TWD - Confidencial

Jovem!
Tu que ainda não viste o episódio de Walking Dead e ainda não queres saber porque és um chorão(a) que não aguenta a violência afasta-te neste preciso momento deste blog porque eu, em termos técnicos e concisos, vou chibar-me toda! 
Maneiras que cá vai disto: morreram dois gajos e nenhum deles era preto! Pimbas!

Para começar, notou-se claramente que o Abraham andava de relações cortadas com o realizador, desde que lhe pediu um aumento no orçamento para ir à Lúcia Piloto pintar o cabelo e o realizador fez-lhe um manguito e mandou-o ir ao Continente comprar a tinta da L'óreal que estava com 10% em cartão! O Abraham recusou-se, disse que estava a ficar com peladas e que, às vezes, ficava com a testa manchada de vermelho e o realizador: cai vai disto e fez-lhe uma pintura permanente nos cornos!

Antes de por já a boca no trombone sobre a segunda morte queria antes deixar um pequeno apontamento ao realizador e neste pequeno apontamento digo:
Até que enfim que matou uma das pessoas que compunha o casalinho romântico-mete-nojo da série!
Parto do princípio que se estou numa série de zombie eu quero é mortes e o expoente máximo de romantismo pode ser 5 minutos de necrofilia e, mesmo assim, já me deixa com o vómito a assomar à goela!

Claro que eu preferia que quinasse a Maggie mas consta por aí que o Glenn não deu desconto no restaurante chinês dele e o realizador pesou isso na balança, juntamente com as tetas da actriz que faz de Maggie e tomou a decisão dele. Porque é que acham que lhe saltou um olho no episódio?! Foi a maneira do gajo dizer que quem quer ser de olho grosso fode-se à grande!

Agora digam lá que eu não sou amiga em partilhar estes informações altamente confidenciais convosco?! Eu valho milhões.

Cenas do Fitness #4

Isto do fitness é um espetáculo! Atenção que isto é o que circula por aí mas que eu ainda não consegui apurar a veracidade destas declarações mas acreditando que seja verdade vou partilhar com a minha gente os exercícios que me causam arrepios na espinha mas que eu faço à mesma porque sou casmurra!
O truque é nunca desistir e o estado mental, acreditem ou não, é o que puxa os cordelinhos à coisa e eu puxo os cordelinhos de tal maneira que a minha consciência adora falar comigo mesma para me distrair da "dor" dos circuitos de HIIT (High Intensity Interval Training) que dito assim parece giro mas traduzido para português é qualquer coisa como Isto-É-o-Mais-Próximo-de-Morte-que-Vais-Sentir-Hoje.
Antes de mais todos os meus exercícios começam com um revirar de olhos e um suspiro sempre que reparo que na lista dos exercícios que vou fazer naquele dia consta um dos que estão abaixo.

Flexões: Sempre que faço uma acho que me vai saltar um olho, rebentar uma veia e cuspir o fígado com o esforço!

V-Ups: Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Não peidei. Vou peidar. Peidei!!!

Squats (agachamentos): Não gosto! Parece que estou sempre a preparar-me para fazer um cócó mas que afinal perdi a vontade! É um exercício monótono mas sinto logo a peida rija, por isso, gosto. É uma relação amor-ódio com molho agridoce à mistura.

Mountain Climbers: para aqueles que pensavam que correr é difícil experimentem uma simulação de corrida mas em prancha, no chão e sempre a mexer as patas! Façam isto no pico do Verão durante um minuto e, a seguir, marquem logo o 112 pela vossa saúde.

Lunge Jump: dói a perna, dói o rabo, o equilíbrio foge, o mundo parece um lugar negro, obscuro e às vezes dá vontade desatar aos pontapés a tudo e desistir.

Warrior Deadlift: Nome super caro que me faz sentir uma samurai com nalgas de aço! Elas dizem um olá efusivo e os gémeos choram efusivamente. No dia seguinte é andar novo garantido e se fizer isto com pesos à mistura nem sentar na sanita é viável.

Tricep Dips: Chato! Aborrecido! Dá vontade de ir à missa mas HEY! Não há músculo do adeus que resista!

Saltar à corda: E levei com a corda nos cornos! E levei com a corda nas costas! E levei com a corda da cara! E pisei a merda da corda... não há maneira de dominar a técnica sem me auto-infligir vergastadas.

Russian Kicks: OMFG!!!

Burpees: Lembra a palavra 'arroto' em inglês mas dá-me é azia! Quando pensamos que não há pior vem algo para acabar com a nossa esperança! Uma conjugação de movimentos que dá vontade deitar no chão e começar a chorar.

Todo o tipo de Pranchas: A sensação mais próxima do que é ter Parkinson mas sem ter Parkinson!

E agora não sejam pussys e levantem o nalguedo do sofá e façam algo por vocês que é exactamente o que eu vou fazer! Vou buscar umas bolachinhas ali ao armário que estou cheia de fome!

* Usei uns termos em inglês não se vá dar o caso de alguém, na loucura, querer ir pesquisar e assim é mais fácil de encontrar os exercícios. 

Diário da minha tortura #3

Eis que aqui estou eu, um mês depois de ter arrancado dois sisos de rajada e um dia depois de ter arrancado o terceiro (e último)!

Posso dizer que a vantagem disto tudo é que estou ligeiramente mais leve na balança porque vocês não estão bem a ver o tamanho daqueles dentes. Aquilo não eram simples dentinhos, aquilo eram dentes de cavalo enterrados da forma mais vil e intrincada na mandíbula que até as raízes estavam tortas. Arrancar dentes até tem a sua piada, desde a língua dormente que parece um naco de carne que não me pertence, como a dar por mim a babar-me que nem uma atrasada mental como ficar com a cara inchada que dá vontade rir mas não nos podemos rir porque dói.

