenha de levar uma injecção de penicilina na peida.
» Prova do Mergulho em Chapão Sincronizado com Dor
Como o próprio nome indica para além de preguiça, o atleta também terá de ter a capacidade inata de ser bronco a mergulhar pelo que deverá atirar-se o mais em tábua possível em direcção à agua.
O vencedor será aquele(a) que ficar mais dorido, vermelho e impossibilitado de ser mexer com as dores (eu insiro-me nesta categoria).
» Prova do Escaldão em Triatlo
Para além de preguiçosos estes atletas terão, também, de ser estúpidos a dar com um pau.
Esta modalidade consiste em estarem esticados na praia, depois no alcatrão e por fim em cima de um telhado de zinco nas horas de maior perigo.
Ganha quem apanhar um escaldão de tal ordem que ao coçar a pele, esta se descole e fiquem os músculos e tendões à mostra.
» Prova do Lançamento do Prato
Ao contrário dos actuais Jogos Olímpicos em que esta modalidade não tem utilidade nenhuma, nas Olimpíadas da Preguiça vale tudo para não lavar a loiça.
O vencedor será aquele que conseguir partir mais loiça no menor espaço de tempo e se conseguir gritar umas asneiras ganha pontos extra.
É claro que existiriam mais modalidades mas já me está a dar a preguiça de tal maneira que vou competir um bocadinho nas Olimpíadas do Coça-Coça no sofá.
Bons jogos a todos!
Bingo! Bingo! Bingo!
Eu tenho uma grande paixão pelo Bingo.
Desde a nuvem de fumo que paira sobre a zona dos fumadores, ao estalido irritante das unhas dos funcionários a bater nos cartões de bingo, às canetas de tinta já ressequida com tanta frustração por quem lhes pega (eu), e por fim, mas não menos importante, as personagens míticas que estão lá no fundo da sala a cantar as bolas.
Que eu nunca oiça alguém dizer que o Bingo é um jogo de velhos que eu só não lhes dou com uma bengalada nos cornos porque doem-me as cruzes e o comprimido para dormir já está a fazer efeito.
Maneiras que já que vocês não vão ao Bingo, eu trago o Bingo até vós com a compilação:
O David Attenborough
É aquele tipo que ao dizer o número de cada bola, diz com tal entoação e vibração que parece estar a narrar um episódio da vida selvagem. É fascinante. Dou muitas vezes comigo de queixo apoiado na mão e a imaginar uma bola pôr-se em cima de outra e bolas! bolas! bolas!
O Ejaculação Precoce
É assim na cama como a contar bolas, Ele começa a dizer bola 15894513265797874 de tal maneira e tão depressa que se espuma todo dos cantos da boca. Faz uma pausa. Suga de volta a baba, torna a contar sofregamente 5468798746523121564 até chegar ao fim. É impossível sentir qualquer prazer no jogo com este sacana, pois mal começa vai directo ao assunto e cospe-se todo!
A Ama
É a menina que está no trabalho errado. Pensa que está ali para adormecer bebés e começa a embalar as bolas. Enumera pausadamente, delicadamente e com um tom melodioso, ela diz «Bola... número... doze... ummmm... doissssssssss». Perco-me sempre com esta gaja. Fecho os olhos por cinco segundos e quando dou por ela, já saiu uma linha, um bingo errado, o bingo correcto e jogada terminada!
O Psicopata
Medo. Com este tipo ninguém quer fazer bingo. Ele adora colocar um suspense no jogo de tal maneira que nos leva a sentir umas palpitações esquisitas no coração. Diz as bolas com uma entoação fantástica e ritmada mas, de repente, pára! Fica no silêncio e pergunta agressivamente «Há algum bingo na sala?!?!» ninguém responde. Toda a gente fica com medo de levar uma facada. O que é certo é que na bola seguinte alguém faz o Bingo!
O Drogado
Normalmente é filho do patrão e tem autorização para trabalhar com uma grande pedrada. Ele arrasta-se a dizer as bolas. Ele enrola a língua. Ele não consegue dizer o número de uma bola sem pensar arduamente. Ele ouve alguém dizer «BINGO» mas continua a dizer as bolas porque tem dificuldade em processar a informação e parar. É raro apanharem este tipo porque costuma haver uns quantos motins na sala por saírem bingos que não deveriam ter saído.
Se depois de vos dar a conhecer estes cromos vocês não sentirem uma vontade incontrolável de irem torrar umas massas ao Bingo tenho a dizer-vos que já não há salvação para vós.
