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007: Licença para Procriar

Nestes maravilhosos 15 dias de férias (que por sinal terminam hoje e eu estou com uma lua de todo o tamanho) tive a oportunidade de me aperceber que a maioria das pessoas deveria ser impedida de se reproduzir. Se um casal quisesse ter filhos deveria passar por uma série de testes para averiguar a inteligência (ou falta dela) e se era apto ou não para criar um ser que seja respeitado, que respeite os outros e que respeite o meio ambiente onde se encontra e não um selvagem atrasado mental.
Eu nunca me tinha apercebido o quão mal educadas são as nossas crianças e que os pais (ou avós) são demasiado permissivos com tudo e incapazes de dizer um 'não' e se preciso dar um tapa na nalga.
Por entre maus comportamentos na praia, em exposições, na rua e afins o que me deixou mais perplexa foi no Oceanário com a maioria das crianças a enfiar mãos nos aquários, aos pontapés e murros nos vidros perante a impassividade dos pais que sorriam e achavam graça. Deixa-me envergonhada ver que crianças da mesma faixa etária mas de outras nacionalidades estarem concentradas no que viam e fascinadas enquanto que as nossas pareciam uns animais que só dava vontade de as atirar ao tanque principal ou dar-lhes com dardos tranquilizantes para elefantes nas nalgas.

Com isto tudo só quero dizer que aquilo que vi durante as minhas férias deixou-me preocupada porque se o nosso futuro recai nestas criancinhas estamos todos bem fodidos!

Viagem ao outro mundo

Se estão em casa e a pensar enfiarem-se num shopping porque estão entediados percam a conta a 17,00€ e vão ao Oceanário ver a Exposição Permanente (que é o Oceanário) e a Exposição Temporária "Floresta Submersas" de Takashi Amano.
Poderia dizer muita coisa sobre esta última exposição mas a arte de aquascaping é tão bonita, aliada à banda sonora relaxada que inundava toda a sala que não consigo pôr por palavras aquilo que me toca o coração.

Digo apenas que no final da Exposição Temporária passaram dois documentários: o primeiro sobre a montagem do aquário de 40 metros e o segundo que era um género de reportagem com Takashi Amano onde se nota a léguas a paixão deste mestre pela natureza. Quando por último uma das pessoas que também estava a ver o documentário disse que Takashi tinha falecido no dia 3 de Agosto eu comecei logo a choramingar, de nariz vermelho, olhos inchados e fiquei deprimida o resto do dia.
Hoje deixo-vos com algumas fotos do meu dia e amanhã venho para aqui destilar veneno sobre as criancinhas mal educadas que só me deram vontade de as afogar e atirá-las aos tubarões.

Fenómenos nunca antes vistos

Este é o ano em que estou a fazer praia como manda a lei. Sem dias fracos, sem temperaturas amenas e sem comer areia com o vento. E hoje, excepcionalmente, deixámos a Fonte da Telha de lado e fomos aventurar-nos para a Praia de Galapinhos que é ali para as bandas da Arrábida.

O que dizer? Posso dizer que tira-nos o fôlego quando olhamos para a beleza dela, tira-nos o fôlego quando entramos na água e ficamos em hipotermia e tira-nos o fôlego quando ao final do dia temos de sair da praia e subir pela encosta da Serra no meio de pedras, calhaus e alguns cagalhões (de pessoas!!!!!!!!!) que quase que nos esbardalhamos e partimos os dentes. É a típica praia de olhar e não tocar: bonita até ao momento em que tocamos com o dedo grande do pé na beirinha água para avaliar a temperatura e largamos um Dassssssss bem audível. É também contra indicada para pessoas com artrite, artroses, todo o tipo de problemas ósseos e problemas cardíacos.

Queria dar aqui um agradecimento pessoal à leve brisa marítima que escondeu o calor que havia e que graças a isso apanhei um escaldão no rego das mamas e no peito dos pés e já agora aos porcalhões que cagam na mata e deixam sacos de lixo na arriba, a esses gajos desejo um senhor escaldão na ponta da gaita!