Cattitude

Esta publicação é dedicada a todos aqueles que são uns grandíssimos cagões com o paranormal. Normalmente são aqueles que após a meia noite se ouvirem um barulho estranho gritam que nem umas meninas, correm para debaixo do lençol, sacam do terço e começam a rezar e a chorar que nem umas beatas.
Imbuída no espírito do Dia Internacional do Gato e como eu só penso no bem estar da minha gente digo-vos que a  solução para estes medos é arranjar um gato, ou vários, consoante o grau de cagufice já existente.

Ter um gato é estar a dormir tranquilamente e a meio da noite começar a ouvir passos, seguidos de corrida e de repente um peso enorme em cima de ti, ao início pensas que é um espírito que veio das trevas para se vingar mas depois ligas a luz e apercebes-te que o bichano se lembrou que era engraçado saltar para cima da tua pança e ficar lá aninhado mesmo que isso signifique que fiques sem ar.
Ter um gato é estar em casa e ver o bichano a olhar fixamente para a parede, de repente ficar de pêlo eriçado e a "bufar" para o que quer que lá esteja, começas a transpirar e só te lembras do Constantine dizer que os gatos conseguem ver ambos os mundos.
Ter um gato é estar constantemente com a sensação de estar a ser observado por uns olhos redondos, brilhantes e assustadores. Enquanto cozinhas, enquanto pinas, enquanto lavas a loiça, enquanto arreias o calhau.. sempre... sempre...
Ter um gato é acordar a meio da noite para ir à casa de banho, não ligar as luzes e pisar uma coisa felpuda que guincha com a força de mil almas a serem arrastadas para o submundo.

Claro que ao fim dos primeiros mil cagaços que os gatos nos causam ganhamos imunidade às coisas do paranormal até porque parece-me que o próprio paranormal tem medo dos gatos.

Especial Dia dos Namorados

Porque eu também sei ser panasca e como tal vou tocar, ao de leve, neste assunto em forma de serviço público para melhorar a vossa vida amorosa.
Existem mais 364 dias num ano para demonstrarem a vossa dedicação sendo que não passa só por prendas, jantaradas, declarações de amor via facebook e nem pela berlaitada do Dia de São Valentim para depois andarem o resto do ano à porrada!
O amor está nos pequenos pormenores, nos olhares e na preocupação que demonstram um para com o outro. Está na saudade quando ele(a) nunca mais chega do trabalho e nós estamos esganadas(os) de fome mas queremos esperar para jantarmos juntos. O amor está quando se gosta de uma série mas não vemos o novo episódio sem que ele(a) esteja presente e, quando, às vezes, não aguentamos e vemos o episódio, mentimos e vemos novamente enquanto controlamos cada fibra no nosso ser para não dar indícios que já o vimos.
Se não festejarem o vosso amor só neste dia têm metade dos vossos problemas resolvidos. Para resolver a outra metade basta comprarem um vibrador e uma boneca insuflável para quando um dos dois "não está para aí virado" e a vida fica perfeita.
Depois não digam que eu não sou amiga! Agora podem ir pinocar que têm a minha bênção!

Foi por um pintelho

Nunca me tinha acontecido e vivia bem sem esta experiência mas como eu dou sempre o pito às balas e sou experiente nos azares da vida fui à frente para vos contar na primeira pessoa como se processa um curto-circuito de um secador na óptica do utilizador.

Antes de mais quero agradecer à minha inteligência (uma salva de palmas para ela) que não me deixou ligar o aparelho depois de tomar banho onde, certamente, teria as mãos molhadas e seria garantido que ia ficar agarrada ao secador a dançar breakdance. E depois, queria também agradecer ao meu metabolismo por ser friorenta o que me permitiu ligar o dito cujo para aquecer a toilette antes de ir lavar as côdeas. Sim. Eu tenho aquecedor na WC mas o secador surte mais efeito num curto espaço de tempo e eu sou adepta do rápido e eficaz.

Maneiras que agarrei profissionalmente na ficha, conectei profissionalmente à tomada e aquela merda disparou num estoiro que me rebentou os tímpanos mas antes, ainda consegui ouvir o meu guincho a dizer FODA-SE!!! Larguei o secador num ápice enquanto acontecia um fogo de artíficio digno da passagem de ano na Madeira. Desatei a fugir da casa-de-banho em pelota porque quem tem cú tem medo e não queria que os bombeiros fossem dar com o meu cadáver todo esbardalhado no chão e com a depilação por fazer.

Para os mais preocupados eu estou bem. Fiquei só com a cabecinha dos dedos meio esturricadas e não ganhei para o susto. Enquanto me lembrar desta não ligo o secador e quando o ligar vou fazer questão de vestir uma cuequinha de renda não vá o diabo tecê-las!!!

