Também eu sou uma fashion blogger com reviews a produtos e acessórios chiques

Tudo começou numa linda manhã de Primavera em 1990 quando eu provei comida de cão para saber se era suficientemente saborosa para a minha cadela e a partir decidi dar o meu corpo à ciência. Se dizem que algo é bom ou se algo faz bem, eu, rapariga dedicada de coração e alma à demanda da verdade vou lá e experimento. O que nos leva ao assunto deste post.
Na semana passada uma colega disse-me que tinha adquirido uma máquina depilatória por 19,90€, um achado, pequenina e que não magoava, eu não hesitei e também a comprei para pôr teoria dela à prova e, já agora, aproveitava e fazia a depilação. Eis que quando cheguei a casa e caí em mim ao lembrar-me que ainda não tinha pêlos disponíveis no momento para fazer o teste e a pessoa mais próxima era o Abade. Pensei durante dois segundos se deveria permitir alguém tomar o meu lugar e se esse alguém seria imparcial como eu mas aproveitei o facto de o Abade andar numa de querer fazer a depilação e chamei-o. Expliquei-lhe a situação e ele ficou aos pulos de alegria e eu também fiquei porque estava ansiosa para gozar um bocadinho com ele.

Ligo a máquina, encosto-lhe à perna, faço-lhe uma autoestrada e ele desata a guinchar que nem um porco na matança. Olho para ele de soslaio e chamo-o de maricas, disse-lhe para ganhar coragem que aquilo não deveria doer assim tanto e pedi-lhe o braço confortando-o, dizendo que ali os pêlos eram mais fracos e que iria doer menos, claro que também isto era mentira mas é que eu queria rir-me mais um pouco.
Assim que lhe encosto a máquina ele recomeça aos gritos a chamar-me de parva e creio que pelo caminho ainda ofendeu a minha santa mãe. Ele esfregava a canela e o braço com cara de amuo enquanto eu agarrava-me à barriga de tanto de riso.

Dito isto, deixei crescer a penugem do sovaco e hoje fui fazer o testdrive. Encostei aquilo à pele e enquanto esperava por uma dor lancinante apenas senti uma vibração e uns pelicos a sairem disparados. Achei aquilo muita fruta mas em cinco minutos fiz os dois sovacos e constatei duas grandes verdades: que o Abade grita que nem uma menina e que os vizinhos certamente ficaram a pensar que naquele dia eu tinha apanhado na tromba.

Teorias, teoremas e hipotenusas musicais

Estou aqui com um grave problema. Estou a chegar a uma fase da minha vida em que questiono o meu gosto musical e não estou com isto a querer dizer que estou a deixar de gostar de música mais pesada mas é que ultimamente já não sei se gosto de uma determinada banda pelo seu som ou se pelos magníficos exemplares do sexo masculino que a compõem.
Tenho cá para mim que de todos os géneros musicais existentes os que têm os homens potentes são os tipos do Metal, eles são diamantes em bruto. Verdadeiros australopitecos capazes de agarrar numa mulher pelos cabelos, levá-las até à gruta e proporcionar tamanho regabofe digno de um poema do Bocage.

Às vezes chega a ser um bocadinho constrangedor quando estou no Youtube a ver as minhas bandas de eleição e as minhas pupilas dilatam-se, as narinas contraem-se e eu fico com cara de quem foi apanhada na curva. Já no outro dia, sem querer, tropecei para cima de um computador no local de trabalho e dei com as mamas na cara do Matt Shadows, foi uma tal pouca-vergonha que fechei logo o portátil e arranjei desculpa para não fazer mais nada o resto do dia (como se fosse preciso uma grande desculpa para isso). É certo que cada pessoa tem os seus padrões de beleza, os meus são homens com cara séria, de voz grossa, fortes, másculos, levemente badalhocos (já referi homens com cara séria, voz grossa e levemente badalhocos?) talvez por isso eu goste tanto de Abade que reúne todas estas características e ainda vem com o bónus de ter um bonito sorriso incorporado.
Posto isto o meu problema prende-se com o facto de que sempre que vou a um concerto das minhas bandas preferidas não sei se faça um headbanguing ou se coce o clito. Esta vida é um problema.

