A vida em flashback

Das recordações que mais me lembro da minha juventude, a seguir a apanhar porrada com a colher de pau por roer as unhas, era ver os Ficheiros Secretos às quartas na TVI. Também gostava muito de ver às escondidas os filmes badalhocos que davam de madrugada e ainda hoje tenho pesadelos com a Orquídea Selvagem, mas isto já são outros quinhentos.
Nunca perdi um episódio, mesmo estando de castigo via pela fresta da porta entreaberta. Ainda bem que nunca fui apanhada porque senão para além de apanhar outra vez no lombo perdia o episódio e isso é que me chateava. Quem é que precisava de amigos quando tínhamos os Ficheiros Secretos? Ninguém. Por isso mesmo ainda hoje sou anti-social e quero acreditar que existe algo mais.
Maneiras que hoje ao atender uma tipa veio-me à recordação o nono episódio da segunda temporada, de seu nome Firewalker. Isto porque era um episódio onde uns cientistas tinham sido contaminados com uns fungos que às paginas tantas enchiam-se de nhanha e rebentavam, contagiando quem estivesse em contacto com os esporos. Ainda me lembro da Scully à rasca para não levar com o espirro do esporo na tromba refugia-se atrás de uma porta de vidro e não é contagiada. Durante muito tempo acreditei que um gajo a ter um orgasmo era quase assim, sujava tudo no espaço de um metro, depois de crescer aprendi que não, assim como aprendi que as colheres de pau têm outras utilidades, como por exemplo, imagine-se, cozinhar.
Mas tudo isto para dizer que estava a atender uma matrafona que tinha a beiça de tal maneira inchada com herpes que parecia que tinha um berlinde pendurado no lábio cheio de pus e eu revi aquele episódio à frente dos meus olhos, e pensei cá para comigo que era agora. Aquilo para que os Ficheiros Secretos nos tinham preparado tinha chegado. A qualquer momento, aquilo iria rebentar e eu estaria preparada.
Por acaso nada disso aconteceu. Fiquei desiludida. Não houve evacuação (excepto à bocado que eu evacuei um bocadinho) e a Scully nunca levou com o fungo do Mulder.
A minha juventude foi uma mentira.

Dramas femininos com pressões barométricas e algumas pluviosidades

Tenho para mim que a segunda melhor sensação do mundo é ter o pito tosquiado. Dá-nos uma sensação de novidade, limpeza e correntes de ar que ao mesmo tempo são estranhas e refrescantes à alma de uma garina. Mas como em tudo na vida, há sempre o reverso da moeda. Onde o Universo nos dá alegrias com uma mão a seguir espeta uma faca nas costas com a outra.
Eu comparo um pipi sem pêlo a um daqueles sistemas de rega super modernos que jorram água para tudo o que é sítio (daqueles que fazem tá-tá-tá-tá-tá). Já sei de antemão que quando ando com a gina ao léu e tenho de ir a WCs públicas vou ter de praticar sessões ginastas e de contorcionismo ao ponto de me deixarem com cãibras durante largas horas.
É como uma dança: abro o fecho. Baixo as calças. Ponho-me em bicos de pés. Meto a nádega direita levemente mais subida que a esquerda e experimento largar a gotinha. Muita força. Demasiado esguicho para nordeste. Levanto dois milímetros mais a perna direita. Deito nova gotinha. Inclinação para sudeste. Esguicho com ligeira ondulação de 0.3-0.5 metros de altura e a 32km/h. Perfeito. Mais perfeito era impossível.
Digo-vos desde já que é preciso uma grande mestria e ter mijado pelo menos umas três vezes os calcanhares para acertar com o buraco mas hoje posso dizer que a minha gina é uma autêntica rosa dos ventos sabendo sempre o norte magnético da Terra, as correntes, e a direcção do vento.
Ainda no outro dia um transeunte perguntou-me qual era a carreira para o Campo Grande. Não lho soube dizer. Mas soube indicar que se tivesse um balão de ar era girar a 90º para noroeste e chegava lá, era sempre em frente.
Não é à toa que o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, antes de se chamar IPMA.pt chamava-se METEO.pt porque está mais do que visto que era só metê-lo para saber as exactas condições atmosféricas ao segundo. A meu ver METEO era um nome mais pomposo, mas que sei eu disto? Eu sou apenas uma mera mortal com gosto pelos pontos cardeais.

