Metal vs Pop

Jornalistas nos festivais a fazer as perguntinhas chatas do costume "Então e o que é que está a achar? Está a gostar?!" e as respostas dos ouvintes;

Pop: Ai estou a gostar muito ele é muito lindo, muito fofinho. Estou apaixonada.
Metal: AHHHGGGGGGGGRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!

Pop: Gosto muito das letras dele, são tão profundas. Sinto que me dedica cada música que toca!
Metal: O QUÊ???? ÃHH??? NÃO TOU A OUVIR MUITO BEM!!!!

Pop: Ah. Por mim casava-me com ela! Tem um traseiro muito bom!
Metal: ............................................................. (ficou rouco).

Pop: Sim. Sim. Nota-se perfeitamente a angústia presente na letra sendo repetida 100x ao longo da música.
Metal: .............................................................. (caiu bêbado).

Pop: AIIIII EU TÔ LÔCA! FAZ-ME UM FILHO!!!!!
Metal: Epá brutal. Estou aqui com um braço partido do mosh pit mas foi o melhor concerto da minha vida. Vou seguir estes gajos até à cova.

Pop: Conhecia algumas sim. Não conhecia a 3ª música, nem a 4ª, nem a 5ª nem a 10ª mas no geral é um sonzinho bom.
Metal: F******! C********! M***** para isto!!! Tinha as músicas todas na ponta da língua e só tocaram 30! F***********

Pop: Ah as casas de banho estão assim bocadinho sujas, mas pronto, a gente tenta aliviar-se como pode.
Metal: Pera aí que eu vou mijar ali atrás da banquinha da cerveja e trago uma de caminho! Queres?

E podia continuar noite fora por aqui a dissertar sobre qual se diverte mais mas acho que resumi tudo e não quero ferir susceptibilidades.

Desprezo

É a coisa que mais furiosa me deixa neste Universo e no outro. Literalmente um desprezo do outro mundo, vindo de quem eu não esperava! Sim. É verdade: dos Extraterrestres!

Depois de ver todos os episódios dos Ficheiros Secretos. Dos filmes do Alien, do Predador, do ET e de tudo relacionado com a atividade alienígena fui ontem surpreendida com uma notícia que me atingiu como um murro no estomâgo depois de comer uma grelhada mista. Dizia então a brilhante notícia da TVI (que não se preocupou minimamente com os meus sentimentos) que o numero de pessoas abduzidas por extraterrestres tem aumentado exponencialmente.
E agora pergunto eu: E EU?! Eu fico cá é??? Dediquei uma vida a aprender toda uma linguagem alienígena e ganhei miopia depois de ver tantos episódios dos Ficheiros Secretos de seguida em cima da televisão para isto?
Ando eu uma vida a ansiar por raptos e sondas anais e depois tratam-me assim?
Mais ainda assim eu quis ler a notícia para acreditar com os meus próprios olhos no que estava a ler e lá mais para o meio (ou para o fim, eu já não sei bem porque estava com os olhos marejados de lágrimas) que junto ali à Fonte da Telha é o local onde os raptos tem sucedido com mais frequência. Justamente a minha praia de eleição todos os Verões.
É que nem me pagam um copo noutra galáxia e nem me enfiam cenas no cú. Vá... eu já não peço uma cerveja noutra galáxia que é longe e eu enjoo em longas distâncias mas fiquemos pelas colonoscopias e ficamos amigos como dantes. Agora, tratarem-me assim eu não merecia!

Notícia aqui: TVI em cima do assunto que interessa

E qual é o tema de que toda a gente fala?!

