Mais um dia normal...

Eu bem que tento ser uma rapariga certinha e fazer o meu almoço em casa e levá-lo para o trabalho mas a verdade é que Universo conspira contra mim e quer forçosamente que eu coma Macdonalds e outras coisas saudáveis, o Universo quer é ver-me gorda que nem uma porca é o que é!
Epah sinceramente custa-me levantar o cú da cama ainda para mais para fazer comida, mas tenho tentado não torrar muito dinheiro em comer fora, maneiras que estava eu hoje de manhã a cozinhar quando reparo que o bife afinal era grande de mais para mim, corto-o a metade e meto-o no tupperware para arrefecer e metê-lo no frigorífico enquanto a outra metade arrumei na lancheira, mas nisto dá-me uma vontade louca de mijar e vou a correr e quando volto... schulp... o-b-i-f-e-f-u-g-i-u! Nem 3 minutos se passaram! Cabrão do cão comeu o bife! Comeu o bife e nem ares de culpado fez, ainda veio ter comigo de rabalhão a abanar a pedir miminho... olhem, não fosse eu uma pessoa que gosta de animais e tinha-lhe dado um pontapé nas nalgas que ele ia 3 metros para a frente. E fiquei sem almoço para domingo, mas pronto... o menino ficou de barriga aconchegada que é o que importa! Havia de lhe dar uma grande caganeira com as carradas de sal que o bife tinha, que boi!
Mas nada rivaliza com certa vez que fui buscar frango assado. Meti a mesa, ponho tudo em cima dela e vou à casa de banho buscar um elástico para o cabelo e quando me dirijo novamente para a cozinha vejo o senhor Niko a passar por mim com uma perna de frango na boca cheio de tranquilidade, e o gajo ainda amuou comigo quando lha tirei dos dentes!
Portanto... mais um dia em perfeita monotonia aqui por estas bandas.

Medricas!

Por mais trovoadas que oiça na minha vida, por mais pensamentos lógicos que eu tente ter tenho um medo parvo de trovoada. Nem é do relâmpago, que é a parte mais perigosa, mas sim do barulho. Aquela trepidação, aquele tremor grave dá-me sempre um nó no estômago mas hoje tive a melhor tirada de sempre graças a esta minha cagufa!
Maneiras que estava a atender mais um atrasado mental do costume quando cai um brutal relâmpago e eu fico séria, muito séria a olhar para o cliente e desato aos risinhos nervosos, qualquer coisa parva como heh heh heh (parecia que me estava a afogar) e diz-me ele "o que foi?" e digo eu com um à-vontade como se fossemos amigos de longa data "tenho medo de trovoada" e pronto... ele ri-se, eu fico vermelha e encavacada e o assunto que ele vinha tratar não tratou e foi-se embora a rir. Foi divertido. O que não foi tão divertido foi conduzir para casa a trovejar, porque por cada trovão que caia eu mandava uma guinada no volante e uma patada no travão (o que vale é que o caminho é curto), estacionar à pressa, entrar em casa a correr e arrear o calhau porque fico sempre com a caganeira nervosa nestas alturas e neste momento encontro-me escondida por debaixo dos lençóis a actualizar o blog, pode ser que se eu estiver escondida o suficiente a trovoada desapareça!
Que cafuga!

A conversa da vizinha é sempre pior que a minha!

Juro que não ouvi a conversa de propósito mas ainda bem que ouvi porque descobri que a terceira idade consegue ser tão ou mais javardolas que a malta mais jovem.
Estava eu à espera que chegasse o mê home para irmos ás compras quando começo a ouvir as vozes de duas vizinhas e da porteira. Primeiro comecaram a falar daquele cão muito lindo e simpático daquele casal engraçado (eu e o tótó) e depois diz uma delas "ó vizinha já experimentou aquelas folhas que lhe dei para a prisão de ventre?"
Aviso: a seguinte frase é imprópria para gente que facilmente se enjoa com qualquer coisa.

"Oh filha não vale a pena, as caganitas são tão pequenas que parecem as contas dum rosário. Vê lá tu que uma vez até as meti em papel prata e levei à médica para ela ver."
Eu nunca ouvi nada tão violento como isto!!!!! A partir de agora vou olhar para os velhotes com um olhar ainda mais respeitador, sim senhor! Espero um dia ter a coragem de conseguir agarrar num cagalhão meu e mostrá-lo ao meu médico.

Dai-me paciência!

Verdade seja dita nunca fui uma pessoa com um feitio agradável, em alguns aspectos ainda pareço uma criancinha de 5 anos que quando me dizem uma coisa tem de a cumprir senão 'tá o caldo entornado! Ainda me lembro duma vez a minha mãe me dizer eu tinha um ovo Kinder à minha espera em casa e quando lá cheguei não havia nada, andei amuada durante 1 mês. Não sou de chorar, de berrar, de gritar... limito-me a ficar no silêncio e apenas falar o essencial chegando a levar as pessoas à loucura, por isso, quando ontem quando o Abade foi almoçar comigo e me disse que tinha uma surpresa em casa para mim eu fiquei aos pulos por dentro, com estrelinhas à minha volta e outras paneleirices que tais porque já há algum tempo que lhe andava a pedir uma Nikon D5100 e a Worten estava com uma grande campanha com essa máquina que terminava no dia 19.
Quando chego a casa, percorro todos os cantos da casa e pergunto-lhe "Então, a minha surpresa?" e ele me diz "Acreditaste mesmo que te tinha comprado a máquina, estava a brincar contigo!" senti-me como Plutão ao ser despromovido da categoria de planeta, mas ainda assim acreditei que nos últimos minutos antes de irmos para a cama que ele a teria guardado na arrecadação... claro que sim, tenho mesmo uma imaginação fértil (e burra).
Ainda estou para perceber o que é que faz as pessoas serem cruéis umas para as outras por divertimento? Nunca fui assim, de deixar as pessoas na expectativa e depois dar-lhes banhada...  aquilo que ele arranjou foi agora o tratamento do silêncio, a minha foto de perfil toda preta no Facebook (como sinal de luto pelo QI dele que é próximo de zero) e com sorte ainda lhe ponho laxante na comida para lhe dar uma caganeira que ele tenha de se arrastar para ir buscar papel.
Que parvalhão, merecia mesmo que lhe partisse os cornos com um taco de basebol!