Cenas do Fitness #1

Não gemerás, grunhirás ou gritarás 'SÓ MAIS UMA! SÓ MAIS UMA' dentro da tua própria casa enquanto estiveres a fazer o teu exercício sob o risco de os teus vizinhos te acharem "A" fodilhona cá do sítio e começarem a mandar-te olhares lascivos que quase te acertam com uma gotazinha de meita nas vistas, e as vizinhas começarem a olhar para ti como se fosses uma grande pega que a qualquer momento lhes irás roubar os seus preciosos maridos.
Em circunstância alguma deverás gritar por misericórdia porque irás aguçar ainda mais a curiosidade das alcoviteiras que acham que para além de seres uma grande putona também és adepta do sado-maso e que gostas de apanhar na tromba.
Meterás música a altos berros ou usarás uma mordaça durante as repetições dos vários exercícios que te deixam a quase a quinar, de rastos e a babar no chão.

Sugestões para o Carnaval

Eu tentei mas não consegui evitar que a fashion blogger que habita nos cantos recônditos (e cheios da cotão) da minha mente viesse ao de cima. E como tal, cá estou eu para vos dar as sugestões de outfits para esta quadra festiva. Estas sugestões não são dadas levianamente, uma vez que, em tudo o que faço dispenso muito tempo em pesquisas e em estudos de mercados sobre os modelitos mais escolhidos e mais apreciados pelo público feminino e masculino.

Para as ladys está na moda (desde há vinte carnavais para cá) a fatiota de enfermeira putona, Minnie prostituta, freira bardajona, gata com o cio e coelhinha da playboy ainda mais pega do que já o era.
Para os machos está em alta, nada mais nada menos, do que a fantasia de mulheres da vida com as suas meias rasgadas, pelos nos sovacos, pernas raquíticas, pés tortos dos saltos, lábios borrados e barba de três dias.

Agora ide e aproveitai as minhas sugestões para serem hoje aquilo que gostariam de ser nos outros 364 dias do ano mas depois não se queixem das fotografias em poses comprometedores que possam aparecer nas redes sociais.

As Cenas do Fitness

Calma! Calma! Não é preciso começarem já um motim que eu não vou transformar o blog num "FIT Blog" e começar a dar dicas de boa alimentação, de exercícios ou tentar converter o eleitorado para o lado saudável.
Eu cá não sou personal trainer, nem nutricionista e muito menos vossa mãe, no entanto, isto de andar há nove meses nesta vida já me tem dado umas boas histórias: umas com piada, outras nem por isso e outras simplesmente estúpidas mas que merecem ser partilhadas em forma de "As Cenas do Fitness" para alegrar o dia a alguém.
Vou partilhar porque é giro e porque preciso de encher chouriços no blog.
Entretanto dúvidas e questões é ali no balcão de informação.

São portugueses caramba!


E a prova disso é que se esbardalharam à grande junto à Gare do Oriente. Segundo as perícias dos tipos do FBI, que por incrível que pareça falavam a língua de Camões, o gajo não deu prioridade ao que vinha da direita, deu uma guinada à esquerda e escangalhou o capô todo tendo ainda levado, segundo algumas testemunhas oculares nada imparciais, umas quantas pedras da calçada à frente e a bengala de um velho.
Ora, conforme o decreto lei da carta espacial por sistema de pontos nos indica, este condutor, que se encontra temporariamente desaparecido, irá ficar sem carta de 4 a 6 milénios por infringir o C.A.E e ter dado à soleta (para os mais leigos no assunto, trata-se do Código da Autoestrada Espacial).

Uma nave novinha em folha e ficou nestes preparados! Digo-vos mais: é que para além de portugueses de certeza que também eram imigrantes.

Sim, eu sei. Sou pior do que as crianças...

Ironia divina

É raro ir ao cinema. Gosto mais de apreciar um filme no conforto de minha casa do que ir para uma sala de cinema na companhia de javalis a comerem pipocas. Mas toda a gente dizia que este era "O" filme do ano que levaria o DiCaprio a ganhar o Óscar maneiras que decidi ir ver.

Para começar o povo português é coninhas. Eu juro que começo a duvidar se realmente fomos os grandes descobridores que dizemos que fomos. Cá para mim atravessámos o Tejo e aumentámos a façanha em milhas marítimas e isto porquê? Porque uma das colunas do lado direito estava a fazer uma grande distorção e com dez minutos quase a ensurdecer levanto-me para ir estrabuchar porque se há coisa que me enerva é pagar e ser mal servida. Toda a gente reclamava baixinho mas ninguém levantou a peida quadrada do assento para resolver o problema. Vinte minutos depois de uma grande dor de cabeça. Pausaram o filme. Desligaram a coluna e continuaram. Sei agora que aquele problema inicial foi uma mensagem divina a avisar-me que estava prestes a desperdiçar duas horas e meia da minha vida e os 6,50€ do bilhete.