Descobri que finalmente o Estado fez alguma coisa de jeito! Então, enquanto eu admirava os resquícios do meu parto indolor perguntei à dentista se podia ficar com os dentes para recordação! Disse-me que não podia, uma vez que, o Estado passou a considerar os dentes como órgãos e, como tal, teriam de ir para destruição! REJUBILO E ALEGRIA! Então está descoberto o porquê da epidemia de dentes de ouro nos fios e brincos ter terminado! É que já vai tarde porque a minha pessoa teve a triste sorte de andar com um dente pendurado numa argola, tal e qual, uma chunga! Sabem lá vocês aquilo que me custou andar com aquilo pendurado na orelha, o dente era leve mas a vergonha que eu ostentava pesava 5kg. Mas isto para dizer que os sisos comeram-me 210€ e não os pude trazer comigo!

Andei eu a criá-los, a despender de tanto cálcio e a esfregá-los para ficaram bonitos e brilhantes para ao fim de 31 anos arrancá-los! Ah... a ironia do destino!

Trabalho num manicómio #3

Todos nós temos uma Gina na nossa vida!
Ora a Gina é aquela colega que vem de outro departamento para nos "ajudar" mas que assim que lhe pomos os olhos em cima dá-nos uma vontade incontrolável de a cumprimentar à chapada.
Dá também vontade de agarrar numa rebarbadora e enfiar-lhe aquilo pela goela abaixo e arrancar-lhe a camada de tártaro pré-histórica que tem nos dentes e também os próprios dentes. Se ficasse sem língua era um bónus, já que não diz nada de jeito.
Mas chega de falar mal da Gina e vamos aos factos! Esta moça é a típica brega que em vez de canalizar o pouco dinheiro que tem para cuidar da sua saúde prefere fazer tatuagens com o nome do futuro-esposo e uns símbolos manhosos pela coluna abaixo e que faz questão de mostrar a quem acaba de conhecer levantando a camisola e mostrando os papos gordos e cheios de borbulhas misturados com tinta. Houve já casos relatados de conjuntivite aguda e acessos de suícidio após verem o espectáculo de sebo que ia por aquelas costas! 
Porém, nem tudo é mau! O facto de ela ser uma mentirosa patológica tem as suas vantagens porque está sempre a faltar: ou de infecção urinária, ou de amigdalite, ou de um pé torcido, ou de que estava a deitar leite pelas tetas (juro-vos que é verdade!!!) e que estava a ter um aborto. O que vale é que existem muitas doenças o que lhe permite renovar o stock de petas!
Maneiras que eu continuo a dizer que gostava de conhecer a pessoa que faz o recrutamento e dar-lhe um aperto de mão no pescoço porque está mais do que visto que não dá uma para a caixa.
Ahhhh como eu adoro lidar com pessoas...

Diário da minha tortura #2

Há quem use aparelho porque é moda e há quem não queira usar nem pela lei da bala mas as forças inevitáveis e brutais do destino obrigam a usar e claro, eu não seria eu senão estivesse inserida na segunda categoria.

Mas esta história não é de agora. No ano anterior a conhecer o sapateiro dentista que me traumatizou eu tinha usado aparelho móvel mas não completei o tratamento e não foi pelo bullying de ficar a falar à sopinha de massas mas sim por uma cena muito "engraçada" chamada tosse convulsa em que, num momento estava bem e no seguinte desatava a tossir tanto, e fazia tanto esforço de tal forma que acabava por vomitar. Foram seis meses divertidos em que os medicamentos e exames passados pelos médicos não faziam nada e eu sempre ali a modos que a quinar e a modos que a vomitar.
Nesses seis meses não usei o aparelho e o trabalho ficou a meio caminho. Pelo menos, puxou-me os incisivos laterais para fora e alinhou com os restantes dentes de cima mas os de baixo continuaram desalinhados, encavalitados e a mordida nunca ficou alinhada.

Maneiras que após o choque inicial de todo o processo que teria de fazer aos dentes e de fazer luto sobre a morte das minhas poupanças lá fui eu fazer radiografia e no meio desta desgraça toda há, pelo menos, uma boa notícia! Só tenho três sisos porque o quarto nunca quis comparecer à festa o que é uma notícia digna de se festejar porque a cirurgia de um siso incluso só é a módica quantia de 120€ e eu já estava a considerar tornar-me acompanhante de luxo só para sustentar estes luxos todos.

Diário da minha tortura #1

Nunca partilhei isto convosco porque eu não gosto de dar a conhecer as minhas fraquezas.
No geral, vendo a imagem de uma tipa forte mas que, no fundo, no fundo é uma granda cagona!
Pois que a minha pessoa tem fobia a dentistas. É verdade! E tudo graças a um sacana de um ferrador de cavalos disfarçado de dentista que me arrancou um molar quando eu tinha 13 anos.

Sacana esse, que me fez guinchar que nem uma égua enquanto é montada. O problema é que foram guinchos de dor e que me marcaram de tal forma, que, enquanto escrevo esta frase até sinto arrepios na coluna por causa daquele grande cabrão. Espero que o karma lhe mande uma belinha com força na nuca e ele bata com os cornos na mesa e parta a cabeça!

Adiante, que eu não gosto de desejar mal a ninguém!
Isto para dizer desde essa altura e até agora que nunca mais pus os pés num dentista mas no meio deste drama todo, decidi que eu sou mais forte do que o meu medo (ou pelo menos assim quero pensar e quem diz o contrário é maricas!) e marquei consulta numa clínica para um checkup dentário.
Se eu soubesse para o que estaria guardada tinha ido abastecida com um pacote de lenços para chorar à vontade.

Diagnóstico: aparelho FIXO, porque nunca é tarde para ter andaimes nos dentes e sofrer de bullying. Arrancar os dentes do Siso que na data não se sabia se eram 3 + 1 incluso. Destartarização e umas limpezas às cáries.

Depois logo vos conto o resto que isto é muita emoção para ser contada assim de rajada num único post.

Olimpíadas da Preguiça 2016

Em 2011 achava eu que os Jogos Olímpicos eram uma treta e em 2016 mantenho essa ideia.
Na altura acreditava que as Olimpíadas da Foda é que eram a aposta correta mas admito o meu erro e vejo agora que as Olimpíadas da Preguiça é que seriam a aposta vencedora.
As modalidades seriam quase ou nada desafiantes e os participantes não lutariam por bater recordes pessoais. Ao fim e ao cabo a rainha é a preguiça e ganharia aquele que menos fizer.