Didi, preparada para lidar com ladrões, estranhos e espíritos desde '85

Alguma vez se sentiram tão, mas tão cansados que não querem saber do que existe à vossa volta? Apenas querem uma cama e dormir durante um mês?
Eu sinto isto muitas vezes, aliás, sinto todos os dias por isso não é de admirar que muitas das vezes ao acordar esteja meio bêbeda de sono e não quero saber de nada senão voltar a fechar a pestana e dormir mais uns miseráveis, mas necessários, cinco minutos.
Aconteceu-me isto no outro dia, quando eu sinto o corpo a acordar, abro um olho e vejo um vulto sentado na beira da cama. Não sabia quem era e nem quis saber. Se fosse um ladrão que me levasse tudo mas em silêncio para eu não acordar. Se fosse um espírito que não me partisse muitos copos, nem me rasgasse as cortinas e se fosse para uma possessãozinha que não fizesse muito estardalhaçalho para não acordar os vizinhos. Mais tarde, ao acordar lembrei-me daquela presença e associei que afinal  de contas devia ser o Abade a ganhar coragem para ir trabalhar e à noite perguntei-lhe o que é que ele estava a fazer sentado na beira da cama. Não me soube responder e disse-me que nem se lembrava de ter estado lá sentado. Interrogo-me sobre o que será pior, se eu que não me importo com estranhos sentados na minha cama de madrugada ou de um gajo que é meio sonâmbulo e nem se lembra do que faz quando o despertador toca. Um dia destes aperta-me o pipo a dormir e depois diz que não se lembra de nada.

Agora que penso sobre esta situação talvez aquele vulto não fosse o Abade e talvez fosse outra coisa qualquer, eu costumo ser mais corajosa estando semi-consciente mas agora que estou totalmente consciente e penso nas possibilidades que existem fiquei com o olhinho do cú um bocadinho apertado.

O dia em que fiz uma viagem astral até ao xilindró e voltei

De tempos a tempos eu faço alguma ao meu computador que me obriga a formatá-lo. Normalmente passa por instalar sistemas operativos e programas que o deixam meio caquético apesar de ele até ser uma boa máquina. Mas o que realmente me chateia é quando eu não faço "nada" e os problemas vem tem comigo.
Maneiras que estava eu muito bem a deambular por essa internet fora a ler "artigos" quando todo o Chrome bloqueia num grandessíssimo filho-duma-égua dum pop-up gigantesco com um aviso da polícia judiciária a dizer que todo o conteúdo do meu preciosíssimo disco rígido estava apreendido porque eu tinha violado umas leis de direitos de autor de audiovisuais, conteúdo protegidos, pornografia e toda uma panóplia de coisas que eu nem tive tempo de ler. O ctrl+alt+del não funcionava, o gestor de tarefas não funcionava, comecei a sentir umas palpitações a subirem por mim a cima e vai de puxar a tomada e desligar o pc à má-fila tal era o pânico misturado com a cagufa que eu sentia.
Depois fiquei com o coração aos pulos de alegria só pensar que ia passar uma semaninha aos calabouços da PJ onde seria interrogada insistentemente com algemas e afins por aquele agente que foi preso por fazer streaptease e fui trabalhar feliz, mais tarde cai na realidade e após uma árdua pesquisa de cinco minutos constatei que aquilo era uma virose e que na maioria das vezes até activam a webcam para tirarem umas fotos à malta. Fiquei triste porque pensei que ia passar umas merecidas férias e na volta perdi horas preciosas de sono porque fiquei até às cinco da matina a formatar o portátil com um papelito em cima da webcam não fosse o diabo tecê-las e fotografarem-me com as tetas ao léu.
Sabem o que é que vos digo? É que nunca mais vejo um pornozinho de qualidade, para dar a dor de cabeça que deu e os anos de vida que me tirou é que não vale mesmo a pena.

