Vamos às legislapiças

Adoro alturas de eleições. É a altura perfeita para eu mandar o meu bitaite de ignorante sem ser apedrejada em praça pública. Nasci para ser política de bancada e criticar todos os políticos, principalmente, porque eles têm dinheiro e eu sou tesa pelo que tenho de lidar com a dor de corno da melhor forma que posso.
Estradas limpinhas, guias pintadas de fresco, alcatrão novo, jardins verdejantes, lixo recolhido a tempo e horas e funcionários do estado levemente mais sorridentes (vá, para aí 1%) é tudo o que podemos pedir. O País pode andar na miséria mas quando chegam as eleições, alto e pára o baile, que há dinheiro para tudo e mais um par de botas. Eu e a suspensão do meu Twingo até agradecemos estas medidas de chantagem emocional mas como eu tenho um travinho de psicopata estas coisas não pegam comigo e não voto em nenhum desses malandros.
Apesar de todos os pontos positivos que acima enumerei o verdadeiro motivo pelo qual que eu gosto mesmo muito de votar é porque tenho a oportunidade de ir à mesa de voto e desenhar anonimamente pequenos caralhinhos e seus testículos com muitos pintelhos no boletim de voto, dobrar em quatro, fazer o meu ar angelical, introduzir na ranhura e imaginar a cara da pessoa que irá fazer as contagens. Não há nada mais divertido que uma surpresazinha javarda!

Isto para dizer que por mim havia eleições todas as semanas até porque os políticos quando estão no mesmo poiso mais do que cinco dias úteis têm tendência a fazer porcaria da grossa.

Publicado em Desblogue de Elite.

Eternamente eremita

Admiro a malta que frequenta o ginásio com a assiduidade de uma vida. Em tempos idos também eu caí na esparrela de me inscrever num daqueles de 30 minutos, exclusivo para gajas e só me aguentei seis meses. À falta de machos a galarem-me as nalgas juntou-se a conversa excessiva de quantos dedos tinham entrado na vagina de cada uma aquando estavam a parir e eu nunca mais lá pus os cotos.
Em Maio deste ano decidi tornar-me uma pessoa fit, não por estarmos a caminho do Verão mas sim porque achei que estava na altura de fazer algo por mim em vez de ser só enfardar que nem um javali no cio e sentar o rabo no sofá a jogar, que é coisa que eu adoro mas que já me estava a deixar um bocado badocha. Badocha e com má circulação.
Primeiramente a ideia era inscrever-me num ginásio mas conhecendo o meu histórico de ódio ao desporto achei por bem fazer um plano de treino e se o mantivesse iria, então inscrever-me. Hoje dou graças aos santinhos por ter sido ponderada e não me ter inscrito. Não foi por ter desistido do exercício porque até lhe apanhei o gosto mas sim porque desde essa altura que comecei o treino que ando aqui com uma crise de gases que não lembra ao menino Jesus.
Imagino-me no ginásio rodeada de gente e a meio de uma sequência de abdominais sair-me um petardo estrondosamente afrodisíaco como aconteceu durante esta semana, ou como ontem fui correr durante meia hora e houve ali uma altura que em dez passos larguei dez farpas.
Depois disto tudo é que não me vou inscrever num ginásio, nem agora, nem nunca!!!

Coisas extremamente banais que me afligem #2

Qual é coisa qual é ela que uma vez depois de aberta só te apetece dar cabo dela?
Para aqueles que já se estavam para aí a rir e a pensarem que eu sou a javarda do costume estão enganados, porque eu também sei falar de assuntos sérios. Pois que eu, moça de nobres famílias estava a falar daquela coisa extremamente irritante que por mais que se abra, estique, encolha, vire para a esquerda ou para a direita nunca se consegue encaixar no sítio. E não, não estou a falar em preservativos. Vós sóis sempre a mesma coisa, assim nem dá para ter monólogos educativos que as vossas vozes mentais ecoam por esta blogoesfera e estragam-me o raciocínio!

Estou a falar das bulas! As bulas dos medicamentos são a minha terceira causa de pânico e que me faz perder a paciência. Normalmente começa sempre comigo muito calma a abrir muito devagarinho o papelinho ranhoso para não me perder nas 120 dobras que tem mas que acaba sempre com a minha pessoa a arrancar cabelos, a rasgar o papel e gritar aos sete ventos que vou pôr fim à minha vida! A seguir aos atacadores e às centopeias (ide ver aqui) é das coisas que mais me irrita. Juro que, às vezes, só para não ter de abrir aquela caixinha de pandora sinto-me instantaneamente curada de toda a qualquer maleita que possa ter só para não ter de tocar naquele bocadinho de papel demoníaco. Claro que, de vez em quando, fico pior com os nervos e tenho de tomar um Valdispert mas como nunca me lembro da dosagem tenho de ir à bula e fico na mesma.

