Didi, a trabalhadora!

Como hoje o dia estava a ser extremamente aborrecido lá pelas bandas do meu trabalho, decidi fazer algo construtivo para me animar e animar as minhas duas coleguitas que estavam quase a bater com a tola na mesa de tanto tédio que havia.

Lembrei-me duma altura em que pus um colega meu a ligar para a minha mãe e a dizer que era da polícia e que eu tinha sido presa por atentado ao pudor... oras, de que é que eu me fui lembrar.

Peguei no telélé, meti-o privado e marquei o número de uma colega minha.

Di - "Tou sim, muito boa tarde. Estou a ligar do Quem Quer Ganha e tenho uma pergunta para si por 500€. Está interessada em responder?"

V. - "Ah pois... obrigada mas não!" - E pimbas... desligou-me o telefone nas trombas.

Fodasse! Mas quem é que se nega a 500€ a troco de uma pergunta?! Realmente eu nem sei porque é que a tipa trabalha, ó queresse dizer...
Uma gaja a querer dar dinheiro e ninguém o quer aceitar, tamos em crise tamos... tamos é uma ova!
Mas não desisti não, toca de marcar outro número e ligar para outra colega.

Di - "Estou sim? Muito boa tarde, o meu nome é Mónica Silva e estou a ligar do Quem Quer Ganha e tenho para lhe oferecer 500€ a troco de uma pergunta. Está interessada?!"

E quando oiço do outro lado "Claro que sim, claro que sim porra. Ora venha de lá essa pergunta" foi a mais pura alegria!!!

Di- "Ora então vamos lá,para 500€. "Rebuçado" É com...com... ç.... ç... de ced..."

Quem estivesse por fora diria que eu estava a ter um ataque epiléptico... quando na volta era mais uma vontade incontrolável de me rir e com um pinguinho do xixi a dar os ares de sua graça de tão aflitinha que eu estava.
Não aguentei e entre risos, soluções e possíveis pinguinhos de mijo desliguei o telemóvel.
Depois da crise passar tranquei-me numa sala para não ouvir as risadas das minhas colegas que me estragavam a compenetração e tornei a ligar para a coleguita... ela atende e muito chateada a dizer que estava na hora de trabalho e para eu despachar o raio da pergunta que ela queria ganhar os 500euros.

Pedi mil desculpas, desculpei-me que era o meu primeiro dia de trabalho e que estava muito nervosa (e cada vez com mais vontade de me rir).
E recomecei: "Então, Rebuçado é com Ç de cedilha, com S ou com dois esses?!"

Ao fim de repetir umas 9 vezes a palavra "rebuçado" lá se decidiu que era com Ç cedilhado, mas muitooooo na dúvida.
E quando lhe disse "PARABÉNS, ACABOU DE GANHAR 500€. Um colega meu da produção irá entrar em contacto consigo para lhe pedir os seus dados" só ouvia do outro lado... UHUUUU IUPIIII EHHHHHH, Não se esqueçam de amandar o dinheiro, amandem o dinheiro."

E à hora de saída vinha ela toda contente a dizer que tinha ganho quinhentos euros só para dizer rebuçado, maneiras que neste momento ela deve estar a excomungar a equipa do Quem Quer Ganha porque ainda ninguém lhe telefonou a pedir os dados!

Ai, Ai...são estas pequenas coisitas que tornam até o dia mais rançoso num dia engraçadito!

Este gajo dá-me gazes!

Quem conhece o Abade sabe bem a desgraça de esfomeado que ele é, e para quem não o conhece eu vou fazer aqui um breve resumo do que eu passo com este sub-nutrido (coitadinho).

Ora, o Abade é daquelas personagens que come que nem um alarvo e por mais que a gente pense para onde é que vai aquela comida toda nunca conseguimos saber a resposta. Come que sa farta e depois ainda fica a olhar para o prato alheio com olhinhos de carneiro mal morto.