Pois que são os meus pintelhos. OK. Talvez para a maioria de vós seja o JJ mas a minha vida vai muito além disso e há assuntos bem mais interessantes, nomeadamente o meu pito.
Maneiras que aderi à depilação a laser e o que eu pensava que iria ser uma sessão dolorosa, horrorosa, com gritos e guinchos por horas intermináveis tornou-se uma coisa de 15 minutos que culminou comigo a dizer 'Então mas já está?! Eu peço desculpa mas não lhe vou pagar porque isto foi demasiado rápido para o meu gosto e eu nem senti nada'. Claro que não foi bem assim que lhe disse senão ela ainda me dava com o taser na testa e eu ficava sem sobrancelhas.
Disse-me a moça que passados cerca de 10 dias os ditos iriam começar a enfraquecer e a cair. Ora passados 5 dias e não vendo a penugem a desaparecer comecei mesmo a pensar que tinha sido aldrabada e que em vez de me roçar com a máquina ordinária de laser ela tinha usado uma lanterna* comprada no Lidl em promoção e eu tinha ficado a arder com o dinheirinho até que tive a maravilhosa ideia de puxar os pelicos e não é que eles simplesmente saíram????
Agora consigo compreender os homens que passam a vida a coçar os tomates porque eu cá às vezes até me pisgo para a casa-de-banho no horário laboral para arrancar a pintelheira. Sinto-me como que a depenar um frango... a alegoria não está completamente errada pois tecnicamente estou a depenar a franga. Só espero é que um dia destes o meu chefe não me pergunte o que é que eu tanto vou fazer à WC porque a desculpa do período já está a ser usada há 4 dias.
Não vejo a hora de ir à próxima sessão.

* para quem não sabe o laser emite um género de calor que com a continuação das sessões vai aumentando de intensidade (eu por exemplo, não sabia).

...

Sei que tenho andado um pouco ausente e a razão é relativamente válida. O meu avô faleceu em Março e como podem imaginar o humor foi coisa que não abundou por estas bandas, mas como sempre, o tempo cura tudo (ou vai tentando) e lentamente as coisas estão a regressar ao que eram.
Oficialmente já não tenho avós vivos o que acaba sempre por me relembrar da nossa efemeridade neste planeta e que a morte anda de mãos dadas com a vida e por muito que achemos que estamos preparados para a partida daqueles que amamos a verdade é que dói sempre e de cada vez que um deles parte um pouco do que somos é arrancado e levado. Algo fica vazio, quebrado, por preencher mas que nunca o será.

Ambos tiveram uma vida feliz e completa e apesar de não ter nenhuma afiliação religiosa quero acreditar na reencarnação porque consola-me saber que um dia poderei reencontrar-me com aqueles que amo. Até lá fica um adeus com saudade e que nunca me esquecerei deles e todos os dias até ao fim dos meus dias me lembrarei deles e o que significaram para mim.
Não gosto de textos tristes mas precisava de escrever este para finalizar o meu luto e encerrar este capítulo. Onde quer que os meus avós estejam espero que tenham tanto orgulho em mim como eu tenho neles.

Aquele momento terrível

Em que, sem querer, tocas com as nalgas nos azulejos de uma casa-de-banho pública e ficas a pensar que já apanhaste SIDA, gonorreia, tuberculose, gripe, varíola, candidíase, ébola, lepra e toda uma panóplia de doenças que eu sei que existem mas que nem me quero lembrar delas.
Estas misérias só acontecem porque são uns cubículos tão pequenos em que mal dá para puxar as ceroulas para cima sem bater com os cotovelos nas paredes. Estou de tal maneira que só me apetece regar as bochechas do cú com gasolina e atear-lhes fogo, ou isso, ou raspar a pele com um raspador de limão e depois enfiar-me numa bacia com álcool.
É que fica aqui a promessa perante toda a blogosfera: nem que eu me borre toda nunca mais visito uma cagadeira de shopping.

Momento para a posteridade

Também eu fui apanhada pelo S.O.G do blog Crónicas de um Blog Anunciado e encavada para uma entrevista áudio. Se há uns tempos atrás me dissessem que ia fazer uma pouca vergonha destas eu diria que nunca. Jamais, enquanto fosse viva. Mas fiz e gostei. Só ia morrendo com palpitações cardíacas devido ao nervoso miudinho que se instalou, mas tendo em conta o resultado final até diria que ficou bastante bem.
Agora ide e apreciai este belo momento de cultura geral porque não é todos os dias que eu dou entrevistas exclusivas destas.


