Coisas do arco da velha

Não é por nada... mas eu acho que existe algum ser invisível cá por casa que adora fornicar-me o juízo!
Maneiras que antes de ontem (na segunda feira) de manhã, estava eu a por-me toda catita para ir trabalhar quando meto a lente de contacto no dedo e levo o dedo ao olho para a por e de repente PUFFF!
A lente do nada desapareceu! Mexi e remexi em tudo minhas fufes, TUDO! E não a encontrei. Cheguei ao ponto de até olhar para dentro das pantufas não fosse a malandra estar lá e nada...
O Abade foi-me por ao trabalho porque eu ODEIO andar de óculos, sinto-me um burro com palas nos olhos e só me apeteceu chorar o dia inteiro! Demos novamente uma volta na wc à noite e nada... hoje ao limpar a casa de banho agarro no frasco do desodorizante e vejo uma coisa colada... era a puta da lente!
Expliquem-me como é que demos duas voltas a fundo e não a encontrámos??? Mexemos em TUDO!
O frasco é transparente e meio azulado, a lente é transparente e lá se ficou... estava rija, encarquilhada, seca... rezei um terçinho e meti-a dentro do líquido desinfectante a ver se a gaja ressuscitava e bem-dito seja o líquido que mal tocou nela ela ficou mole como a gaita dum velho!
Estou tão feliz... sentia-me tão miserável de óculos que nem vos digo nada! Só me apetece ir tirá-la do líquido e dar-lhe beijinhos, mas sei que ela já sofreu que chegue e só quer é vir-me pró olho.

E o mundo desaba à minha volta

Quando a meio da condução da minha mãe reparo no ar pensativo e preocupado dela e pergunto-lho o que é que ela tem ao qual me responde "sabes filha, pensei que um carro em ponto morto andasse mais".
Pummm... por momentos esqueci-me de respirar e relembrei à minha mãe que o ponto morto não é uma mudança e que o carro anda consoante a velocidade com que ia e com a inclinação do piso, ela acena com a cabeça concordante mas diz-me cinco minutos depois "podes ter muita razão, mas eu continuo a achar que devia andar mais"

E o resto do caminho até casa fui agarrada à porta com medo do que me pudesse acontecer.

Sonhos d'uma vida!

'Tá bem que o Mcnamara tem-nos no sítio, os tomates claro, porque está visto que o cérebro foi fazer uma longa viagem e concordo que a Nazaré é uma vila bonita e essas coisas... mas é uma vila piscatória e eu acho que temos capacidade para mais e teríamos mais projecção mundial se a Nazaré fosse uma vila pichatória!
Temos palco para gente de qualidade só falta o investimento! Teríamos turismo grosso e temas de conversa interessantes sem ser a vida da vizinha de cima e o terço que tem que ser rezado às 11h, eu já consigo imaginar as pichas de 30 metros a sair da água (até já as cheiro), pichas a brotar nos canteiros dos moradores, pichas a secar ao sol à beira da praia e os vendedores a gritarem "olhá pichota rijinhaaaa".
Até porque temos gente de classe por esse planeta flora que subiu a pulso e a conada e que devemos aproveitar, olhem a Erica Fontes! Teria um palco de luxo ao seu dispor em vez de ser obrigada a emigrar (coitada) para conseguir ser considerada uma puta de cinco estrelas... poderíamos criar êxitos ainda maiores do que o Exterminador do Pau Duro, Enterra a tua Biela no Meu Cilindro, Jorrada nas Estrelas e Jurássico Peitos, teríamos sim a "Pichota Branca: Perigo em Alto Mar" ou a "Picharanha"!
Fica a ideia para o projecto, agora só espero que me paguem os créditos caso isto avance!

