Sabes que estás EXTREMAMENTE queimada quando...

Tocam à campainha do trabalho e digo: "Tou?!"
E toca o telefone e digo: "Quem é?!" e responde-me o patrão do outro lado "Você sente-se bem?!" E eu desato a rir que nem uma perdida.

Nunca mais sou reformada, estou a ponderar seriamente, assim como quem não quer a coisa... atirar-me para a linha do metro e ficar sem uma perninha para ser reformada por invalidez, porque eu não aguento ter de trabalhar mais 24 anos para ser reformada.

In-diana Jones e o Templo da Passadeira Perdida

Como todos já sabem, eu sou uma grande cusca... o que não sabem é que para além de cusca também sou uma granda burra mas com manias de ser inteligente.

Ora então, descobri há coisa de uns dias que o senhor meu patrão têm uma passadeira no escritório (aquelas coisas que servem para fazer exercício, mas que para mim são objectos de pura tortura).

E então, como eu sou uma pessoa muito dada ao exercício dei por mim a ter pensamentos algo pecaminosos com a passadeira e decidi experimentá-la. O que é que eu fui fazer... bem que a minha colega P. me dizia "Tá quieta moça! Tu és maluca! Ainda te matas.", claro que como casmurra que sou fui com a minha avante e ai de quem me contrariasse, ainda levava com uns alteres de 5kg (que também descobri lá) no focinho.
Liguei aquilo e comecei a caminhar, e pensei cá para os meus mamilos "Epah, mas isto é muito fácil, as gajas que andam no ginásio a fazer passadeira são mazé umas fracotas" mas como para além de ser burra tenho mais olhos que barriga achei por bem por aquilo no máximo.

O que é que eu fui fazer meus filhos?! Ó caralho... eu quase levantei vôo e ao mesmo tempo quase que afocinhava com os dentes no contador de kilómetros, eu sei lá... se não me agarrasse com toda a minha força vital nos ferrinhos de apoio da passadeira eu juro pela minha saúdinha (que já não é muita) eu voava dali e ia bater com os costados na parede, batia com a cabeça na passadeira e o com o andamento que aquilo tinha ainda me fazia um brushing ao cabelo em 5 segundos.

Consegui fazer a proeza de correr 1 miserável minuto e ficar toda rebentada para o resto do dia, maneiras que estou aqui a contar os dias para o bossingas faltar um dia para eu experimentar aquela preciosidade novamente, porque foi bom djimáis.

Pedrocas, Pedrocas...


Hoje vamos à catequese falar do S. Pedro.

Sei que não é muito de mim falar de religiões e coisas que o valham, mas acho que hoje é um bom dia para falar deste senhor.

Ora... o S. Pedro é Sportinguista ferrenho!
E demonstrou-o hoje ao fazer um tornadito ali ao pé de Santa Apolónia (que é como quem vai para coiso, mas é antes)... o gajo já devia tar farto de ouvir os lampiões falarem falarem e toma lá mazé uma ventania nas trombas e pode ser que, com sorte, levem com chapas de zinco ou árvores nos cornos e aí ficam sem piu.

Eu até sou solidária com o Pedro (sim, sim... eu sou, tu-cá-tu-lá com o gajo) porque no trabalho só não mandei certas e determinadas pessoas para a senhora que os pariu porque hoje até acordei com a minha personalidade educada.

O que não gostei, foi que o Pedrocas me fizesse apanhar molha à hora de saída... o que quer dizer que quando me vier pedir favorzinhos bem que se pode agarrar à pichota que eu não o ajudo.

Os perigos da mudança da hora

1. Perigo de Ataque Cardíaco
Segunda-feira ao acordar e olhar para o telemóvel e ler 8h30 quando deveria ter saído de casa ás 07h55 ia morrendo. E logo eu que ponho o relógio a despertar para as 7h e vou adiando de 5 em 5 minutos até as 07h30 voei logo da cama que até ia batendo com os cornos na parede.
2. Perigo de adquirir o Sindrome de Tourette
Claro que sempre que me atraso tenho grandes tendências a dizer um montão de badalhoquices… logo, se me atrasei imenso, foi um um batalhão de fodasses, de caralhos, de merdas, de putas que pariu e de caralhos que o fodam.

3. Perigo de Divórcio

Chega o Abade do passeio matinal com o Yoshi e vem ter comigo para dar o beijinho do bafo matinal. Claaarooooooo que é corrido a pontapé juntamente com o asneiredo todo juntamente, porque afinal ele não foi capaz de me acordar.
Ele a querer falar comigo e eu aos berros “Agora não posso” “Estou atrasada pah”.

4. Perigo de Suícidio

O Abade, na loucura de eu não o deixar falar manda-me um berro:
Oh Diana, são 7h30 e não 8h30, estás louca?”
Louca?! Tu não me chames de louca! Tu queres ver o que é loucura?! Estou atrasada, deixa-me em paz!”
Após o diz que é, e diz que não é, diz que é la cheguei a conclusão, que afinal adiantei o relógio duas horas.