O paradoxo do paradoxo

Adoro a palavra 'paradoxo'. Por mim estava o dia inteiro a dizer paradoxo pr'qui e paradoxo pr'ali. É daquelas palavras que por mais que se repitam nunca perdem o significado e soam sempre bem, assim como a palavra 'pacote'. Abre o pacote. Mete no pacote. Bom pacote. Há palavras bonitas de se dizer.
Mas isto para partilhar com vocês que hoje encontrei o momento perfeito para empregar a palavra paradoxo coerentemente e vezes sem fim. Estava eu num certo hipermercado, do qual não direi o nome porque não me pagam para fazer publicidade mas digamos apenas que a cor é vermelha. Vermelha como as minhas bochechas ficam quando vejo o que se paga por meia dúzia de merdinhas.
Maneiras que ao chegar às caixas de self-service constatei que me tinha esquecido do saco (outra vez) o que me obrigaria a ter de desembolsar (outra vez) dez cêntimos. Agarrei num saco, e passei no leitor de código de barras e diz-me a máquina muito inteligentemente "insira o produto dentro do saco".
Arregalei os olhos e primeiramente pensei que pelo grau de burrice da máquina a Skynet ainda vai demorar uns aninhos a tomar conta disto tudo e de seguinte o meu cérebro doeu quando olhei para o saco que tinha na mão e tentei por no saco que não existia na balança e o meu cérebro gritou - É UM PARADOXO MINHA ATRASADA. Deixem que vos diga que é uma sensação muito boa ser ofendida pelo próprio cérebro. É  um paradoxo de sensação. Reconhecer um paradoxo não é para qualquer um, tanto que estou aqui mas tive de tomar uma aspirina com o paradoxo que se deu.

Amores de Inverno

Ninguém tem uma relação tão profunda como eu tenho com a minha botija de água quente. O comum dos mortais (nomeadamente as gajas) utilizam a botija junto às patas, excepto eu. Eu e a minha botija temos um intrincado relacionamento amoroso nocturno só comparado a um casamento de 30 anos compactados numa única noite.
Adormeço sempre abraçada à botija fazendo-lhe juras de amor eterno. Lá pelas 02h00 da matina empurro-a para as canelas porque já me começa a chatear o facto de quase não me deixar respirar. Às 04h00 empurro-a para os pés porque já não é novidade, colmatando com um pontapé para o meio do chão às 05h00. Pelas 06h00 da madrugada meto o rabinho entre as pernas, admito que fui uma cabra e resgato-a do meio do chão, juntamente com as meias que (não sei como) desapareceram-me dos pés. Peço-lhe, imploro-lhe por mais uma ou duas horinhas da calor e adormeço novamente abraçada a ela.
Claro que isto só acontece nas noites em que o Abade faz o turno da noite e não está em casa. Porque normalmente o que acontece nestas noites é que sou eu quem leva o pontapé e vai parar ao meio do chão só porque lhe encosto os pés gelados às costas. Como se isto fosse uma razão válida para ser enxotada da cama.