Teorias a dois

Durante uma conversa muito culta sobre a flora local:

Didi: "Já reparaste que a palavra seiva rima com meita?"
Abade: "Nop, mas por falar em meita, já bebeste o novo iogurte líquido que compramos?"
Didi: "Não, não vou beber meita, iogurte, queria eu dizer."
Abade: "Mas devias porque dizem que tira as rugas."
Didi: "Ai é?? Dá-me já com o piço na cara!"

Por aqui respira-se cultura!

Que susto!

Faz hoje uma semana que não via o meu trombil reflectido no espelho às 8h30 da matina. O cabelo em pé, a cara inchada, a ramela no canto do olho, as bochechas vermelhuscas e o pensamento lerdo até assimilar que aquela personagem no espelho era eu e não uma maluca qualquer dá-nos logo uma moral do caralho para ir trabalhar.
O cabrão que disse que cedo erguer dava saúde havia de levar com um pau nas costas!

Coisas espaciais

Porra pá! O meteorito era para ter caído era aqui na minha zona. Foi especificamente o que eu pedi ontem ao lembrar-me que hoje seria o meu último dia de férias e que amanhã já iria aturar os mesmos conas de sempre. Nunca me dão aquilo que eu peço, que merda!
Maneiras que após ver os diversos vídeos que circulam aí pela net concluo que possivelmente não ia falecer por levar com ele nos cornos mas sim do barulho que ele faz ao chocar com o chão, borrava-me toda e depois tinha um brutal AVC porque aquilo parecia um trovão elevado ao infinito, cum carulho que até me benzo.
E para quem não sabe eu tenho imensa cagufa de trovoada, é verem-me a correr para debaixo dos lençóis e/ou à falta disso agarro-me ao braço da primeira pessoa que esteja ao meu lado, seja ela conhecida ou não, eu não quero é ir para baixo dos torrões sozinha... se eu for, levo alguém comigo!

Teorias a dois

E no dia de S. Valentim diz o Abade para mim:
- "Tu e o Yoshi deviam ter entrado no concurso O Cão Mais Parecido com o Dono na PetFestival."
- "Ah sim? E ganhávamos pela beleza, não é?"
- "Não. É que ambos arrotam que nem uns porcos."
E pronto, este foi o expoente máximo de romantismo neste dia.

Crazy much???

E apercebi-me hoje que gosto de ver os créditos finais dos filmes para ver se encontro algum português perdido lá no meio daquela salganhada de gente e a verdade é que encontro sempre algum.
Aquilo é tipo sopa de letras mas ainda mais complexa (e rápida para caraças) e com o bónus de que quando se chega ao fim se olhar para uma parede branca desato a alucinar com jesuzes e ovnis que aparecem na parede.
Isto é excesso de tempo livre nas férias, é o que é!

Didi e a saga da autoridade

Comprova-se! Eu tenho uma atracção fatal por jovens moços da PSP. Sou mandada parar por dar cá aquela palha; ou é porque passo vermelhos, ou porque venho com as luzes desligadas... enfim, merdices! Mas hoje foi a minha primeira operação Stop (eu chamo-lhe operação AVC, que foi o que eu ia tento) e como todas as primeiras vezes em tudo estava completamente borrada!

Oras que vou eu a entrar na rotunda e vejo logo os xôres doutores ali com uma lanterna que me cegava a vistas a piscar para os carros, o carro que ia à minha frente é mandado seguir mas quando chega à minha vez toca de encostar o chaço aí ó mula, ainda por cima o Twingo tem uma direcção de 230KG que para tentar virar o bicho a cinco à hora quase que me cago toda.
Lá encosto o twingonaítes e o jove pede-me os documentos e eu desato a tremer que nem varas verdes passo-lhe o cartão MB mas ele lá me elucidou que precisa apenas da carta, do cc e do seguro e depois seguiu-se mais umas das conversas parvas que eu tenho quando sou abordada pela autoridade.

- "quem é aqui o senhor que lhe paga o seguro?"
- "ah... é o meu avô, sabe que a vida 'tá mal e tal..." 
- "olhe que ainda tem muita sorte que alguém lhe pague alguma coisa."
- "eu sou assim... mas já me disse que este ano eu é que tenho de inchar com o guito... forreta."

E o rapaz esbugalha os olhos e desmancha-se a rir, passou-me tudo para as mãos e disse-me para seguir caminho e conduzir com cuidado... não me chamou à atenção de eu ter um farol fundido e eu ainda meti a cabeça de fora e disse ao colega "atão boa noite, 'tá bem? até á próxima!", mais uma vez fico admirada como é que não me põem o balão nas beiças porque eu nunca tenho discursos coerentes quando tenho a autoridade ao pé de mim... credo, pareço uma parola!