Depois há alturas em que ele me diz muito sério e com ares de quem passou fome:

"Sabes o que é que eu almoçei hoje?"
"Não sei e até tenho medo de saber, mas vindo de ti deve ter sido para aí um boi."
"Não, não! Então comi: Uma sopa, dois pratos bem recheados de esparguete à bolonhesa, uma tijelona de salada, pão, três mousses, duas peças de fruta e ainda fui pedir ao cozinheiro um iogurte natural."

Mas há coisa de uns dias, o homem vinha a mirar-se no espelho do elevador e a fazer força na pança para a empurrar para fora (de maneiras a que parecesse um gajo prenho) e dizia-me muito tristemente "Tenho que começar a fazer dieta", ouvi aquilo e fiquei logo com as orelhas em bico e a fazer continhas à vida e nos 50% que eu tinha de direito da casa. Ah pois... porque se um esgalgado como ele anda a pensar em dietas das uma uma, ou virou panilas ou então já anda a abrir caminho para me enfeitar, tamos bonitos tamos.

E no outro dia o moço chegou-se ao pé de mim todo orgulhoso e diz-me de peitaça inchada:

"Sabes... hoje comecei a fazer dieta."
"Ai sim? (parelha de cornos já metida, certamente) E como é que fizeste esse milagre e sobreviveste para o contar?!"
"Então, não comi a sopa. Parece que não, mas já estou a fazer progressos."

E prontes... se tivesse colhões, os gajos tinham-me caído ao chão, um carro iria passar-me por cima deles e depois vinha um cão e agarrava nos tomates e mordia-os todos... tudo para me moer ainda mais a alma.
Claro que o Abade e as suas mirabolásticas conversas dão-me logo a volta à tripa e antes que eu me começe a desgazeificar ao pé dele fui à casa de banho... e só aí é que descobri onde é que ele enfia toda a comida.
Ó minha gente... aquilo era tanto cagalhão a boiar tal e qual o pessoal do Titanic a boiar no Atlântico, quase que dava para andar à pesca desportiva.

Descobri também que o Abade tem o dom de cagar super-cagalhões com poder de imortalidade que não vão ao fundo nem com quatro puxadas de autoclismo e três de baldes de água em cima.

Eu já não sei o que faça, certamente um dia destes tenho a minha amada vizinha a queixar-se que lhe estão a cair cagalhotos do tecto... eu sei lá... sei lá.

Sabes que estás EXTREMAMENTE queimada quando...

Tocam à campainha do trabalho e digo: "Tou?!"
E toca o telefone e digo: "Quem é?!" e responde-me o patrão do outro lado "Você sente-se bem?!" E eu desato a rir que nem uma perdida.

Nunca mais sou reformada, estou a ponderar seriamente, assim como quem não quer a coisa... atirar-me para a linha do metro e ficar sem uma perninha para ser reformada por invalidez, porque eu não aguento ter de trabalhar mais 24 anos para ser reformada.

In-diana Jones e o Templo da Passadeira Perdida

Como todos já sabem, eu sou uma grande cusca... o que não sabem é que para além de cusca também sou uma granda burra mas com manias de ser inteligente.

Ora então, descobri há coisa de uns dias que o senhor meu patrão têm uma passadeira no escritório (aquelas coisas que servem para fazer exercício, mas que para mim são objectos de pura tortura).

E então, como eu sou uma pessoa muito dada ao exercício dei por mim a ter pensamentos algo pecaminosos com a passadeira e decidi experimentá-la. O que é que eu fui fazer... bem que a minha colega P. me dizia "Tá quieta moça! Tu és maluca! Ainda te matas.", claro que como casmurra que sou fui com a minha avante e ai de quem me contrariasse, ainda levava com uns alteres de 5kg (que também descobri lá) no focinho.
Liguei aquilo e comecei a caminhar, e pensei cá para os meus mamilos "Epah, mas isto é muito fácil, as gajas que andam no ginásio a fazer passadeira são mazé umas fracotas" mas como para além de ser burra tenho mais olhos que barriga achei por bem por aquilo no máximo.