Só quem tem gatos é que se compadece da minha dor

Cada vez mais me apercebo que as prioridades das pessoas estão trocadas. E o exemplo mais recente é a aplicação da nova lei de taxação dos sacos de plástico. E com isto eu não me refiro à preocupação de onde irei por o lixo, pois uma senhora entrevistada no telejornal deu-me a brilhante ideia de comprar um balde enche-lo de lixo e despejá-lo no contentor, tal e qual uma porcalhota da idade média.
Eu refiro-me sim ao problema e à crise dos sacos de plástico para limpar os preciosos cagalhotos dos meus felinos e que se lixe o lixo urbano (bom slogan).
Quero que alguém me explique como é que vou desemerdar (termo técnico verdadeiramente aplicável neste caso) deste problema?! Apanho-os com papel de cozinha, abro a janela e grito 'LÁ VAI BOMBA'?! Não apanho o cócó e preparo-me para o facto de me começarem a cagar na cama?! Meto-lhes rolhas nos adoráveis olhinhos do cú?! Atiro os gatos janela fora?!
O que vale é que eu sou uma rapariga com olho para o assunto e cheguei à conclusão que os sacos dos legumes ainda não são pagos e como tal lá vou eu, com a maior das descontracções recolher uns 5, 6, 7, 20 saquinhos de plástico e problema resolvido. Enquanto me safar assim a humanidade dorme segura por mais uma noite mas quando chegar a altura em que mesmo esses sacos são cobrados vocês preparem-se porque vai começar a chover merda por essas estradas fora.

Crónicas de uma hipocondríaca

Às vezes acho que sofro do síndrome do cólon irritável, mas na maioria das vezes tenho é quase a certeza que sofro é de crises de gases.
Isto para dizer que ontem apanhei o cagaço da minha vida quando abri a caixa do correio e dei de caras com um aviso de levantamento de uma carta da esquadra da PSP da minha zona de residência.
Senti um calafrio, uma gota de suor escorreu-me da testa e pressenti uma crise nervosa. E se por um lado acho que o peido lúdico é sempre um quebra gelo ao qual ninguém fica indiferente e acaba sempre numa boa risada que traz ao de cima a criança que há em todos nós, já o peido nervoso põe em xeque a elevadíssima educação que eu possuo e que põe a um canto a Paula Bobone.
Pé-ante-pé e bufa-ante-bufa lá fui eu a caminho da esquadra de coração nas mãos porque nunca se sabe que invejosos estão à espreita para fazer queixas-crime contra a minha beleza de fazer parar camionistas. Maneiras que cheguei ao destino e tive de aguardar que uma senhora, lavada em lágrimas, que havia acabado de ser assaltada apresentasse queixa. Os nervos eram tantos que tive de me ausentar da esquadra por breves instantes para dar uma estrondosa-bujarda na rua que até levantei os pés do chão.
Volto para dentro, o mais composta dentro do possível, a silenciar os risos nervosos e a pedir ao santo protector dos polícias que os tivesse protegido de tamanha flatulência Homérica.
Chegada a minha vez e a muito custo (da minha parte) lá chegamos à conclusão que era uma multa de estacionamento. Comecei a transpirar. Não aguentava mais a ânsia de saber qual dos carros tinha feito tamanha afronta ao código da estrada já que estão ambos em meu nome. O que me preocupava não era o valor da multa, nem ficar sem carta. O que me preocupava era a piçada que iria ouvir do Abade caso tivesse sido eu a criminosa seguida da palavra 'maçarica' vezes sem conta.
Na volta foi ele o transgressor (maçarico!!!) eu fiquei mais leve 5kg e ambos ficamos mais leves em sessenta euros.

50 Tons de Nódoas Negras

Veio o Abade ter comigo, feliz e contente, porque a empresa dele oferece-lhe para o Dia dos Namorados o bilhete para ver as 50 Sombras de Grey e ainda comparticipa metade do meu. Ora, sabendo de antemão a badalhoquice que foi o livro não se espera uma grande obra de arte cinematográfica mas mesmo assim eu quero ver porque tem sempre piada ver uma tipa ser vergastada em nome do amor. Ainda para mais sendo a Anastasia uma choninhas de primeira vai dar-me especial prazer porque se há coisa que eu não suporto é gajas sonsas e assim vou poder imaginar como sendo eu mesma a aviar-lhe nas nalgas pela educação que ela deveria ter tido mas que não teve.
Claro está, que também espero umas cenas picantes (tal como o livro) que se vão desenrolar num regabofe quando chegarmos a casa mas agora que penso nisso e conto pelos dedos da mão constato que tenho uma grande pontaria e que precisamente no dia 14 de Fevereiro o Benfica joga em casa. Fiz eu uma prenda para o Abade toda artesanal e panasca e agora, com sorte, vou levar com a prenda no meio da testa e umas vassouradas no lombo.
Não sei o que é que me preocupa mais, se a empresa dele que oferece bilhetes para filmes que incentivam a violência durante o sexo ou o facto de eu ir sofrer de violência mesmo não havendo sexo porque ainda não o avisei que vou estar com o dito cujo.