Soubesse eu para o que estava guardada e tinha deixado a coluna rebentar-me o tímpano, garanto que teria sido mais feliz no hospital a levar soro na veia. Ora, The Revenant ou em bom português: Eu não fiz mal a ninguém para merecer isto, fala sobre um gajo que sofre muito, que grunhe muito, que leva muito na tromba e que sempre que se tenta levantar há algo que o manda abaixo mas ele nunca desiste. Isto é claramente uma metáfora para as nossas vidas de merda em que grunhimos palavras para não mandar o patrão para o pipi da santa mãe dele e sobre as contas que mensalmente temos para pagar, que quando pensamos que, finalmente, já as pagámos todas vem a cereja no topo do bolo e incha lá com uma multa de estacionamento e agora comes sopa até ao final do mês.

Mas à parte disto, o filme parecia-me levemente familiar. Os reencontros imaginários (e chatos) da personagem principal, os 10 minutos seguidos a filmarem uma respiração, os 10 minutos seguidos a filmarem árvores, os diálogos atrofiados e aquela sensação que o filme não acabava. Nem falo na violência porque eu não sou facilmente impressionável. Mas no geral já tinha tido esta sensação anteriormente.
Assim que o filme acabou saí disparada da sala arrastando o Abade comigo quando dou de caras com o cartaz do filme e leio o nome do realizador Iñarritu, o realizador de Birdman e digo-vos isto: se eu tivesse tomates eles tinham-me caído no chão porque Birdman traumatizou-me mais do que eu alguma vez esperei. Foi o filme mais parvalhão do século e acredito que é por causa deste filme que os ETs nunca nos acharão intelectualmente interessantes para quererem entrar em contacto connosco.

Como se não bastasse abro a aplicação do facebook e aparece-me no topo uma publicação que fiz exactamente há um ano atrás sobre Birdman e o meu tempo perdido. Se isto não é ironia divina... não sei o que chame a isto!

Eu acredito!

Ontem foi um dia em cheio! Eu regresso à blogosfera para deleite dos milhares de fãs que já andavam a pensar num suicídio em massa e depois porque coincidiu com a estreia na nova temporada dos Ficheiros Secretos.
Por muitas séries que inventem esta será sempre a minha número um. Conspiração, misturada com verdade e misturada com ficção fazem com que eu fique agarrada à televisão com um frasco de soro fisiológico junto a mim para ir hidratando as vistas porque nem pisco os olhos.

Tal era a ânsia com que eu estava que nem comecei a ver a série à hora em que começou porque não me apetecia levar com os anúncios pelo meio. Pedi então ao Abade que andasse com a gravação para trás enquanto eu ia fazer um xixizinho porque estava cheia de nervos.
Volto para o sofá, desligo a luz, enrolo-me na manta, carrego no play. Aparece um cenário à noite, rodeado por polícias e uma cova com algo lá dentro. Comento com o Abade o quão nervosa estou e que a série começa logo a abrir. Nisto aparece um pop-up a indicar que estamos a ver Hawai - Força Especial. O Abade tinha puxado a gravação demasiado para trás. Depois de algumas asneiras e ofensas à integridade começámos (mesmo) a ver a série.
A música começou e eu fiquei em pele de galinha. Agora era a sério!!!
As minhas córneas palpitavam, o meu coração palpitava, toda eu palpitava. Não acreditava que ao fim de tantos anos revivessem esta série. Será que toda a gente estava a sentir-se como eu? Parva, nostálgica, histérica e com o pito aos saltos porque o Mulder continua sexy?

Quem hoje conviver comigo vai sofrer porque eu vou ser extremamente chata e não me vou calar com isto!

Quem é vivo sempre aparece

Guardai os archotes e os paus. As enxadas e as fisgas pois que eu regressei.
O que fiz desde Setembro do ano passado até agora? Basicamente nada. Não tenho novidades fabulásticas do tipo "fui mãe", "casei-me", "fui às maldivas", "entrei num filme porno". Nop! A novidade mais bombástica que tive nos entretantos foi a mudança de estação.
Mas no meio disto tudo enveredei por um estilo de vida saudável, maneiras que agora pertenço aquela comunidade meio mete-nojo que se auto-intitula de FIT. A chegada aos 30 bateram-me forte e decidi que não queria chegar ao 40 flácida, de tetas pingonas e cú nos tornozelos. Fiz pela vida que eu não gosto de ser das pessoas que choram que estão gordas, bardajonas, cheia de celulite e depois não mudam 1cm na atitude.
Agora que regressei vou tentar não ser a atrasada do costume e ausentar-me passado um mês. Se isso acontecer eu publico a minha morada aqui no blog para me virem espancar pessoalmente!