Gatos... a saga continua

Eu já andava meio desconfiada que o Niko estava um bocado badocha porque sempre que se dobrava para lamber os tomates, peidava-se. Era engraçado de ver porque com peido, ele parava e ficava a contemplar o infinito como se alguma revelação profunda lhe saísse do cú mas a coisa passava-lhe rápido e continuava nas lides higiénicas.
Confirmaram-se as suspeitas quando o gajo começou a aparecer com uma caspa manhosa no lombo. Pensei eu que fosse falta de algum suplemento mas na volta era "suplemento" a mais e o sacana não conseguia limpar-se porque está gordo que nem um texugo. Com esta notícia chegou a altura de aplicar uma dieta e da temida palavra, que quando proferida, faz qualquer dono de um gato estremecer e ponderar o suicídio: banho.

Banho... A um gato! 

Mas como o que tem de ser, tem muita força comprei o champô, cortei-lhe as unhas de antemão (porque tenho amor à vida), benzi-me com quanta força me foi possível e pedi a atribuição de um anjo da guarda naquele momento de aflição.
Estava preparada para arranhadelas, guinchos, mordidelas, bufos, assassinatos, frascos espalhados, sangue a escorrer pelo espelho, vidros partidos, um poltergeist, a PSP à minha porta porque alguém tinha ouvido uma gaja a gritar... mas não. O Niko continua a ser o tótó que sempre foi desde o dia em que o fui buscar à União Zoófila em 2007. Um gato enorme, de focinho cerrado, sempre com cara de poucos amigos mas um mansarrão.
Da catástrofe que poderia ter ocorrido durante o banho ele limitou-se a miar. O típico miar desesperado do «EU NÃO FIZ NADA DE MAL PARA ME ACONTECER ISTO. EU SOU TÃO FIXE, PORQUE É QUE ME FAZES ISTO? ODEIO-TE! QUANDO SAIR DAQUI VOU COMER A TIGELA TODA E FICAR O DOBRO! ÉS TÃO MÁ MAS COÇAS-ME TÃO BEM ESTE SPOT ATRÁS DA ORELHA! POR FAVOR EU TOMO BANHO TODOS OS DIAS MAS NÃO ME TIRES A COMIDA».

Pensei eu que não o ia ver durante uns tempos mas ele não me resiste...

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