Dilemas sazonais

Ainda estou para conseguir definir a minha relação com o Inverno. Se por um lado é a minha estação favorita porque gosto de andar enchouriçada, com barretes ridículos e com os gatos todos em cima de mim à procura de calor (já que no verão, basicamente, cagam em mim) por outro lado é chato porque não me consigo mexer sem dar uma cacetada num gato, pisar o rabo a outro, tropeçar no canito e quase partir os dentes contra uma parede quando tento desviar-me de um deles.
Tanto que ainda há pouco, quando fui passear o senhor Yoshi, ao apanhar o cócó constatei que a poia é tão quentinha comparativamente com o frio que se faz sentir que me apeteceu esfregar a merda nas bochechas para aquecer mas como era um bocado nojento acabei por ficar quieta. Gelada, mas quieta.
No meio disto tudo, o que ainda dificulta mais é que estou aqui a apertar-me de tal forma a evitar ir à casa-de-banho porque o tampo na sanita está um gelo e eu tenho de lá sentar as nalgas.
Não fosse isto e o Inverno era perfeito.

Qual é a sensação de ser enrabado?

Tenho andado aqui com uma coisa entalada na garganta para vos contar só que se contar vou denegrir a minha imagem que já não é lá muito boa, portanto, vou contar e que se lixe.
Maneiras que fui à PetFestival e se soubesse o que sei hoje tinha-me antes atirado a um poço cheio de piranhas e isto porquê? Porque eu, que até sou uma moça que se considera inteligente, caí no conto da extrema-unção da vigarice ao aproximar-me de uma coruja e de uma águia fui abordada e convidada pelos "fotógrafos" a tirar uma fotografia com cada uma. Pensei eu, na minha inocência que as fotografias deveriam ser um valor simbólico pelo que me chego ao rapaz que já as tinha impresso (sem o meu consentimento) e pede-me vinte euros pelas duas fotos.
Vi-vi-vinte? Eu gaguejei, corei, mudei de vermelho para roxo e ainda me deram duas cólicas. Vinte??? Só trouxe uma das fotografias porque realmente gostei da coruja.
Mas isto não ficou por aqui. Só olhei com olhos de ver para a fotografia quando saí do recinto e qual o meu espanto que quando olhei vejo uma gaja de pomada para herpes no canto da boca (parecia, sei lá, um pouco de sémen) a cara completamente queimada pelo flash pela ausência de uma softbox , o cabelo todo lambido e desgrenhado pela ventania que se fazia sentir. Ainda tive para devolver a foto alegando que não era eu mas a pomadinha erótica no canto da boca denunciava-me.
Da próxima vez que me ligarem do Barclays a impingirem cartões de crédito vou ser simpática e compreensiva, porque são uns meninos de coro a nível de vendas agressivas comparados com os "fotógrafos" do Aquashow que cobram dez euros por fotos queimadas.

