Teorias a dois

E no dia de S. Valentim diz o Abade para mim:
- "Tu e o Yoshi deviam ter entrado no concurso O Cão Mais Parecido com o Dono na PetFestival."
- "Ah sim? E ganhávamos pela beleza, não é?"
- "Não. É que ambos arrotam que nem uns porcos."
E pronto, este foi o expoente máximo de romantismo neste dia.

Crazy much???

E apercebi-me hoje que gosto de ver os créditos finais dos filmes para ver se encontro algum português perdido lá no meio daquela salganhada de gente e a verdade é que encontro sempre algum.
Aquilo é tipo sopa de letras mas ainda mais complexa (e rápida para caraças) e com o bónus de que quando se chega ao fim se olhar para uma parede branca desato a alucinar com jesuzes e ovnis que aparecem na parede.
Isto é excesso de tempo livre nas férias, é o que é!

Didi e a saga da autoridade

Comprova-se! Eu tenho uma atracção fatal por jovens moços da PSP. Sou mandada parar por dar cá aquela palha; ou é porque passo vermelhos, ou porque venho com as luzes desligadas... enfim, merdices! Mas hoje foi a minha primeira operação Stop (eu chamo-lhe operação AVC, que foi o que eu ia tento) e como todas as primeiras vezes em tudo estava completamente borrada!

Oras que vou eu a entrar na rotunda e vejo logo os xôres doutores ali com uma lanterna que me cegava a vistas a piscar para os carros, o carro que ia à minha frente é mandado seguir mas quando chega à minha vez toca de encostar o chaço aí ó mula, ainda por cima o Twingo tem uma direcção de 230KG que para tentar virar o bicho a cinco à hora quase que me cago toda.
Lá encosto o twingonaítes e o jove pede-me os documentos e eu desato a tremer que nem varas verdes passo-lhe o cartão MB mas ele lá me elucidou que precisa apenas da carta, do cc e do seguro e depois seguiu-se mais umas das conversas parvas que eu tenho quando sou abordada pela autoridade.

- "quem é aqui o senhor que lhe paga o seguro?"
- "ah... é o meu avô, sabe que a vida 'tá mal e tal..." 
- "olhe que ainda tem muita sorte que alguém lhe pague alguma coisa."
- "eu sou assim... mas já me disse que este ano eu é que tenho de inchar com o guito... forreta."

E o rapaz esbugalha os olhos e desmancha-se a rir, passou-me tudo para as mãos e disse-me para seguir caminho e conduzir com cuidado... não me chamou à atenção de eu ter um farol fundido e eu ainda meti a cabeça de fora e disse ao colega "atão boa noite, 'tá bem? até á próxima!", mais uma vez fico admirada como é que não me põem o balão nas beiças porque eu nunca tenho discursos coerentes quando tenho a autoridade ao pé de mim... credo, pareço uma parola!

Coisas do arco da velha

Não é por nada... mas eu acho que existe algum ser invisível cá por casa que adora fornicar-me o juízo!
Maneiras que antes de ontem (na segunda feira) de manhã, estava eu a por-me toda catita para ir trabalhar quando meto a lente de contacto no dedo e levo o dedo ao olho para a por e de repente PUFFF!
A lente do nada desapareceu! Mexi e remexi em tudo minhas fufes, TUDO! E não a encontrei. Cheguei ao ponto de até olhar para dentro das pantufas não fosse a malandra estar lá e nada...
O Abade foi-me por ao trabalho porque eu ODEIO andar de óculos, sinto-me um burro com palas nos olhos e só me apeteceu chorar o dia inteiro! Demos novamente uma volta na wc à noite e nada... hoje ao limpar a casa de banho agarro no frasco do desodorizante e vejo uma coisa colada... era a puta da lente!
Expliquem-me como é que demos duas voltas a fundo e não a encontrámos??? Mexemos em TUDO!
O frasco é transparente e meio azulado, a lente é transparente e lá se ficou... estava rija, encarquilhada, seca... rezei um terçinho e meti-a dentro do líquido desinfectante a ver se a gaja ressuscitava e bem-dito seja o líquido que mal tocou nela ela ficou mole como a gaita dum velho!
Estou tão feliz... sentia-me tão miserável de óculos que nem vos digo nada! Só me apetece ir tirá-la do líquido e dar-lhe beijinhos, mas sei que ela já sofreu que chegue e só quer é vir-me pró olho.

E o mundo desaba à minha volta

Quando a meio da condução da minha mãe reparo no ar pensativo e preocupado dela e pergunto-lho o que é que ela tem ao qual me responde "sabes filha, pensei que um carro em ponto morto andasse mais".
Pummm... por momentos esqueci-me de respirar e relembrei à minha mãe que o ponto morto não é uma mudança e que o carro anda consoante a velocidade com que ia e com a inclinação do piso, ela acena com a cabeça concordante mas diz-me cinco minutos depois "podes ter muita razão, mas eu continuo a achar que devia andar mais"

E o resto do caminho até casa fui agarrada à porta com medo do que me pudesse acontecer.

Sonhos d'uma vida!