Um dia destes ainda me dá uma ceninha má com estas pintelhices todas!

É o bicho

Saio de casa. Entro no carro e arranco. Oiço uns barulhos estranhos vindos da roda do lado esquerdo e parece mesmo que tenho uma pedrinha enfiada nos refregos do pneu sempre a fazer aquele barulhinho incomodativo que me dá vontade de ir contra uma parede, de propósito, só para o barulho parar.
Chego ao trabalho e o barulho continua. Constato que o barulho, afinal, é do meu ouvido esquerdo e quase que diria que tenho um bichinho às voltas dentro da cera do meu ouvido a chafurdar à patrão. Primeiramente penso que é impossível mas depois lembro-me de todos os vídeos assustadores que já vi por essa internet fora com bichos estranhos dentro de ouvidos e em outros sítios que que nem quero saber e penso que se calhar não é algo assim tão impossível. Começo a ficar cheia de palpitações e a sofrer por antecipação. Enfio o dedo na orelha até não poder mais mas a minha unha não é grande o suficiente para escarafunchar e chego à conclusão que afinal as unhas de gel compridas até são vantajosas.
Mas talvez um bicho no ouvido não seja tão mau de todo, tendo em conta que em miúda eu tinha muitas otites e as lavagens ao canal auditivo eram bastante dolorosas chegando a doer mais que a otite em si.
Estou assim desde manhã, quase quase, à beira da loucura e de enfiar uma pau de vassoura pela orelha adentro.

Bye bye trolha

Quem nunca teve obras no exterior da casa não sabe o verdadeiro significado da expressão amor/ódio. Porque só depois de conviver durante três meses com trolhas é que nos apercebemos da falta que eles fazem quando já não estão presentes.
Três meses esses que foram os piores da minha vida, porque queria descansar e não podia que os gajos faziam uma chinfrineira tal que nem as peixeiras da lota o fazem. E digo mais: se os palhaços tivessem o brio profissional que os trolhas têm, a actividade circense palhacense não estava em crise porque os trolhas levam alegria do rés-de-chão ao décimo andar e sempre patrocinados pelo garrafão de vinho carrascão.
Mas agora que já se fizeram à estrada sinto falta dos concertos de STOMP às oito da matina, das danças sincronizadas ao som da Loca da Shakira, da rede verde em frente às janelas que parecia que estávamos em quarentena mas que afinal até tinha a vantagem de não deixar entrar melgas, do cheiro a tinta que ainda me valeu uma boas mocas e acima de tudo, tenho saudades dos piropos, que apesar de usados, reutilizados e já rasgados, continuam a deixar o ego de uma tipa nos píncaros.
Questiono-me como é que o prédio não ficou pintado aos ziguezagues e também como é que nenhum deles caiu dos andaimes porque andavam com cada carraspana que até devia ser proibido saírem de casa.
Tenho cá para comigo a sensação que se estivessem sóbrios o que demorou três meses a fazer tinha sido feito num mês... grandes sacanas!!!

Déjá (dass) vu

Estou a viver novamente um determinado momento da minha vida e não é apenas aquela sensação, é ter mesmo a certeza absoluta que isto já me aconteceu e até consigo precisar a data em que foi porque tenho um blog que uso (maioritariamente) para fazer queixinhas.
Maneiras que me roubaram outra vez a merda do tampão da gasolina do chaço. Já em 2013 (ide ver aqui) subtraíram-me o tampão original e obrigaram-me a subtrair a alguém um tampão amarelo (era a cor que estava à mão de semear) sendo que o meu twingo bordeaux com tampão amarelo ficou único em todo o Portugal e já toda a gente me reconhecia. Viam-me aqui e ali a assapar a 50 à hora ou, na loucura, 51. Mas hoje ao sair de casa e dar de caras com o buraco negro onde antes estava uma coisa amarelinha linda originou logo uns olhos marejados de lágrimas, umas quantas asneiras e uns pontapés na calçada. O Abade só me dizia para ter calma e não cometer nenhuma loucura que me arranja um mas para o relembrar de 6 em 6 meses porque é um bocado taralhoco e esquece-se das cenas mas o que ele não compreende é que eu estou preocupada com o meu tampão amarelinho. Será que está bem? Será que está numa boa casa de acolhimento? Será que o mandaram para o lixo e só me quiseram dar jajão? Ou pior do que isto tudo!!!! Será que meteram o meu fantástico tampão amarelo num twingo piroso roxo? São questões que eu já sei de antemão que me vão tirar o sono à noite mas eu sou assim: gosto de me martirizar e o período deixa-me sensível nestes assuntos.
Nos entretantos, no sempre-dramático telejornal da TVI, relataram que no Prior-Velho vandalizaram oito carros e levaram um, bem sei que o Prior-Velho é um bocado longe da minha zona mas cá para mim eles vieram aqui de propósito só para porem a cereja no topo do bolo.
Assim é a minha vida e não vale a pena reclamar.