Apresento as modalidades:

» Prova do Coça-Coça
Também apelidada carinhosamente de prova de coçar o colhão. Consiste em ver quem consegue coçar a virilha durante tanto, mas tanto tempo ao ponto de fazer sangue. Ganha aquele que conseguir fazer a maior hemorragia e apanhar um infecção bacteriana de tal ordem que tenha de levar uma injecção de penicilina na peida.

» Prova do Mergulho em Chapão Sincronizado com Dor
Como o próprio nome indica para além de preguiça, o atleta também terá de ter a capacidade inata de ser bronco a mergulhar pelo que deverá atirar-se o mais em tábua possível em direcção à agua.
O vencedor será aquele(a) que ficar mais dorido, vermelho e impossibilitado de ser mexer com as dores (eu insiro-me nesta categoria).

» Prova do Escaldão em Triatlo
Para além de preguiçosos estes atletas terão, também, de ser estúpidos a dar com um pau.
Esta modalidade consiste em estarem esticados na praia, depois no alcatrão e por fim em cima de um telhado de zinco nas horas de maior perigo.
Ganha quem apanhar um escaldão de tal ordem que ao coçar a pele, esta se descole e fiquem os músculos e tendões à mostra.

» Prova do Lançamento do Prato
Ao contrário dos actuais Jogos Olímpicos em que esta modalidade não tem utilidade nenhuma, nas Olimpíadas da Preguiça vale tudo para não lavar a loiça.
O vencedor será aquele que conseguir partir mais loiça no menor espaço de tempo e se conseguir gritar umas asneiras ganha pontos extra.

É claro que existiriam mais modalidades mas já me está a dar a preguiça de tal maneira que vou competir um bocadinho nas Olimpíadas do Coça-Coça no sofá.

Bons jogos a todos!

Bingo! Bingo! Bingo!

Eu tenho uma grande paixão pelo Bingo.
Desde a nuvem de fumo que paira sobre a zona dos fumadores, ao estalido irritante das unhas dos funcionários a bater nos cartões de bingo, às canetas de tinta já ressequida com tanta frustração por quem lhes pega (eu), e por fim, mas não menos importante, as personagens míticas que estão lá no fundo da sala a cantar as bolas.

Que eu nunca oiça alguém dizer que o Bingo é um jogo de velhos que eu só não lhes dou com uma bengalada nos cornos porque doem-me as cruzes e o comprimido para dormir já está a fazer efeito.

Maneiras que já que vocês não vão ao Bingo, eu trago o Bingo até vós com a compilação:

TIPOS DE CANTADORES DE BOLAS

O David Attenborough
É aquele tipo que ao dizer o número de cada bola, diz com tal entoação e vibração que parece estar a narrar um episódio da vida selvagem. É fascinante. Dou muitas vezes comigo de queixo apoiado na mão e a imaginar uma bola pôr-se em cima de outra e bolas! bolas! bolas!

O Ejaculação Precoce
É assim na cama como a contar bolas, Ele começa a dizer bola 15894513265797874 de tal maneira e tão depressa que se espuma todo dos cantos da boca. Faz uma pausa. Suga de volta a baba, torna a contar sofregamente 5468798746523121564 até chegar ao fim. É impossível sentir qualquer prazer no jogo com este sacana, pois mal começa vai directo ao assunto e cospe-se todo!

A Ama
É a menina que está no trabalho errado. Pensa que está ali para adormecer bebés e começa a embalar as bolas. Enumera pausadamente, delicadamente e com um tom melodioso, ela diz «Bola... número... doze... ummmm... doissssssssss». Perco-me sempre com esta gaja. Fecho os olhos por cinco segundos e quando dou por ela, já saiu uma linha, um bingo errado, o bingo correcto e jogada terminada!

O Psicopata
Medo. Com este tipo ninguém quer fazer bingo. Ele adora colocar um suspense no jogo de tal maneira que nos leva a sentir umas palpitações esquisitas no coração. Diz as bolas com uma entoação fantástica e ritmada mas, de repente, pára! Fica no silêncio e pergunta agressivamente «Há algum bingo na sala?!?!» ninguém responde. Toda a gente fica com medo de levar uma facada. O que é certo é que na bola seguinte alguém faz o Bingo!

O Drogado
Normalmente é filho do patrão e tem autorização para trabalhar com uma grande pedrada. Ele arrasta-se a dizer as bolas. Ele enrola a língua. Ele não consegue dizer o número de uma bola sem pensar arduamente. Ele ouve alguém dizer «BINGO» mas continua a dizer as bolas porque tem dificuldade em processar a informação e parar. É raro apanharem este tipo porque costuma haver uns quantos motins na sala por saírem bingos que não deveriam ter saído.

Se depois de vos dar a conhecer estes cromos vocês não sentirem uma vontade incontrolável de irem torrar umas massas ao Bingo tenho a dizer-vos que já não há salvação para vós.

Trabalho num manicómio #2

Gostava de um dia apertar o pescoço a mão às pessoas que fazem o recrutamento na empresa onde trabalho porque a eficiência delas surpreende-me. Há uns tempos atrás passaram na formação o gôdo do Fenando, e agora calhou-nos na rifa o Jaquim Bicha-Charoca.

Ora o Jaquim é o típico miúdo com 35 anos que saiu agora do armário mas que se pudesse ainda estava a chuchar na teta da mãe até aos 50 anos. Era um gajo que se notava a léguas que sempre teve tudo na vida e que, de um momento para o outro, ficou sem nada obrigando-o a trabalhar. Até aqui tudo muito bem, tirando o facto do Jaquim cheirar constantemente a peido e ter uma pedra em vez de um cérebro. Eu nunca conheci uma pessoa com tantas dificuldades de aprendizagem, com tanto queixume da vida, com tanta falta de pensamento lógico... basicamente eu nunca achei que fosse possível um pedragulho andar e falar, e é isto!
Tenho muita pena da mãe daquele gajo. Dói-me a alma só de imaginar a dificuldade que aquela mãe teve para o ensinar a fazer xixi no bacio, deve ter sido mais difícil do que ensinar um cão a mijar no jornal. Fosse eu a mãe daquele cêpo e teria sempre à mão um jornalinho enrolado e dava-lhe constantemente com ele na tromba sempre que apanhasse aquele sacana a respirar.

