É raro ir ao cinema. Gosto mais de apreciar um filme no conforto de minha casa do que ir para uma sala de cinema na companhia de javalis a comerem pipocas. Mas toda a gente dizia que este era "O" filme do ano que levaria o DiCaprio a ganhar o Óscar maneiras que decidi ir ver.
Para começar o povo português é coninhas. Eu juro que começo a duvidar se realmente fomos os grandes descobridores que dizemos que fomos. Cá para mim atravessámos o Tejo e aumentámos a façanha em milhas marítimas e isto porquê? Porque uma das colunas do lado direito estava a fazer uma grande distorção e com dez minutos quase a ensurdecer levanto-me para ir estrabuchar porque se há coisa que me enerva é pagar e ser mal servida. Toda a gente reclamava baixinho mas ninguém levantou a peida quadrada do assento para resolver o problema. Vinte minutos depois de uma grande dor de cabeça. Pausaram o filme. Desligaram a coluna e continuaram. Sei agora que aquele problema inicial foi uma mensagem divina a avisar-me que estava prestes a desperdiçar duas horas e meia da minha vida e os 6,50€ do bilhete.
Soubesse eu para o que estava guardada e tinha deixado a coluna rebentar-me o tímpano, garanto que teria sido mais feliz no hospital a levar soro na veia. Ora, The Revenant ou em bom português: Eu não fiz mal a ninguém para merecer isto, fala sobre um gajo que sofre muito, que grunhe muito, que leva muito na tromba e que sempre que se tenta levantar há algo que o manda abaixo mas ele nunca desiste. Isto é claramente uma metáfora para as nossas vidas de merda em que grunhimos palavras para não mandar o patrão para o pipi da santa mãe dele e sobre as contas que mensalmente temos para pagar, que quando pensamos que, finalmente, já as pagámos todas vem a cereja no topo do bolo e incha lá com uma multa de estacionamento e agora comes sopa até ao final do mês.
Mas à parte disto, o filme parecia-me levemente familiar. Os reencontros imaginários (e chatos) da personagem principal, os 10 minutos seguidos a filmarem uma respiração, os 10 minutos seguidos a filmarem árvores, os diálogos atrofiados e aquela sensação que o filme não acabava. Nem falo na violência porque eu não sou facilmente impressionável. Mas no geral já tinha tido esta sensação anteriormente.
Assim que o filme acabou saí disparada da sala arrastando o Abade comigo quando dou de caras com o cartaz do filme e leio o nome do realizador Iñarritu, o realizador de Birdman e digo-vos isto: se eu tivesse tomates eles tinham-me caído no chão porque Birdman traumatizou-me mais do que eu alguma vez esperei. Foi o filme mais parvalhão do século e acredito que é por causa deste filme que os ETs nunca nos acharão intelectualmente interessantes para quererem entrar em contacto connosco.
Assim que o filme acabou saí disparada da sala arrastando o Abade comigo quando dou de caras com o cartaz do filme e leio o nome do realizador Iñarritu, o realizador de Birdman e digo-vos isto: se eu tivesse tomates eles tinham-me caído no chão porque Birdman traumatizou-me mais do que eu alguma vez esperei. Foi o filme mais parvalhão do século e acredito que é por causa deste filme que os ETs nunca nos acharão intelectualmente interessantes para quererem entrar em contacto connosco.
Como se não bastasse abro a aplicação do facebook e aparece-me no topo uma publicação que fiz exactamente há um ano atrás sobre Birdman e o meu tempo perdido. Se isto não é ironia divina... não sei o que chame a isto!