Mais uma facada cinematográfica

E foi na madrugada de 29 de Janeiro que eu pensei pela primeira vez em pôr termo à vida depois de ter a triste ideia de ver um filme altamente aclamado internacionalmente como a masterpiece do ano, de seu nome Birdman, ou em bom português: Como perder a vontade de viver em 119 minutos.
Eu já desconfiava que era uma labrega e que não percebia peva da Sétima Arte mas se aquilo é uma masterpiece eu sou uma Einstein da matemática. Nunca me senti tão enganada na vida (excepto, talvez, quando me disseram que levar no cú não doía) ao achar que lá por ter um grande elenco e paletes de nomeações que iria sair dali um grande filme!
Foi ali pelo minuto trinta que comecei a ter palpitações. Cinco minutos mais tarde um ataque de pânico ao olhar para o contador e ver que ainda faltava tanto tempo para o fim. Agarrei num gato e apertei-o para ver se ele me arranhava e, talvez, me conseguisse fazer sentir algo mais do que uma angústia interminável mas o gato era gordo e só se peidou, pelo menos fez-me rir.
Entre o filme todo não sei o que achei pior, se os longos planos a filmarem paredes (??), se os guiões que dão vontade de tomar um comprimido de cianeto ou se o som de fundo de uma bateria a tocar jazz em que só me dava vontade de arrancar os olhos ao baterista com as baquetas. A única coisa que ainda salvou a honra do convento foi a erecção do Edward Norton (porque tem sempre piada um gajo de tenda armada) e o momento em que a cinco minutos do fim eu desliguei a televisão.
Eu cá gostava de saber quem é que me vai compensar pelas duas horas de vida que perdi...

As lombas no meu caminho

Junto ao meu trabalho foram instaladas umas belas lombas de cimento que acredito que a principal causa de implementação terá a ver com o facto de (às vezes) lá ir um ou outro transeunte a voar uns quantos metros. As pessoas vivem na urgência de andarem sempre a correr e tal é imperdoável, excepto no meu caso. Porque enquanto a maioria das pessoas corre para chegar a um sítio eu corro para sair de um e logo aí se vê claramente que eu tenho razão nisto e tenho desculpa de (às vezes) ir a uma velocidade superior à permitida por lei.
Isto para partilhar com vocês que as lombas são de tal maneira gigantes e recentes que me esqueço que elas existem e cada regresso a casa é como uma montanha-russa de geografia: Ora sobes uma placa tectónica ou desces umas Fossa das Marianas e isto cinco vezes de seguida e das cinco vezes a bater com a cornadura no tejadilho e a testa no volante. Apraz-me ver que aqui o presidente da câmara se preocupa com os peões mas quem é que se preocupa com a suspensão do meu carro e com os meus pneus?? Já nem falando das rupturas capilares que tenho tido que isso aí já seriam outros quinhentos e tínhamos assunto para ir ao Tribunal dos Direitos Humanos porque o champô anti-queda é caro.

As lombas poderiam também ser uma metáfora sobre a minha vida e o porquê de não actualizar o blog desde não-sei-quando e a verdade é que tive grandes lombas que me impediram de escrever durante os meses transactos. Para além de uma grandessíssima filha de putice de gripe que nem voz tinha e que ainda hoje tenho de andar com um rolo de papel higiénico atrás para limpar os restos de ranho que ainda tenho foram as séries a verdadeira causa da minha ausência. Entre o trabalho, chegar a casa e a hora de deitar foram consumidos 85 episódios entre quatro séries diferentes. Maneiras que é normal que depois disto a vontade de vir ao pc actualizar o blog rondasse  os 0% e o 0,5%.
A quem gosta de me ler acho uma boa ideia comunicarem com a HBO, FX, Starz e AMC que isto assim não pode ser e que vocês um dia destes cometem uma loucura com a minha ausência.