O que é que eu fui fazer meus filhos?! Ó caralho... eu quase levantei vôo e ao mesmo tempo quase que afocinhava com os dentes no contador de kilómetros, eu sei lá... se não me agarrasse com toda a minha força vital nos ferrinhos de apoio da passadeira eu juro pela minha saúdinha (que já não é muita) eu voava dali e ia bater com os costados na parede, batia com a cabeça na passadeira e o com o andamento que aquilo tinha ainda me fazia um brushing ao cabelo em 5 segundos.

Consegui fazer a proeza de correr 1 miserável minuto e ficar toda rebentada para o resto do dia, maneiras que estou aqui a contar os dias para o bossingas faltar um dia para eu experimentar aquela preciosidade novamente, porque foi bom djimáis.

Pedrocas, Pedrocas...


Hoje vamos à catequese falar do S. Pedro.

Sei que não é muito de mim falar de religiões e coisas que o valham, mas acho que hoje é um bom dia para falar deste senhor.

Ora... o S. Pedro é Sportinguista ferrenho!
E demonstrou-o hoje ao fazer um tornadito ali ao pé de Santa Apolónia (que é como quem vai para coiso, mas é antes)... o gajo já devia tar farto de ouvir os lampiões falarem falarem e toma lá mazé uma ventania nas trombas e pode ser que, com sorte, levem com chapas de zinco ou árvores nos cornos e aí ficam sem piu.

Eu até sou solidária com o Pedro (sim, sim... eu sou, tu-cá-tu-lá com o gajo) porque no trabalho só não mandei certas e determinadas pessoas para a senhora que os pariu porque hoje até acordei com a minha personalidade educada.

O que não gostei, foi que o Pedrocas me fizesse apanhar molha à hora de saída... o que quer dizer que quando me vier pedir favorzinhos bem que se pode agarrar à pichota que eu não o ajudo.

Os perigos da mudança da hora

1. Perigo de Ataque Cardíaco
Segunda-feira ao acordar e olhar para o telemóvel e ler 8h30 quando deveria ter saído de casa ás 07h55 ia morrendo. E logo eu que ponho o relógio a despertar para as 7h e vou adiando de 5 em 5 minutos até as 07h30 voei logo da cama que até ia batendo com os cornos na parede.
2. Perigo de adquirir o Sindrome de Tourette
Claro que sempre que me atraso tenho grandes tendências a dizer um montão de badalhoquices… logo, se me atrasei imenso, foi um um batalhão de fodasses, de caralhos, de merdas, de putas que pariu e de caralhos que o fodam.

3. Perigo de Divórcio

Chega o Abade do passeio matinal com o Yoshi e vem ter comigo para dar o beijinho do bafo matinal. Claaarooooooo que é corrido a pontapé juntamente com o asneiredo todo juntamente, porque afinal ele não foi capaz de me acordar.
Ele a querer falar comigo e eu aos berros “Agora não posso” “Estou atrasada pah”.

4. Perigo de Suícidio

O Abade, na loucura de eu não o deixar falar manda-me um berro:
Oh Diana, são 7h30 e não 8h30, estás louca?”
Louca?! Tu não me chames de louca! Tu queres ver o que é loucura?! Estou atrasada, deixa-me em paz!”
Após o diz que é, e diz que não é, diz que é la cheguei a conclusão, que afinal adiantei o relógio duas horas.

Sinceramente… ás vezes não sei se mereço viver neste século por eu ser tão para a frente!

E neste preciso momento as minhas ricas colegas estão-me aqui a ouvir música brasileira, qualquer-coisa-na-sola-da-bota-na-palma-da-mao… tão aqui, tão é a ouvir um caralhão.

De volta às origens!

Após dar muita volta na cama e marterizar pessoas sobre a cor de cabelo que iria por desta vez, lá me decidi.
Como se diz, o bom filho á casa retorna... e eu voltei a por o cabelo preto.
Para quem estava tão fixada em loiro, madeixas, cores claras nota-se claramente que eu sou uma pessoa de ideias fixas!
O que é giro de ver é que o Abade não sabe que eu pintei o cabelo, e agora quando chegar a casa vai-lhe dar um treco.
Se eu não escrever mais no blog é porque o moço me atirou da janela abaixo.

