Vamos às legislapiças

Adoro alturas de eleições. É a altura perfeita para eu mandar o meu bitaite de ignorante sem ser apedrejada em praça pública. Nasci para ser política de bancada e criticar todos os políticos, principalmente, porque eles têm dinheiro e eu sou tesa pelo que tenho de lidar com a dor de corno da melhor forma que posso.
Estradas limpinhas, guias pintadas de fresco, alcatrão novo, jardins verdejantes, lixo recolhido a tempo e horas e funcionários do estado levemente mais sorridentes (vá, para aí 1%) é tudo o que podemos pedir. O País pode andar na miséria mas quando chegam as eleições, alto e pára o baile, que há dinheiro para tudo e mais um par de botas. Eu e a suspensão do meu Twingo até agradecemos estas medidas de chantagem emocional mas como eu tenho um travinho de psicopata estas coisas não pegam comigo e não voto em nenhum desses malandros.
Apesar de todos os pontos positivos que acima enumerei o verdadeiro motivo pelo qual que eu gosto mesmo muito de votar é porque tenho a oportunidade de ir à mesa de voto e desenhar anonimamente pequenos caralhinhos e seus testículos com muitos pintelhos no boletim de voto, dobrar em quatro, fazer o meu ar angelical, introduzir na ranhura e imaginar a cara da pessoa que irá fazer as contagens. Não há nada mais divertido que uma surpresazinha javarda!

Isto para dizer que por mim havia eleições todas as semanas até porque os políticos quando estão no mesmo poiso mais do que cinco dias úteis têm tendência a fazer porcaria da grossa.

Publicado em Desblogue de Elite.

Eternamente eremita

Admiro a malta que frequenta o ginásio com a assiduidade de uma vida. Em tempos idos também eu caí na esparrela de me inscrever num daqueles de 30 minutos, exclusivo para gajas e só me aguentei seis meses. À falta de machos a galarem-me as nalgas juntou-se a conversa excessiva de quantos dedos tinham entrado na vagina de cada uma aquando estavam a parir e eu nunca mais lá pus os cotos.
Em Maio deste ano decidi tornar-me uma pessoa fit, não por estarmos a caminho do Verão mas sim porque achei que estava na altura de fazer algo por mim em vez de ser só enfardar que nem um javali no cio e sentar o rabo no sofá a jogar, que é coisa que eu adoro mas que já me estava a deixar um bocado badocha. Badocha e com má circulação.
Primeiramente a ideia era inscrever-me num ginásio mas conhecendo o meu histórico de ódio ao desporto achei por bem fazer um plano de treino e se o mantivesse iria, então inscrever-me. Hoje dou graças aos santinhos por ter sido ponderada e não me ter inscrito. Não foi por ter desistido do exercício porque até lhe apanhei o gosto mas sim porque desde essa altura que comecei o treino que ando aqui com uma crise de gases que não lembra ao menino Jesus.
Imagino-me no ginásio rodeada de gente e a meio de uma sequência de abdominais sair-me um petardo estrondosamente afrodisíaco como aconteceu durante esta semana, ou como ontem fui correr durante meia hora e houve ali uma altura que em dez passos larguei dez farpas.
Depois disto tudo é que não me vou inscrever num ginásio, nem agora, nem nunca!!!

Coisas extremamente banais que me afligem #2

Qual é coisa qual é ela que uma vez depois de aberta só te apetece dar cabo dela?
Para aqueles que já se estavam para aí a rir e a pensarem que eu sou a javarda do costume estão enganados, porque eu também sei falar de assuntos sérios. Pois que eu, moça de nobres famílias estava a falar daquela coisa extremamente irritante que por mais que se abra, estique, encolha, vire para a esquerda ou para a direita nunca se consegue encaixar no sítio. E não, não estou a falar em preservativos. Vós sóis sempre a mesma coisa, assim nem dá para ter monólogos educativos que as vossas vozes mentais ecoam por esta blogoesfera e estragam-me o raciocínio!

Estou a falar das bulas! As bulas dos medicamentos são a minha terceira causa de pânico e que me faz perder a paciência. Normalmente começa sempre comigo muito calma a abrir muito devagarinho o papelinho ranhoso para não me perder nas 120 dobras que tem mas que acaba sempre com a minha pessoa a arrancar cabelos, a rasgar o papel e gritar aos sete ventos que vou pôr fim à minha vida! A seguir aos atacadores e às centopeias (ide ver aqui) é das coisas que mais me irrita. Juro que, às vezes, só para não ter de abrir aquela caixinha de pandora sinto-me instantaneamente curada de toda a qualquer maleita que possa ter só para não ter de tocar naquele bocadinho de papel demoníaco. Claro que, de vez em quando, fico pior com os nervos e tenho de tomar um Valdispert mas como nunca me lembro da dosagem tenho de ir à bula e fico na mesma.

Um dia destes ainda me dá uma ceninha má com estas pintelhices todas!