O mês Não

A maioria da população tem um dia Não. Eu vou mais além e tenho um mês Não.
Ora um mês Não é aquele mês que deveria ser removido do calendário do corrente ano, salvava o ano e salvava muitas dores de cabeça ao mesmo tempo.
Fevereiro é o mês dos falecimentos. Faleceu a minha avó. Faleceu um tio do Abade e vamos la ver quem é que mais falece uma vez que ainda faltam dois dias para o final do mês.
Depois, algures ali no dia vinte e tal pensei que o Fevereiro até se estava a decidir ser um porreiraço comigo porque finalmente deixou-me comprar a minha Canon. Mas eis que seis dias depois decidiu armar-se em parvo outra vez. Não me pode ver mais alegre e bem disposta e fez-me mandar um grande tralho do meio das rochas na Ericeira. E conseguir endireitar-me? Era o endireitas. Andei ali a patinar a patinar e não conseguia sair daqui... aqueles lismos escorregavam tanto como azeite no meio de uma berlaitada. A única coisa que me recordo assim que senti o pé a fugir foi 'ai a máquina não' e a seguir aterrei. Podiam ir os dentes, podiam ir os dedinhos o resto não, senão nunca me perdoaria.
No meio disto tudo lá consegui afastar-me daquela langonha saindo apenas com o joelho e o orgulho feridos.
É que nunca mais volto à Ericeira que hoje ia sendo o terceiro falecimento do mês!

Peixinho ao Pateão Nacional

Gostava de perceber porque é que o jogo de cartas do Peixinho não é famoso a nível mundial.
Tenho pensado nisto cada vez mais e mais. Tudo porque o Abade começou a jogar Poker online e tem tentado, sem sucesso, explicar-me o que são o Royal Flush, Full House, High Card. Mas eu apenas consigo perceber o Four of a Kind e mais nada por aí além. Se o Poker movimenta dinheiro em apostas legais e ilegais não percebo porque o Peixinho também não o faz.
Ainda me lembro que quando jogo ao Peixinho perco anos de vida. A tentar sabotar as jogadas dos outros enquanto faço as junções dos quatro naipes. Os nervos de escolher uma carta do molho quando é hora de ir à pesca. Isto sim é um teste às expressões faciais. Agora o Poker... aquilo parecem um molho de cartas esbardalhadas numa mesa e alguém se lembrou 'ah e tal vamos chamar a isto um Full House' e ah tal e porquê? 'Porque a casa está full de parvos a gastar dinheiro nisto'.
Sugiro o Peixinho para campeonatos mundiais, e porquê não ir ainda mais longe e sugerir o 40 Apanha?
Gajas e gajos de nalgas para o ar a apanhar cartas e o mais rápido ganhava a jogada. Até já consigo imaginar o remake da música Poker Face da Lady Gaga nos ouvidos.

Adeus Avó

Não consigo perceber como é que em menos de um ano passaste de uma pessoa saudável, apenas com início de demência, próprio do avanço da idade a uma pessoa acamada que falava comigo não me reconhecendo e que me dizia 'eu gosto muito da Diana, queria ir para casa dela mas sei que ela não pode ficar comigo'... partiu-me o coração ouvir isto da minha avó, de uma pessoa outrora roliça, bonita,  agora magra, acamada, amarrada da cintura para baixo, de fralda. Partiu-me o coração vê-la a definhar sempre que a ia ver.
Ela nunca deveria ter sido arrancada da sua casinha, nunca deveria ter sido arrancada do seu mundo, das suas gatinhas, dos seus vizinhos... mataram-na.
Hoje ao sair de casa para a ir ver ao lar recebo uma ligação do meu pai a dizer que ela tinha falecido há dez minutos atrás. Só pedia que tivesse aguentado mais uma hora, o tempo suficiente de eu a ver com vida. Sei que ela já não estava bem. Ontem já tinha tido um avc, o coração falhava e a pneumonia não ajudava. Das urgências mandaram-na de volta para morrer em casa. Custa-me a aceitar, mas compreendo, é a lei da vida e não há necessidade de prolongar o sofrimento de alguém quando sabemos que não vai ficar curada.
Mas ainda assim apenas queria vê-la viva. Dar-lhe a mão. Chorar junto a ela. Mas agora perdi-a e nunca mais a vou ver.

Didi e a saga das skinny jeans. É que nunca mais!