O dia das trombinhas

Ao contrário da pessoa supé simpática que sou hoje em dia, em miúda eu era uma mula antipática que não sorria, não falava e não gostava de cumprimentar ninguém. Perdi a conta de quantas vezes a minha mãe me dizia que eu só a fazia passar vergonhas por não falar às pessoas e as vezes que o meu avô materno me dizia que havia trombas de porco com feijão para o jantar. Mas eu era assim, não gostava de pessoas e não gostava que me obrigassem a gostar.
Lembro-me que das poucas vezes que sorri foi num casamento em que o fotógrafo achou que iria captar um grande momento fotografando uma miudinha sem os dentes da frente e decidiu tornar a fotografia ainda mais macabra ao fazer uma colagem metendo a minha cabeça e o meu buraco negro de estimação dentro de um coração feito a arco-íris. Se houvesse um hall of shame com as fotografias mais assustadoras da humanidade a minha estaria lá. Eu quero acreditar que alguém meteu um drunfo na minha água e que eu não sorri de livre vontade, quero acreditar que fui forçada a sorrir.

Hoje em dia olho para as fotografias de outrora e vejo o porquê de andar sempre chateada. A minha mãe era péssima a conjugar cores e em cada outfit ela conseguia combinar cinco cores diferentes: casaco vermelho, camisola amarela, saia azul, collants verdes e sapatos castanhos. Fazia-me usar sapatos com aqueles fatos de treino da feira feitos de material duvidoso que, de certeza, eram inflamáveis e que foi uma sorte eu nunca ter entrado em combustão. E se me dessem a possibilidade de mudar algo no passado eu queimaria os cabrões dos collants de lã: um dos meus traumas de infância que ainda hoje me causa arrepios na espinha e suores nocturnos só de lembrar a comichão que aquilo dava. Antes um tareão todos os dias do que collants durante uma semana.
Tenho para mim que se nas prisões obrigassem os malandros a vestirem lã que uma vez cumprida a pena eles iriam fazer de tudo para não serem novamente presos, aposto que, na loucura, até estariam dispostos a serem cidadãos exemplares e cumpridores da lei.

Deixo-vos agora com uma fotografia do meu trombil enquanto cachopa para que vejam a alegria que emana de mim. Eu irradio simpatia e quem disser o contrário leva com um mau-olhado.

Her. Uma lição de vida

Como vocês já puderam constatar eu sou uma rapariga que gosta de opinar sobre filmes e hoje trago até vós um filme do futuro que nos ensina a nós, mulheres, novas formas de dar com os pés a alguém e deixá-los a sentir os maiores incompetentes à face da Terra.
Her, ou em bom português, Grande Vaca é um filme em que Theodore (Joaquin Phoenix) se apaixona por um sistema operativo com a voz da Scarlett Johansson, que se auto-intitula de Samantha. Ora se já de si, Samantha é nome de travesti, a juntar à voz sensual da Scarlett só podia sair dali uma grande badalhoquice.
Samantha é a chamada IA (inteligência artificial) que após conhecer o Theodore e experimentar emoções e sensações pecaminosas acaba por se apaixonar por ele mas que, atempadamente, viu que ia cometer o maior erro da sua vida e conseguiu mandá-lo à fava antes de ficar com uma penhora para a vida.

Não se enganem pelo que aqui escrevo, porque o filme é bonito e eu aconselho mas o que considero realmente útil é a forma como um sistema operativo nos ensina a dar com os pés a um gajo. Louvo o facto de ela ter aprendido rapidamente que o ser humano é um bocado labrego tanto que "falava" com ele e com mais oito mil humanos, 641 dos quais estava apaixonada, logo aqui se vê que a Samantha é uma boa gestora de recursos e de tempo. Mas o auge foi quando ela disse ao Theodore que o ama, mas que ela é muito mais evoluída do que ele e como tal não pode ficar à espera que ele evolua. Longe vai o tempo quando para acabar uma relação se dizia "o problema não és tu, o problema sou eu que não sei o que quero", a Samantha elevou isto a outro nível ao dizer basicamente "Olha meu atrasado tu não sais da cêpa-torta e eu já estou a emburrecer. O problema és tu. Tenho de evoluir. Adeus ó burro que eu vou fornicar com outros Programas" e assim se terminou uma relação virtual à bruta.
Fosse comigo e eu perseguia a Samantha até aos confins do mundo. Para ser tão promiscua e badalhoca, de certeza, que era Linux. Eu punha-lhe um vírus em cima tão grande, mas tão grande que ela nunca mais fazia sexo virtual com mais ninguém. Era o que mais faltava pagar um balúrdio por um sistema operativo excêntrico e depois levar um chuto na peida, é pior do que ir às putas e apanhar uma DST.