Trabalho num manicómio

No meu local de trabalho somos todos loucos. Temos de o ser porque é a única maneira de aguentarmos atrasados mentais que nunca deveriam ter nascido, pressões descabidas e toneladas de procedimentos que é quase é preciso tomar Centrum para decorar e pôr em prática tanta pintelhice junta. Mas de vez em quando aparece um gajo mais assustador do que todos os outros e que nos deixa a pensar que se calhar até somos normais. Ora o Fenando, colega novo e em formação é um colega de peso muito parecido ao Gerard Depardieu e acha que é a sexbomb lá do sítio e quando no outro dia eu lhe estava a ensinar umas coisas sobre as quais ele tinha feito uma grande borrada ele decidiu fardar-se à minha frente. Puxou da camisola que tinha vestida e ficou de mãos na cintura. Barriga a tocar nos joelhos, tetas a tocar na barriga, uns pelinhos tímidos a surgir no meio do peitinho e a ali ficou a olhar para mim. E quanto eu mais descia o olhar para fugir à vergonha alheia pior o cenário ficava colmatando com uns sapatinhos bicudos envernizados.

Não sei se ele estava à espera que eu me atirasse para os seus braços ou se cortasse a minha carótida com o x-acto que estava ali perto de mim porque a segunda opção passou-me pela cabeça mais vezes do que devia. Contive-me. Olhei para o PC enquanto pensava na maneira mais delicada de o mandar desopilar dali sem lhe ferir os sentimentos quando finalmente lhe disse com toda a minha delicadeza "Vá Fenando baza daqui que estou farta de estar a olhar para a tuas mamas".
Funcionou tão bem que até parece que já não vem mais trabalhar. Lamentou, porque adorou a equipa com toda a sua falta de parafusos e que se estava a integrar muito bem (????) mas que tinha tido outra proposta de trabalho melhor, mais perto de casa e que ia aproveitar.
Eu é que lamento ter ficado com as tetinhas do Fenando gravadas na minha memória para toda a eternidade e que possivelmente terei de contratar ajuda psiquiátrica porque desde aquela altura sempre que alguém se farda ao pé de mim eu fico cheia de tremores e suores frios.

007: Licença para Procriar

Nestes maravilhosos 15 dias de férias (que por sinal terminam hoje e eu estou com uma lua de todo o tamanho) tive a oportunidade de me aperceber que a maioria das pessoas deveria ser impedida de se reproduzir. Se um casal quisesse ter filhos deveria passar por uma série de testes para averiguar a inteligência (ou falta dela) e se era apto ou não para criar um ser que seja respeitado, que respeite os outros e que respeite o meio ambiente onde se encontra e não um selvagem atrasado mental.
Eu nunca me tinha apercebido o quão mal educadas são as nossas crianças e que os pais (ou avós) são demasiado permissivos com tudo e incapazes de dizer um 'não' e se preciso dar um tapa na nalga.
Por entre maus comportamentos na praia, em exposições, na rua e afins o que me deixou mais perplexa foi no Oceanário com a maioria das crianças a enfiar mãos nos aquários, aos pontapés e murros nos vidros perante a impassividade dos pais que sorriam e achavam graça. Deixa-me envergonhada ver que crianças da mesma faixa etária mas de outras nacionalidades estarem concentradas no que viam e fascinadas enquanto que as nossas pareciam uns animais que só dava vontade de as atirar ao tanque principal ou dar-lhes com dardos tranquilizantes para elefantes nas nalgas.

Com isto tudo só quero dizer que aquilo que vi durante as minhas férias deixou-me preocupada porque se o nosso futuro recai nestas criancinhas estamos todos bem fodidos!

