Facebook: a aplicação que resolve problemas que não teríamos se ela própria não existisse
Preciso do facebook para viver como quem precisa de papel higiénico, mas se por um lado as redes sociais têm muitas coisas boas (não sei bem o quê, mas pronto) as más também não se ficam nada atrás.
Por exemplo; quem tem blogs tem quase sempre os anónimos "fofinhos" que tiram uma pessoa do sério, coisa que eu gostaria de ter mas que por algum motivo ninguém quer embirrar comigo mas em contrapartida eu tenho as chagas no facebook. Autênticos chatos que não reparam quando estão a ser extremamente incovenientes e burros que nem portas. Chagas essas, que, mesmo rejeitando os pedidos de amizade e não respondendo às mensagens claramente de engate continuam a insistir. Possivelmente são daquelas personagens que acham que quando uma mulher diz que 'não', na realidade ela quer dizer 'sim'. E quando chegam à conclusão que não vão levar resposta atiram um 'és tão mal educada' e um 'devias levar umas palmadas'. Eu admito. Gosto de um spanking, mas vamos lá ter calma que eu não dou a nalga a qualquer um.
Ora, chamarem-me mal educada é coisa para me fazer perder a paciência em dois segundos e libertar a parvalhona que há em mim. Dito isto, senti-me à beira da loucura e bloqueei o gajo. Enlouqueci!
Há quem goste de fazer bungee jumping, snowboard, levar no cú, tudo para libertar a adrenalina no sangue. Mas eu cá gosto é de bloquear a malta e ficar-me a rir maquiavélicamente sozinha por ser uma pessoa tão malvada.
O que me chateia nisto, é que eu até me considero uma porreiraça, pessoa de bom trato e bem disposta, mas se há coisa que nunca consegui suportar são os D. Juans mal-amados de Portugal. Às vezes questiono-me como é que deixei o Abade lançar a escada, eu devia estar num dia bom. Mas também as nossas primeiras palavras foram extremamente românticas com ele a pisar-me o pé e pedir-me desculpa e eu dizer-lhe um 'não desculpo' seguido de um 'olha vamos ali à Worten para eu comprar o CD dos Comme Restus?'
Obrigado facebook. Obrigado por teres essa maravilhosa opção de bloqueio que nunca seria necessária caso tu não existisses. Um dia destes fecho a minha conta. Um dia... mas hoje não é o dia que eu ainda tenho de ir partilhar coisas desnecessárias com a minha gente.
Mais uma Alienoidz
E tu Didi? O que foste tu nas vidas passadas?
O meu querido chaçomobile
Adiante. Uns cem anos depois tirei a carta e também eu arranjei um chaço amoroso com quem compartilhar o meu coração. Um Twingo com um médio e um stop fundido e a luz do habitáculo também fundida. Sem o tampo da gasolina, com uma teia de aranha de estimação no espelho retrovisor lateral e um sem fim de riscos do lado direito, fruto da condução espectacular do meu avô (pensavam que tinha sido eu, não?) Um vidro que se o baixar totalmente quando está muita humidade já não fecha sem o carro aquecer, por isso conseguem imaginar no Inverno gelado eu de janela aberta a apanhar com chuva e vento na tromba? Conseguem? Ainda bem. Porque eu fico tão gelada dos miolos que não consigo.
Mas uma coisa o meu carro tem que muitos topos de gama não têm (quem disser o contrário, agradeço que deixe o e-mail para que eu possa ofender). Se eu ousar abrir uma porta e tiver os faróis acesos, o meu twingo desata numa chiadeira que acorda a malta daqui até ao Paquistão. Pode ter muitos defeitos, mas nunca me deixará pendurada por falta de bateria porque no dia anterior me esqueci de desligar as luzes. É mais que óbvio que o Michael Bay se inspirou num Twingo para criar o filme dos Transformers.
E porque é que me lembrei duma cena tão desnecessária como isto? Como eu sou uma moça porreira eu até vos digo. É que hoje quando estacionei estava um BMW com as luzes ligadas e eu fiquei orgulhosa da minha latinha que nunca me deixaria fazer uma burrice dessas.
Eu até que poderia andar com o meu Juke. Podia. Mas não era a mesma coisa porque eu sou devota a cenas vintage. Espero que agora que fiz este texto a elogiar o meu Twingonáites o gajo amanhã não se lembre de me desiludir e se entretanto algum dos meus leitores trabalhar no centro de inspecções lembrem-se que eu sou uma tipa porreiraça e não me chumbem o mono.
Didi e o emigrante
Coisas extremamente banais que me afligem #1
Há quem tenha medo de cobras e ratazanas, eu tenho de centopeias e de atacadores. Atrevo-me a dizer que os atacadores afligem-me ainda mais, porque se eu vir uma centopeia grito, dou-lhe com um pau e fujo. Com as atacadores é outra história, porque se desato a fugir eles vêm atrás de mim e eu sou mesmo obrigada a mexer neles, caso contrário ainda aterro no chão ou tenho um acidente de viação.
