Eventualmente sou capaz de já ter comentado por aqui umas quantas vezes que não gosto de fazer compras. Chateia-me a confusão, o barulho, as pessoas que param no meio do corredor só porque sim, as crianças a berrarem, os adultos a gritarem, a música em altos berros, o dinheiro a voar, demasiada confusão. O vestir, o despir, o buscar, o 'precisa de ajuda?' cinquenta vezes seguidas.
Não sou moça de compras mas há mais de 4 anos que tenho o mesmo bikini que já está todo lasso na peida e, às vezes, ao entrar na água e apanhar com uma onda mais brincalhona as cuecas fugiam e ficava de pito à mostra. Tem piada as primeiras cinco vezes mas depois começa a dar cãibras nas pontas dos dedos.
Maneiras que a muito custo, fui a uma SportZone que entrei e sai logo a seguir porque não gosto que me enfiem o dedo no cú comigo a ver. Depois fui a uma Decathlon onde experimentei quatro cuecas e 3 soutiens e não comprei nenhum. Fui a uma segunda Decathlon e experimentei exactamente os mesmos modelos e lá ganhei coragem de trazer um conjunto.
Poderia estar feliz e contente porque fiz a festa com um bikini bem giro por 4,95€, poderia estar feliz, senão tivesse chegado a casa e decidido fazer umas arrumações e abrir uns gavetões que desde 1530 que não eram abertos e descobrir dois conjuntos de bikinis por estrear ainda com etiqueta e com o brinde de terem o cheirinho característico a mofo.
Preciso de coragem para dizer ao Abade que o arrastei por três lojas onde perdemos cerca de duas horas de vida porque eu não tinha mesmo o que vestir e agora vou-me apresentar com um bikini novo a cada dia... o gajo vai-me empalar.
Flagelos da humanidade
De vez em quando gosto de me debruçar e analisar as causas da decadência humana. Sinto-me na obrigação já que os grandes filósofos morreram e porque o Abade está a lavar a loiça o que me deixa bastante tempo livre para ocupar o cérebro com pintelhices destas.
É que já não bastava terem inventado as unhas de gel pindéricas que não tem utilidade nenhuma para além de tirar merda do meio dos dentes e a cera das orelhas, alguém foi por trás e inventou as pestanas postiças e extensões de pestanas e tornou-as acessíveis às pessoas com mau gosto. Pessoas essas, que assim que pusessem aquelas extensões de pestanas deveriam imediatamente cessar de respirar e por conseguinte falecer.
Mas o que realmente me fascina no meio disto tudo é que se acham sensuais com uns toldos felpudos pendurados nos olhos que às tantas parece mesmo que estão com uma grande conjuntivite que mal os conseguem abrir e ainda se habilitam a que uma coisa daquelas se despregue da nave-mãe e vaze uma vista.
Eu preciso que alguém me explique com é que eu posso continuar a viver neste planeta e ficar imune a tanta parvalheira.
É que já não bastava terem inventado as unhas de gel pindéricas que não tem utilidade nenhuma para além de tirar merda do meio dos dentes e a cera das orelhas, alguém foi por trás e inventou as pestanas postiças e extensões de pestanas e tornou-as acessíveis às pessoas com mau gosto. Pessoas essas, que assim que pusessem aquelas extensões de pestanas deveriam imediatamente cessar de respirar e por conseguinte falecer.
Mas o que realmente me fascina no meio disto tudo é que se acham sensuais com uns toldos felpudos pendurados nos olhos que às tantas parece mesmo que estão com uma grande conjuntivite que mal os conseguem abrir e ainda se habilitam a que uma coisa daquelas se despregue da nave-mãe e vaze uma vista.
Eu preciso que alguém me explique com é que eu posso continuar a viver neste planeta e ficar imune a tanta parvalheira.
Metal vs Pop
Pop: Ai estou a gostar muito ele é muito lindo, muito fofinho. Estou apaixonada.
Metal: AHHHGGGGGGGGRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!
Pop: Gosto muito das letras dele, são tão profundas. Sinto que me dedica cada música que toca!
Metal: O QUÊ???? ÃHH??? NÃO TOU A OUVIR MUITO BEM!!!!
Pop: Ah. Por mim casava-me com ela! Tem um traseiro muito bom!
Metal: ............................................................. (ficou rouco).