Aquele momento...

Em que quase não tive tempo de baixar as calças com a tremenda caganeira que se abateu sobre a minha pessoa e que originou a maior colectânea à pressão de ditos portugueses sobre a nobre arte de cagar:

Estava a ver que morria. Estive mais para lá do que para cá. Ia morrendo. Caguei daqui até à Lua. Estive vai que não vai. Fiquei vazia. Caguei tudo o que tinha e o que não tinha. Caguei até a alma. Estive na eminência de uma calamidade. Até me arde o olho. Foi um golpe de misericórdia. Estava mesmo a dar as últimas. Eu caguei por mim, por ti, por nós e por vós.

Olhem depois disto só vos posso aconselhar a nunca beberem um copo de água fresca depois de beberem um galão e a comprarem papel higiénico de dupla folha, de preferência fofinho pois não há nada pior do que ter as bordas assadas.

Viagem ao outro mundo

Se estão em casa e a pensar enfiarem-se num shopping porque estão entediados percam a conta a 17,00€ e vão ao Oceanário ver a Exposição Permanente (que é o Oceanário) e a Exposição Temporária "Floresta Submersas" de Takashi Amano.
Poderia dizer muita coisa sobre esta última exposição mas a arte de aquascaping é tão bonita, aliada à banda sonora relaxada que inundava toda a sala que não consigo pôr por palavras aquilo que me toca o coração.

Digo apenas que no final da Exposição Temporária passaram dois documentários: o primeiro sobre a montagem do aquário de 40 metros e o segundo que era um género de reportagem com Takashi Amano onde se nota a léguas a paixão deste mestre pela natureza. Quando por último uma das pessoas que também estava a ver o documentário disse que Takashi tinha falecido no dia 3 de Agosto eu comecei logo a choramingar, de nariz vermelho, olhos inchados e fiquei deprimida o resto do dia.
Hoje deixo-vos com algumas fotos do meu dia e amanhã venho para aqui destilar veneno sobre as criancinhas mal educadas que só me deram vontade de as afogar e atirá-las aos tubarões.

Fenómenos nunca antes vistos

Este é o ano em que estou a fazer praia como manda a lei. Sem dias fracos, sem temperaturas amenas e sem comer areia com o vento. E hoje, excepcionalmente, deixámos a Fonte da Telha de lado e fomos aventurar-nos para a Praia de Galapinhos que é ali para as bandas da Arrábida.

O que dizer? Posso dizer que tira-nos o fôlego quando olhamos para a beleza dela, tira-nos o fôlego quando entramos na água e ficamos em hipotermia e tira-nos o fôlego quando ao final do dia temos de sair da praia e subir pela encosta da Serra no meio de pedras, calhaus e alguns cagalhões (de pessoas!!!!!!!!!) que quase que nos esbardalhamos e partimos os dentes. É a típica praia de olhar e não tocar: bonita até ao momento em que tocamos com o dedo grande do pé na beirinha água para avaliar a temperatura e largamos um Dassssssss bem audível. É também contra indicada para pessoas com artrite, artroses, todo o tipo de problemas ósseos e problemas cardíacos.

Queria dar aqui um agradecimento pessoal à leve brisa marítima que escondeu o calor que havia e que graças a isso apanhei um escaldão no rego das mamas e no peito dos pés e já agora aos porcalhões que cagam na mata e deixam sacos de lixo na arriba, a esses gajos desejo um senhor escaldão na ponta da gaita!

Ascensão de Júpiter...

Ou como foi mundialmente conhecido posteriormente: a Queda do Abade.
Era cerca de meia noite e coiso quando o Abade decidiu que queria ver um filme. Não queria ir para a cama cedo porque estava sem sono e apesar de eu já estar em modo zombie fiz o sacrifício e pus o filme a rolar só para não o ouvir chamar-me de cú de sono, sei agora que ele só quis mesmo foi dar-me cabo da paciência.
E se por um lado a história era cativante com alguma lógica mas que podia ter sido melhor explorada, por outro lado, ao fim de dez minutos de disparos de laser, explosões e perseguições em modo de pirilampo psicadélico começou a dar-me umas más disposições que por momentos pensei ter epilepsia e tive de fazer uma pausa. A actuação da Mila Kunis também não ajudou à festa que a correr no meio de Júpiter que ardia por todos os lados juntamente com a atmosfera a tornar-se tóxica nem uma gota de suor transpirou enquanto corria e nem um fio de cabelo desalinhou, já eu, quando eu faço trinta minutos de exercício parece que passei no meio do Olho do Katrina.
Para rematar, quando tudo não poderia piorar olho para o lado e a personagem que me impediu de ir dormir porque era muito macho-man para sucumbir ao sono estava ferrado a dormir de boca aberta e nem quando lhe mandei uma punhada no cotovelo para o acordar e bateu com a tromba no sofá foi capaz de admitir que tinha adormecido e continuou a teimar que só estava com a vista cansada naquele preciso momento.
E por último só quero aqui dizer que um filme em que um dos actores tem o último nome de um elixir bucal nunca poderá ser um sucesso de bilheteira.