Então, sempre que compro uns ténis e os malditos vêm embrulhadinhos ao lado da sola eu já sei que tenho de ir tomar dois Valdispert e um chá de camomila para os nervos. Gostava de vos explicar melhor, mas a única coisa que consigo dizer é que o facto de ter de enfiar as pontas nos buraquinhos, puxá-los e sentir os ditos a passar nos orifícios é coisa para me fazer morder os lábios, começar com palpitações, suores frios e, se estiver em pé, uma quebra de tensão. Só de imaginar já começo a ficar nervosa. E depois ter de igualar as pontas em ambos os lados é outro drama.
Tivesse eu um puto e ele havia andar sempre de meias, ou então, tinha de ser uma criança prodígio e saber atar atacadores desde tenra idade, assim, ainda o explorava e ele atava os meus. Possivelmente o puto seria-me retirado pelas assistentes sociais mas antes isso do que mexer em atacadores.
É uma sensação equiparada a cortar papelão com uma faca. Estão a perceber?! Não? Então ficam na mesma. E ficam também a saber que eu tenho uns hábitos muito estranhos.
15º mandamento: Não delegarás nada a um indivíduo do sexo masculino
Como sou uma moça para lá de atarefada pedi ao Abade para comprar uma lâmpada, mas daquelas de luz amarela para substituir a outra, porque eu recuso-me a ler banda desenhada às escuras, ou então com as luzes do espelho da casa de banho que são tão suaves que dá um arzinho a bordel badalhoco e agrava-me a miopia.
Pedi uma simples coisa. Abade. Amor da minha vida com 3 segundos de memória. Traz-me uma lâmpada amarela, sim? Sim - diz-me ele.
A meio da tarde recebo uma sms, a dizer que já tinha posto a lâmpada e para ver se eu gostava dela, caso contrario trocava-a. Mau. Para me dizer 'se eu gosto dela' é porque não é amarela. Chego a casa, vou à casa de banho. Respiro fundo e ligo a luz. E de repente. Como que por milagre sou transportada para uma ala hospitalar, para um provador de roupa ou então vinha um camião na minha direcção, não consegui distinguir muito bem. Era uma luz tão branca, mas tão branca que das duas uma ou era um OVNI ou então Fátima sempre se tinha dignado a aparecer na minha WC.
Claro está, que liguei logo para o Abade para mandar vir com ele. O moço ainda tentou defender-se que é uma lâmpada economizadora de categoria A, mas isso para mim são desculpas. Ele quer é que me dê uma síncope qualquer com o cagaço do meu reflexo e fique estatelada no chão, porque toda a gente sabe que perante uma luz branca até a mulher mais bronzeada fica branca como a cal.
Hoje vou para a cama com os dentes e o pito por lavar, não quero saber, sou jovem de mais para morrer do coração!
Ainda me faltam 3 dias até à minha folga e eu já estou assim
Eu não ando bem. Admito que ter férias só me deixou pior, sinto-me lerda, com um tempo de resposta demorado e com um distúrbio de atenção maior do que é normal, distraindo-me facilmente de uma tarefa ou linha de pensamento.
Quando os clientes... clientes, adoro esta palavra. Quando digo 'clientes' sinto-me uma prostituta de luxo a falar do seu cliente da noite passada. Tenho mesmo de arranjar um nome diferente para aqueles sacanas, talvez... cabrões. Sim. Cabrões parece-me bem. Estão a ver? Distraí-me do que ia a dizer!
Ia a dizer que o gajos pedem-me cenas e eu fico a olhar para eles com cara de parva à espera que me caia qualquer coisa do céu, quiçá um perdigoto. Já uma colega minha se queixou que lhe parece que eu estou num mundinho à parte, é possível, um mundo onde eu possa dizer-lhes tudo o que me vai na alma e ficar cinco anos mais nova, deixar de ser politicamente correcta, sem o meu sorriso amável e tom de voz de linha erótica, apetecia mesmo, mesmo tirar o rolo do multibanco e enfiar nas goelas de certas personagens até lhes saltarem os olhos das órbitas, mas não, sê fofa Didi, sê uma jóia de rapariga, acredita no positivismo e que boas coisas advêm a quem as pratica (já foste).
Já me desorientei outra vez. Mas tudo isto para dizer que eu estava a falar com uma colega minha sobre uma loja super fofa A Conto da Fadas que tem cenas mesmo amorosas e a minha colega pergunta-me que tipo de cenas. E eu digo-lhe 'cenas pá, caixas de música e aquelas cenas redondas. Globos. Aqueles globos" e vendo que ela não percebia nada do que lhe estava a dizer saio-me com um 'aqueles globos de merda, 'tás a ver?'.