Pop: Sim. Sim. Nota-se perfeitamente a angústia presente na letra sendo repetida 100x ao longo da música.
Metal: .............................................................. (caiu bêbado).
Pop: AIIIII EU TÔ LÔCA! FAZ-ME UM FILHO!!!!!
Metal: Epá brutal. Estou aqui com um braço partido do mosh pit mas foi o melhor concerto da minha vida. Vou seguir estes gajos até à cova.
Pop: Conhecia algumas sim. Não conhecia a 3ª música, nem a 4ª, nem a 5ª nem a 10ª mas no geral é um sonzinho bom.
Metal: F******! C********! M***** para isto!!! Tinha as músicas todas na ponta da língua e só tocaram 30! F***********
Pop: Ah as casas de banho estão assim bocadinho sujas, mas pronto, a gente tenta aliviar-se como pode.
Metal: Pera aí que eu vou mijar ali atrás da banquinha da cerveja e trago uma de caminho! Queres?
E podia continuar noite fora por aqui a dissertar sobre qual se diverte mais mas acho que resumi tudo e não quero ferir susceptibilidades.
Desprezo
É a coisa que mais furiosa me deixa neste Universo e no outro. Literalmente um desprezo do outro mundo, vindo de quem eu não esperava! Sim. É verdade: dos Extraterrestres!
Depois de ver todos os episódios dos Ficheiros Secretos. Dos filmes do Alien, do Predador, do ET e de tudo relacionado com a atividade alienígena fui ontem surpreendida com uma notícia que me atingiu como um murro no estomâgo depois de comer uma grelhada mista. Dizia então a brilhante notícia da TVI (que não se preocupou minimamente com os meus sentimentos) que o numero de pessoas abduzidas por extraterrestres tem aumentado exponencialmente.
E agora pergunto eu: E EU?! Eu fico cá é??? Dediquei uma vida a aprender toda uma linguagem alienígena e ganhei miopia depois de ver tantos episódios dos Ficheiros Secretos de seguida em cima da televisão para isto?
Ando eu uma vida a ansiar por raptos e sondas anais e depois tratam-me assim?
Mais ainda assim eu quis ler a notícia para acreditar com os meus próprios olhos no que estava a ler e lá mais para o meio (ou para o fim, eu já não sei bem porque estava com os olhos marejados de lágrimas) que junto ali à Fonte da Telha é o local onde os raptos tem sucedido com mais frequência. Justamente a minha praia de eleição todos os Verões.
É que nem me pagam um copo noutra galáxia e nem me enfiam cenas no cú. Vá... eu já não peço uma cerveja noutra galáxia que é longe e eu enjoo em longas distâncias mas fiquemos pelas colonoscopias e ficamos amigos como dantes. Agora, tratarem-me assim eu não merecia!
Notícia aqui: TVI em cima do assunto que interessa
Depois de ver todos os episódios dos Ficheiros Secretos. Dos filmes do Alien, do Predador, do ET e de tudo relacionado com a atividade alienígena fui ontem surpreendida com uma notícia que me atingiu como um murro no estomâgo depois de comer uma grelhada mista. Dizia então a brilhante notícia da TVI (que não se preocupou minimamente com os meus sentimentos) que o numero de pessoas abduzidas por extraterrestres tem aumentado exponencialmente.
E agora pergunto eu: E EU?! Eu fico cá é??? Dediquei uma vida a aprender toda uma linguagem alienígena e ganhei miopia depois de ver tantos episódios dos Ficheiros Secretos de seguida em cima da televisão para isto?
Ando eu uma vida a ansiar por raptos e sondas anais e depois tratam-me assim?
Mais ainda assim eu quis ler a notícia para acreditar com os meus próprios olhos no que estava a ler e lá mais para o meio (ou para o fim, eu já não sei bem porque estava com os olhos marejados de lágrimas) que junto ali à Fonte da Telha é o local onde os raptos tem sucedido com mais frequência. Justamente a minha praia de eleição todos os Verões.
É que nem me pagam um copo noutra galáxia e nem me enfiam cenas no cú. Vá... eu já não peço uma cerveja noutra galáxia que é longe e eu enjoo em longas distâncias mas fiquemos pelas colonoscopias e ficamos amigos como dantes. Agora, tratarem-me assim eu não merecia!
Notícia aqui: TVI em cima do assunto que interessa
E qual é o tema de que toda a gente fala?!
