Dicas de uma lady-trolha

Eu nasci para ser trolha!
Não fosse pelo peso dos baldes de argamassa darem-me cabo das cruzes e era o meu emprego de sonho! Para além do bronze fantástico eu poderia espalhar a minha sabedoria bardajónica a quem passava. Viriam romarias de gajas e gajos até mim, a treparem os andaimes só para me beijarem os dedos dos pés cheios de cimento.

Mas num universo mais perto quem adora as minhas pérolas bardajonas é o Abade. Fica sempre fascinado com a subtileza com que aplico as minhas dicas nas situações do dia-a-dia.
A mais recente foi o moço andar armado em conas com dores na omoplata e em vez de sofrer em silêncio decidiu choramingar-se e pedir-me uma massagem. Ora eu, Didi, prestável como um bode que nunca faz nada sem segundas intenções, fiz-lhe a massagem mas, no final, atirei-lhe com um "então e agora é a minha vez de levar uma massagem mas no pipi"! Nunca vi o homê mexer-se tão rápido a não ser quando lhe digo que a comida está na mesa. Incrível como ficou instantaneamente curado com a risada que deu, quase que se engasgava e quinava.

Se quiserem mais dicas da Lady-Trolha para um relacionamento mais brejeiro é só pedirem mas quando tudo falhar um belo prato de massa com natas resolve tudo!

A cabra secreta que há em mim #2

Das modas parvas de ultimamente destaco as fotos de bebés com emojis a tapar a cara.
Gostaria de pensar que é uma defesa contra os pedófilos mas estaria a ser cínica porque toda a gente sabe que aos pedófilos só lhes interessa o que está do pescoço para baixo *ba dum tss*.

Aos pais que me entopem o feed de notícias do facebook com montagens desse género só posso assumir que o puto é feio mas tão feio que os próprios pais têm medo de serem banidos por publicarem conteúdo ofensivo. E agora está a malta a dizer "ó didi não sejas tão puta! não há bebés feios!" É possível que tenhais razão mas o facto de a minha inclinação para a maternidade ser igual ou inferior a zero ajuda-me a ter uma maior clareza e imparcialidade e após 31 anos de estudos intensivos a olhar para bebés nos transportes, nos centros comerciais, no colo dos amigos e afins eu atrevo-me a dizer que a raridade são os bebés bonitos. 

Vá, podem parar de afiar a faca que estavam a afiar para me cortarem a goela por ser um monstro sem coração e ide publicar as fotos das vossas crias. Eu prometo que não vou comentar cenas do genéro "foda-se! saiu mesmo ao pai... feio todos os dias!". 

Enfim... gatos

Na minha cozinha tenho uma bancada que vai até à janela e que está banhada por sol a manhã inteira.
Na ponta dessa bancada, mesmo junto à janela e a levar com o sol, tinha uma caminha para os felinos cá da casa. Era uma cama simples que nunca gerou confusão mas caí no erro de fazer um upgrade e comprei uma mesmo fofinha, rechonchuda e com uns rebordos fofos para pousar a cabeça e pronto! Instalou-se o caos nesta casa!

Eu deveria ter adivinhado que sendo os gatos uns animais burros espertos isto ia dar molho!
Desde que eu comprei esta cama a minha vida nunca mais teve sossego! Todos eles querem ir para lá nem que seja à força. As manhãs inteiras têm sido vividas em constante loop: está um um gato na cama a realizar a fotossíntese, chega-se outro ao pé, olha para o que está na cama dá-lhe uma sapa e expulsa-o. O vencedor ganha e deita-se vitorioso ao sol durante dois segundos mas chega logo outro sorrateiramente e pumba: patada no cornos e "saí daí ó gordo que agora é a minha vez"! Sendo que eu tenho 4 gatos as manhãs inteiras são uma festa entre eles!

Às vezes estou nas outras divisões e só oiço guinchos na cozinha, outras vezes, fico sentada na cozinha só para apreciar o espectáculo que parece uma peça bem ensaiada: chega um, leva porrada, sai, entra outro, leva porrada, sai, entra outro, leva porrada, sai... mas quando termina o sol fazem todos as pazes e deitam-se juntos a lamberem-se uns aos outros que nem uns conas.

A vida nunca é uma monotonia com gatos.

Pérolas de sabedoria

Homens do presente e do futuro que, por algum infortúnio, esbarrem neste blog: oiçam esta voz, leiam e aprendam com estas pérolas de sabedoria!

Duas das vantagens de ser mulher, são sem dúvida, as mamas (também é fixe maltratar pessoas e dar a desculpa da TPM mas esta fica para outras núpcias)! Não há coisa melhor e mais agradável do que um bom par delas. Como tal, considero que nenhum homem deveria terminar a sua existência na Terra sem saber o que é ser detentor de um par de tetas, sejam elas pingonas, espetadas ou a dar pelos joelhos. Mamas são mamas e não se discutem verdades cósmicas!
Esqueçam os investimentos em casas, carros, mulheres e filhos que só dão dores de cabeça! Se querem investir, invistam em implantes mamários. As mamas não vos perguntam onde andaram, não choram, não fazem birras. As mamas nunca desiludem, elas estão sempre presentes em modo bolas anti-stress e com o bónus de serem adereços fantásticos para os decotes.

Eu sonho viver um mundo onde homens e mulheres estejam unidos pelas copas dos soutiens e dos aros que teimam em espetar-se nas costelas. Um mundo onde seja difícil de diferenciar um gordo de uma grávida. Um mundo de mamilos espetados durante os invernos rigorosos e regos transpirados durante os verões!

Agora ide trabalhar turnos duplos, dar o cú, vender coca mas façam-se à vida e juntem uns trocos para investirem em assuntos que, realmente, valham a pena: mamas!