Sinceramente… ás vezes não sei se mereço viver neste século por eu ser tão para a frente!

E neste preciso momento as minhas ricas colegas estão-me aqui a ouvir música brasileira, qualquer-coisa-na-sola-da-bota-na-palma-da-mao… tão aqui, tão é a ouvir um caralhão.

De volta às origens!

Após dar muita volta na cama e marterizar pessoas sobre a cor de cabelo que iria por desta vez, lá me decidi.
Como se diz, o bom filho á casa retorna... e eu voltei a por o cabelo preto.
Para quem estava tão fixada em loiro, madeixas, cores claras nota-se claramente que eu sou uma pessoa de ideias fixas!
O que é giro de ver é que o Abade não sabe que eu pintei o cabelo, e agora quando chegar a casa vai-lhe dar um treco.
Se eu não escrever mais no blog é porque o moço me atirou da janela abaixo.

The Best of Best

Eu até nem sou uma pessoa de intrigas e de meter notícias fantasticamente estrondosamente impiedosamente más... mas esta não resisti.

Ora, segundo o Correio da Manhã um gajo decidiu matar-se enfiando uma courgette na peida... pois bem, eu cá não sei, mas quando a minha vida estiver muito má vai ser esta a forma de suicídio que vou escolher.


Foi apanhado pela filha (que bela visão, imagino) e sobreviveu para contar a história e ainda teve a lata de dizer que estava a cumprir um rito antigo. Verdade seja dita que o acto de levar na anilha é mais velho que a própria civilização.
Mas meus amigozes, na altura em que eu andava na escola muita gente se tentou suicidar enfiando bananas, pipinos e outras coisas nos entrefolhos, o que me leva a crer que ou houve um grave aumento de tentativas de suícidio no mundo ou as leguminosas são umas assassinas em série mais perigosas que Jack, o Enrrabador.

Bem... agora que já partilhei isto convosco, vou até ali praticar um suicídiozinho como o outro.

Ela é maluca... só pode!

Pois bem, hoje trago-vos uma em segundíssima mão.

Descobriu-se ontem que a minha amada vizinha de baixo há coisa de uns tempitos atrás andava a atazanar outra vizinha nossa por a senhora ir passear o canito, ora então a querida bizinha entretinha-se a tirar fotos da senhora e do canito a fazer os cócós e os xixis e depois afixava-as na entrada do prédio, no elevador... onde lhe apetecesse.

E já que eu agora também tenho um cão, terei de começar a preparar-me e por-me toda bonita para as sessões fotográficas que aparecerão por aí de futuro.

Já me imagino, de cabelos ao vento, sorriso misterioso e o Yoshi curvado com um cagalhão a sair de mansinho... acredito piamente que será uma foto a aparecer nos World Press Photo de 2010, isso e outra foto da minha vizinha com um olho negro e a boca cozida.

Entretanto, ali a minha máquina de lavar está a torcer a roupa e está-me para ali a fazer uns barulhos que parece que vai levantar vôo e sempre que começa a torcer anda três metros para a frente.
E eu ando outros três metros para trás e desatamos as duas a cantar o malhão, malhão.

E só de pensar que amanhã é segunda-feira, apetece-me partir tudo.

É desta!

A minha vida, às vezes, parece um cú de impossibilidades!

Não?! Então observem bem as seguintes linhas.

Já apanhei com valentes cagadas de pombos e senhoras cagadas de gaivotas... que digamos que é cá um cagalhão que impõe respeito até à Rainha de Inglaterra.

Mas nunca tinha levado em cheio com uma escarreta!

Ora então, fui eu fazer a boa acção do dia e levar as cartas para serem postas no correio, entretanto saio dos CTT a arrumar os trocos na minha mala eis que me cai uma coisita branca amarelada e com alguma espuma borbulhante à mistura mesmo em cheio na mão!

Congelei!

Das duas uma... ou alguém estava a limpar a varanda e saltou um pouco de água, ou alguém (engoli em seco) escarrou!
Precisei de tirar a prova dos 9 e aproximei a venta direita áquela nanha e inspirei... até se me arrepiaram os pentelhos!

Cheirava a bafo, café e tabaco! Ainda olhei para cima para chamar todos os nomes ao cabrão javardo que me escarrou na mão... claro que não vi ninguém, são muito machos muito machos, mas quando chega a hora H ficam todos acagaçados.

Enfiei-me no autocarro a correr e sempre a afastar a mão de mim mesma, não fosse a gaja ganhar vida de repente com aquele fluído-ressussita-mortos. Quase que chorava e vomitava no caminho do trabalho.

Digamos que presentemente já nem tenho pele na mão, ao fim de lavar 5 vezes, passar 3 vezes alcool e 1 vez lexívia posso dizer que me sinto limpa mas ainda sinto o cheiro daquele fedor nojento!

