Bye bye trolha

Quem nunca teve obras no exterior da casa não sabe o verdadeiro significado da expressão amor/ódio. Porque só depois de conviver durante três meses com trolhas é que nos apercebemos da falta que eles fazem quando já não estão presentes.
Três meses esses que foram os piores da minha vida, porque queria descansar e não podia que os gajos faziam uma chinfrineira tal que nem as peixeiras da lota o fazem. E digo mais: se os palhaços tivessem o brio profissional que os trolhas têm, a actividade circense palhacense não estava em crise porque os trolhas levam alegria do rés-de-chão ao décimo andar e sempre patrocinados pelo garrafão de vinho carrascão.
Mas agora que já se fizeram à estrada sinto falta dos concertos de STOMP às oito da matina, das danças sincronizadas ao som da Loca da Shakira, da rede verde em frente às janelas que parecia que estávamos em quarentena mas que afinal até tinha a vantagem de não deixar entrar melgas, do cheiro a tinta que ainda me valeu uma boas mocas e acima de tudo, tenho saudades dos piropos, que apesar de usados, reutilizados e já rasgados, continuam a deixar o ego de uma tipa nos píncaros.
Questiono-me como é que o prédio não ficou pintado aos ziguezagues e também como é que nenhum deles caiu dos andaimes porque andavam com cada carraspana que até devia ser proibido saírem de casa.
Tenho cá para comigo a sensação que se estivessem sóbrios o que demorou três meses a fazer tinha sido feito num mês... grandes sacanas!!!

2 comentários:

  1. Já não te ter entrado um trolha janela dentro, bêbado e a cantar Shakira, já foste com alguma vaca...

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    1. Olhas mas não vás mais longe, estava eu de cuecas e soutien em casa a pensar que eles já tinham ido embora e, de repente, passa uma cabecinha na minha janela. IA MORRENDO!!!!!!!!!!

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