Quem casou, quem foi?

Foi no dia 17 de Fevereiro pelas 11 horas da manhã no fuso horário GMT+00:00 Hora padrão da Europa Ocidental, que a minha pessoa (finalmente) se casou com o senhor Abade.
E digo, finalmente, pois já era paródia na altura do carnaval e do halloween dizer que eu era a noiva cadáver. Essa paródia acabou mas vieram outras em seu lugar igualmente boas, tais como «põe-me os cornos e eu exigo-te uma pensão de alimentos» ou a famosa «agora já podes quinar que já tenho direito à pensão de viuvez». Mas o melhor de tudo foram os 15 dias em que não fizemos a ponta de um pintelho. Só por isso, já me divorciava e casava outra vez, se o divórcio amigável não custasse 300 euros (!!!!!).
Se alguma coisa mudou com o casamento? Não, continua tudo igual, excepto, a confusão que me faz a aliança na mão esquerda. Depois de 11 anos a usar na mão direita e, de repente, começar a usar na mão esquerda é coisa para me fazer acordar a meio da noite em pânico com a sensação de que perdi a aliança, para descobrir que afinal a bicha está na mão esquerda!
E pronto, agora tenho de me dar ao respeito que já sou uma mulher casada!

Então Didi, que andas fazendo?

Olhem, se eu já tinha uma vida social miserável agora é que ela morreu de vez.
Agora percebo a loucura quando este jogo saiu mas eu sou casmurra e sempre de expectativas em baixo para não apanhar desilusões e, por isso, só o comprei agora.
Está justificada a nomeação para melhor jogo do ano e estão justificados a catrefada de prémios que ganhou. Pudera... Apresentam-nos um gajo todo bom, irónico e sarcástico num mundo medieval e sempre com todas as gajas a tentarem saltar-lhe para o cima.
Como se já não bastasse o jogo ser pornográfico e, em partes, extremamente creepy em cenas de mortes com requintes de malvadez, os criadores ainda nos presenteiam com uns gráficos de deixar-nos de boca aberta. Às vezes, confesso, que fico a olhar para as montanhas durante o pôr-do-sol acompanhado pela banda sonora fantástica.
Entre visitas a bordéis, caçadas de monstros, bezanas que acabam com eles vestidos de gajas a tentarem convocar elfas para um gangbang e mandar umas berlaitadas em cima de um unicórnio empalhado. No meio disto tudo procuramos pela filha adoptiva de Geralt, Ciri, (que, só por acaso, também é toda boa) que é caçada (por ter um sangue antigo muito poderoso) por um exército de elfos. Cada escolha feita durante o jogo determinará um final diferente, conseguem ver as diversas opções finais, certo?
Eu poderia estar a noite inteira a escrevinhar sobre isto mas tenho umas missões para fazer e não posso estar a perder muito tempo que amanhã é dia de levantar cedo para ir trabalhar.






Possas!

Eu tento não ser bardajona. Eu tento não descer o nível. E mesmo não gostando de pessoas tento sempre tratá-las com o máximo de respeito em vez de as espancar com tudo o que tenho. Mas quanto mais eu tento, mais parece que me querem enfiar o dedo.
Ora então eu tinha cá por casa um relógio da parfois mas a bracelete estava grande para o meu pulso maneiras que desloquei-me a uma ourivesaria para perguntar quanto levavam para tirarem uns elos ao que a senhora muito "simpática" pede-me o relógio. Ela olha para a marca, olha para mim e atira-me um «três euros, pega». A parte do pega não disse mas parecia mesmo, mesmo que lhe tinha ficado entalado na goela só por lhe interrompido o corte e costura que estava a ter com a colega momentos antes de eu entrar e incomodá-la com um relógio de pobre.
Quando dou por mim já tenho a veia da testa a palpitar e pergunto-lhe se era mais barato trocar a pilha do relógio do que tirar elos e ela apenas diz: «sim».

Viro-lhe as costas para não lhe virar a cabeça ao contrário. Para uma senhora que tinha um cruxifico do tamanho dos pecados do mundo pendurado ao pescoço não cumpre lá muito o mandamento de amar o próximo... pega!