Eu não sou a típica mulher que gosta de ir às compras. Na verdade, eu odeio compras e ainda para mais quando se trata de roupa e as músicas que passam nessas lojas dão-me conta da cabeça.
Mas andava a adiar a compra de umas calças de ganga até ao dia em que decidi que tinha mesmo de ser. Era isso, ou um dia destes habilitava-me a que um cliente me dissesse que me estava a ver o olho do cú. Ora, eu que nunca comprei calças na H&M fiquei meio perdida com aquilo. Que medidas são aquelas? 22/21, 24/32, 26/22, 32/32? Eu só conheço o 36, 38, 40, 42, 44 e 46 e cinquentas não conhecia aquelas medidas, que heresia era aquela?!
Agarrei em sete ou oito pares para tentar ver as diferenças entre elas, o Abade noutras cinco mas não percebíamos nada daquilo, e estava quase a desistir quando fui contra um placard no meio das calças que explicava como funcionavam as medidas. Fiquei pior. Pois se antes não percebia aquelas medições agora tinha de me preocupar em fazer conversões e amiguinhos... números não é mesmo comigo.
Lá encontrei duas que me agradaram. Visto a primeira. Fica catita. Assenta bem na peida. Demasiado barriga subida e ainda as puxei até ao máximo para me rir da figura no espelho. Visto a segunda. Uma cintura mais decente. Também assenta bem na peida. Mas quando fui a despi-las, não saiam... mau. Não era normal. Olho para o espelho e leio na minha traseira 'snaej ynniks', ou em português 'skinny jeans'. Foi o fim do mundo!
Onde é que me fui meter! Puxava com a mão, mas elas não saiam. Sentei-me e puxei com as duas e nada. Irritei-me, baixei as calças e despi-as à puto que é como quem diz, pisei a calça com um pé e forcei a outra perna a sair. Saíram as calças disparadas, saíram as peúgas e só não saíram as cuecas porque as agarrei a tempo.
Fiquei feliz com a compra, mas hoje ao ver o meu vencimento apeteceu-me de imediato ir de cuecas manifestar-me em frente à casa do primeiro ministro enquanto lhe atirava pedras forradas com os meus recibos de vencimento à janela.
No meio deste azar todo, só espero é não ter apanhado pé de atleta porque fiquei descalça naqueles provadores. Eu. Que não faço cocó em casa de banho públicas, ficar descalça onde milhares de pessoas metem as patas é coisa para me deixar a pensar que apanhei uma gonorreia pelos pés.

Descobri que o meu objectivo de vida é o narcotráfico

Acho que tenho de parar de ver a série Breaking Bad. Está-me a subir à cabeça a loucura das metanfetaminas e já fiz aqui um acordo verbal com a sócia Iny para o fabrico da mesma.
Eu nunca fui muito boa a química, nem a matemática, nem a tudo o que tenha números e ainda hoje para fazer contas de somar recorro à calculadora para ter a certeza de que não estou a errar, mas eles fazem aquilo parecer tão fácil e tão fixe que é impossível não pensar em fazer o mesmo.
Ao fim e ao cabo aquilo, conforme eles dizem, é "cozinhar". Coisa que por sinal também não sou nada boa. Mas duas coisas sei eu que domino: Bolo de Iogurte e Bolo de Chocolate.
Por isso, se me falharem as contas ou ingredientes espeto para lá um iogurte e resolve-se o problema. Já consigo imaginar: Metanfetaminas com L. Casei Imunitass. Uma forma de deixar caruncho nos dentes e na saúde mas conservando sempre o bom trânsito intestinal.
E a parte aliciante do negócio é que aquilo parece dar muito papel e eu sempre me considerei uma pessoa predisposta geneticamente a ser rica, dê lá por onde der. É possível que tenha de matar uns quantos pelo caminho. Matar uns sete ou oito é um balanço positivo tendo em conta que existem 7 biliões de habitantes neste planeta. Até estaria a fazer um grande favor à Terra já que a metanfetamina limpa uns quantos com umas overdoses e sempre eram menos a chatear.
Pensando bem, "cozinhar" dá demasiado trabalho e é um compromisso que eu não conseguiria manter porque nunca consigo levar os projectos até ao fim, eu vou-me mas é dedicar à visualização de séries de TV que ao menos não me dá dores de cabeça e não tenho que cozinhar.

O dia em que descobri que o Universo não me curte

Comecei a desconfiar deste pequeno preconceito por parte do Universo para comigo no dia dezassete de Janeiro do corrente ano, quando ao deslocar-me a uma Worten para matar saudades de máquinas fotográficas DSRL, agarro numa e o alarme dispara fazendo-me fugir da loja a sete-pés tornando-me o centro das atenções onde todos olhavam para mim de esguelha. Apressada. Corada e com uma mala grande debaixo do braço (nada suspeita) a dar de frosques qual prisioneira evadida do Estabelecimento Prisional de Linhó.
Quis acreditar na altura que aquilo foi uma coincidência, mas foi no dia dezoito que tirei esta perseguição a limpo. Eis que retorno à mesma loja e agarrei noutra máquina fotográfica diferente da que tinha agarrado no dia anterior e aquela treta dispara novamente. Ora se estava indecisa entre Nikon e Canon, contentei-me com um Non da parte do Sr. Universo.
Vem o segurança e vem o moço da Worten a correr e a pedir desculpas, eu digo-lhe que não tem de pedir desculpas que eu também só não a roubava porque o alarme disparava e seria apanhada o que era uma chatice. Ele fica assustado a olhar para mim, eu olho para o céu e pergunto-me cá para os meus botões o que é que é feito do humor destes jovens.
Mesmo assim considero-me uma tipa persistente e já que aquela Worten não queria nada comigo eu ia tentar outra. A loja seguinte, que já devia ter sido avisada que eu andava a fazer um estudo de mercado decidiu pôr as únicas três miseráveis máquinas que tinham fechadas numa vitrina. E é assim que querem vender e ganhar comissões?! Assim vão ganhar é um carrão de amigos. Bandalhos!
E pronto, ando abatida, consumida, saudosista porque realmente o Universo (e o Abade) não querem cooperar comigo e eu ando cheia de saudades de uma maquineta e de umas boas fotos.

