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Trabalho num manicómio #3

Todos nós temos uma Gina na nossa vida!
Ora a Gina é aquela colega que vem de outro departamento para nos "ajudar" mas que assim que lhe pomos os olhos em cima dá-nos uma vontade incontrolável de a cumprimentar à chapada.
Dá também vontade de agarrar numa rebarbadora e enfiar-lhe aquilo pela goela abaixo e arrancar-lhe a camada de tártaro pré-histórica que tem nos dentes e também os próprios dentes. Se ficasse sem língua era um bónus, já que não diz nada de jeito.
Mas chega de falar mal da Gina e vamos aos factos! Esta moça é a típica brega que em vez de canalizar o pouco dinheiro que tem para cuidar da sua saúde prefere fazer tatuagens com o nome do futuro-esposo e uns símbolos manhosos pela coluna abaixo e que faz questão de mostrar a quem acaba de conhecer levantando a camisola e mostrando os papos gordos e cheios de borbulhas misturados com tinta. Houve já casos relatados de conjuntivite aguda e acessos de suícidio após verem o espectáculo de sebo que ia por aquelas costas! 
Porém, nem tudo é mau! O facto de ela ser uma mentirosa patológica tem as suas vantagens porque está sempre a faltar: ou de infecção urinária, ou de amigdalite, ou de um pé torcido, ou de que estava a deitar leite pelas tetas (juro-vos que é verdade!!!) e que estava a ter um aborto. O que vale é que existem muitas doenças o que lhe permite renovar o stock de petas!
Maneiras que eu continuo a dizer que gostava de conhecer a pessoa que faz o recrutamento e dar-lhe um aperto de mão no pescoço porque está mais do que visto que não dá uma para a caixa.
Ahhhh como eu adoro lidar com pessoas...

Trabalho num manicómio #2

Gostava de um dia apertar o pescoço a mão às pessoas que fazem o recrutamento na empresa onde trabalho porque a eficiência delas surpreende-me. Há uns tempos atrás passaram na formação o gôdo do Fenando, e agora calhou-nos na rifa o Jaquim Bicha-Charoca.

Ora o Jaquim é o típico miúdo com 35 anos que saiu agora do armário mas que se pudesse ainda estava a chuchar na teta da mãe até aos 50 anos. Era um gajo que se notava a léguas que sempre teve tudo na vida e que, de um momento para o outro, ficou sem nada obrigando-o a trabalhar. Até aqui tudo muito bem, tirando o facto do Jaquim cheirar constantemente a peido e ter uma pedra em vez de um cérebro. Eu nunca conheci uma pessoa com tantas dificuldades de aprendizagem, com tanto queixume da vida, com tanta falta de pensamento lógico... basicamente eu nunca achei que fosse possível um pedragulho andar e falar, e é isto!
Tenho muita pena da mãe daquele gajo. Dói-me a alma só de imaginar a dificuldade que aquela mãe teve para o ensinar a fazer xixi no bacio, deve ter sido mais difícil do que ensinar um cão a mijar no jornal. Fosse eu a mãe daquele cêpo e teria sempre à mão um jornalinho enrolado e dava-lhe constantemente com ele na tromba sempre que apanhasse aquele sacana a respirar.

O Jaquim tirou-me anos de vida porque para além de ser burro, gostava de ser burro e ofendia-se quando o tentava ensinar. Achava que todos tinham de ser súbditos dos seus caprichos. Foi logo para a um emprego onde as pessoas são apertadas para serem rápidas de pensamento. Aquilo agitou-lhe as moléculas de tal maneira que o tótó não aguentou e despediu-se (aleluia). 

Para todos vós que estão a pensar «foste mesmo má com o rapaz» e «vou fazer uma queixa à ACT por tratares mal um deficiente» a vós eu vos descanso a consciência. O Jaquim não era deficiente e nem tinha nenhum cromossoma avariado, o Joaquim só era estúpido.

Trabalho num manicómio

No meu local de trabalho somos todos loucos. Temos de o ser porque é a única maneira de aguentarmos atrasados mentais que nunca deveriam ter nascido, pressões descabidas e toneladas de procedimentos que é quase é preciso tomar Centrum para decorar e pôr em prática tanta pintelhice junta. Mas de vez em quando aparece um gajo mais assustador do que todos os outros e que nos deixa a pensar que se calhar até somos normais. Ora o Fenando, colega novo e em formação é um colega de peso muito parecido ao Gerard Depardieu e acha que é a sexbomb lá do sítio e quando no outro dia eu lhe estava a ensinar umas coisas sobre as quais ele tinha feito uma grande borrada ele decidiu fardar-se à minha frente. Puxou da camisola que tinha vestida e ficou de mãos na cintura. Barriga a tocar nos joelhos, tetas a tocar na barriga, uns pelinhos tímidos a surgir no meio do peitinho e a ali ficou a olhar para mim. E quanto eu mais descia o olhar para fugir à vergonha alheia pior o cenário ficava colmatando com uns sapatinhos bicudos envernizados.

Não sei se ele estava à espera que eu me atirasse para os seus braços ou se cortasse a minha carótida com o x-acto que estava ali perto de mim porque a segunda opção passou-me pela cabeça mais vezes do que devia. Contive-me. Olhei para o PC enquanto pensava na maneira mais delicada de o mandar desopilar dali sem lhe ferir os sentimentos quando finalmente lhe disse com toda a minha delicadeza "Vá Fenando baza daqui que estou farta de estar a olhar para a tuas mamas".
Funcionou tão bem que até parece que já não vem mais trabalhar. Lamentou, porque adorou a equipa com toda a sua falta de parafusos e que se estava a integrar muito bem (????) mas que tinha tido outra proposta de trabalho melhor, mais perto de casa e que ia aproveitar.
Eu é que lamento ter ficado com as tetinhas do Fenando gravadas na minha memória para toda a eternidade e que possivelmente terei de contratar ajuda psiquiátrica porque desde aquela altura sempre que alguém se farda ao pé de mim eu fico cheia de tremores e suores frios.