O Jaquim tirou-me anos de vida porque para além de ser burro, gostava de ser burro e ofendia-se quando o tentava ensinar. Achava que todos tinham de ser súbditos dos seus caprichos. Foi logo para a um emprego onde as pessoas são apertadas para serem rápidas de pensamento. Aquilo agitou-lhe as moléculas de tal maneira que o tótó não aguentou e despediu-se (aleluia). 

Para todos vós que estão a pensar «foste mesmo má com o rapaz» e «vou fazer uma queixa à ACT por tratares mal um deficiente» a vós eu vos descanso a consciência. O Jaquim não era deficiente e nem tinha nenhum cromossoma avariado, o Joaquim só era estúpido.

Peanuts

Como agora é moda ser alérgico a alguma coisa e porque eu sou uma imitadora que não posso ver nada também eu descobri há uns tempos que os amendoins tem uns efeitos nefastos em mim se os comer à noite. Não vos apoquentais porque uma alergia em mim em nada tem a ver com as alergias no comum do mortal. Normalmente fazem umas borbulhinhas, dão uma caganeira, às vezes matam... coisa pouca! Mas comigo tinha de ser diferente, eu tinha de ter comichão no pito foda-se! E logo com amendoins que são o petisco barato do povo!
Pois que descobri que esta minha peculiar maleita tem tão de engraçada como de chata, porque se calha comentar com alguém que estou com comichão na snaita a primeira reacção é rirem-se que nem uns atrasados e a segunda é serem ordinários e perguntarem-me se eu quero que me coçem o pito. Descobri esta bela treta numa das minhas incursões nocturnas ao armário da comida e nessa noite acordei toda assada dos entrefolhos, fui ao bidé refrescar a patareca e acalmar a dor que me assolava. Mas como eu gosto de elucidar a minha gente e fazer umas experiências (pouco) científicas decidi, no dia seguinte, dar o meu pipi ao manifesto e ir comer mais uns amendoins antes de ir dormir. Soubesse o que sei hoje e tinha mandado a ciência dar uma curva e preferia continuar a acreditar que a Terra era plana.
Uma vez que era um teste científico fiz questão de comer amendoins acima da quota permitida por lei e comi um pacote inteiro e digo-vos que nessa noite passou-me tudo pela cabeça. Desde sair de casa para ir à mata raspar o pipi num pinheiro, desde esfregar-me com esfregão palha d'aço banhado em álcool etílico.
Ficou a lembrança que desse dia e nunca mais comi amendoins depois das 20h porque ainda hoje sinto stress pós-traumático.

Cenas do Fitness #3

Nestas andanças da vida fit acabamos, inevitavelmente, por seguir umas quantas centenas de pessoas no instagram. Umas porque partilham sugestões úteis. Outras porque nos dão motivação para não desistirmos e depois há as ovelhas negras que sigo para me rir um bocadinho. A pessoa a que me vou referir não é de todo inútil serve, pelo menos, de mau exemplo e relembra-me para nunca mostrar na mesma fotografia as minhas carnes juntamente com a minha tromba para não ser gozada algures num canto do mundo como eu irei fazer já de seguida.

Claro que não vou dizer quem a pessoa é até porque tenho muito nível e só falo mal por trás. Para além disso tenho um bocado de cagufa que ela descubra e venha dar-me um enxerto de porrada com as tetas gigantes que metem respeito à Pamela Anderson. Aliás, pergunto-me porque faz ela exercícios para tonificar as costas pois com aquele peso todo um dia destes tem é de ir ao osteopata tirar a marreca que lhe nasceu. Adiante.
Esta moça de quem falo e que até é bem boa, tem dois sérios problemas. O primeiro é querer patentear as fotografias em holograma via instagram para que todos os utilizadores consigam ver a sua regueifa e os seus marmelos a saltarem do ecrã do telemóvel. Não me levem a mal, ela tem tudo no sítio mas estar constantemente com ar de estrela porno enjoada que acabou de levar com uma esguichadela de meita na testa e que lhe estragou o penteado às páginas tantas já chateia.

O segundo é ser burrinha. Porque como adepta de ginásio que é sabe, religiosamente, o nome dos exercícios que faz mas depois esbardalha-se à grande na anatomia humana quando publica uma foto com as mamas quase a rasgarem o macacão e escreve na legenda "hoje foi treino de glúteos" ou o inverso: tira uma foto às nalgas e escreve "dia de treino de braços". Sempre que vejo fotos que nada têm a ver com a descrição sinto uma necessidade maternal de lhe pagar novamente o ensino básico para fazer a segunda ronda de Ciências Naturais.

Por último e para quem possa achar que é impossível ser assim tão mau. É! É tão mau que numa das fotos a auréola do mamilo assomou-se fora do tecido, de tão apertado que estava, só para dizer olá ao mundo.

O chaçomobile

Só quem tem um chaço é que sabe o terror psicológico que é quando o único lugar disponível para estacionar é junto a um caixote do lixo (ou ecoponto) e não saberem se no dia seguinte o carro está no mesmo sítio ou se foi levado, por engano, para o aterro (ou centro de reciclagem).
Só quem tem um chaço é que sabe o quão irritante é ter de tirar, todos os dias, papelinhos do limpa pára-brisas de gajos a quererem comprá-lo para peças.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é estar constantemente pronto para uma fatalidade e andar sempre com a bagageira cheia com garrafões de água destilada para o radiador, de cabos de bateria e de bombas de ar de pedal.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no coração nas mãos quando se ouve um barulho fora do normal dos barulhos que o carro já faz.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é andar no Inverno de janelas abertas, a apanhar o frio e a chuva na tromba, porque a sofagem não funciona e o vidro não desembacia.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é perder noites a fazer contas ao dinheiro que vai custar a revisão ao bólide para ir à inspecção.
Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer olhinhos ao senhor do centro de inspecções para que o gajo passe o veículo com distinção.