Relembrando novamente a cabra secreta que há em mim

É que nem a propósito da minha publicação de ontem, acordei hoje para descobrir que existe um flagelo que está a atacar as redes sociais a nível nacional, e quiçá, internacional. Então parece que agora não se pode chamar gorda a ninguém. Vem logo meio mundo com archotes criticar a opinião dada, que normalmente é uma coisa pessoal e cada um tem direito à sua, assim como o ar que respiram... quer dizer, há muita gente que não devia sequer respirar mas isso são outros quinhentos.
Reza a lenda que a Jessica Athayde ficou ofendida e iniciou uma revolução virtual porque a chamaram de massuda, ora, por mim bem que a podiam ter chamado de leitão com botas que eu não estava nem aí. Porque eu sou uma pessoa que apenas dá tempo de antena a assuntos que realmente importam. E existe algo mais importante e grave que assola este Portugal. Um assunto sério, um autêntico flagelo que reside nas gavetas da cada português e eu irei falar do assunto sem pudor, porque eu sou assim, incisiva, doa a quem doer!
Portugal está em crise de cuecas. Aposto que cada um de vós tem no fundo da gaveta, no canto mais obscuro um par de cuecas rotas, de elásticos lassos já meio tingidas de amarelo e outras de rosa, umas já com a marca carinhosa da gotinha de mijo e na retaguarda o risco de merda de coçarem o rego do cú dá ares de sua graça. Não me mintam, todos vós têm esse segredo, secreto e porco, fechado num canto, provavelmente já com um bocadinho de bolor a crescer e que nas horas de solidão gostam de enfiar o nariz lá no meio e cheirar as notas aromáticas que de lá emanam. Isto sim é um assunto de interesse à nação. É necessário a criação de um gabinete de quarentena à cueca badalhoca para acabar com este flagelo que causa muita candidíase por aí (sim, sim. aquela coisa que dá vontade de raspar o pito num pinheiro).
Critiquem quem quiserem, chamem de gordo até ao presidente, se for preciso, mas não me apareçam com cuecas cagadas à frente que temos problemas para um mês inteiro.

A cabra secreta que há em mim

Não é lá muito secreta. Mas eu gosto de deixar o suspense no ar.
E isto para vos dizer que adoro ir chafurdar nos perfis das gajas com quem andei na escola e constatar que elas estão todas grávidas, gordas e com ares de mulheres quarentonas mas que ainda escrevem como miúdas de dez com a linguagem dos X e dos K, dão pontapés fenomenais na gramática e adoram publicar fotografias de cariz demasiado pessoal e sem o mínimo de controlo de privacidade onde toda a gente pode ver as tetas pingonas quase nos joelhos cobertas apenas por um leve trapo porque é giro e está na moda mostrar mais do que se deve nas redes sociais.
Ainda bem que o Facebook foi inventado, serão que raio iria eu fazer quando estou em casa e não está a dar nada de jeito na televisão?

Conto os dias, as horas, os minutos e os segundos para o fim de Outubro

Estamos a dia 30 de Setembro. São neste momento 23:05 e daqui a uma hora o blogger, o facebook e todas as redes sociais vão ficar infestadas com imagens fofinhas de boas-vindas ao Outubro acompanhado de uns "please, be good". Como se ao Outubro realmente importasse fazer feliz a humanidade, é que nem ao Outubro e nem nenhum dos outros meses do ano.
Então o porquê destas paneleirices ao redor da web? Porque é que continuam a achar que o Universo se preocupa?

Mas como eu sou desmancha prazeres digo-vos já que não se preocupa. Ele não quer saber se somos bons ou maus, somos apenas matéria e se somos positivos ou negativos não importa. A lenga-lenga de emanar energias positivas e o Universo retribui é mais uma mentira como a religião. Moralmente deves ser bom para outrem o que não quer dizer que esse outrem seja igualmente bom para ti ou que o Universo te recompense. O Universo é o caos organizado, uma mistura do tudo e do nada. Por mais manifestações de carinho, agrado, simpatia, humildade e altruísmo o Universo, o Outubro, o Novembro e o Dezembro estão-se completamente nas tintas para vocês.
Por isso, Outubro, vai à merda porque já estás a começar mal.

