Olimpíadas da Preguiça 2016

Em 2011 achava eu que os Jogos Olímpicos eram uma treta e em 2016 mantenho essa ideia.
Na altura acreditava que as Olimpíadas da Foda é que eram a aposta correta mas admito o meu erro e vejo agora que as Olimpíadas da Preguiça é que seriam a aposta vencedora.
As modalidades seriam quase ou nada desafiantes e os participantes não lutariam por bater recordes pessoais. Ao fim e ao cabo a rainha é a preguiça e ganharia aquele que menos fizer.

Apresento as modalidades:

» Prova do Coça-Coça
Também apelidada carinhosamente de prova de coçar o colhão. Consiste em ver quem consegue coçar a virilha durante tanto, mas tanto tempo ao ponto de fazer sangue. Ganha aquele que conseguir fazer a maior hemorragia e apanhar um infecção bacteriana de tal ordem que tenha de levar uma injecção de penicilina na peida.

» Prova do Mergulho em Chapão Sincronizado com Dor
Como o próprio nome indica para além de preguiça, o atleta também terá de ter a capacidade inata de ser bronco a mergulhar pelo que deverá atirar-se o mais em tábua possível em direcção à agua.
O vencedor será aquele(a) que ficar mais dorido, vermelho e impossibilitado de ser mexer com as dores (eu insiro-me nesta categoria).

» Prova do Escaldão em Triatlo
Para além de preguiçosos estes atletas terão, também, de ser estúpidos a dar com um pau.
Esta modalidade consiste em estarem esticados na praia, depois no alcatrão e por fim em cima de um telhado de zinco nas horas de maior perigo.
Ganha quem apanhar um escaldão de tal ordem que ao coçar a pele, esta se descole e fiquem os músculos e tendões à mostra.

» Prova do Lançamento do Prato
Ao contrário dos actuais Jogos Olímpicos em que esta modalidade não tem utilidade nenhuma, nas Olimpíadas da Preguiça vale tudo para não lavar a loiça.
O vencedor será aquele que conseguir partir mais loiça no menor espaço de tempo e se conseguir gritar umas asneiras ganha pontos extra.

É claro que existiriam mais modalidades mas já me está a dar a preguiça de tal maneira que vou competir um bocadinho nas Olimpíadas do Coça-Coça no sofá.

Bons jogos a todos!

Bingo! Bingo! Bingo!

Eu tenho uma grande paixão pelo Bingo.
Desde a nuvem de fumo que paira sobre a zona dos fumadores, ao estalido irritante das unhas dos funcionários a bater nos cartões de bingo, às canetas de tinta já ressequida com tanta frustração por quem lhes pega (eu), e por fim, mas não menos importante, as personagens míticas que estão lá no fundo da sala a cantar as bolas.

Que eu nunca oiça alguém dizer que o Bingo é um jogo de velhos que eu só não lhes dou com uma bengalada nos cornos porque doem-me as cruzes e o comprimido para dormir já está a fazer efeito.

Maneiras que já que vocês não vão ao Bingo, eu trago o Bingo até vós com a compilação:

TIPOS DE CANTADORES DE BOLAS

O David Attenborough
É aquele tipo que ao dizer o número de cada bola, diz com tal entoação e vibração que parece estar a narrar um episódio da vida selvagem. É fascinante. Dou muitas vezes comigo de queixo apoiado na mão e a imaginar uma bola pôr-se em cima de outra e bolas! bolas! bolas!

O Ejaculação Precoce
É assim na cama como a contar bolas, Ele começa a dizer bola 15894513265797874 de tal maneira e tão depressa que se espuma todo dos cantos da boca. Faz uma pausa. Suga de volta a baba, torna a contar sofregamente 5468798746523121564 até chegar ao fim. É impossível sentir qualquer prazer no jogo com este sacana, pois mal começa vai directo ao assunto e cospe-se todo!

A Ama
É a menina que está no trabalho errado. Pensa que está ali para adormecer bebés e começa a embalar as bolas. Enumera pausadamente, delicadamente e com um tom melodioso, ela diz «Bola... número... doze... ummmm... doissssssssss». Perco-me sempre com esta gaja. Fecho os olhos por cinco segundos e quando dou por ela, já saiu uma linha, um bingo errado, o bingo correcto e jogada terminada!

O Psicopata
Medo. Com este tipo ninguém quer fazer bingo. Ele adora colocar um suspense no jogo de tal maneira que nos leva a sentir umas palpitações esquisitas no coração. Diz as bolas com uma entoação fantástica e ritmada mas, de repente, pára! Fica no silêncio e pergunta agressivamente «Há algum bingo na sala?!?!» ninguém responde. Toda a gente fica com medo de levar uma facada. O que é certo é que na bola seguinte alguém faz o Bingo!