Só quem tem um chaço é que sabe o que é fazer um percurso de GPS à volta de Lisboa porque o ano do carro não o permite entrar no centro.
Só quem tem um chaço é que sabe que apesar de todas as dores de cabeça, de coração e de carteira que causam não conseguimos viver sem eles.

É o meu Twingo. É um "granda" chaço mas eu adoro-o!

Eu vivo para isto

Se há coisa que, às vezes, gosto de ver são os nossos telejornais deprimentes e chegar à conclusão que vão buscar os temas para as reportagens ao OLX e ao Custo Justo.
Ora vejamos, reza a história no telejornal da TVI de ontem que uma badalhoca vendeu um telemóvel através das redes sociais mas que a sua inteligência era pouca, esgotando-se quando clicou em "submeter anúncio" e não se lembrou de formatar o equipamento. Vai daí, que o gajo que lho comprou, que devia ser de Olhão porque teve um grande olho para o negócio, aproveitou-se do facto de haver imagens comprometedoramente badalhocas e vai de lhe pedir favores de cariz sexual.

Claro que a moça, choninhas, em vez de fazer o favor de, quiçá, um broche ou uma punhetazinha ao moço foi fazer queixinhas à polícia que o deteve logo de seguida. Desde quando é que uma pessoa é detida por pedir favores? É que se isto pega moda eu nunca mais peço favores a ninguém, senão um dia destes, vou parar à pildra juntamente com toda a população portuguesa que adora pedinchar.
Como se isto não bastasse, a jornalista que estava a narrar a reportagem encaixa ali no meio a melhor frase de sempre "o caso já se vinha a arrastar". Nota-se, à légua, que esta jornalista é uma brincalhona nas horas livres e que gosta de meter o seu dedo (ou a mão inteira) de humor subtilmente nos seus textos.

A juíza deveria deter a rapariga que vendeu o telemóvel pois devia ser proibido andar na rua sem um cérebro minimamente funcional. Já ao moço daria uma medalha por boa educação, por ter a honestidade e humildade de admitir que não consegue autosatisfazer-se e ter tido a coragem de pedir um favor. Tanta campanha sobre a impotência ter cura basta procurar ajuda e quando, finalmente, aparece um gajo pedir ajuda para levantar o marsápio é enxovalhado. Este País vai bonito, vai!

Duas coisas são infinitas: O Universo e o meu azar

Porque já não bastava ter a bica da fonte entre as pernas a jorrar sangue todos os meses quis o Universo que as tetas fossem constituídas maioritariamente por tecido adiposo que é como quem diz: por banhas foda-se!  Oras, qualquer leigo percebe que, assim, que começamos a perder peso as mamas são as primeiras a esfumar-se. Num dia saímos à nossa mãe e no dia seguinte: SURPRESA! Agora sais ao pai.
Maneiras que com isto de ter as tetas mais murchas descobri um quisto na da esquerda. Fiz um like mental ao Universo e disse-lhe em tom brincadeira que tinha um sentido de humor mais escuro do que um buraco negro e que o timing não era o melhor visto que eu estava, finalmente, a ter uma vida saudável e que quinar agora, para além de não me dar jeito, era um bocado mau da parte dele. Adiante.

Andei ali um mês a remoer sem contar ao Abade nem à minha mãe, claro que quando finalmente contei levei uma épica piçada de cada um e só faltou levarem-me pelas orelhas ao médico. Marquei exames e fui fazê-los por duas vezes porque da primeira o gajo era um velho simpático mas tarado que me apalpou os marmelos por um tempo acima do medicamente aceitável e deve ter-se distraído com a qualidade dos mesmos que se baralhou todo no relatório e a médica achou por bem mandar repetir o exame porque aquilo estava uma grande javardice. Recomendou-me três clínicas: o IMI, o Euromedic ou a Crear. Como a sigla IMI é sinal de mau presságio e todos os anos faz-me chorar um bocadinho achei por bem escolher uma das outras.

E lá fui hoje para Lisboa. Comecei bem: a máquina que carrega os cartões Viva do Metro papou-me 2,80€ por duas viagens, não me deu talão e nem carregou o cartão. Não havia ninguém para reclamar, tive de lhes encher novamente o cú com mais 2,80€ e lá segui o meu caminho para a confusão, à pressa e atrasada, para uma clínica onde apesar de super chique e eficiente no exame ninguém me apalpou interminavelmente as Josefinas. Não percebi porquê, uma vez, que até sou uma gaja lavadinha.

À la carte

Fui ao Osaka e a minha vida mudou. Não sabia que existiam restaurantes japoneses em que a comida era feita na hora, a pedido e só pagava o preço do menu. Até hoje, ainda só tinha ido a buffets (daqueles em que a comida parece uma pastilha elástica gorila ao fim de ser mascada durante meia hora) e ao Home Sweet Sushi (caríssimo como as cullotes do Luis XV e poucachíssima quantidade) maneiras que isto foi uma experiência avassaladora.
Desconhecia o termo "à la carte" e fiquei fascinada de ver que cada vez que pegava na ementa aparecia-me uma japonesa vinda não-sei-de-onde de bloco em riste pronta para apontar o meu pedido. Parecia um cartoon: eu levantava ementa e ela aparecia, eu baixava a ementa e ela desaparecia e isto vezes sem conta.

Pontos positivos? Comer o meu peso em sushi e em gambas. Queixar-me de dores de barriga mas continuar a comer até sentir o sashimi a assomar-se-me na goela.
A parte chata é que o Abade é um perigo com os pauzinhos e ia-me vazando uma vista. Não sei como é que um dos pauzinhos fez ricochete no outro, saiu disparado contra mim e eu, de tão cheia que estava, nem me mexi, limitei-me a levar com ele na tromba e ainda me fiquei a rir. 