O drama do Verão

Eventualmente sou capaz de já ter comentado por aqui umas quantas vezes que não gosto de fazer compras. Chateia-me a confusão, o barulho, as pessoas que param no meio do corredor só porque sim, as crianças a berrarem, os adultos a gritarem, a música em altos berros, o dinheiro a voar, demasiada confusão. O vestir, o despir, o buscar, o 'precisa de ajuda?' cinquenta vezes seguidas.
Não sou moça de compras mas há mais de 4 anos que tenho o mesmo bikini que já está todo lasso na peida e, às vezes, ao entrar na água e apanhar com uma onda mais brincalhona as cuecas fugiam e ficava de pito à mostra. Tem piada as primeiras cinco vezes mas depois começa a dar cãibras nas pontas dos dedos.
Maneiras que a muito custo, fui a uma SportZone que entrei e sai logo a seguir porque não gosto que me enfiem o dedo no cú comigo a ver. Depois fui a uma Decathlon onde experimentei quatro cuecas e 3 soutiens e não comprei nenhum. Fui a uma segunda Decathlon e experimentei exactamente os mesmos modelos e lá ganhei coragem de trazer um conjunto.
Poderia estar feliz e contente porque fiz a festa com um bikini bem giro por 4,95€, poderia estar feliz, senão tivesse chegado a casa e decidido fazer umas arrumações e abrir uns gavetões que desde 1530 que não eram abertos e descobrir dois conjuntos de bikinis por estrear ainda com etiqueta e com o brinde de terem o cheirinho característico a mofo.
Preciso de coragem para dizer ao Abade que o arrastei por três lojas onde perdemos cerca de duas horas de vida porque eu não tinha mesmo o que vestir e agora vou-me apresentar com um bikini novo a cada dia... o gajo vai-me empalar.

Flagelos da humanidade

De vez em quando gosto de me debruçar e analisar as causas da decadência humana. Sinto-me na obrigação já que os grandes filósofos morreram e porque o Abade está a lavar a loiça o que me deixa bastante tempo livre para ocupar o cérebro com pintelhices destas.
É que já não bastava terem inventado as unhas de gel pindéricas que não tem utilidade nenhuma para além de tirar merda do meio dos dentes e a cera das orelhas, alguém foi por trás e inventou as pestanas postiças e extensões de pestanas e tornou-as acessíveis às pessoas com mau gosto. Pessoas essas, que assim que pusessem aquelas extensões de pestanas deveriam imediatamente cessar de respirar e por conseguinte falecer.

Mas o que realmente me fascina no meio disto tudo é que se acham sensuais com uns toldos felpudos pendurados nos olhos que às tantas parece mesmo que estão com uma grande conjuntivite que mal os conseguem abrir e ainda se habilitam a que uma coisa daquelas se despregue da nave-mãe e vaze uma vista.

Eu preciso que alguém me explique com é que eu posso continuar a viver neste planeta e ficar imune a tanta parvalheira.

Metal vs Pop

Jornalistas nos festivais a fazer as perguntinhas chatas do costume "Então e o que é que está a achar? Está a gostar?!" e as respostas dos ouvintes;

Pop: Ai estou a gostar muito ele é muito lindo, muito fofinho. Estou apaixonada.
Metal: AHHHGGGGGGGGRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!

Pop: Gosto muito das letras dele, são tão profundas. Sinto que me dedica cada música que toca!
Metal: O QUÊ???? ÃHH??? NÃO TOU A OUVIR MUITO BEM!!!!

Pop: Ah. Por mim casava-me com ela! Tem um traseiro muito bom!
Metal: ............................................................. (ficou rouco).

Pop: Sim. Sim. Nota-se perfeitamente a angústia presente na letra sendo repetida 100x ao longo da música.
Metal: .............................................................. (caiu bêbado).

