Peanuts

Como agora é moda ser alérgico a alguma coisa e porque eu sou uma imitadora que não posso ver nada também eu descobri há uns tempos que os amendoins tem uns efeitos nefastos em mim se os comer à noite. Não vos apoquentais porque uma alergia em mim em nada tem a ver com as alergias no comum do mortal. Normalmente fazem umas borbulhinhas, dão uma caganeira, às vezes matam... coisa pouca! Mas comigo tinha de ser diferente, eu tinha de ter comichão no pito foda-se! E logo com amendoins que são o petisco barato do povo!
Pois que descobri que esta minha peculiar maleita tem tão de engraçada como de chata, porque se calha comentar com alguém que estou com comichão na snaita a primeira reacção é rirem-se que nem uns atrasados e a segunda é serem ordinários e perguntarem-me se eu quero que me coçem o pito. Descobri esta bela treta numa das minhas incursões nocturnas ao armário da comida e nessa noite acordei toda assada dos entrefolhos, fui ao bidé refrescar a patareca e acalmar a dor que me assolava. Mas como eu gosto de elucidar a minha gente e fazer umas experiências (pouco) científicas decidi, no dia seguinte, dar o meu pipi ao manifesto e ir comer mais uns amendoins antes de ir dormir. Soubesse o que sei hoje e tinha mandado a ciência dar uma curva e preferia continuar a acreditar que a Terra era plana.
Uma vez que era um teste científico fiz questão de comer amendoins acima da quota permitida por lei e comi um pacote inteiro e digo-vos que nessa noite passou-me tudo pela cabeça. Desde sair de casa para ir à mata raspar o pipi num pinheiro, desde esfregar-me com esfregão palha d'aço banhado em álcool etílico.
Ficou a lembrança que desse dia e nunca mais comi amendoins depois das 20h porque ainda hoje sinto stress pós-traumático.

Cenas do Fitness #3

Nestas andanças da vida fit acabamos, inevitavelmente, por seguir umas quantas centenas de pessoas no instagram. Umas porque partilham sugestões úteis. Outras porque nos dão motivação para não desistirmos e depois há as ovelhas negras que sigo para me rir um bocadinho. A pessoa a que me vou referir não é de todo inútil serve, pelo menos, de mau exemplo e relembra-me para nunca mostrar na mesma fotografia as minhas carnes juntamente com a minha tromba para não ser gozada algures num canto do mundo como eu irei fazer já de seguida.

Claro que não vou dizer quem a pessoa é até porque tenho muito nível e só falo mal por trás. Para além disso tenho um bocado de cagufa que ela descubra e venha dar-me um enxerto de porrada com as tetas gigantes que metem respeito à Pamela Anderson. Aliás, pergunto-me porque faz ela exercícios para tonificar as costas pois com aquele peso todo um dia destes tem é de ir ao osteopata tirar a marreca que lhe nasceu. Adiante.
Esta moça de quem falo e que até é bem boa, tem dois sérios problemas. O primeiro é querer patentear as fotografias em holograma via instagram para que todos os utilizadores consigam ver a sua regueifa e os seus marmelos a saltarem do ecrã do telemóvel. Não me levem a mal, ela tem tudo no sítio mas estar constantemente com ar de estrela porno enjoada que acabou de levar com uma esguichadela de meita na testa e que lhe estragou o penteado às páginas tantas já chateia.

O segundo é ser burrinha. Porque como adepta de ginásio que é sabe, religiosamente, o nome dos exercícios que faz mas depois esbardalha-se à grande na anatomia humana quando publica uma foto com as mamas quase a rasgarem o macacão e escreve na legenda "hoje foi treino de glúteos" ou o inverso: tira uma foto às nalgas e escreve "dia de treino de braços". Sempre que vejo fotos que nada têm a ver com a descrição sinto uma necessidade maternal de lhe pagar novamente o ensino básico para fazer a segunda ronda de Ciências Naturais.

Por último e para quem possa achar que é impossível ser assim tão mau. É! É tão mau que numa das fotos a auréola do mamilo assomou-se fora do tecido, de tão apertado que estava, só para dizer olá ao mundo.