O ponto negativo é que as bebidas são caras que nem pepitas de ouro que eu até torci os olhos por isso fiquei-me por uma latinha miserável de coca-cola que me deu arrotos para o resto da noite.

Assim que fizer a digestão do que comi na semana passada regresso lá.

Parabéns a todas as mulheres

Porque um homem nunca entenderá a dor que é estar a aparar a pintelheira com uma tesoura e, sem querer, mandar uma naifada nas bordas do pito.

Cenas do Fitness #2

Jovem! Sim tu! Tu que estás na demanda por um corpo saudável.
Há-de chegar uma altura em que as gentes com dor de cotovelo te irão abordar, como um arrumador de carros aborda num parque de estacionamento a abarrotar, e vão-te questionar se estás mais magra por motivos de doença ou se é porque (pasmem-se!!!) simplesmente assim o queres. Tu juras que lhes consegues ver na expressão que elas preferiam que fosse doença para poderem falar por trás, por isso, não sejas desmancha-prazeres, faz-lhes a vontade e diz-lhes que o teu sonho de consumo era ser uma bola de berlim mas que a tua doença mental assim não o permitiu, que já tens cadastro de agressão por esquizofrenia e que estás prestes a ter um ataque a qualquer momento.
Irás ver que te irão abordar cada vez menos porque, inevitavelmente, vão espalhar o rumor que és louca e convém manter uma distância mínima de segurança!

Se isto não funcionar. Mandai-os tomar no cú!

Agente piadolas

Eram 23h30 de um quinta-feira gelada de Fevereiro. Estava a sair do trabalho e sou mandada parar numa operação stop junto a uma rotunda. Para além de ser difícil encostar numa rotunda porque aquela treta é redonda pergunto-me quem é que faz uma operação stop à procura de bêbados às onze e tal da noite de uma quinta feira quando estamos a meio do mês e o pessoal está demasiado teso para se embebedar?! Adiante.
De repente lembrei-me que ando há coisa de um mês com o pisca do lado direito fundido e que ia ser multada por causa disso. Pensei meter prego a fundo e fugir mas depois, possivelmente, iam dar comigo cinco metros mais à frente parada. Porque está frio e o carro é um bocado podre para aguentar cenas à too fast too furious.

Encosto o carro e o xôr Agente pede-me os documentos e desaparece deixando-me ali com um cacho de bananas no banco do pendura ao frio. Regressa uns cinco minutos depois e pergunta-me se bebi alguma coisa, digo-lhe que não até porque tinha acabado de sair do trabalho. Perguntou-me se me importava de o acompanhar para ir soprar ao balão. Abri logo a porta do carro toda contente e disse-lhe que não tinha problema até porque nunca tinha soprado e deveria ser uma coisa engraçada. Acho que foi aí que ele pensou que me tinha apanhado e que eu estava mesmo sob o efeito de alguma substância com mais de 10 graus.
Saí do carro e deixei as bananas no banco do pendura ao frio. Soprei no balão e notei que ele ficou desiludido com os 0.000000 que o aparelhómetro mostrou. No entanto, senti-me na obrigação de o informar que se tivesse bebido um bagaçinho com este frio só me tinha feito bem. Riu-se e disse que era bem verdade, os colegas riram-se e disseram que realmente não tinha sentido nenhum mandar parar uma menina com este frio.

Entrei no carro e segui caminho. Vim a bater o dente até casa porque a sofagem do twingo não funciona e tenho de ter uma janela aberta para o vidro não embaciar mas valeu a pena tendo em conta que há uns dias publiquei um post a dizer que nunca me mandavam parar nas operações stops. Não só o Universo fez-me a vontade como colocou naquela rotunda não um, não dois, mas sim, oito polícias novos, giros e engraçados. Valeu a pena, eu e as minhas bananas, quase termos entrado em hipotermia.

Cattitude

Esta publicação é dedicada a todos aqueles que são uns grandíssimos cagões com o paranormal. Normalmente são aqueles que após a meia noite se ouvirem um barulho estranho gritam que nem umas meninas, correm para debaixo do lençol, sacam do terço e começam a rezar e a chorar que nem umas beatas.
Imbuída no espírito do Dia Internacional do Gato e como eu só penso no bem estar da minha gente digo-vos que a  solução para estes medos é arranjar um gato, ou vários, consoante o grau de cagufice já existente.

Ter um gato é estar a dormir tranquilamente e a meio da noite começar a ouvir passos, seguidos de corrida e de repente um peso enorme em cima de ti, ao início pensas que é um espírito que veio das trevas para se vingar mas depois ligas a luz e apercebes-te que o bichano se lembrou que era engraçado saltar para cima da tua pança e ficar lá aninhado mesmo que isso signifique que fiques sem ar.
Ter um gato é estar em casa e ver o bichano a olhar fixamente para a parede, de repente ficar de pêlo eriçado e a "bufar" para o que quer que lá esteja, começas a transpirar e só te lembras do Constantine dizer que os gatos conseguem ver ambos os mundos.
Ter um gato é estar constantemente com a sensação de estar a ser observado por uns olhos redondos, brilhantes e assustadores. Enquanto cozinhas, enquanto pinas, enquanto lavas a loiça, enquanto arreias o calhau.. sempre... sempre...
Ter um gato é acordar a meio da noite para ir à casa de banho, não ligar as luzes e pisar uma coisa felpuda que guincha com a força de mil almas a serem arrastadas para o submundo.

Claro que ao fim dos primeiros mil cagaços que os gatos nos causam ganhamos imunidade às coisas do paranormal até porque parece-me que o próprio paranormal tem medo dos gatos.