Pop: AIIIII EU TÔ LÔCA! FAZ-ME UM FILHO!!!!!
Metal: Epá brutal. Estou aqui com um braço partido do mosh pit mas foi o melhor concerto da minha vida. Vou seguir estes gajos até à cova.

Pop: Conhecia algumas sim. Não conhecia a 3ª música, nem a 4ª, nem a 5ª nem a 10ª mas no geral é um sonzinho bom.
Metal: F******! C********! M***** para isto!!! Tinha as músicas todas na ponta da língua e só tocaram 30! F***********

Pop: Ah as casas de banho estão assim bocadinho sujas, mas pronto, a gente tenta aliviar-se como pode.
Metal: Pera aí que eu vou mijar ali atrás da banquinha da cerveja e trago uma de caminho! Queres?

E podia continuar noite fora por aqui a dissertar sobre qual se diverte mais mas acho que resumi tudo e não quero ferir susceptibilidades.

Desprezo

É a coisa que mais furiosa me deixa neste Universo e no outro. Literalmente um desprezo do outro mundo, vindo de quem eu não esperava! Sim. É verdade: dos Extraterrestres!

Depois de ver todos os episódios dos Ficheiros Secretos. Dos filmes do Alien, do Predador, do ET e de tudo relacionado com a atividade alienígena fui ontem surpreendida com uma notícia que me atingiu como um murro no estomâgo depois de comer uma grelhada mista. Dizia então a brilhante notícia da TVI (que não se preocupou minimamente com os meus sentimentos) que o numero de pessoas abduzidas por extraterrestres tem aumentado exponencialmente.
E agora pergunto eu: E EU?! Eu fico cá é??? Dediquei uma vida a aprender toda uma linguagem alienígena e ganhei miopia depois de ver tantos episódios dos Ficheiros Secretos de seguida em cima da televisão para isto?
Ando eu uma vida a ansiar por raptos e sondas anais e depois tratam-me assim?
Mais ainda assim eu quis ler a notícia para acreditar com os meus próprios olhos no que estava a ler e lá mais para o meio (ou para o fim, eu já não sei bem porque estava com os olhos marejados de lágrimas) que junto ali à Fonte da Telha é o local onde os raptos tem sucedido com mais frequência. Justamente a minha praia de eleição todos os Verões.
É que nem me pagam um copo noutra galáxia e nem me enfiam cenas no cú. Vá... eu já não peço uma cerveja noutra galáxia que é longe e eu enjoo em longas distâncias mas fiquemos pelas colonoscopias e ficamos amigos como dantes. Agora, tratarem-me assim eu não merecia!

Notícia aqui: TVI em cima do assunto que interessa

E qual é o tema de que toda a gente fala?!

Pois que são os meus pintelhos. OK. Talvez para a maioria de vós seja o JJ mas a minha vida vai muito além disso e há assuntos bem mais interessantes, nomeadamente o meu pito.
Maneiras que aderi à depilação a laser e o que eu pensava que iria ser uma sessão dolorosa, horrorosa, com gritos e guinchos por horas intermináveis tornou-se uma coisa de 15 minutos que culminou comigo a dizer 'Então mas já está?! Eu peço desculpa mas não lhe vou pagar porque isto foi demasiado rápido para o meu gosto e eu nem senti nada'. Claro que não foi bem assim que lhe disse senão ela ainda me dava com o taser na testa e eu ficava sem sobrancelhas.
Disse-me a moça que passados cerca de 10 dias os ditos iriam começar a enfraquecer e a cair. Ora passados 5 dias e não vendo a penugem a desaparecer comecei mesmo a pensar que tinha sido aldrabada e que em vez de me roçar com a máquina ordinária de laser ela tinha usado uma lanterna* comprada no Lidl em promoção e eu tinha ficado a arder com o dinheirinho até que tive a maravilhosa ideia de puxar os pelicos e não é que eles simplesmente saíram????
Agora consigo compreender os homens que passam a vida a coçar os tomates porque eu cá às vezes até me pisgo para a casa-de-banho no horário laboral para arrancar a pintelheira. Sinto-me como que a depenar um frango... a alegoria não está completamente errada pois tecnicamente estou a depenar a franga. Só espero é que um dia destes o meu chefe não me pergunte o que é que eu tanto vou fazer à WC porque a desculpa do período já está a ser usada há 4 dias.
Não vejo a hora de ir à próxima sessão.

* para quem não sabe o laser emite um género de calor que com a continuação das sessões vai aumentando de intensidade (eu por exemplo, não sabia).

...