O chaçomobile

Só quem tem um chaço é que sabe o terror psicológico que é quando o único lugar disponível para estacionar é junto a um caixote do lixo (ou ecoponto) e não saberem se no dia seguinte o carro está no mesmo sítio ou se foi levado, por engano, para o aterro (ou centro de reciclagem).
Só quem tem um chaço é que sabe o quão irritante é ter de tirar, todos os dias, papelinhos do limpa pára-brisas de gajos a quererem comprá-lo para peças.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é estar constantemente pronto para uma fatalidade e andar sempre com a bagageira cheia com garrafões de água destilada para o radiador, de cabos de bateria e de bombas de ar de pedal.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no coração nas mãos quando se ouve um barulho fora do normal dos barulhos que o carro já faz.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no Inverno de janelas abertas, a apanhar o frio e a chuva na tromba, porque a sofagem não funciona e o vidro não desembacia.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é perder noites a fazer contas ao dinheiro que vai custar a revisão ao bólide para ir à inspecção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer olhinhos ao senhor do centro de inspecções para que o gajo passe o veículo com distinção.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer um percurso de GPS à volta de Lisboa porque o ano do carro não o permite entrar no centro.
Só quem tem um chaço é que sabe que apesar de todas as dores de cabeça, de coração e de carteira que causam não conseguimos viver sem eles.

É o meu Twingo. É um "granda" chaço mas eu adoro-o!

Eu vivo para isto

Se há coisa que, às vezes, gosto de ver são os nossos telejornais deprimentes e chegar à conclusão que vão buscar os temas para as reportagens ao OLX e ao Custo Justo.
Ora vejamos, reza a história no telejornal da TVI de ontem que uma badalhoca vendeu um telemóvel através das redes sociais mas que a sua inteligência era pouca, esgotando-se quando clicou em "submeter anúncio" e não se lembrou de formatar o equipamento. Vai daí, que o gajo que lho comprou, que devia ser de Olhão porque teve um grande olho para o negócio, aproveitou-se do facto de haver imagens comprometedoramente badalhocas e vai de lhe pedir favores de cariz sexual.

Claro que a moça, choninhas, em vez de fazer o favor de, quiçá, um broche ou uma punhetazinha ao moço foi fazer queixinhas à polícia que o deteve logo de seguida. Desde quando é que uma pessoa é detida por pedir favores? É que se isto pega moda eu nunca mais peço favores a ninguém, senão um dia destes, vou parar à pildra juntamente com toda a população portuguesa que adora pedinchar.
Como se isto não bastasse, a jornalista que estava a narrar a reportagem encaixa ali no meio a melhor frase de sempre "o caso já se vinha a arrastar". Nota-se, à légua, que esta jornalista é uma brincalhona nas horas livres e que gosta de meter o seu dedo (ou a mão inteira) de humor subtilmente nos seus textos.

A juíza deveria deter a rapariga que vendeu o telemóvel pois devia ser proibido andar na rua sem um cérebro minimamente funcional. Já ao moço daria uma medalha por boa educação, por ter a honestidade e humildade de admitir que não consegue autosatisfazer-se e ter tido a coragem de pedir um favor. Tanta campanha sobre a impotência ter cura basta procurar ajuda e quando, finalmente, aparece um gajo pedir ajuda para levantar o marsápio é enxovalhado. Este País vai bonito, vai!

Duas coisas são infinitas: O Universo e o meu azar

Porque já não bastava ter a bica da fonte entre as pernas a jorrar sangue todos os meses quis o Universo que as tetas fossem constituídas maioritariamente por tecido adiposo que é como quem diz: por banhas foda-se!  Oras, qualquer leigo percebe que, assim, que começamos a perder peso as mamas são as primeiras a esfumar-se. Num dia saímos à nossa mãe e no dia seguinte: SURPRESA! Agora sais ao pai.
Maneiras que com isto de ter as tetas mais murchas descobri um quisto na da esquerda. Fiz um like mental ao Universo e disse-lhe em tom brincadeira que tinha um sentido de humor mais escuro do que um buraco negro e que o timing não era o melhor visto que eu estava, finalmente, a ter uma vida saudável e que quinar agora, para além de não me dar jeito, era um bocado mau da parte dele. Adiante.