Desde a nuvem de fumo que paira sobre a zona dos fumadores, ao estalido irritante das unhas dos funcionários a bater nos cartões de bingo, às canetas de tinta já ressequida com tanta frustração por quem lhes pega (eu), e por fim, mas não menos importante, as personagens míticas que estão lá no fundo da sala a cantar as bolas.
Que eu nunca oiça alguém dizer que o Bingo é um jogo de velhos que eu só não lhes dou com uma bengalada nos cornos porque doem-me as cruzes e o comprimido para dormir já está a fazer efeito.
Maneiras que já que vocês não vão ao Bingo, eu trago o Bingo até vós com a compilação:
TIPOS DE CANTADORES DE BOLAS
O David Attenborough
É aquele tipo que ao dizer o número de cada bola, diz com tal entoação e vibração que parece estar a narrar um episódio da vida selvagem. É fascinante. Dou muitas vezes comigo de queixo apoiado na mão e a imaginar uma bola pôr-se em cima de outra e bolas! bolas! bolas!
O Ejaculação Precoce
É assim na cama como a contar bolas, Ele começa a dizer bola 15894513265797874 de tal maneira e tão depressa que se espuma todo dos cantos da boca. Faz uma pausa. Suga de volta a baba, torna a contar sofregamente 5468798746523121564 até chegar ao fim. É impossível sentir qualquer prazer no jogo com este sacana, pois mal começa vai directo ao assunto e cospe-se todo!
A Ama
É a menina que está no trabalho errado. Pensa que está ali para adormecer bebés e começa a embalar as bolas. Enumera pausadamente, delicadamente e com um tom melodioso, ela diz «Bola... número... doze... ummmm... doissssssssss». Perco-me sempre com esta gaja. Fecho os olhos por cinco segundos e quando dou por ela, já saiu uma linha, um bingo errado, o bingo correcto e jogada terminada!
O Psicopata
Medo. Com este tipo ninguém quer fazer bingo. Ele adora colocar um suspense no jogo de tal maneira que nos leva a sentir umas palpitações esquisitas no coração. Diz as bolas com uma entoação fantástica e ritmada mas, de repente, pára! Fica no silêncio e pergunta agressivamente «Há algum bingo na sala?!?!» ninguém responde. Toda a gente fica com medo de levar uma facada. O que é certo é que na bola seguinte alguém faz o Bingo!
O Drogado
Normalmente é filho do patrão e tem autorização para trabalhar com uma grande pedrada. Ele arrasta-se a dizer as bolas. Ele enrola a língua. Ele não consegue dizer o número de uma bola sem pensar arduamente. Ele ouve alguém dizer «BINGO» mas continua a dizer as bolas porque tem dificuldade em processar a informação e parar. É raro apanharem este tipo porque costuma haver uns quantos motins na sala por saírem bingos que não deveriam ter saído.
Se depois de vos dar a conhecer estes cromos vocês não sentirem uma vontade incontrolável de irem torrar umas massas ao Bingo tenho a dizer-vos que já não há salvação para vós.
Trabalho num manicómio #2
Gostava de um dia apertar o pescoço a mão às pessoas que fazem o recrutamento na empresa onde trabalho porque a eficiência delas surpreende-me. Há uns tempos atrás passaram na formação o gôdo do Fenando, e agora calhou-nos na rifa o Jaquim Bicha-Charoca.
Ora o Jaquim é o típico miúdo com 35 anos que saiu agora do armário mas que se pudesse ainda estava a chuchar na teta da mãe até aos 50 anos. Era um gajo que se notava a léguas que sempre teve tudo na vida e que, de um momento para o outro, ficou sem nada obrigando-o a trabalhar. Até aqui tudo muito bem, tirando o facto do Jaquim cheirar constantemente a peido e ter uma pedra em vez de um cérebro. Eu nunca conheci uma pessoa com tantas dificuldades de aprendizagem, com tanto queixume da vida, com tanta falta de pensamento lógico... basicamente eu nunca achei que fosse possível um pedragulho andar e falar, e é isto!
Tenho muita pena da mãe daquele gajo. Dói-me a alma só de imaginar a dificuldade que aquela mãe teve para o ensinar a fazer xixi no bacio, deve ter sido mais difícil do que ensinar um cão a mijar no jornal. Fosse eu a mãe daquele cêpo e teria sempre à mão um jornalinho enrolado e dava-lhe constantemente com ele na tromba sempre que apanhasse aquele sacana a respirar.