'Tá bem que o Mcnamara tem-nos no sítio, os tomates claro, porque está visto que o cérebro foi fazer uma longa viagem e concordo que a Nazaré é uma vila bonita e essas coisas... mas é uma vila piscatória e eu acho que temos capacidade para mais e teríamos mais projecção mundial se a Nazaré fosse uma vila pichatória!
Temos palco para gente de qualidade só falta o investimento! Teríamos turismo grosso e temas de conversa interessantes sem ser a vida da vizinha de cima e o terço que tem que ser rezado às 11h, eu já consigo imaginar as pichas de 30 metros a sair da água (até já as cheiro), pichas a brotar nos canteiros dos moradores, pichas a secar ao sol à beira da praia e os vendedores a gritarem "olhá pichota rijinhaaaa".
Até porque temos gente de classe por esse planeta flora que subiu a pulso e a conada e que devemos aproveitar, olhem a Erica Fontes! Teria um palco de luxo ao seu dispor em vez de ser obrigada a emigrar (coitada) para conseguir ser considerada uma puta de cinco estrelas... poderíamos criar êxitos ainda maiores do que o Exterminador do Pau Duro, Enterra a tua Biela no Meu Cilindro, Jorrada nas Estrelas e Jurássico Peitos, teríamos sim a "Pichota Branca: Perigo em Alto Mar" ou a "Picharanha"!
Fica a ideia para o projecto, agora só espero que me paguem os créditos caso isto avance!

Teorias a dois

Acabar de ver um filme chato como a potassa, levantar-me para ir para à cozinha e o Abade dá-me uma mega vergastada na peida enquanto me chama de nalguinhas, olho para ele de esguelha e sigo. Chego à cozinha e lembro-me que tenho de voltar à sala para ir buscar a cama do Yoshi, torno a passar pelo Abade que me torna a espetar outra galheta enquanto me diz "Ah! Afinal gostas de chapadinhas na nalga, minha nalguinhas até voltas atrás para repetir a dose"
E eu fico a esfregar o rabo que ficou a papejar com a dor e a pensar se este gajo bate bem...

E é isto por aqui...

Ainda continua o céu escuro com chuva e ventinho à mistura. Os meus avós ficaram sem estores numa janela, caiu um ramo de uma árvore em cima do carro ao lado do meu, tudo boas notícias... O que me vale é que estou de folga o que pelo menos me ajuda curar a gripalhada que ainda tenho, felizmente já estou melhor; o ouvido já meio que destapou, o nariz já tem menos 95% de ranho, a tosse já só me ataca de manhã quando saio da cama ou à noite quando a temperatura desce... tudo se compõe para estar outra vez saudável.

A única coisa que me está a chatear a cornadura é ter novamente herpes (terceira vez este ano) e desta atacou-me novamente em força e parece que tenho as beiças de um cabo verdiano... a febre levou-me mesmo às últimas as defesas e eu continuo a recusar-me a ir ao médico porque não há ninguém mais teimosa que eu!
O bom disto tudo é que quando chegar Fevereiro dizem que vem aí uma gripe tão forte que toda a gente vai estar doente, toda a gente menos eu, claro está... porque já a apanhei.
Que filha da putice, amanhã apareço assim no trabalho e lá vai andar toda a gente a pensar que sou uma leprosa, ó vida...

Rinomer, ainda vais ser a minha desgraça

Pois que tenho a agradecer a esta maldita gripe o facto de ter acrescentado a surdez à minha lista interminável de maleitas que não descolam de mim. Como se isso não bastasse já torrei para aí uns 50€ em merditas na farmácia sendo que a última foi o maldito Rinomer que sempre que o uso para limpar ranhos e afins sinto-me a nascer novamente acabadinha de desbastar o pipi da minha mãe cheínha de muco nas trombas.
Podiam-me ter avisado para não carregar com tanta força naquela bodega de pressão porque o líquido bateu-me no cérebro, fez ricochete no olho e escorreu garganta abaixo enquanto eu sufocava e me babava por todos os lados. Tenho até a sensação que o olho direito saltou da órbita porque o gajo está um bocadinho de banda e não é costume ele sempre foi bem comportado.
Tudo isto era facilmente contornável se eu fosse ao médico, mas como já sabem tenho uma relação ódio-morte com o meu médico de família e se o vejo à frente obrigo-o a tomar estricnina.
Rinomer, só de pensar que daqui nada tenho de te ir enfiar nos meus buracos nasais dá-me vontade de chorar... E não há meio de me alivires a pressão do ouvido meu grande cabrão!

Ser Didi é...

Andar constipada para burro de tal forma que o homê decide servir de meu motorista privado com medo que eu me espete na primeira parede ao primeiro espirro e vou eu no carro a falar com ele quando sinto uma langonha pegajosa a cair-me no céu da boca e desato aos guinchos:
"É uma escarreta Mister, é uma escarreta, uma escarreta, uma escarreta, ajuda-me que é uma escarreta" abro o vidro a cuspo aquilo o mais longe que os meus pulmões me permitem e quando chego ao destino saio porta fora e vejo que aquela nhanha nojenta nem um metro para a frente andou e ficou pegada deste a porta do pendura até meio da porta do passageiro de trás.
O que vale é que durante a tarde choveu p'ra burro e lavou-lhe o carro...