Andei ali um mês a remoer sem contar ao Abade nem à minha mãe, claro que quando finalmente contei levei uma épica piçada de cada um e só faltou levarem-me pelas orelhas ao médico. Marquei exames e fui fazê-los por duas vezes porque da primeira o gajo era um velho simpático mas tarado que me apalpou os marmelos por um tempo acima do medicamente aceitável e deve ter-se distraído com a qualidade dos mesmos que se baralhou todo no relatório e a médica achou por bem mandar repetir o exame porque aquilo estava uma grande javardice. Recomendou-me três clínicas: o IMI, o Euromedic ou a Crear. Como a sigla IMI é sinal de mau presságio e todos os anos faz-me chorar um bocadinho achei por bem escolher uma das outras.

E lá fui hoje para Lisboa. Comecei bem: a máquina que carrega os cartões Viva do Metro papou-me 2,80€ por duas viagens, não me deu talão e nem carregou o cartão. Não havia ninguém para reclamar, tive de lhes encher novamente o cú com mais 2,80€ e lá segui o meu caminho para a confusão, à pressa e atrasada, para uma clínica onde apesar de super chique e eficiente no exame ninguém me apalpou interminavelmente as Josefinas. Não percebi porquê, uma vez, que até sou uma gaja lavadinha.

À la carte

Fui ao Osaka e a minha vida mudou. Não sabia que existiam restaurantes japoneses em que a comida era feita na hora, a pedido e só pagava o preço do menu. Até hoje, ainda só tinha ido a buffets (daqueles em que a comida parece uma pastilha elástica gorila ao fim de ser mascada durante meia hora) e ao Home Sweet Sushi (caríssimo como as cullotes do Luis XV e poucachíssima quantidade) maneiras que isto foi uma experiência avassaladora.
Desconhecia o termo "à la carte" e fiquei fascinada de ver que cada vez que pegava na ementa aparecia-me uma japonesa vinda não-sei-de-onde de bloco em riste pronta para apontar o meu pedido. Parecia um cartoon: eu levantava ementa e ela aparecia, eu baixava a ementa e ela desaparecia e isto vezes sem conta.

Pontos positivos? Comer o meu peso em sushi e em gambas. Queixar-me de dores de barriga mas continuar a comer até sentir o sashimi a assomar-se-me na goela.
A parte chata é que o Abade é um perigo com os pauzinhos e ia-me vazando uma vista. Não sei como é que um dos pauzinhos fez ricochete no outro, saiu disparado contra mim e eu, de tão cheia que estava, nem me mexi, limitei-me a levar com ele na tromba e ainda me fiquei a rir. 

O ponto negativo é que as bebidas são caras que nem pepitas de ouro que eu até torci os olhos por isso fiquei-me por uma latinha miserável de coca-cola que me deu arrotos para o resto da noite.

Assim que fizer a digestão do que comi na semana passada regresso lá.

Parabéns a todas as mulheres

Porque um homem nunca entenderá a dor que é estar a aparar a pintelheira com uma tesoura e, sem querer, mandar uma naifada nas bordas do pito.

Cenas do Fitness #2

Jovem! Sim tu! Tu que estás na demanda por um corpo saudável.
Há-de chegar uma altura em que as gentes com dor de cotovelo te irão abordar, como um arrumador de carros aborda num parque de estacionamento a abarrotar, e vão-te questionar se estás mais magra por motivos de doença ou se é porque (pasmem-se!!!) simplesmente assim o queres. Tu juras que lhes consegues ver na expressão que elas preferiam que fosse doença para poderem falar por trás, por isso, não sejas desmancha-prazeres, faz-lhes a vontade e diz-lhes que o teu sonho de consumo era ser uma bola de berlim mas que a tua doença mental assim não o permitiu, que já tens cadastro de agressão por esquizofrenia e que estás prestes a ter um ataque a qualquer momento.
Irás ver que te irão abordar cada vez menos porque, inevitavelmente, vão espalhar o rumor que és louca e convém manter uma distância mínima de segurança!

Se isto não funcionar. Mandai-os tomar no cú!