Teorias a dois

Acabar de ver um filme chato como a potassa, levantar-me para ir para à cozinha e o Abade dá-me uma mega vergastada na peida enquanto me chama de nalguinhas, olho para ele de esguelha e sigo. Chego à cozinha e lembro-me que tenho de voltar à sala para ir buscar a cama do Yoshi, torno a passar pelo Abade que me torna a espetar outra galheta enquanto me diz "Ah! Afinal gostas de chapadinhas na nalga, minha nalguinhas até voltas atrás para repetir a dose"
E eu fico a esfregar o rabo que ficou a papejar com a dor e a pensar se este gajo bate bem...

E é isto por aqui...

Ainda continua o céu escuro com chuva e ventinho à mistura. Os meus avós ficaram sem estores numa janela, caiu um ramo de uma árvore em cima do carro ao lado do meu, tudo boas notícias... O que me vale é que estou de folga o que pelo menos me ajuda curar a gripalhada que ainda tenho, felizmente já estou melhor; o ouvido já meio que destapou, o nariz já tem menos 95% de ranho, a tosse já só me ataca de manhã quando saio da cama ou à noite quando a temperatura desce... tudo se compõe para estar outra vez saudável.

A única coisa que me está a chatear a cornadura é ter novamente herpes (terceira vez este ano) e desta atacou-me novamente em força e parece que tenho as beiças de um cabo verdiano... a febre levou-me mesmo às últimas as defesas e eu continuo a recusar-me a ir ao médico porque não há ninguém mais teimosa que eu!
O bom disto tudo é que quando chegar Fevereiro dizem que vem aí uma gripe tão forte que toda a gente vai estar doente, toda a gente menos eu, claro está... porque já a apanhei.
Que filha da putice, amanhã apareço assim no trabalho e lá vai andar toda a gente a pensar que sou uma leprosa, ó vida...

Rinomer, ainda vais ser a minha desgraça

Pois que tenho a agradecer a esta maldita gripe o facto de ter acrescentado a surdez à minha lista interminável de maleitas que não descolam de mim. Como se isso não bastasse já torrei para aí uns 50€ em merditas na farmácia sendo que a última foi o maldito Rinomer que sempre que o uso para limpar ranhos e afins sinto-me a nascer novamente acabadinha de desbastar o pipi da minha mãe cheínha de muco nas trombas.
Podiam-me ter avisado para não carregar com tanta força naquela bodega de pressão porque o líquido bateu-me no cérebro, fez ricochete no olho e escorreu garganta abaixo enquanto eu sufocava e me babava por todos os lados. Tenho até a sensação que o olho direito saltou da órbita porque o gajo está um bocadinho de banda e não é costume ele sempre foi bem comportado.
Tudo isto era facilmente contornável se eu fosse ao médico, mas como já sabem tenho uma relação ódio-morte com o meu médico de família e se o vejo à frente obrigo-o a tomar estricnina.
Rinomer, só de pensar que daqui nada tenho de te ir enfiar nos meus buracos nasais dá-me vontade de chorar... E não há meio de me alivires a pressão do ouvido meu grande cabrão!

Ser Didi é...

Andar constipada para burro de tal forma que o homê decide servir de meu motorista privado com medo que eu me espete na primeira parede ao primeiro espirro e vou eu no carro a falar com ele quando sinto uma langonha pegajosa a cair-me no céu da boca e desato aos guinchos:
"É uma escarreta Mister, é uma escarreta, uma escarreta, uma escarreta, ajuda-me que é uma escarreta" abro o vidro a cuspo aquilo o mais longe que os meus pulmões me permitem e quando chego ao destino saio porta fora e vejo que aquela nhanha nojenta nem um metro para a frente andou e ficou pegada deste a porta do pendura até meio da porta do passageiro de trás.
O que vale é que durante a tarde choveu p'ra burro e lavou-lhe o carro...

Olha mais uma...