O Drogado
Normalmente é filho do patrão e tem autorização para trabalhar com uma grande pedrada. Ele arrasta-se a dizer as bolas. Ele enrola a língua. Ele não consegue dizer o número de uma bola sem pensar arduamente. Ele ouve alguém dizer «BINGO» mas continua a dizer as bolas porque tem dificuldade em processar a informação e parar. É raro apanharem este tipo porque costuma haver uns quantos motins na sala por saírem bingos que não deveriam ter saído.

Se depois de vos dar a conhecer estes cromos vocês não sentirem uma vontade incontrolável de irem torrar umas massas ao Bingo tenho a dizer-vos que já não há salvação para vós.

Trabalho num manicómio #2

Gostava de um dia apertar o pescoço a mão às pessoas que fazem o recrutamento na empresa onde trabalho porque a eficiência delas surpreende-me. Há uns tempos atrás passaram na formação o gôdo do Fenando, e agora calhou-nos na rifa o Jaquim Bicha-Charoca.

Ora o Jaquim é o típico miúdo com 35 anos que saiu agora do armário mas que se pudesse ainda estava a chuchar na teta da mãe até aos 50 anos. Era um gajo que se notava a léguas que sempre teve tudo na vida e que, de um momento para o outro, ficou sem nada obrigando-o a trabalhar. Até aqui tudo muito bem, tirando o facto do Jaquim cheirar constantemente a peido e ter uma pedra em vez de um cérebro. Eu nunca conheci uma pessoa com tantas dificuldades de aprendizagem, com tanto queixume da vida, com tanta falta de pensamento lógico... basicamente eu nunca achei que fosse possível um pedragulho andar e falar, e é isto!
Tenho muita pena da mãe daquele gajo. Dói-me a alma só de imaginar a dificuldade que aquela mãe teve para o ensinar a fazer xixi no bacio, deve ter sido mais difícil do que ensinar um cão a mijar no jornal. Fosse eu a mãe daquele cêpo e teria sempre à mão um jornalinho enrolado e dava-lhe constantemente com ele na tromba sempre que apanhasse aquele sacana a respirar.

O Jaquim tirou-me anos de vida porque para além de ser burro, gostava de ser burro e ofendia-se quando o tentava ensinar. Achava que todos tinham de ser súbditos dos seus caprichos. Foi logo para a um emprego onde as pessoas são apertadas para serem rápidas de pensamento. Aquilo agitou-lhe as moléculas de tal maneira que o tótó não aguentou e despediu-se (aleluia). 

Para todos vós que estão a pensar «foste mesmo má com o rapaz» e «vou fazer uma queixa à ACT por tratares mal um deficiente» a vós eu vos descanso a consciência. O Jaquim não era deficiente e nem tinha nenhum cromossoma avariado, o Joaquim só era estúpido.

Peanuts

Como agora é moda ser alérgico a alguma coisa e porque eu sou uma imitadora que não posso ver nada também eu descobri há uns tempos que os amendoins tem uns efeitos nefastos em mim se os comer à noite. Não vos apoquentais porque uma alergia em mim em nada tem a ver com as alergias no comum do mortal. Normalmente fazem umas borbulhinhas, dão uma caganeira, às vezes matam... coisa pouca! Mas comigo tinha de ser diferente, eu tinha de ter comichão no pito foda-se! E logo com amendoins que são o petisco barato do povo!
Pois que descobri que esta minha peculiar maleita tem tão de engraçada como de chata, porque se calha comentar com alguém que estou com comichão na snaita a primeira reacção é rirem-se que nem uns atrasados e a segunda é serem ordinários e perguntarem-me se eu quero que me coçem o pito. Descobri esta bela treta numa das minhas incursões nocturnas ao armário da comida e nessa noite acordei toda assada dos entrefolhos, fui ao bidé refrescar a patareca e acalmar a dor que me assolava. Mas como eu gosto de elucidar a minha gente e fazer umas experiências (pouco) científicas decidi, no dia seguinte, dar o meu pipi ao manifesto e ir comer mais uns amendoins antes de ir dormir. Soubesse o que sei hoje e tinha mandado a ciência dar uma curva e preferia continuar a acreditar que a Terra era plana.
Uma vez que era um teste científico fiz questão de comer amendoins acima da quota permitida por lei e comi um pacote inteiro e digo-vos que nessa noite passou-me tudo pela cabeça. Desde sair de casa para ir à mata raspar o pipi num pinheiro, desde esfregar-me com esfregão palha d'aço banhado em álcool etílico.
Ficou a lembrança que desse dia e nunca mais comi amendoins depois das 20h porque ainda hoje sinto stress pós-traumático.