Só quem passa por esta situação é que compreende a minha aflição

Vinha eu para casa, após uma árdua tarde/noite de trabalho a pensar no meu sofá e na barra de chocolate que tinha no armário quando estaciono o carro e olho de longe para a porta de entrada do prédio e vejo um grande maranhal de gente a esbracejar, por momentos, ainda pensei que tinha estacionado junto a uma segurança social mas rapidamente lembrei-me que era algo muito mais grave e sério do que isso. Era a reunião de condomínio do prédio e eu tinha-me esquecido completamente.
E quando digo que me esqueci, não era com intenções de comparecer na dita, era de engonhar no trabalho de maneira a chegar tarde o suficiente para ninguém me apanhar e no dia seguinte afirmar com ar de verdadeira tristeza que a coisa que eu mais queria na vida era ter comparecido mas que o emprego assim não mo permitiu e, caso necessário, ajoalhar-me-ia e pediria perdão.

Pus em marcha o Plano A. Entrar de fininho e dizer que ia só a casa por a malinha da merenda e fazer um xixizinho que estava supé aflita e que já regressava (só aqui entre nós, era mentira). Mas assim que entro no prédio agarram-me no braço, dão-me um puxão na minha malinha que continha o pirex com restos de douradinhos e feijão preto e, à bruta, raptaram-me. Eu bem comecei a dizer que precisava de urinar mas ninguém me ligou patavina, ignoraram por completo as necessidades fisiológicas de uma vizinha.
Pela urgência com que fui abordada pensei que a reunião era direccionada a mim, que finalmente, alguém se tinha queixado à administração que não podia ouvir mais peidos, arrotos e ressonares vindos da minha fracção mas na volta não e eu pus então em prática o Plano B: encostar-me à parede, abraçar o meu destino de mártir e escutar aquela palestra até às duas e meia da manhã. Foi um sequestro civilizado em prol de uma mini-sociedade em propriedade vertical onde não houve direito a resgate nem a xixis. E foi mais ou menos pela uma da manhã quando eu já estava exausta e saturada que finalmente percebi que Deus não gosta de mim e quis-me castigar por não ter comparecido às reuniões anteriores.

A todos aqueles que sofrem como eu sofri um bem-haja. Quero acreditar que a humanidade ainda tem salvação, excepto os meus vizinhos que são uns grandes bois.

Destruíram-me mais um bocadinho

Alguém tem o email do José Padilha? É que queria agradecer-lhe por destruir mais um bocadinho a minha infância com outro remake falhado.
Pois que vi o Robocop e nunca a música dos Mamonas Assassinas, RobocopGay, me pareceu tão apropriada. Senti-me defraudada. Vocês estão a ver quando um rapaz desmonta da sua mota, com o seu capacete enfiado na cabeça e todo ele parece envolto em mistério e que nos deixa a acreditar que ele é um deus grego e depois quando tira o capacete afinal é a Medusa? Foi mais ou menos assim, mas com um gostinho a pickles no goto.
Assim que vi a nova armadura do Robocop esfreguei as mãos e pensei cá para comigo que estava bem produzido e que ia haver molho mas depois de vinte minutos tive de ir confirmar se estava a ver o filme correcto porque o Robocop de que me lembrava não era um gajo panasca, o Robocop era um grande macho aprisionado dentro de uma lata de atum em conserva com a marca da OmniCorp que descarregava a sua frustração na massa corrupta de Detroit e não um tipo sensível que estava sempre a analisar os estados emocionais de cada ser humano.

