A mesma merda de todos os anos desde os meus 16 anos. Um pai ausente que após 18 anos de casamento com a minha mãe decidiu deixá-la por uma tipa 20 anos mais nova que andava com ele, com o tipo da distribuição das batatas e com o tipo do talho, mas o amor é mesmo assim, estúpido que dói mas isto até é compreensível, não seria por isso que deixava de ser meu pai, aquilo que realmente destruiu todo o sentimento que eu tinha por ele foi durante os 4 meses que andava com ela às escondidas fez-nos a vida num inferno ao ponto de termos de ir para a rua porque não aguentávamos mais e depois de sair de casa apenas me disse com uma grande lata que não ia abdicar do tempo com ela para estar comigo e por isso se quisesse que ele continuasse estar presente na minha vida ela teria de estar connosco sempre porque ele não iria a lado nenhum sem ela, ora, dizer isto a uma míuda de 16 anos a quem tinha enfernizado a vida foi a mesma coisa que me darem com um taser no meio dos olhos, pedi-lhe para me dar um tempo e me habituar à ideia, disse-me que não e eu mandei-o à merda! Passado uns tempos liga-me para me informar que ia parar de me dar a pensão de alimentos e para me fazer à vida.
Nunca foi capaz de ligar à minha mãe para saber como eu andava nos estudos, para saber se tinha com algum problema a única conversa que teve com ela foi para lhe dizer que ia mudar de número porque não queria arranjar chatices com a Susana.
Grande pai!
Aos 22 anos lembrou-se que eu existia e perseguiu-me até ao trabalho para falar comigo, tirou o meu nº de telemóvel do telemóvel dos meus avós e tentou reatar o laço pai-filha, tentativa falhada claro, é que nem consigo chamá-lo de pai porque as palavras entalam-se na goela e até me engasgo!
Por tudo isto, obrigado pai por seres um sacana e por fazeres realçar os meus piores defeitos, vingativa, possessiva e insegura. Agora dirão os mais entendidos que eu preciso de uma terapiazinha, até são capazes de ter razão, mas isto agora é quem eu sou e gosto de quem sou.
Todas as acções têm consequências, disse-lhe a ele na altura ele riu-se e chamou-me parva, vejo agora que com 16 anos tinha mais maturidade do que ele com 39.