O marketing necessita de um génio como eu

Se calhar nunca se aperceberam porque odeiam anúncios e mudam logo de canal mas precisamente por odiá-los ainda mais que vós é que me dou ao trabalho de perder, dois, três, ou na loucura, cinco minutos da minha vida a ver anúncios só para os poder criticar e trazer até vós uma lufada de ar fresco na publicidade nacional. Eu sou assim, sempre a dar cú ao manifesto.
Já tinha reparado no padrão dos pensos higiénicos que é sempre composto por umas malucas sob efeito de um bom ecstasy. Depois reparei nos anúncios dos perfumes que têm sempre presente raparigas muito bonitas mas que às páginas tantas começam a ter uma trombose e fazem umas expressões estranhas. Mas eu sou uma rapariga de grandes voôs e estou aqui para salvar a indústria automobilística porque sei que a Autoeuropa dá trabalho a muita gente e tenho a noção que se continuam com os anúncios em que pessoas estão aos guinchos dentro dos chaços a conjuntura nacional vai ao fundo mais rápido do que o Titanic.

Ora que o português é um animal que gosta de experimentar coisas novas com uma boa dose javardice à mistura. Todos sabemos que cantamos dentro do carro e que cantamos mal por isso eu proponho uma inovação para algo que todos sabemos fazer bem: Tirar burriés do sótão. Já consigo visualizar uma rapariga a parar o seu Micra no semáforo, um rapaz pára ao lado e eis que ambos cruzam olhares enquanto esperam que o sinal fique verde e de dedo espetado na narina com olhares sonhadores vão juntos para casa. Casam, têm filhos, arranjam um cão e ficam felizes.
Ou temos ainda a segunda (e melhor) versão: um homem pára no semáforo no seu Ibiza, um polícia pára ao lado. Ele sorri ao senhor agente da autoridade, o senhor agente da autoridade sorri de volta, uma cabeça feminina ergue-se do colo do homem ainda a limpar os cantos da boca e sorri para ambos e eis que vão todos para casa montam a gaja em conjunto com o cão enquanto os filhos filmam e ficam felizes.
Isto é que é! Isto é o futuro da publicidade e garanto-vos que as vendas iriam aumentar de 85% a 97%, estou tão confiante nisto que estou capaz de apostar o Abade.
Até porque isto é um pau de dois bicos (adoro ironias) caso não vingasse na publicidade sempre podia criar uns guiões para a indústria pornográfica que ouvi dizer que é o futuro.

A saga do 'venha a nós o vosso pau' continua

Com a diferença de que não agora não é pau.
Há coisa de três anos comprei um chapéu-de-chuva que tinha um cabo para lá de macio ao qual eu carinhosamente chamei de Cabo dos Prazeres. Tivesse o Adamastor um chapéu como aquele e deixava de se armar em parvo e o Cabo da Boa Esperança teria sido descoberto mais cedo. Acontece que uns tempos depois o senhor meu cão tornou a comer mais um chapéu e eu pensei que nunca mais teria aquela sensação fantástica de pele de picha mas eis que três anos volvidos comprei uma capa para o meu telemóvel caríssimo que me trouxe novamente a alegria de estar constantemente a esfregar objectos estranhos nas bochechas para meu deleite pessoal.
É portátil e tem ainda a vantagem de poder esfregar na tromba em vários locais sem parecer (tão) mal pois eu nunca poderia roçar o cabo de um chapéu-de-chuva na praia num pleno dia soalheiro sem parecer ter um leve atraso nos cromossomas.
E agora dizem os puritanos 'ó didi tu és um bocado estúpida. Tens um homem a viver contigo' e em boa verdade eu vos digo que tendes razão na parte do estúpida mas como podereis imaginar o Abade não pode sacar da gaita a meio de um jantar de amigos e dar-me umas chapadinhas de caralho sem ofender o pudor alheio, assim, com uma capa de telemóvel extra-macia tenho sempre a sensação do Abade à mão-de-semear e as pessoas até acham piada ao conceito.
A minha vida ganhou outro sentido mas a vossa não vai ganhar porque eu não vos vou dizer o nome da loja que conhecendo-vos como eu vos conheço esgotam logo o stock todo.