Especial Dia dos Namorados

Porque eu também sei ser panasca e como tal vou tocar, ao de leve, neste assunto em forma de serviço público para melhorar a vossa vida amorosa.
Existem mais 364 dias num ano para demonstrarem a vossa dedicação sendo que não passa só por prendas, jantaradas, declarações de amor via facebook e nem pela berlaitada do Dia de São Valentim para depois andarem o resto do ano à porrada!
O amor está nos pequenos pormenores, nos olhares e na preocupação que demonstram um para com o outro. Está na saudade quando ele(a) nunca mais chega do trabalho e nós estamos esganadas(os) de fome mas queremos esperar para jantarmos juntos. O amor está quando se gosta de uma série mas não vemos o novo episódio sem que ele(a) esteja presente e, quando, às vezes, não aguentamos e vemos o episódio, mentimos e vemos novamente enquanto controlamos cada fibra no nosso ser para não dar indícios que já o vimos.
Se não festejarem o vosso amor só neste dia têm metade dos vossos problemas resolvidos. Para resolver a outra metade basta comprarem um vibrador e uma boneca insuflável para quando um dos dois "não está para aí virado" e a vida fica perfeita.
Depois não digam que eu não sou amiga! Agora podem ir pinocar que têm a minha bênção!

Foi por um pintelho

Nunca me tinha acontecido e vivia bem sem esta experiência mas como eu dou sempre o pito às balas e sou experiente nos azares da vida fui à frente para vos contar na primeira pessoa como se processa um curto-circuito de um secador na óptica do utilizador.

Antes de mais quero agradecer à minha inteligência (uma salva de palmas para ela) que não me deixou ligar o aparelho depois de tomar banho onde, certamente, teria as mãos molhadas e seria garantido que ia ficar agarrada ao secador a dançar breakdance. E depois, queria também agradecer ao meu metabolismo por ser friorenta o que me permitiu ligar o dito cujo para aquecer a toilette antes de ir lavar as côdeas. Sim. Eu tenho aquecedor na WC mas o secador surte mais efeito num curto espaço de tempo e eu sou adepta do rápido e eficaz.

Maneiras que agarrei profissionalmente na ficha, conectei profissionalmente à tomada e aquela merda disparou num estoiro que me rebentou os tímpanos mas antes, ainda consegui ouvir o meu guincho a dizer FODA-SE!!! Larguei o secador num ápice enquanto acontecia um fogo de artíficio digno da passagem de ano na Madeira. Desatei a fugir da casa-de-banho em pelota porque quem tem cú tem medo e não queria que os bombeiros fossem dar com o meu cadáver todo esbardalhado no chão e com a depilação por fazer.

Para os mais preocupados eu estou bem. Fiquei só com a cabecinha dos dedos meio esturricadas e não ganhei para o susto. Enquanto me lembrar desta não ligo o secador e quando o ligar vou fazer questão de vestir uma cuequinha de renda não vá o diabo tecê-las!!!

Cenas do Fitness #1

Não gemerás, grunhirás ou gritarás 'SÓ MAIS UMA! SÓ MAIS UMA' dentro da tua própria casa enquanto estiveres a fazer o teu exercício sob o risco de os teus vizinhos te acharem "A" fodilhona cá do sítio e começarem a mandar-te olhares lascivos que quase te acertam com uma gotazinha de meita nas vistas, e as vizinhas começarem a olhar para ti como se fosses uma grande pega que a qualquer momento lhes irás roubar os seus preciosos maridos.
Em circunstância alguma deverás gritar por misericórdia porque irás aguçar ainda mais a curiosidade das alcoviteiras que acham que para além de seres uma grande putona também és adepta do sado-maso e que gostas de apanhar na tromba.
Meterás música a altos berros ou usarás uma mordaça durante as repetições dos vários exercícios que te deixam a quase a quinar, de rastos e a babar no chão.

Sugestões para o Carnaval

Eu tentei mas não consegui evitar que a fashion blogger que habita nos cantos recônditos (e cheios da cotão) da minha mente viesse ao de cima. E como tal, cá estou eu para vos dar as sugestões de outfits para esta quadra festiva. Estas sugestões não são dadas levianamente, uma vez que, em tudo o que faço dispenso muito tempo em pesquisas e em estudos de mercados sobre os modelitos mais escolhidos e mais apreciados pelo público feminino e masculino.

Para as ladys está na moda (desde há vinte carnavais para cá) a fatiota de enfermeira putona, Minnie prostituta, freira bardajona, gata com o cio e coelhinha da playboy ainda mais pega do que já o era.
Para os machos está em alta, nada mais nada menos, do que a fantasia de mulheres da vida com as suas meias rasgadas, pelos nos sovacos, pernas raquíticas, pés tortos dos saltos, lábios borrados e barba de três dias.

Agora ide e aproveitai as minhas sugestões para serem hoje aquilo que gostariam de ser nos outros 364 dias do ano mas depois não se queixem das fotografias em poses comprometedores que possam aparecer nas redes sociais.

As Cenas do Fitness

Calma! Calma! Não é preciso começarem já um motim que eu não vou transformar o blog num "FIT Blog" e começar a dar dicas de boa alimentação, de exercícios ou tentar converter o eleitorado para o lado saudável.
Eu cá não sou personal trainer, nem nutricionista e muito menos vossa mãe, no entanto, isto de andar há nove meses nesta vida já me tem dado umas boas histórias: umas com piada, outras nem por isso e outras simplesmente estúpidas mas que merecem ser partilhadas em forma de "As Cenas do Fitness" para alegrar o dia a alguém.
Vou partilhar porque é giro e porque preciso de encher chouriços no blog.
Entretanto dúvidas e questões é ali no balcão de informação.

São portugueses caramba!


E a prova disso é que se esbardalharam à grande junto à Gare do Oriente. Segundo as perícias dos tipos do FBI, que por incrível que pareça falavam a língua de Camões, o gajo não deu prioridade ao que vinha da direita, deu uma guinada à esquerda e escangalhou o capô todo tendo ainda levado, segundo algumas testemunhas oculares nada imparciais, umas quantas pedras da calçada à frente e a bengala de um velho.
Ora, conforme o decreto lei da carta espacial por sistema de pontos nos indica, este condutor, que se encontra temporariamente desaparecido, irá ficar sem carta de 4 a 6 milénios por infringir o C.A.E e ter dado à soleta (para os mais leigos no assunto, trata-se do Código da Autoestrada Espacial).