Gordices minhas

Descobri há uns tempos um restaurante divinal de hotdogs. Já bastante pessoal do meu círculo de amigos tinham partilhado fotos mas eu andava a adiar porque tenho um bocado de receio de sair da minha zona de conforto. Tenho sempre imensa cagufa de arriscar, experimentar, pagar e não gostar.
Mas ganhei coragem e lá fui eu. Pedi um belo cachorro com ovo a cavalo e mal peguei nele, bardajona como sou, pumba! O ovo escorregou e ficou estatelado no meio da mesa. Eu, que não sou de desperdiçar comida, agarrei logo nele, meti-o outra vez em cima do pão e siga para bingo. Comi, gostei, fiquei fã da comida e do ambiente hipster. Já que a primeira experiência tinha corrido bem, porque não, experimentar uma segunda vez?

Assim o fiz, ontem lá voltei e arrisquei um novo pedido: um cachorro com molho de manga, cebola caramelizada e legumes salteados. Estava na dúvida mas o rapaz da caixa tranquilizou-me quando me disse que as raparigas gostavam muito daquele. Deveria ter desconfiado que não iria gostar...
Veio o pedido e cheirava bem. Trinquei...e os pelos do cú até se arrepiaram!!! Os sabores não ligavam uns com os outros. Uma refeição que sabe a sobremesa baralha-me os sentidos e até fiquei com sintomas de jetlag. Certamente que haverá quem goste mas o meu paladar esteve a refeição inteira ligado aos meus sacos lacrimais e sempre que pensava naquilo que estava a comer e que não estava a gostar só me apetecia chorar (eu sou um bocadinho dramática com a comida).

Se da primeira vez tinha ficado apaixonada com aquele cantinho, da segunda essa paixão desvaneceu-se um pouco. Não tanto pelo meu pedido, porque os gostos são como os cús mas porque ainda nem tinha acabado de comer e já tinha uma gaja à perna a querer tirar-me o prato debaixo dos queixos. Se há coisa que me deixa logo com os azeites é topar que estão a tentar escorraçar-me para dar lugar a quem está à espera. Podem tentar escorraçar-me de um sítio mas, ao menos, deixem-me terminar a comida que tenho no prato e a bebida que tenho no copo.
Só torno a voltar lá porque da primeira vez fiquei MESMO impressionada porque se a minha primeira vez tivesse sido esta segunda eu voltava lá era o c******.

Maneiras que deixo-vos uma foto do Hotdog Tuga. Do segundo não tirei foto, não mereceu. Bitch!



Da minha inteligência

Andava eu à procura do álbum picasa para rever as fotos que tinha lá guardado para descobrir que o picasa já não existe e todo o conteúdo tinha sido transferido para uma pasta de arquivo dentro do google fotos.

Ora, achando eu que aquilo já não servia para nada além de ocupar espaço, vai daí e clico no botão eliminar. Hoje, abro o blog e vejo que a minha foto de perfil não existe, vou às publicações antigas e nada de fotos. Maneiras que é isto, a minha inteligência decidiu tirar férias e eu apaguei tudo o que era imagens do blog, sem querer!

Como tal, para festejar a minha burrice temos bar aberto para quem quiser encher-me de chibatadas.

Dramas femininos

Das várias coisas chatas pertencentes ao universo feminino a depilação é uma delas.
É uma chatice porque é preciso que o pêlo atinja um certo comprimento para ser arrancado. E com isto, não estou a falar da penugem das pernas e do pito porque esses estão escondidos do olhar alheio. Cada um sabe das suas vergonhas íntimas e só magoa o orgulho de quem os ostenta mas agora as pilosidades faciais são outros quinhentos.

Pêlinhos depenicados nas sobrancelhas. Pêlinhos espetados no bigode buço. Não há como esconder!
Eles pedem, aliás, exigem a atenção daquelas gajas que adoram esfregar-nos na cara que estamos com um ar bardajão.
Como se já não bastasse a depilação ser dolorosa para o corpo (e para a carteira) eis que saímos da esteticista com a zona do buço e sobrancelhas vermelhas que nem tomates, que, praticamente gritam ao mundo «OH PESSOAL! VINDE CÁ VER ISTO QUE ESTA PORCA SAIU AGORA DA DEPILAÇÃO!!!!!».

Mas agora que tenho a depilação feita vou aproveitar e vou ali gozar com umas quantas gajas que já tem um bigode de fazer inveja a qualquer taxista.

Em horário nobre

Num destes dias em que andava no zapping cruzei-me com a novela Amor Maior na SIC. 
Eu, que não ligo pevas a novelas, dou por mim estática em frente à televisão a olhar para a personagem Helena interpretada pela Sofia Sá da Bandeira.
Ora, esta personagem sofreu um avc que a deixou um bocadinho pró gaga o que, se por um lado, dá-me pena por outro dá-me uma vontade terrível de lhe dar um calduço na nuca para ver se a palavra que lhe está entalada na goela salta para fora.

Mas aquilo que realmente me deixou colada ao ecrã foram as beiças. Esta novela deveria chamar-se a Beiça Maior e não Amor Maior!!! E em vez do drama-da-vida-da-Clara-em-que-tudo-lhe-corre-mal a novela deveria ser sobre a Helena a lutar pela vida porque não consegue enfiar uma entremeada com batatas dentro de uma palhinha para se conseguir alimentar.

É para mim um mistério como é que a Sofia Sá da Bandeira consegue meter um garfo, ou na loucura, uma colher dentro da boca porque quase que se ouve o som do vácuo por entre os lábios quando ela inspira pela boca... digam-me que não sou a única a achar aqueles lábios assustadores!