E onde é que está a Lewis? A parceira do Robocop? Aquela venerável senhora do Catujal que mascava pastilha de boca aberta com uma confiança tal que deixaria a Paula Bobone de rastos?!
Mas o que mais me chocou nem foi o ar afectado do novo Robocop, nem foi a esposa irritante, nem do filho que claramente apanhava na tromba na escola por ter o Homem de Lata do Feiticeiro de OZ como seu pai. O que me revoltou foi a mão que deixaram ao Robocop.
Uma mão delicada, de pele lustrosa e com unhas arranjadas. Ainda hoje acordo sobressaltada à noite com perguntas sobre o porquê de eles deixarem a mão intacta, a mão que levou com o impacto da explosão e que, pela lógica ficou irrecuperável mas que estava perfeita. Não consigo perceber a crueldade do realizador em dar-lhe a mão e tirar-lhe o marsápio. É quase como vender a televisão para comprar um leitor de dvd, não se faz!

Porque o meu ass merece

No ano passado comprei uma bina e andava toda entusiasmada com aquilo. Já me imaginava a fazer a volta à França em Portugal ao segundo dia. Toda eu era moral mas a moral foi pelo cano abaixo.
Desmoralizei porque nunca conseguia fazer mais de 20/30km com diferença de uma semana entre cada volta sem que ficasse com fortes dores nas nalgas e mais tarde na testa do pito, foram alturas dolorosas em que eu pensei que fosse falta de hábito mas as dores nunca passaram e eu desisti. Quis acreditar que eu e o desporto éramos eternamente incompatíveis, amantes há muito separados, pior que Romeu e Julieta. Quis escrever uma teoria sobre o assunto mas o Abade chamou-me de parva e mandou-me pedalar que era falta de calo no cú.
Até que chegou o dia em que achei que tinha de investir num selim porque isto assim não podia ser, ou era isso ou Abade ia desmontá-la e usar as peças dela na dele, coisa que já há muito me andava a ameaçar e isso é que não! Maneiras que lá comprei um todo catita e um todo ou nada paneleiro, mas que é normal, porque afinal é um "selim para senhora" e deixem que vos diga que o meu cagueiro anda nas nuvens e em dois dias já fiz 36km e não estou nada dorida. Mas acho por bem começar devagar para não ficar assada numa virada e renunciar para todo o sempre ao desporto.
Podiam era ter-me dito que convinha pedalar com o selim posto, tinha poupado muitas dores de cabeça e evitava o cheiro a carne de porco chamuscada. Agora sim. Vamos lá então fazer a Tour de France (mas em Portugal).

O mistério da mensagem fantasma

De há uns tempos para cá tenho vindo a reparar que o ícone das mensagens do facebook dá sinal de vida. Abro as mensagens e nada. Mau. Reparo que afinal tenho um (1) nas outras mensagens, supostamente, as filtradas. Abro intrigada e nada outra vez. Começa-me a escorrer um pingo de transpiração pela coluna abaixo que se aloja nervosamente no rego do cú.
Talvez seja um bug? Talvez. Dias depois lá aparece novamente o símbolo de uma nova mensagem e mais uma vez, nada lá dentro. Por esta altura já deixei de lado o raciocínio lógico de que poderá ser um bug e passo à fase psicótica seguinte: começo a entrar em pânico e a achar que "alguém" quer falar comigo.

Será que os entes do além conseguiram arranjar uma nova forma de se conectar com os entes destas? Eu espero bem que não. Mal tenho mãos que cheguem para lidar com tanta gente viva deste lado que não tenho disponibilidade para as gentes do outro. Só espero é que não se lembrem do Whatsapp e do Viber porque senão tenho a vida arruinada e o pacote de dados nas lonas para toda a eternidade.
Mas quer-me cá parecer que com a quantidade de mensagens em branco que recebo que os moços não se estão a dar muito bem com as tecnologias, ou então, só têm por lá um Zx Spectrum e já estão a dar em loucos com o desespero e mandam cacetadas no teclado, batem no enter sem querer e enviam-me isto assim. Vou deixar aqui uma dica, caso eles estejam a ler (eles os espíritos, ou eles os serviços secretos que tudo espiam) podem experimentar enviar-me um chocolategrama que eu agradeço e ganham aqui uma amiga para a vida (e para além dela).

Já estou a pensar na emissão de cartões para meter aí nos carros do pessoal:
"Professora Didi, mãe de cão, gato, tritão e gecko. Perita em esvaziar cozinhas cheias de comida e carteiras cheias de dinheiro. Experiência em assuntos da alma por chat do facebook ou google+, não aceito pelo orkut nem pelo hi5. Cash in advance".