Pois que são os meus pintelhos. OK. Talvez para a maioria de vós seja o JJ mas a minha vida vai muito além disso e há assuntos bem mais interessantes, nomeadamente o meu pito.
Maneiras que aderi à depilação a laser e o que eu pensava que iria ser uma sessão dolorosa, horrorosa, com gritos e guinchos por horas intermináveis tornou-se uma coisa de 15 minutos que culminou comigo a dizer 'Então mas já está?! Eu peço desculpa mas não lhe vou pagar porque isto foi demasiado rápido para o meu gosto e eu nem senti nada'. Claro que não foi bem assim que lhe disse senão ela ainda me dava com o taser na testa e eu ficava sem sobrancelhas.
Disse-me a moça que passados cerca de 10 dias os ditos iriam começar a enfraquecer e a cair. Ora passados 5 dias e não vendo a penugem a desaparecer comecei mesmo a pensar que tinha sido aldrabada e que em vez de me roçar com a máquina ordinária de laser ela tinha usado uma lanterna* comprada no Lidl em promoção e eu tinha ficado a arder com o dinheirinho até que tive a maravilhosa ideia de puxar os pelicos e não é que eles simplesmente saíram????
Agora consigo compreender os homens que passam a vida a coçar os tomates porque eu cá às vezes até me pisgo para a casa-de-banho no horário laboral para arrancar a pintelheira. Sinto-me como que a depenar um frango... a alegoria não está completamente errada pois tecnicamente estou a depenar a franga. Só espero é que um dia destes o meu chefe não me pergunte o que é que eu tanto vou fazer à WC porque a desculpa do período já está a ser usada há 4 dias.
Não vejo a hora de ir à próxima sessão.
* para quem não sabe o laser emite um género de calor que com a continuação das sessões vai aumentando de intensidade (eu por exemplo, não sabia).
Maneiras que aderi à depilação a laser e o que eu pensava que iria ser uma sessão dolorosa, horrorosa, com gritos e guinchos por horas intermináveis tornou-se uma coisa de 15 minutos que culminou comigo a dizer 'Então mas já está?! Eu peço desculpa mas não lhe vou pagar porque isto foi demasiado rápido para o meu gosto e eu nem senti nada'. Claro que não foi bem assim que lhe disse senão ela ainda me dava com o taser na testa e eu ficava sem sobrancelhas.
Disse-me a moça que passados cerca de 10 dias os ditos iriam começar a enfraquecer e a cair. Ora passados 5 dias e não vendo a penugem a desaparecer comecei mesmo a pensar que tinha sido aldrabada e que em vez de me roçar com a máquina ordinária de laser ela tinha usado uma lanterna* comprada no Lidl em promoção e eu tinha ficado a arder com o dinheirinho até que tive a maravilhosa ideia de puxar os pelicos e não é que eles simplesmente saíram????
Agora consigo compreender os homens que passam a vida a coçar os tomates porque eu cá às vezes até me pisgo para a casa-de-banho no horário laboral para arrancar a pintelheira. Sinto-me como que a depenar um frango... a alegoria não está completamente errada pois tecnicamente estou a depenar a franga. Só espero é que um dia destes o meu chefe não me pergunte o que é que eu tanto vou fazer à WC porque a desculpa do período já está a ser usada há 4 dias.
Não vejo a hora de ir à próxima sessão.
* para quem não sabe o laser emite um género de calor que com a continuação das sessões vai aumentando de intensidade (eu por exemplo, não sabia).
...
Sei que tenho andado um pouco ausente e a razão é relativamente válida. O meu avô faleceu em Março e como podem imaginar o humor foi coisa que não abundou por estas bandas, mas como sempre, o tempo cura tudo (ou vai tentando) e lentamente as coisas estão a regressar ao que eram.
Oficialmente já não tenho avós vivos o que acaba sempre por me relembrar da nossa efemeridade neste planeta e que a morte anda de mãos dadas com a vida e por muito que achemos que estamos preparados para a partida daqueles que amamos a verdade é que dói sempre e de cada vez que um deles parte um pouco do que somos é arrancado e levado. Algo fica vazio, quebrado, por preencher mas que nunca o será.
