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Sei que tenho andado um pouco ausente e a razão é relativamente válida. O meu avô faleceu em Março e como podem imaginar o humor foi coisa que não abundou por estas bandas, mas como sempre, o tempo cura tudo (ou vai tentando) e lentamente as coisas estão a regressar ao que eram.
Oficialmente já não tenho avós vivos o que acaba sempre por me relembrar da nossa efemeridade neste planeta e que a morte anda de mãos dadas com a vida e por muito que achemos que estamos preparados para a partida daqueles que amamos a verdade é que dói sempre e de cada vez que um deles parte um pouco do que somos é arrancado e levado. Algo fica vazio, quebrado, por preencher mas que nunca o será.

Ambos tiveram uma vida feliz e completa e apesar de não ter nenhuma afiliação religiosa quero acreditar na reencarnação porque consola-me saber que um dia poderei reencontrar-me com aqueles que amo. Até lá fica um adeus com saudade e que nunca me esquecerei deles e todos os dias até ao fim dos meus dias me lembrarei deles e o que significaram para mim.
Não gosto de textos tristes mas precisava de escrever este para finalizar o meu luto e encerrar este capítulo. Onde quer que os meus avós estejam espero que tenham tanto orgulho em mim como eu tenho neles.