Ora bem, daquilo que me fui lembrar. Imaginei-me logo a criar uma empresa na hora, graças ao Simplex (obrigada ó Sócas) sob o nome ShitGlobe com o slogan "transformamos a sua merda em sonhos" e solicitaríamos o envio de amostras sem qualquer tipo de compromisso para criarmos o seu Globo de Merda personalizado. Eu tenho originalidade, só me falta mesmo é o capital para investir, porque eu acredito piamente que o meu projecto iria ter um grande sucesso por terras lusas visto que um dia destes, pelo andar da carruagem, andamos literalmente a nadar em merda.
Quem é que se chega à frente? Ofereço 50% da sociedade.
Tenho para mim que me querem matar
Mas adiante. Isto para dizer que na segunda feira fui andar de bina mas cometi o erro de beber um café antes. Eram 14h00 e depois do almoço cai sempre bem um café. Lá fomos. Peço à moça dois cafés e um copinho de água. Eu não sei o que é que ela percebeu, se foi um café com um pinguinho ou um café com leitinho o que é certo é que a vi a despejar uma coisa para um café mas não liguei, pensei que não fosse o meu.
Ela traz os cafés e quando vejo que se esqueceu do copo de água e reparo no café mais claro do que é costume vi a minha vida a andar para trás, mas tive vergonha. Bebi e não disse nada, afinal todos temos o direito a errar, especialmente quando eu sei que às vezes falo para dentro e ninguém me percebe.
Bem, foram os 20 kilómetros mais longos de toda a minha vida e não consegui mais. Ora mexia-me para um lado, ora para o outro, ora apertava a barriga, ora rezava 10 pais-nossos para que, por favor, não me deixassem borrar toda em cima do selim. Tinha a opção de obrar numa casa de banho pública quando passasse por uma, mas essa opção está completamente fora de questão, porque eu só cago na minha casa de banho imaculada. É uma fobia inexplicável pensar que me sento numa sanita badalhoca e depois vem aquela pinguinha de aviso de recepção que me toca na nalga e é coisa para me deixar a pensar o resto da semana que apanhei sífilis numa casa de banho porcalhota. Portanto, posso estar a aflita durante oito horas de trabalho, mas aguento, só me borro em casa e não sei porquê, tenho sempre tendência a piorar quando meto a chave na fechadura, não sei como é que nunca me escagaçei no tapete da entrada.
Mas foi complicado, principalmente com os solavancos, mas lá consegui chegar com as calças (e o orgulho) limpas, tudo para sentar-me no trono e ouvir um PFFFFF e ficar sem vontade de fazer mais nada.
Olhem, café antes de andar de bicicleta? É que nunca mais, que eu cá não quero morrer no meio de monte.
Cromos de uma vida
Que dizer do moço? Bem, ao longe até parecia ser uma pessoa competente até ao momento em que ele abriu a boca, aliás, até ao momento em que respirou.
Começou com a minha amiga, a famigerada Iny (a javardolas que lê este blog mas que nunca comenta), ao ver que o tipo não me ligava patavina ousou dizer 'Boa tarde, pode ajudar-nos?' O que é que ela foi dizer! O gajo, que ia a andar em passo de corrida a ver se ninguém reparava nele, pára imediatamente. E de costas voltadas para nós vira a cabeça a 180 graus, qual Chuck o Boneco Diabólico e quando a Iny lhe pergunta 'Tem este modelo no 37?' Ele dá um redondo 'Não', tão rápido, que eu nem soube o que me atingiu.
Eu, que até então, tinha ficado muda com a simpatia dele, digo-lhe que pretendia ver o 38 porque há umas formas maiores do que as outras. Ele olha-me de soslaio, eu quero acreditar que ele estava rever mentalmente os números mas tenho a certeza que ele estava era a mandar-nos à merda mentalmente. Eu faço o meu olhar de cachorro abandonado, e ele diz-me que 'Acho que sim' e acompanha-nos até ao sítio onde os ténis estavam.
Ele chega. Pára. Olha para cima. Olha para baixo. Fica de olhar fixo no infinito. E de repente lança as mãos à cabeça em sinal de desespero, como se tivesse descoberto que afinal não havia o 38 e o mundo iria acabar porque disse uma informação errada e fica assim uns bons segundos. Eu fiquei com a sensação que a qualquer momento ele ia lançar-me as mãos ao pescoço e apertar-me o pipo, mas não. Encontrou a caixa, entregou-ma e disse com a maior convicção e descontracção do mundo a apontar para a fonte da cabeça com o dedo indicador 'Isto aqui é melhor do que um computador! Nunca falha!' e dito isto, abandonou-nos.
Ficámos as duas especadas, eu de caixa na mão, um pé calçado e o outro descalço, a Iny de chapéu de chuva numa mão e mala pendurada na outra, a olharmos uma para a outra como se de um filme romântico se tratasse, onde tínhamos acabado de ser abandonadas pelos nossos namorados numa noite de chuva e trovoada.
Menos mal, que os ténis serviram. E com isto tudo vocês ficaram a saber o tamanho da minha pata e que a Sportzone aqui da minha zona tem um tratamento de excelência.