Ainda continuo viva, apesar de continuar a tossir que nem uma tísica ainda cá continuo firme e hirta pois de mim não se livram tão facilmente.
Pois é minhas fufes, isto não anda fácil! Ainda só vamos com 12 dias de 2013 e eu já não o posso ver à frente desde que o ano começou nunca tive tanto azar junto de uma só virada.
Mas hoje trago até vós mais umas aventuras do mundo automobilístico twingístico da Didi. Pois que lá vai a Didi para a sua labuta diária a ouvir Rammstein quando de repente deixo de ouvir em estéreo e passo a ouvir em mono... pumbas... a coluna do lado esquerdo pifou, não me dei por rendida "queres avariar, avaria minha pega mas eu ainda vou curtir mais uma musiquinha até chegar" e toca de meter o volume no máximo para compensar a ausência de som do lado esquerdo... lá vou eu, cavaleira do asfalto a curtir a música quando de repente passo por um buraco e a coluna desata a funcionar... levei uma chapada de barulho de tal maneira que até mandei uma pézada do acelerador que me ajudou a chegar mais rápido ao trabalho... claro que quando lá cheguei os meus colegas estranharam os meus olhos esbugalhados (do cagaço) e o facto de eu estar meio surda e até tiveram pena de mim porque acharam que se eu estava assim era por causa da gripe... e eu também não os desmenti.
Agora a sério... parem-me com esta tosse que eu já estou mesmo cansada e dorida.

Karma, karma, karma, kabrão!

Neste momento a minha mesa de cabeceira apresenta-se nestes preparos! A bem dizer, pareço uma velha!
Lembram-se que na publicação anterior eu excomunguei o cabrão do meu médico de família?! Pois bem, lá o karma decidiu achar que eu não tenho razão e deu-me uma gripe, tão grande, mas tão grande que fui obrigada a faltar ao trabalho antes de ontem porque tinha tantas dores no corpo todo derivadas de tossir duas noites e dois dias consecutivos que parecia que tinha acabado de parir um cavalo, mal conseguia andar toda torta, falar era aos sussuros e era ranho a escorrer do nariz tal e qual a bica da fonte.
Hoje já estou um bocadinho melhor graças às benditas drogas que a indústria farmacêutica criou e neste momento encontro-me sentadinha no sofa, com a mantinha em cima das pernas, 4 gatos em cima de mim e eu com um gorro enfiado na cornadura porque quando estou engripada tenho frio nas orelhas.

Com isto tudo, tenho a dizer que o meu saquinho de água quente subiu de categoria e neste momento já não se encontra aos meus pés durante a noite, mas sim junto à minha barriguinha e hoje finalmente dormi uma noite em paz abraçadinha ao meu saco de água fofinho e quentinho.
E ainda vos digo mais, como se não bastasse a gripe ontem voltou-me a aparecer um mega herpes na beiça, enquanto o que me apareceu no dia 1 foi um mini-herpes este aqui promete rebentar-me a tromba toda... estou fodida com isto tudo!

Ode ao médico de família

Médico de família... odeio-te!
Tu que nunca que te interessaste pela minha saúde nem da minha família nem dos utentes do SNS e para passares umas análises ao sangue foi preciso quase te partir os cornos como uma cadeira pois para ti pessoas de 20 anos não precisam de análises ao sangue pois o corpo regenera-se sozinho e eu com uma bruta anemia (tens de me dizer onde é que tiraste medicina); tu que quando te pedi análises à urina porque ardia-me imenso dar uma mija tiveste a lata de me dizer que é normal sentir isso quando se começa a vida sexual e acabei por ir parar as urgências com uma infecção urinária já a atingir o rim... tu que te borrifas para os teus pacientes do SNS quando vi uma entrevista de doentes da freguesia ao lado da minha a dizer que te adoravam que eras super preocupado e até ias a casa das pessoas e tudo... apeteceu-me, sei lá... bater-te com a balança do teu consultório até fazer os 0 aos 100kg em 2 segundos.
Sempre foste assim, um médico preocupado a quem te paga pelo privado.
Médico de família... odeio-te profundamente!