Cenas do Fitness #3

Nestas andanças da vida fit acabamos, inevitavelmente, por seguir umas quantas centenas de pessoas no instagram. Umas porque partilham sugestões úteis. Outras porque nos dão motivação para não desistirmos e depois há as ovelhas negras que sigo para me rir um bocadinho. A pessoa a que me vou referir não é de todo inútil serve, pelo menos, de mau exemplo e relembra-me para nunca mostrar na mesma fotografia as minhas carnes juntamente com a minha tromba para não ser gozada algures num canto do mundo como eu irei fazer já de seguida.

Claro que não vou dizer quem a pessoa é até porque tenho muito nível e só falo mal por trás. Para além disso tenho um bocado de cagufa que ela descubra e venha dar-me um enxerto de porrada com as tetas gigantes que metem respeito à Pamela Anderson. Aliás, pergunto-me porque faz ela exercícios para tonificar as costas pois com aquele peso todo um dia destes tem é de ir ao osteopata tirar a marreca que lhe nasceu. Adiante.
Esta moça de quem falo e que até é bem boa, tem dois sérios problemas. O primeiro é querer patentear as fotografias em holograma via instagram para que todos os utilizadores consigam ver a sua regueifa e os seus marmelos a saltarem do ecrã do telemóvel. Não me levem a mal, ela tem tudo no sítio mas estar constantemente com ar de estrela porno enjoada que acabou de levar com uma esguichadela de meita na testa e que lhe estragou o penteado às páginas tantas já chateia.

O segundo é ser burrinha. Porque como adepta de ginásio que é sabe, religiosamente, o nome dos exercícios que faz mas depois esbardalha-se à grande na anatomia humana quando publica uma foto com as mamas quase a rasgarem o macacão e escreve na legenda "hoje foi treino de glúteos" ou o inverso: tira uma foto às nalgas e escreve "dia de treino de braços". Sempre que vejo fotos que nada têm a ver com a descrição sinto uma necessidade maternal de lhe pagar novamente o ensino básico para fazer a segunda ronda de Ciências Naturais.

Por último e para quem possa achar que é impossível ser assim tão mau. É! É tão mau que numa das fotos a auréola do mamilo assomou-se fora do tecido, de tão apertado que estava, só para dizer olá ao mundo.

O chaçomobile

Só quem tem um chaço é que sabe o terror psicológico que é quando o único lugar disponível para estacionar é junto a um caixote do lixo (ou ecoponto) e não saberem se no dia seguinte o carro está no mesmo sítio ou se foi levado, por engano, para o aterro (ou centro de reciclagem).
Só quem tem um chaço é que sabe o quão irritante é ter de tirar, todos os dias, papelinhos do limpa pára-brisas de gajos a quererem comprá-lo para peças.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é estar constantemente pronto para uma fatalidade e andar sempre com a bagageira cheia com garrafões de água destilada para o radiador, de cabos de bateria e de bombas de ar de pedal.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no coração nas mãos quando se ouve um barulho fora do normal dos barulhos que o carro já faz.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no Inverno de janelas abertas, a apanhar o frio e a chuva na tromba, porque a sofagem não funciona e o vidro não desembacia.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é perder noites a fazer contas ao dinheiro que vai custar a revisão ao bólide para ir à inspecção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer olhinhos ao senhor do centro de inspecções para que o gajo passe o veículo com distinção.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer um percurso de GPS à volta de Lisboa porque o ano do carro não o permite entrar no centro.
Só quem tem um chaço é que sabe que apesar de todas as dores de cabeça, de coração e de carteira que causam não conseguimos viver sem eles.

É o meu Twingo. É um "granda" chaço mas eu adoro-o!

Eu vivo para isto

Se há coisa que, às vezes, gosto de ver são os nossos telejornais deprimentes e chegar à conclusão que vão buscar os temas para as reportagens ao OLX e ao Custo Justo.
Ora vejamos, reza a história no telejornal da TVI de ontem que uma badalhoca vendeu um telemóvel através das redes sociais mas que a sua inteligência era pouca, esgotando-se quando clicou em "submeter anúncio" e não se lembrou de formatar o equipamento. Vai daí, que o gajo que lho comprou, que devia ser de Olhão porque teve um grande olho para o negócio, aproveitou-se do facto de haver imagens comprometedoramente badalhocas e vai de lhe pedir favores de cariz sexual.

Claro que a moça, choninhas, em vez de fazer o favor de, quiçá, um broche ou uma punhetazinha ao moço foi fazer queixinhas à polícia que o deteve logo de seguida. Desde quando é que uma pessoa é detida por pedir favores? É que se isto pega moda eu nunca mais peço favores a ninguém, senão um dia destes, vou parar à pildra juntamente com toda a população portuguesa que adora pedinchar.
Como se isto não bastasse, a jornalista que estava a narrar a reportagem encaixa ali no meio a melhor frase de sempre "o caso já se vinha a arrastar". Nota-se, à légua, que esta jornalista é uma brincalhona nas horas livres e que gosta de meter o seu dedo (ou a mão inteira) de humor subtilmente nos seus textos.