A noite em que eu ia finando mas que afinal não finei (mas olhem que andei lá perto)

Esta publicação é dedicada a todas as pessoas que acham que vão ficar eternamente solteiras e que vão morrer sozinhas sendo encontradas dois meses mais tarde já meias mumificadas e porque já o apartamento trasandava a couves de bruxelas podres.
Meus pequenos javardolas não se fiem que lá por estarem numa relação estão safos de finarem sozinhos sem ninguém que se lembre de vós. E digo-vos isto em primeiríssima mão. Eu, que ontem ia morrendo no meio dos lençóis sem ninguém que me acudisse e se pensam que foi por metano em excesso no vale das mantas estão vós bem enganados.
Pois que ontem a meio de um profundo sono, em que eu certamente parecia uma princesa com a baba no canto da boca eis que me engasgo e acordo a sufocar. Tossi convulsivamente cerca de 5 minutos quase sem conseguir respirar e quando finalmente a gosma saiu do goto eu vi a minha vida em flashback e tive de partilhar esta aprendizagem com vós.
Não me atrevi a chamar o Abade (que estava na sala). Estava demasiado carente pela minha experiência próxima da morte e possivelmente ia ser chamada de maricas. Mas de manhã, quando acordei, perguntei-lhe assim como quem não quer a coisa se não tinha ouvido alguma coisa estranha no quarto, quando me diz a personagem que ouviu um ataque de tosse mas que não deu importância.
Maneiras que eu poderia ter morrido tranquilamente a espernear enquanto o Abade na divisão ao lado pensava que não era nada de especial. Querem um conselho? Não arranjem maridos nem mulheres, arranjem animais de estimação, quando mais não seja comem-vos uma perninha ou um bracinho, mas não estarão sozinhos.
E com isto tudo estou a cair para o lado de sono é que ontem fiquei com uma cagufa tão grande de falecer que não consegui dormir mais nada de jeito.

Um dos grandes medos da humanidade, mais especificamente, meu.

Eu tenho um grande medo. Aliás, eu tenho vários medos mas tenho um que vai além de todos os outros e chega mesmo ao ponto de me provocar ataques de pânico: campainhas.
De onde vem este pânico? Não sei. Talvez seja a mania da perseguição. Mas há 28 miseráveis anos que o tenho e cada vez que tocam no botãozinho irritante perco 5 meses de vida e borro-me toda. Nunca me hei-de habituar àquele som estridente que me faz serrilhar os dentes, põe-me o coração com taquicardias e a hiperventilar.
Há quem ache o som das sirenes de ambulâncias um mau pronúncio, pois eu cá acho as campainhas piores ainda, porque sabemos de antemão que é para peditórios, ou calamidade das calamidades, os comerciais da Zon ou da Meo. Tenho para mim, que estes comerciais são representantes do demónio na Terra e que andam a ceifar umas quantas almas para Belzebú.
Quando os filhos da mãe tocam à porta, eu e o Abade entramos em modo 1, 2, 3 macaquinho do chinês. Ninguém mexe, ninguém fala, ninguém respira, ninguém sequer manda uma bufa ninja até que eles cedam ao facto de que há gente em casa mas que ninguém lhes vai abrir a porta. Mesmo que dois segundos antes o chão estremecesse ao som de um bom Baixo.
Mas o verdadeiro terror é o dia da reunião de condomínio. Essa seita malvada que desata a tocar às campainhas dos condóminos a informar que a reunião está prestes a iniciar e que todos deviam comparecer porque se tratam de assuntos comuns sem interesse nenhum para ninguém em particular. 
Nesses dias não se janta, não se liga uma luz, não se fala e só se vai passear o cão quando já não há vestígios do sacrifício humano, ou seja, a eleição dos novos administradores.
Tenho fugido por entre os pingos da chuva durante seis anos, por isso, sempre que me tocam à campainha eu penso que é a terrível notícia de que este ano serei a nova administradora e eu não aguento com notícias assim tão fortes, eu tenho um coração de passarinho.
Após pesquisa no Google chego à conclusão de que não existe nome científico para esta minha fobia. Talvez seja a única, uma espécie em vias de extinção, uma edição limitada? Por isso apressem-se nas vossas licitações, para tal, basta solicitarem o meu número da conta bancária por e-mail.