Sei que tenho andado um pouco ausente e a razão é relativamente válida. O meu avô faleceu em Março e como podem imaginar o humor foi coisa que não abundou por estas bandas, mas como sempre, o tempo cura tudo (ou vai tentando) e lentamente as coisas estão a regressar ao que eram.
Oficialmente já não tenho avós vivos o que acaba sempre por me relembrar da nossa efemeridade neste planeta e que a morte anda de mãos dadas com a vida e por muito que achemos que estamos preparados para a partida daqueles que amamos a verdade é que dói sempre e de cada vez que um deles parte um pouco do que somos é arrancado e levado. Algo fica vazio, quebrado, por preencher mas que nunca o será.

Ambos tiveram uma vida feliz e completa e apesar de não ter nenhuma afiliação religiosa quero acreditar na reencarnação porque consola-me saber que um dia poderei reencontrar-me com aqueles que amo. Até lá fica um adeus com saudade e que nunca me esquecerei deles e todos os dias até ao fim dos meus dias me lembrarei deles e o que significaram para mim.
Não gosto de textos tristes mas precisava de escrever este para finalizar o meu luto e encerrar este capítulo. Onde quer que os meus avós estejam espero que tenham tanto orgulho em mim como eu tenho neles.

Aquele momento terrível

Em que, sem querer, tocas com as nalgas nos azulejos de uma casa-de-banho pública e ficas a pensar que já apanhaste SIDA, gonorreia, tuberculose, gripe, varíola, candidíase, ébola, lepra e toda uma panóplia de doenças que eu sei que existem mas que nem me quero lembrar delas.
Estas misérias só acontecem porque são uns cubículos tão pequenos em que mal dá para puxar as ceroulas para cima sem bater com os cotovelos nas paredes. Estou de tal maneira que só me apetece regar as bochechas do cú com gasolina e atear-lhes fogo, ou isso, ou raspar a pele com um raspador de limão e depois enfiar-me numa bacia com álcool.
É que fica aqui a promessa perante toda a blogosfera: nem que eu me borre toda nunca mais visito uma cagadeira de shopping.

Momento para a posteridade

Também eu fui apanhada pelo S.O.G do blog Crónicas de um Blog Anunciado e encavada para uma entrevista áudio. Se há uns tempos atrás me dissessem que ia fazer uma pouca vergonha destas eu diria que nunca. Jamais, enquanto fosse viva. Mas fiz e gostei. Só ia morrendo com palpitações cardíacas devido ao nervoso miudinho que se instalou, mas tendo em conta o resultado final até diria que ficou bastante bem.
Agora ide e apreciai este belo momento de cultura geral porque não é todos os dias que eu dou entrevistas exclusivas destas.


O paradoxo do paradoxo

Adoro a palavra 'paradoxo'. Por mim estava o dia inteiro a dizer paradoxo pr'qui e paradoxo pr'ali. É daquelas palavras que por mais que se repitam nunca perdem o significado e soam sempre bem, assim como a palavra 'pacote'. Abre o pacote. Mete no pacote. Bom pacote. Há palavras bonitas de se dizer.
Mas isto para partilhar com vocês que hoje encontrei o momento perfeito para empregar a palavra paradoxo coerentemente e vezes sem fim. Estava eu num certo hipermercado, do qual não direi o nome porque não me pagam para fazer publicidade mas digamos apenas que a cor é vermelha. Vermelha como as minhas bochechas ficam quando vejo o que se paga por meia dúzia de merdinhas.
Maneiras que ao chegar às caixas de self-service constatei que me tinha esquecido do saco (outra vez) o que me obrigaria a ter de desembolsar (outra vez) dez cêntimos. Agarrei num saco, e passei no leitor de código de barras e diz-me a máquina muito inteligentemente "insira o produto dentro do saco".
Arregalei os olhos e primeiramente pensei que pelo grau de burrice da máquina a Skynet ainda vai demorar uns aninhos a tomar conta disto tudo e de seguinte o meu cérebro doeu quando olhei para o saco que tinha na mão e tentei por no saco que não existia na balança e o meu cérebro gritou - É UM PARADOXO MINHA ATRASADA. Deixem que vos diga que é uma sensação muito boa ser ofendida pelo próprio cérebro. É  um paradoxo de sensação. Reconhecer um paradoxo não é para qualquer um, tanto que estou aqui mas tive de tomar uma aspirina com o paradoxo que se deu.

