É só mesmo para dizer que um dia destes as pessoas fazem um ajuntamentozinho para me fazerem a folha!Ora então porquê?!
Então aqui a Didi durante o dia de Sábado foi ao Freeport ver uma exposição de animais venenosos, e aposto que agora toda a gente ficou arrepiadinha! Até os pintelhinhos se encaracolaram todos ao imaginarem-se no meio de aranhas, lagartos e cobrinhas..., mas se vos deixa mais aliviados ficam desde já a saber que eu e o Abade fomos completamente enrabados nessa exposição! Paparam-nos três euros cada para ver três cobrinhas, dois lagartos e umas rãzitas... e eu a pensar que ia ver moooooontes de répteis, anfíbios e outras coisas assim, mas nada!
Mas a melhor parte foi quando ao sairmos o Abade me diz "Queres levar uma recordação??". Eles tinham lá peluches de cobra, bolinhas com lagartos lá dentro e cobrinhas de plástico que pareciam mesmo verdadeiras, claro que a primeira coisa que disse foi "Claro que quero! Vou pregar um cagaço á minha mãe que a mulher vai-se borrar toda".
Lá comprei a cobrona e fomos para casa da minha mãe jantar! E enquanto ela nos mimava a preparar a sua fantástica pizza eu meti a cobra ao pé do prato, ela cortou a pizza e sentou-se... conforme vai a agarrar no garfo, toca naquilo faz uma careta estranha, olha para baixo e vê a cobra... manda-me um grito e voa 3 metros para trás a dizer caralhadas a torto e a direito e só dizia "Sua estúpida, sua estúpida, sua estúpida."!
Esteve a noite inteira a dizer que até tinha ficado com a mão dormente com impressões.
Claro que esta não é a primeira partida que lhe prego! Já em tempos tive o descaramento de pedir a um colega meu de ligar para a minha mãe a dizer que ele era da PSP e que eu tinha sido apanhada em atentado ao pudor na rua e que estava detida e a minha mãe só dizia "impossível, a minha filha não rouba nada" e o meu amigo "minha senhora, ela não roubou... foi apanhada a fazer coisas menos próprias em público" e a mulher a teimar "impossível, ela não rouba nada"... e eu ria-me que nem uma perdida, e quando finalmente atendi o telefone e lhe disse que era brincadeira só ouvi do outro lado da linha "Sua estúpida, sua estúpida, sua estúpida" e o pu pu pu do telefone desligado mesmo nas minhas trombas.
E depois fora a outra vez que no Dia da Mãe lhe fiz uma carta igualzinha à de um tribunal e enviei-lha para casa ela começa a ler "...convocada para um julgamento na qualidade de arguida..." e torna a reler e só balbucia "não pode ser, eu nunca fiz nada... nunca fiz nada, é engano, só pode!" e eu "Oh mãe isso é mesmo para ti, olha aí os teus dados todos" e a mulher já chorava, já se benzia, já jurava pela minha saúde que nunca fez nada de mal... quando virou a folha e viu o testamento a desejar-lhe um feliz dia da mãe só me dizia "Sua estúpida, sua estúpida, sua estúpida".
Ah coitada! Agora é que eu entendo a alegria dela quando comprei casa mais o Abade... ela lá deve ter pensado que se ia livrar das minhas traquinices... mas tá muito enganada, ai tá tá!