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Em horário nobre

Num destes dias em que andava no zapping cruzei-me com a novela Amor Maior na SIC. 
Eu, que não ligo pevas a novelas, dou por mim estática em frente à televisão a olhar para a personagem Helena interpretada pela Sofia Sá da Bandeira.
Ora, esta personagem sofreu um avc que a deixou um bocadinho pró gaga o que, se por um lado, dá-me pena por outro dá-me uma vontade terrível de lhe dar um calduço na nuca para ver se a palavra que lhe está entalada na goela salta para fora.

Mas aquilo que realmente me deixou colada ao ecrã foram as beiças. Esta novela deveria chamar-se a Beiça Maior e não Amor Maior!!! E em vez do drama-da-vida-da-Clara-em-que-tudo-lhe-corre-mal a novela deveria ser sobre a Helena a lutar pela vida porque não consegue enfiar uma entremeada com batatas dentro de uma palhinha para se conseguir alimentar.

É para mim um mistério como é que a Sofia Sá da Bandeira consegue meter um garfo, ou na loucura, uma colher dentro da boca porque quase que se ouve o som do vácuo por entre os lábios quando ela inspira pela boca... digam-me que não sou a única a achar aqueles lábios assustadores!

Coisas extremamente banais que me afligem #2

Qual é coisa qual é ela que uma vez depois de aberta só te apetece dar cabo dela?
Para aqueles que já se estavam para aí a rir e a pensarem que eu sou a javarda do costume estão enganados, porque eu também sei falar de assuntos sérios. Pois que eu, moça de nobres famílias estava a falar daquela coisa extremamente irritante que por mais que se abra, estique, encolha, vire para a esquerda ou para a direita nunca se consegue encaixar no sítio. E não, não estou a falar em preservativos. Vós sóis sempre a mesma coisa, assim nem dá para ter monólogos educativos que as vossas vozes mentais ecoam por esta blogoesfera e estragam-me o raciocínio!

Estou a falar das bulas! As bulas dos medicamentos são a minha terceira causa de pânico e que me faz perder a paciência. Normalmente começa sempre comigo muito calma a abrir muito devagarinho o papelinho ranhoso para não me perder nas 120 dobras que tem mas que acaba sempre com a minha pessoa a arrancar cabelos, a rasgar o papel e gritar aos sete ventos que vou pôr fim à minha vida! A seguir aos atacadores e às centopeias (ide ver aqui) é das coisas que mais me irrita. Juro que, às vezes, só para não ter de abrir aquela caixinha de pandora sinto-me instantaneamente curada de toda a qualquer maleita que possa ter só para não ter de tocar naquele bocadinho de papel demoníaco. Claro que, de vez em quando, fico pior com os nervos e tenho de tomar um Valdispert mas como nunca me lembro da dosagem tenho de ir à bula e fico na mesma.

Um dia destes ainda me dá uma ceninha má com estas pintelhices todas!

Coisas extremamente banais que me afligem #1

Ainda me lembro da altura em que eu era mais feliz era quando os ténis tinham velcro. Depois a moda acabou, ficaram os atacadores e partir daí eu nunca mais fui a mesma.
Há quem tenha medo de cobras e ratazanas, eu tenho de centopeias e de atacadores. Atrevo-me a dizer que os atacadores afligem-me ainda mais, porque se eu vir uma centopeia grito, dou-lhe com um pau e fujo. Com as atacadores é outra história, porque se desato a fugir eles vêm atrás de mim e eu sou mesmo obrigada a mexer neles, caso contrário ainda aterro no chão ou tenho um acidente de viação.
Então, sempre que compro uns ténis e os malditos vêm embrulhadinhos ao lado da sola eu já sei que tenho de ir tomar dois Valdispert e um chá de camomila para os nervos. Gostava de vos explicar melhor, mas a única coisa que consigo dizer é que o facto de ter de enfiar as pontas nos buraquinhos, puxá-los e sentir os ditos a passar nos orifícios é coisa para me fazer morder os lábios, começar com palpitações, suores frios e, se estiver em pé, uma quebra de tensão. Só de imaginar já começo a ficar nervosa. E depois ter de igualar as pontas em ambos os lados é outro drama.
Tivesse eu um puto e ele havia andar sempre de meias, ou então, tinha de ser uma criança prodígio e saber atar atacadores desde tenra idade, assim, ainda o explorava e ele atava os meus. Possivelmente o puto seria-me retirado pelas assistentes sociais mas antes isso do que mexer em atacadores.
É uma sensação equiparada a cortar papelão com uma faca. Estão a perceber?! Não? Então ficam na mesma. E ficam também a saber que eu tenho uns hábitos muito estranhos.