Agente piadolas

Eram 23h30 de um quinta-feira gelada de Fevereiro. Estava a sair do trabalho e sou mandada parar numa operação stop junto a uma rotunda. Para além de ser difícil encostar numa rotunda porque aquela treta é redonda pergunto-me quem é que faz uma operação stop à procura de bêbados às onze e tal da noite de uma quinta feira quando estamos a meio do mês e o pessoal está demasiado teso para se embebedar?! Adiante.
De repente lembrei-me que ando há coisa de um mês com o pisca do lado direito fundido e que ia ser multada por causa disso. Pensei meter prego a fundo e fugir mas depois, possivelmente, iam dar comigo cinco metros mais à frente parada. Porque está frio e o carro é um bocado podre para aguentar cenas à too fast too furious.

Encosto o carro e o xôr Agente pede-me os documentos e desaparece deixando-me ali com um cacho de bananas no banco do pendura ao frio. Regressa uns cinco minutos depois e pergunta-me se bebi alguma coisa, digo-lhe que não até porque tinha acabado de sair do trabalho. Perguntou-me se me importava de o acompanhar para ir soprar ao balão. Abri logo a porta do carro toda contente e disse-lhe que não tinha problema até porque nunca tinha soprado e deveria ser uma coisa engraçada. Acho que foi aí que ele pensou que me tinha apanhado e que eu estava mesmo sob o efeito de alguma substância com mais de 10 graus.
Saí do carro e deixei as bananas no banco do pendura ao frio. Soprei no balão e notei que ele ficou desiludido com os 0.000000 que o aparelhómetro mostrou. No entanto, senti-me na obrigação de o informar que se tivesse bebido um bagaçinho com este frio só me tinha feito bem. Riu-se e disse que era bem verdade, os colegas riram-se e disseram que realmente não tinha sentido nenhum mandar parar uma menina com este frio.

Entrei no carro e segui caminho. Vim a bater o dente até casa porque a sofagem do twingo não funciona e tenho de ter uma janela aberta para o vidro não embaciar mas valeu a pena tendo em conta que há uns dias publiquei um post a dizer que nunca me mandavam parar nas operações stops. Não só o Universo fez-me a vontade como colocou naquela rotunda não um, não dois, mas sim, oito polícias novos, giros e engraçados. Valeu a pena, eu e as minhas bananas, quase termos entrado em hipotermia.

Cattitude

Esta publicação é dedicada a todos aqueles que são uns grandíssimos cagões com o paranormal. Normalmente são aqueles que após a meia noite se ouvirem um barulho estranho gritam que nem umas meninas, correm para debaixo do lençol, sacam do terço e começam a rezar e a chorar que nem umas beatas.
Imbuída no espírito do Dia Internacional do Gato e como eu só penso no bem estar da minha gente digo-vos que a  solução para estes medos é arranjar um gato, ou vários, consoante o grau de cagufice já existente.

Ter um gato é estar a dormir tranquilamente e a meio da noite começar a ouvir passos, seguidos de corrida e de repente um peso enorme em cima de ti, ao início pensas que é um espírito que veio das trevas para se vingar mas depois ligas a luz e apercebes-te que o bichano se lembrou que era engraçado saltar para cima da tua pança e ficar lá aninhado mesmo que isso signifique que fiques sem ar.
Ter um gato é estar em casa e ver o bichano a olhar fixamente para a parede, de repente ficar de pêlo eriçado e a "bufar" para o que quer que lá esteja, começas a transpirar e só te lembras do Constantine dizer que os gatos conseguem ver ambos os mundos.
Ter um gato é estar constantemente com a sensação de estar a ser observado por uns olhos redondos, brilhantes e assustadores. Enquanto cozinhas, enquanto pinas, enquanto lavas a loiça, enquanto arreias o calhau.. sempre... sempre...
Ter um gato é acordar a meio da noite para ir à casa de banho, não ligar as luzes e pisar uma coisa felpuda que guincha com a força de mil almas a serem arrastadas para o submundo.

Claro que ao fim dos primeiros mil cagaços que os gatos nos causam ganhamos imunidade às coisas do paranormal até porque parece-me que o próprio paranormal tem medo dos gatos.