Uma nave novinha em folha e ficou nestes preparados! Digo-vos mais: é que para além de portugueses de certeza que também eram imigrantes.

Sim, eu sei. Sou pior do que as crianças...

Ironia divina

É raro ir ao cinema. Gosto mais de apreciar um filme no conforto de minha casa do que ir para uma sala de cinema na companhia de javalis a comerem pipocas. Mas toda a gente dizia que este era "O" filme do ano que levaria o DiCaprio a ganhar o Óscar maneiras que decidi ir ver.

Para começar o povo português é coninhas. Eu juro que começo a duvidar se realmente fomos os grandes descobridores que dizemos que fomos. Cá para mim atravessámos o Tejo e aumentámos a façanha em milhas marítimas e isto porquê? Porque uma das colunas do lado direito estava a fazer uma grande distorção e com dez minutos quase a ensurdecer levanto-me para ir estrabuchar porque se há coisa que me enerva é pagar e ser mal servida. Toda a gente reclamava baixinho mas ninguém levantou a peida quadrada do assento para resolver o problema. Vinte minutos depois de uma grande dor de cabeça. Pausaram o filme. Desligaram a coluna e continuaram. Sei agora que aquele problema inicial foi uma mensagem divina a avisar-me que estava prestes a desperdiçar duas horas e meia da minha vida e os 6,50€ do bilhete.

Soubesse eu para o que estava guardada e tinha deixado a coluna rebentar-me o tímpano, garanto que teria sido mais feliz no hospital a levar soro na veia. Ora, The Revenant ou em bom português: Eu não fiz mal a ninguém para merecer isto, fala sobre um gajo que sofre muito, que grunhe muito, que leva muito na tromba e que sempre que se tenta levantar há algo que o manda abaixo mas ele nunca desiste. Isto é claramente uma metáfora para as nossas vidas de merda em que grunhimos palavras para não mandar o patrão para o pipi da santa mãe dele e sobre as contas que mensalmente temos para pagar, que quando pensamos que, finalmente, já as pagámos todas vem a cereja no topo do bolo e incha lá com uma multa de estacionamento e agora comes sopa até ao final do mês.

Mas à parte disto, o filme parecia-me levemente familiar. Os reencontros imaginários (e chatos) da personagem principal, os 10 minutos seguidos a filmarem uma respiração, os 10 minutos seguidos a filmarem árvores, os diálogos atrofiados e aquela sensação que o filme não acabava. Nem falo na violência porque eu não sou facilmente impressionável. Mas no geral já tinha tido esta sensação anteriormente.
Assim que o filme acabou saí disparada da sala arrastando o Abade comigo quando dou de caras com o cartaz do filme e leio o nome do realizador Iñarritu, o realizador de Birdman e digo-vos isto: se eu tivesse tomates eles tinham-me caído no chão porque Birdman traumatizou-me mais do que eu alguma vez esperei. Foi o filme mais parvalhão do século e acredito que é por causa deste filme que os ETs nunca nos acharão intelectualmente interessantes para quererem entrar em contacto connosco.

Como se não bastasse abro a aplicação do facebook e aparece-me no topo uma publicação que fiz exactamente há um ano atrás sobre Birdman e o meu tempo perdido. Se isto não é ironia divina... não sei o que chame a isto!

Eu acredito!

Ontem foi um dia em cheio! Eu regresso à blogosfera para deleite dos milhares de fãs que já andavam a pensar num suicídio em massa e depois porque coincidiu com a estreia na nova temporada dos Ficheiros Secretos.
Por muitas séries que inventem esta será sempre a minha número um. Conspiração, misturada com verdade e misturada com ficção fazem com que eu fique agarrada à televisão com um frasco de soro fisiológico junto a mim para ir hidratando as vistas porque nem pisco os olhos.

Tal era a ânsia com que eu estava que nem comecei a ver a série à hora em que começou porque não me apetecia levar com os anúncios pelo meio. Pedi então ao Abade que andasse com a gravação para trás enquanto eu ia fazer um xixizinho porque estava cheia de nervos.
Volto para o sofá, desligo a luz, enrolo-me na manta, carrego no play. Aparece um cenário à noite, rodeado por polícias e uma cova com algo lá dentro. Comento com o Abade o quão nervosa estou e que a série começa logo a abrir. Nisto aparece um pop-up a indicar que estamos a ver Hawai - Força Especial. O Abade tinha puxado a gravação demasiado para trás. Depois de algumas asneiras e ofensas à integridade começámos (mesmo) a ver a série.
A música começou e eu fiquei em pele de galinha. Agora era a sério!!!
As minhas córneas palpitavam, o meu coração palpitava, toda eu palpitava. Não acreditava que ao fim de tantos anos revivessem esta série. Será que toda a gente estava a sentir-se como eu? Parva, nostálgica, histérica e com o pito aos saltos porque o Mulder continua sexy?

Quem hoje conviver comigo vai sofrer porque eu vou ser extremamente chata e não me vou calar com isto!

Quem é vivo sempre aparece

Guardai os archotes e os paus. As enxadas e as fisgas pois que eu regressei.
O que fiz desde Setembro do ano passado até agora? Basicamente nada. Não tenho novidades fabulásticas do tipo "fui mãe", "casei-me", "fui às maldivas", "entrei num filme porno". Nop! A novidade mais bombástica que tive nos entretantos foi a mudança de estação.
Mas no meio disto tudo enveredei por um estilo de vida saudável, maneiras que agora pertenço aquela comunidade meio mete-nojo que se auto-intitula de FIT. A chegada aos 30 bateram-me forte e decidi que não queria chegar ao 40 flácida, de tetas pingonas e cú nos tornozelos. Fiz pela vida que eu não gosto de ser das pessoas que choram que estão gordas, bardajonas, cheia de celulite e depois não mudam 1cm na atitude.
Agora que regressei vou tentar não ser a atrasada do costume e ausentar-me passado um mês. Se isso acontecer eu publico a minha morada aqui no blog para me virem espancar pessoalmente!