Ambos tiveram uma vida feliz e completa e apesar de não ter nenhuma afiliação religiosa quero acreditar na reencarnação porque consola-me saber que um dia poderei reencontrar-me com aqueles que amo. Até lá fica um adeus com saudade e que nunca me esquecerei deles e todos os dias até ao fim dos meus dias me lembrarei deles e o que significaram para mim.
Não gosto de textos tristes mas precisava de escrever este para finalizar o meu luto e encerrar este capítulo. Onde quer que os meus avós estejam espero que tenham tanto orgulho em mim como eu tenho neles.
Oficialmente já não tenho avós vivos o que acaba sempre por me relembrar da nossa efemeridade neste planeta e que a morte anda de mãos dadas com a vida e por muito que achemos que estamos preparados para a partida daqueles que amamos a verdade é que dói sempre e de cada vez que um deles parte um pouco do que somos é arrancado e levado. Algo fica vazio, quebrado, por preencher mas que nunca o será.
Ambos tiveram uma vida feliz e completa e apesar de não ter nenhuma afiliação religiosa quero acreditar na reencarnação porque consola-me saber que um dia poderei reencontrar-me com aqueles que amo. Até lá fica um adeus com saudade e que nunca me esquecerei deles e todos os dias até ao fim dos meus dias me lembrarei deles e o que significaram para mim.
Não gosto de textos tristes mas precisava de escrever este para finalizar o meu luto e encerrar este capítulo. Onde quer que os meus avós estejam espero que tenham tanto orgulho em mim como eu tenho neles.
Aquele momento terrível
Em que, sem querer, tocas com as nalgas nos azulejos de uma casa-de-banho pública e ficas a pensar que já apanhaste SIDA, gonorreia, tuberculose, gripe, varíola, candidíase, ébola, lepra e toda uma panóplia de doenças que eu sei que existem mas que nem me quero lembrar delas.
Estas misérias só acontecem porque são uns cubículos tão pequenos em que mal dá para puxar as ceroulas para cima sem bater com os cotovelos nas paredes. Estou de tal maneira que só me apetece regar as bochechas do cú com gasolina e atear-lhes fogo, ou isso, ou raspar a pele com um raspador de limão e depois enfiar-me numa bacia com álcool.
É que fica aqui a promessa perante toda a blogosfera: nem que eu me borre toda nunca mais visito uma cagadeira de shopping.
Estas misérias só acontecem porque são uns cubículos tão pequenos em que mal dá para puxar as ceroulas para cima sem bater com os cotovelos nas paredes. Estou de tal maneira que só me apetece regar as bochechas do cú com gasolina e atear-lhes fogo, ou isso, ou raspar a pele com um raspador de limão e depois enfiar-me numa bacia com álcool.
É que fica aqui a promessa perante toda a blogosfera: nem que eu me borre toda nunca mais visito uma cagadeira de shopping.
Momento para a posteridade
Também eu fui apanhada pelo S.O.G do blog Crónicas de um Blog Anunciado e encavada para uma entrevista áudio. Se há uns tempos atrás me dissessem que ia fazer uma pouca vergonha destas eu diria que nunca. Jamais, enquanto fosse viva. Mas fiz e gostei. Só ia morrendo com palpitações cardíacas devido ao nervoso miudinho que se instalou, mas tendo em conta o resultado final até diria que ficou bastante bem.
Agora ide e apreciai este belo momento de cultura geral porque não é todos os dias que eu dou entrevistas exclusivas destas.
Agora ide e apreciai este belo momento de cultura geral porque não é todos os dias que eu dou entrevistas exclusivas destas.
O paradoxo do paradoxo
Adoro a palavra 'paradoxo'. Por mim estava o dia inteiro a dizer paradoxo pr'qui e paradoxo pr'ali. É daquelas palavras que por mais que se repitam nunca perdem o significado e soam sempre bem, assim como a palavra 'pacote'. Abre o pacote. Mete no pacote. Bom pacote. Há palavras bonitas de se dizer.
Mas isto para partilhar com vocês que hoje encontrei o momento perfeito para empregar a palavra paradoxo coerentemente e vezes sem fim. Estava eu num certo hipermercado, do qual não direi o nome porque não me pagam para fazer publicidade mas digamos apenas que a cor é vermelha. Vermelha como as minhas bochechas ficam quando vejo o que se paga por meia dúzia de merdinhas.