O Jaquim tirou-me anos de vida porque para além de ser burro, gostava de ser burro e ofendia-se quando o tentava ensinar. Achava que todos tinham de ser súbditos dos seus caprichos. Foi logo para a um emprego onde as pessoas são apertadas para serem rápidas de pensamento. Aquilo agitou-lhe as moléculas de tal maneira que o tótó não aguentou e despediu-se (aleluia).
Para todos vós que estão a pensar «foste mesmo má com o rapaz» e «vou fazer uma queixa à ACT por tratares mal um deficiente» a vós eu vos descanso a consciência. O Jaquim não era deficiente e nem tinha nenhum cromossoma avariado, o Joaquim só era estúpido.
Peanuts
Como agora é moda ser alérgico a alguma coisa e porque eu sou uma imitadora que não posso ver nada também eu descobri há uns tempos que os amendoins tem uns efeitos nefastos em mim se os comer à noite. Não vos apoquentais porque uma alergia em mim em nada tem a ver com as alergias no comum do mortal. Normalmente fazem umas borbulhinhas, dão uma caganeira, às vezes matam... coisa pouca! Mas comigo tinha de ser diferente, eu tinha de ter comichão no pito foda-se! E logo com amendoins que são o petisco barato do povo!
Pois que descobri que esta minha peculiar maleita tem tão de engraçada como de chata, porque se calha comentar com alguém que estou com comichão na snaita a primeira reacção é rirem-se que nem uns atrasados e a segunda é serem ordinários e perguntarem-me se eu quero que me coçem o pito. Descobri esta bela treta numa das minhas incursões nocturnas ao armário da comida e nessa noite acordei toda assada dos entrefolhos, fui ao bidé refrescar a patareca e acalmar a dor que me assolava. Mas como eu gosto de elucidar a minha gente e fazer umas experiências (pouco) científicas decidi, no dia seguinte, dar o meu pipi ao manifesto e ir comer mais uns amendoins antes de ir dormir. Soubesse o que sei hoje e tinha mandado a ciência dar uma curva e preferia continuar a acreditar que a Terra era plana.
Uma vez que era um teste científico fiz questão de comer amendoins acima da quota permitida por lei e comi um pacote inteiro e digo-vos que nessa noite passou-me tudo pela cabeça. Desde sair de casa para ir à mata raspar o pipi num pinheiro, desde esfregar-me com esfregão palha d'aço banhado em álcool etílico.
Ficou a lembrança que desse dia e nunca mais comi amendoins depois das 20h porque ainda hoje sinto stress pós-traumático.
Cenas do Fitness #3
Nestas andanças da vida fit acabamos, inevitavelmente, por seguir umas quantas centenas de pessoas no instagram. Umas porque partilham sugestões úteis. Outras porque nos dão motivação para não desistirmos e depois há as ovelhas negras que sigo para me rir um bocadinho. A pessoa a que me vou referir não é de todo inútil serve, pelo menos, de mau exemplo e relembra-me para nunca mostrar na mesma fotografia as minhas carnes juntamente com a minha tromba para não ser gozada algures num canto do mundo como eu irei fazer já de seguida.
Claro que não vou dizer quem a pessoa é até porque tenho muito nível e só falo mal por trás. Para além disso tenho um bocado de cagufa que ela descubra e venha dar-me um enxerto de porrada com as tetas gigantes que metem respeito à Pamela Anderson. Aliás, pergunto-me porque faz ela exercícios para tonificar as costas pois com aquele peso todo um dia destes tem é de ir ao osteopata tirar a marreca que lhe nasceu. Adiante.
Esta moça de quem falo e que até é bem boa, tem dois sérios problemas. O primeiro é querer patentear as fotografias em holograma via instagram para que todos os utilizadores consigam ver a sua regueifa e os seus marmelos a saltarem do ecrã do telemóvel. Não me levem a mal, ela tem tudo no sítio mas estar constantemente com ar de estrela porno enjoada que acabou de levar com uma esguichadela de meita na testa e que lhe estragou o penteado às páginas tantas já chateia.
O segundo é ser burrinha. Porque como adepta de ginásio que é sabe, religiosamente, o nome dos exercícios que faz mas depois esbardalha-se à grande na anatomia humana quando publica uma foto com as mamas quase a rasgarem o macacão e escreve na legenda "hoje foi treino de glúteos" ou o inverso: tira uma foto às nalgas e escreve "dia de treino de braços". Sempre que vejo fotos que nada têm a ver com a descrição sinto uma necessidade maternal de lhe pagar novamente o ensino básico para fazer a segunda ronda de Ciências Naturais.