The Best of Best

Eu até nem sou uma pessoa de intrigas e de meter notícias fantasticamente estrondosamente impiedosamente más... mas esta não resisti.

Ora, segundo o Correio da Manhã um gajo decidiu matar-se enfiando uma courgette na peida... pois bem, eu cá não sei, mas quando a minha vida estiver muito má vai ser esta a forma de suicídio que vou escolher.


Foi apanhado pela filha (que bela visão, imagino) e sobreviveu para contar a história e ainda teve a lata de dizer que estava a cumprir um rito antigo. Verdade seja dita que o acto de levar na anilha é mais velho que a própria civilização.
Mas meus amigozes, na altura em que eu andava na escola muita gente se tentou suicidar enfiando bananas, pipinos e outras coisas nos entrefolhos, o que me leva a crer que ou houve um grave aumento de tentativas de suícidio no mundo ou as leguminosas são umas assassinas em série mais perigosas que Jack, o Enrrabador.

Bem... agora que já partilhei isto convosco, vou até ali praticar um suicídiozinho como o outro.

Ela é maluca... só pode!

Pois bem, hoje trago-vos uma em segundíssima mão.

Descobriu-se ontem que a minha amada vizinha de baixo há coisa de uns tempitos atrás andava a atazanar outra vizinha nossa por a senhora ir passear o canito, ora então a querida bizinha entretinha-se a tirar fotos da senhora e do canito a fazer os cócós e os xixis e depois afixava-as na entrada do prédio, no elevador... onde lhe apetecesse.

E já que eu agora também tenho um cão, terei de começar a preparar-me e por-me toda bonita para as sessões fotográficas que aparecerão por aí de futuro.

Já me imagino, de cabelos ao vento, sorriso misterioso e o Yoshi curvado com um cagalhão a sair de mansinho... acredito piamente que será uma foto a aparecer nos World Press Photo de 2010, isso e outra foto da minha vizinha com um olho negro e a boca cozida.

Entretanto, ali a minha máquina de lavar está a torcer a roupa e está-me para ali a fazer uns barulhos que parece que vai levantar vôo e sempre que começa a torcer anda três metros para a frente.
E eu ando outros três metros para trás e desatamos as duas a cantar o malhão, malhão.

E só de pensar que amanhã é segunda-feira, apetece-me partir tudo.

É desta!

A minha vida, às vezes, parece um cú de impossibilidades!

Não?! Então observem bem as seguintes linhas.

Já apanhei com valentes cagadas de pombos e senhoras cagadas de gaivotas... que digamos que é cá um cagalhão que impõe respeito até à Rainha de Inglaterra.

Mas nunca tinha levado em cheio com uma escarreta!

Ora então, fui eu fazer a boa acção do dia e levar as cartas para serem postas no correio, entretanto saio dos CTT a arrumar os trocos na minha mala eis que me cai uma coisita branca amarelada e com alguma espuma borbulhante à mistura mesmo em cheio na mão!

Congelei!

Das duas uma... ou alguém estava a limpar a varanda e saltou um pouco de água, ou alguém (engoli em seco) escarrou!
Precisei de tirar a prova dos 9 e aproximei a venta direita áquela nanha e inspirei... até se me arrepiaram os pentelhos!

Cheirava a bafo, café e tabaco! Ainda olhei para cima para chamar todos os nomes ao cabrão javardo que me escarrou na mão... claro que não vi ninguém, são muito machos muito machos, mas quando chega a hora H ficam todos acagaçados.

Enfiei-me no autocarro a correr e sempre a afastar a mão de mim mesma, não fosse a gaja ganhar vida de repente com aquele fluído-ressussita-mortos. Quase que chorava e vomitava no caminho do trabalho.

Digamos que presentemente já nem tenho pele na mão, ao fim de lavar 5 vezes, passar 3 vezes alcool e 1 vez lexívia posso dizer que me sinto limpa mas ainda sinto o cheiro daquele fedor nojento!

E tudo isto por fazer uma boa acção, o que me leva a acreditar que quanto mais ajudamos mais nos cospem em cima (literalmente) lol... é desta que me suicido, é desta!!!