A juíza deveria deter a rapariga que vendeu o telemóvel pois devia ser proibido andar na rua sem um cérebro minimamente funcional. Já ao moço daria uma medalha por boa educação, por ter a honestidade e humildade de admitir que não consegue autosatisfazer-se e ter tido a coragem de pedir um favor. Tanta campanha sobre a impotência ter cura basta procurar ajuda e quando, finalmente, aparece um gajo pedir ajuda para levantar o marsápio é enxovalhado. Este País vai bonito, vai!

Duas coisas são infinitas: O Universo e o meu azar

Porque já não bastava ter a bica da fonte entre as pernas a jorrar sangue todos os meses quis o Universo que as tetas fossem constituídas maioritariamente por tecido adiposo que é como quem diz: por banhas foda-se!  Oras, qualquer leigo percebe que, assim, que começamos a perder peso as mamas são as primeiras a esfumar-se. Num dia saímos à nossa mãe e no dia seguinte: SURPRESA! Agora sais ao pai.
Maneiras que com isto de ter as tetas mais murchas descobri um quisto na da esquerda. Fiz um like mental ao Universo e disse-lhe em tom brincadeira que tinha um sentido de humor mais escuro do que um buraco negro e que o timing não era o melhor visto que eu estava, finalmente, a ter uma vida saudável e que quinar agora, para além de não me dar jeito, era um bocado mau da parte dele. Adiante.

Andei ali um mês a remoer sem contar ao Abade nem à minha mãe, claro que quando finalmente contei levei uma épica piçada de cada um e só faltou levarem-me pelas orelhas ao médico. Marquei exames e fui fazê-los por duas vezes porque da primeira o gajo era um velho simpático mas tarado que me apalpou os marmelos por um tempo acima do medicamente aceitável e deve ter-se distraído com a qualidade dos mesmos que se baralhou todo no relatório e a médica achou por bem mandar repetir o exame porque aquilo estava uma grande javardice. Recomendou-me três clínicas: o IMI, o Euromedic ou a Crear. Como a sigla IMI é sinal de mau presságio e todos os anos faz-me chorar um bocadinho achei por bem escolher uma das outras.

E lá fui hoje para Lisboa. Comecei bem: a máquina que carrega os cartões Viva do Metro papou-me 2,80€ por duas viagens, não me deu talão e nem carregou o cartão. Não havia ninguém para reclamar, tive de lhes encher novamente o cú com mais 2,80€ e lá segui o meu caminho para a confusão, à pressa e atrasada, para uma clínica onde apesar de super chique e eficiente no exame ninguém me apalpou interminavelmente as Josefinas. Não percebi porquê, uma vez, que até sou uma gaja lavadinha.

À la carte

Fui ao Osaka e a minha vida mudou. Não sabia que existiam restaurantes japoneses em que a comida era feita na hora, a pedido e só pagava o preço do menu. Até hoje, ainda só tinha ido a buffets (daqueles em que a comida parece uma pastilha elástica gorila ao fim de ser mascada durante meia hora) e ao Home Sweet Sushi (caríssimo como as cullotes do Luis XV e poucachíssima quantidade) maneiras que isto foi uma experiência avassaladora.
Desconhecia o termo "à la carte" e fiquei fascinada de ver que cada vez que pegava na ementa aparecia-me uma japonesa vinda não-sei-de-onde de bloco em riste pronta para apontar o meu pedido. Parecia um cartoon: eu levantava ementa e ela aparecia, eu baixava a ementa e ela desaparecia e isto vezes sem conta.

Pontos positivos? Comer o meu peso em sushi e em gambas. Queixar-me de dores de barriga mas continuar a comer até sentir o sashimi a assomar-se-me na goela.
A parte chata é que o Abade é um perigo com os pauzinhos e ia-me vazando uma vista. Não sei como é que um dos pauzinhos fez ricochete no outro, saiu disparado contra mim e eu, de tão cheia que estava, nem me mexi, limitei-me a levar com ele na tromba e ainda me fiquei a rir. 

O ponto negativo é que as bebidas são caras que nem pepitas de ouro que eu até torci os olhos por isso fiquei-me por uma latinha miserável de coca-cola que me deu arrotos para o resto da noite.

Assim que fizer a digestão do que comi na semana passada regresso lá.

Parabéns a todas as mulheres

Porque um homem nunca entenderá a dor que é estar a aparar a pintelheira com uma tesoura e, sem querer, mandar uma naifada nas bordas do pito.