Por último e para quem possa achar que é impossível ser assim tão mau. É! É tão mau que numa das fotos a auréola do mamilo assomou-se fora do tecido, de tão apertado que estava, só para dizer olá ao mundo.
Claro que não vou dizer quem a pessoa é até porque tenho muito nível e só falo mal por trás. Para além disso tenho um bocado de cagufa que ela descubra e venha dar-me um enxerto de porrada com as tetas gigantes que metem respeito à Pamela Anderson. Aliás, pergunto-me porque faz ela exercícios para tonificar as costas pois com aquele peso todo um dia destes tem é de ir ao osteopata tirar a marreca que lhe nasceu. Adiante.
Esta moça de quem falo e que até é bem boa, tem dois sérios problemas. O primeiro é querer patentear as fotografias em holograma via instagram para que todos os utilizadores consigam ver a sua regueifa e os seus marmelos a saltarem do ecrã do telemóvel. Não me levem a mal, ela tem tudo no sítio mas estar constantemente com ar de estrela porno enjoada que acabou de levar com uma esguichadela de meita na testa e que lhe estragou o penteado às páginas tantas já chateia.
O segundo é ser burrinha. Porque como adepta de ginásio que é sabe, religiosamente, o nome dos exercícios que faz mas depois esbardalha-se à grande na anatomia humana quando publica uma foto com as mamas quase a rasgarem o macacão e escreve na legenda "hoje foi treino de glúteos" ou o inverso: tira uma foto às nalgas e escreve "dia de treino de braços". Sempre que vejo fotos que nada têm a ver com a descrição sinto uma necessidade maternal de lhe pagar novamente o ensino básico para fazer a segunda ronda de Ciências Naturais.
Por último e para quem possa achar que é impossível ser assim tão mau. É! É tão mau que numa das fotos a auréola do mamilo assomou-se fora do tecido, de tão apertado que estava, só para dizer olá ao mundo.
O chaçomobile
Só quem tem um chaço é que sabe o terror psicológico que é quando o único lugar disponível para estacionar é junto a um caixote do lixo (ou ecoponto) e não saberem se no dia seguinte o carro está no mesmo sítio ou se foi levado, por engano, para o aterro (ou centro de reciclagem).
Só quem tem um chaço é que sabe o quão irritante é ter de tirar, todos os dias, papelinhos do limpa pára-brisas de gajos a quererem comprá-lo para peças.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é estar constantemente pronto para uma fatalidade e andar sempre com a bagageira cheia com garrafões de água destilada para o radiador, de cabos de bateria e de bombas de ar de pedal.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no coração nas mãos quando se ouve um barulho fora do normal dos barulhos que o carro já faz.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no Inverno de janelas abertas, a apanhar o frio e a chuva na tromba, porque a sofagem não funciona e o vidro não desembacia.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é perder noites a fazer contas ao dinheiro que vai custar a revisão ao bólide para ir à inspecção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer olhinhos ao senhor do centro de inspecções para que o gajo passe o veículo com distinção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer um percurso de GPS à volta de Lisboa porque o ano do carro não o permite entrar no centro.
Só quem tem um chaço é que sabe que apesar de todas as dores de cabeça, de coração e de carteira que causam não conseguimos viver sem eles.
É o meu Twingo. É um "granda" chaço mas eu adoro-o!
Só quem tem um chaço é que sabe o quão irritante é ter de tirar, todos os dias, papelinhos do limpa pára-brisas de gajos a quererem comprá-lo para peças.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é estar constantemente pronto para uma fatalidade e andar sempre com a bagageira cheia com garrafões de água destilada para o radiador, de cabos de bateria e de bombas de ar de pedal.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no coração nas mãos quando se ouve um barulho fora do normal dos barulhos que o carro já faz.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no Inverno de janelas abertas, a apanhar o frio e a chuva na tromba, porque a sofagem não funciona e o vidro não desembacia.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é perder noites a fazer contas ao dinheiro que vai custar a revisão ao bólide para ir à inspecção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer olhinhos ao senhor do centro de inspecções para que o gajo passe o veículo com distinção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer um percurso de GPS à volta de Lisboa porque o ano do carro não o permite entrar no centro.
Só quem tem um chaço é que sabe que apesar de todas as dores de cabeça, de coração e de carteira que causam não conseguimos viver sem eles.
É o meu Twingo. É um "granda" chaço mas eu adoro-o!
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