Maneiras que ao chegar às caixas de self-service constatei que me tinha esquecido do saco (outra vez) o que me obrigaria a ter de desembolsar (outra vez) dez cêntimos. Agarrei num saco, e passei no leitor de código de barras e diz-me a máquina muito inteligentemente "insira o produto dentro do saco".
Arregalei os olhos e primeiramente pensei que pelo grau de burrice da máquina a Skynet ainda vai demorar uns aninhos a tomar conta disto tudo e de seguinte o meu cérebro doeu quando olhei para o saco que tinha na mão e tentei por no saco que não existia na balança e o meu cérebro gritou - É UM PARADOXO MINHA ATRASADA. Deixem que vos diga que é uma sensação muito boa ser ofendida pelo próprio cérebro. É um paradoxo de sensação. Reconhecer um paradoxo não é para qualquer um, tanto que estou aqui mas tive de tomar uma aspirina com o paradoxo que se deu.
Mas isto para partilhar com vocês que hoje encontrei o momento perfeito para empregar a palavra paradoxo coerentemente e vezes sem fim. Estava eu num certo hipermercado, do qual não direi o nome porque não me pagam para fazer publicidade mas digamos apenas que a cor é vermelha. Vermelha como as minhas bochechas ficam quando vejo o que se paga por meia dúzia de merdinhas.
Maneiras que ao chegar às caixas de self-service constatei que me tinha esquecido do saco (outra vez) o que me obrigaria a ter de desembolsar (outra vez) dez cêntimos. Agarrei num saco, e passei no leitor de código de barras e diz-me a máquina muito inteligentemente "insira o produto dentro do saco".
Arregalei os olhos e primeiramente pensei que pelo grau de burrice da máquina a Skynet ainda vai demorar uns aninhos a tomar conta disto tudo e de seguinte o meu cérebro doeu quando olhei para o saco que tinha na mão e tentei por no saco que não existia na balança e o meu cérebro gritou - É UM PARADOXO MINHA ATRASADA. Deixem que vos diga que é uma sensação muito boa ser ofendida pelo próprio cérebro. É um paradoxo de sensação. Reconhecer um paradoxo não é para qualquer um, tanto que estou aqui mas tive de tomar uma aspirina com o paradoxo que se deu.
Amores de Inverno
Ninguém tem uma relação tão profunda como eu tenho com a minha botija de água quente. O comum dos mortais (nomeadamente as gajas) utilizam a botija junto às patas, excepto eu. Eu e a minha botija temos um intrincado relacionamento amoroso nocturno só comparado a um casamento de 30 anos compactados numa única noite.
Adormeço sempre abraçada à botija fazendo-lhe juras de amor eterno. Lá pelas 02h00 da matina empurro-a para as canelas porque já me começa a chatear o facto de quase não me deixar respirar. Às 04h00 empurro-a para os pés porque já não é novidade, colmatando com um pontapé para o meio do chão às 05h00. Pelas 06h00 da madrugada meto o rabinho entre as pernas, admito que fui uma cabra e resgato-a do meio do chão, juntamente com as meias que (não sei como) desapareceram-me dos pés. Peço-lhe, imploro-lhe por mais uma ou duas horinhas da calor e adormeço novamente abraçada a ela.
Claro que isto só acontece nas noites em que o Abade faz o turno da noite e não está em casa. Porque normalmente o que acontece nestas noites é que sou eu quem leva o pontapé e vai parar ao meio do chão só porque lhe encosto os pés gelados às costas. Como se isto fosse uma razão válida para ser enxotada da cama.
Adormeço sempre abraçada à botija fazendo-lhe juras de amor eterno. Lá pelas 02h00 da matina empurro-a para as canelas porque já me começa a chatear o facto de quase não me deixar respirar. Às 04h00 empurro-a para os pés porque já não é novidade, colmatando com um pontapé para o meio do chão às 05h00. Pelas 06h00 da madrugada meto o rabinho entre as pernas, admito que fui uma cabra e resgato-a do meio do chão, juntamente com as meias que (não sei como) desapareceram-me dos pés. Peço-lhe, imploro-lhe por mais uma ou duas horinhas da calor e adormeço novamente abraçada a ela.
Claro que isto só acontece nas noites em que o Abade faz o turno da noite e não está em casa. Porque normalmente o que acontece nestas noites é que sou eu quem leva o pontapé e vai parar ao meio do chão só porque lhe encosto os pés gelados às costas. Como se isto fosse uma razão válida para ser enxotada da cama.
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