E tudo isto por fazer uma boa acção, o que me leva a acreditar que quanto mais ajudamos mais nos cospem em cima (literalmente) lol... é desta que me suicido, é desta!!!

Elevador assombrado...


E após uma longa quarta-feita de dura labuta na vida do campo, em que me doem as mãos com os calos de andar no cultivo do farmville no local de trabalho, eis que entro porta adentro do prédio e chamo o elevador.

Entro, viro-me para o espelho (como sempre) e começo a ouvir alguém a bixanar, começo eu a pensar:

"Mau... queres ver que para além de ser uma vizinha que bate mal do cornos, também tenho espíritos no elevador?!"

Até que me apercebo que a vozinha começa a cantarolar, menos mal, ao menos é um espírito bem disposto e com um travinho abichanado à mistura.

Ora entãozes, parece que o elevador, para minha grande pena, não estava assombrado, afinal foi o Sr. Administrador que decidiu por musiquinha.
Já não me bastava passar a vida a mirar-me no espelho, como agora também vou fazer playback e ensaiar coreografias tótós... só espero que o Sr. não tenha a ideia de por uma câmara a gravar tudo o que vai dentro dos elevadores, porque senão vamos ter muito material para os Apanhados (pelo menos da minha parte, e da parte do Abade certamente terão muitas visualizações de burriés a serem retirados do nariz).

Mas digo-vos que fiquei com dó, porque eu até estava a pensar apresentar o Sr. Espíritinho à minha vizinha a ver se o gajo a possuia e ela talvez se acalmasse um pouco, sendo assim terei que continuar à procura de um pretendente para a pobre senhora.

Carta à minha vizinha!

Cara vizinha,

Agradeço, desde já, a sua pronta informação no combate à poluição sonora deste prédio.
A sua preocupação apenas peca por uma coisa: limita-se a acusar as pessoas sem ter a certeza de que são essas pessoas a fazer o barulho.

Há, de facto, alguém nestes andares que teima em não levantar a cadeira e apenas limita-se a arrastá-la, eu sei porque também oiço os arrastares... mas lamento informá-la para seu grande desgosto que não somos nós.

Parece que para todos os males que sucedem neste prédio os culpados são os seus vizinhos de cima, pense outra vez porque está redondamente enganada.
Mas não se preocupe porque já andei a perguntar aos vizinhos se me ouvem a fazer barulho e estranhamente a senhora é a única que me acusa.

E caso não saiba, vou-lhe dizer uma pequena lei da física sobre o som: o som propaga-se em todas as direcções, desde a fonte sonora até aos nossos ouvidos (receptores) através de um meio material. Ou seja, o som não se propaga apenas na horizontal, e sim em todas as direcções.
Por isso, da próxima vez que ouvir barulho, lembre-se que poderá não vir directamente de cima.
Realmente já a antiga proprietária se tinha queixado que a vizinha de baixo lhe fazia a vida negra e mal comprámos a casa você veio-nos bater a porta a dizer que arrastávamos coisas durante a noite, quando nem sequer ainda cá morávamos.

Aliás, ela não foi a primeira pessoa a queixar-se da má vivência que a senhora dá. Também soubemos por vizinhos seus, que a senhora chegou ao cúmulo de andar a dizer a pessoas que vinham cá ver casas, que o prédio não valia nada, na esperança que não viessem para cá viver.

Não digo que não haja barulhos, porque os há, mas como estou centrada na minha vidinha, na maioria das vezes os mesmos passam-me ao lado... o que leva a acreditar que para tudo a incomodar é porque a senhora não tem mais nada para fazer do que andar a escutar às paredes.
E digo-lhe mais, a nossa cama rangia levemente quando nos virávamos durante a noite e decidimos comprar uma cama nova porque era capaz de ser chato para os vizinhos... como vê, não somos tão maus vizinhos como a senhora anda aí apregoar aos sete ventos.

Agora me bate na ideia, o que será da sua vida quando eu tiver um bebé? Vai mandar prender a criança?! Vai apresentar queixa quando a criança berrar com dores?? Tem muita razão quando diz que quando vivemos em propríedade horizontal devemos ter civismo no barulho, mas também deve saber que o problema de viver em propriedades horizontais em que a construção dos mesmos é má habilita-se sempre ao barulho.

Quer um conselho? Se não quer ser incomodada com NADA, sugiro-lhe, talvez, uma moradia. Coisa que nós até estamos a pensar comprar só para não ter vizinhos inconvenientes.
Para finalizar... se ao acabar de ler esta carta achar que ainda deve fazer valer os seus direitos e ir apresentar queixa, está no seu direito... mas aí também eu estarei no meu e apresentarei queixa de si por difamação e calúnias.

Atenciosamente,

Os seus vizinhos “barulhentos” do 2º A


Ai eu... e vou-lha espetar na porta, ai vou vou.