Amores de Inverno

Ninguém tem uma relação tão profunda como eu tenho com a minha botija de água quente. O comum dos mortais (nomeadamente as gajas) utilizam a botija junto às patas, excepto eu. Eu e a minha botija temos um intrincado relacionamento amoroso nocturno só comparado a um casamento de 30 anos compactados numa única noite.
Adormeço sempre abraçada à botija fazendo-lhe juras de amor eterno. Lá pelas 02h00 da matina empurro-a para as canelas porque já me começa a chatear o facto de quase não me deixar respirar. Às 04h00 empurro-a para os pés porque já não é novidade, colmatando com um pontapé para o meio do chão às 05h00. Pelas 06h00 da madrugada meto o rabinho entre as pernas, admito que fui uma cabra e resgato-a do meio do chão, juntamente com as meias que (não sei como) desapareceram-me dos pés. Peço-lhe, imploro-lhe por mais uma ou duas horinhas da calor e adormeço novamente abraçada a ela.
Claro que isto só acontece nas noites em que o Abade faz o turno da noite e não está em casa. Porque normalmente o que acontece nestas noites é que sou eu quem leva o pontapé e vai parar ao meio do chão só porque lhe encosto os pés gelados às costas. Como se isto fosse uma razão válida para ser enxotada da cama.

Só quem tem gatos é que se compadece da minha dor

Cada vez mais me apercebo que as prioridades das pessoas estão trocadas. E o exemplo mais recente é a aplicação da nova lei de taxação dos sacos de plástico. E com isto eu não me refiro à preocupação de onde irei por o lixo, pois uma senhora entrevistada no telejornal deu-me a brilhante ideia de comprar um balde enche-lo de lixo e despejá-lo no contentor, tal e qual uma porcalhota da idade média.
Eu refiro-me sim ao problema e à crise dos sacos de plástico para limpar os preciosos cagalhotos dos meus felinos e que se lixe o lixo urbano (bom slogan).
Quero que alguém me explique como é que vou desemerdar (termo técnico verdadeiramente aplicável neste caso) deste problema?! Apanho-os com papel de cozinha, abro a janela e grito 'LÁ VAI BOMBA'?! Não apanho o cócó e preparo-me para o facto de me começarem a cagar na cama?! Meto-lhes rolhas nos adoráveis olhinhos do cú?! Atiro os gatos janela fora?!
O que vale é que eu sou uma rapariga com olho para o assunto e cheguei à conclusão que os sacos dos legumes ainda não são pagos e como tal lá vou eu, com a maior das descontracções recolher uns 5, 6, 7, 20 saquinhos de plástico e problema resolvido. Enquanto me safar assim a humanidade dorme segura por mais uma noite mas quando chegar a altura em que mesmo esses sacos são cobrados vocês preparem-se porque vai começar a chover merda por essas estradas fora.

Crónicas de uma hipocondríaca

Às vezes acho que sofro do síndrome do cólon irritável, mas na maioria das vezes tenho é quase a certeza que sofro é de crises de gases.
Isto para dizer que ontem apanhei o cagaço da minha vida quando abri a caixa do correio e dei de caras com um aviso de levantamento de uma carta da esquadra da PSP da minha zona de residência.
Senti um calafrio, uma gota de suor escorreu-me da testa e pressenti uma crise nervosa. E se por um lado acho que o peido lúdico é sempre um quebra gelo ao qual ninguém fica indiferente e acaba sempre numa boa risada que traz ao de cima a criança que há em todos nós, já o peido nervoso põe em xeque a elevadíssima educação que eu possuo e que põe a um canto a Paula Bobone.
Pé-ante-pé e bufa-ante-bufa lá fui eu a caminho da esquadra de coração nas mãos porque nunca se sabe que invejosos estão à espreita para fazer queixas-crime contra a minha beleza de fazer parar camionistas. Maneiras que cheguei ao destino e tive de aguardar que uma senhora, lavada em lágrimas, que havia acabado de ser assaltada apresentasse queixa. Os nervos eram tantos que tive de me ausentar da esquadra por breves instantes para dar uma estrondosa-bujarda na rua que até levantei os pés do chão.
Volto para dentro, o mais composta dentro do possível, a silenciar os risos nervosos e a pedir ao santo protector dos polícias que os tivesse protegido de tamanha flatulência Homérica.
Chegada a minha vez e a muito custo (da minha parte) lá chegamos à conclusão que era uma multa de estacionamento. Comecei a transpirar. Não aguentava mais a ânsia de saber qual dos carros tinha feito tamanha afronta ao código da estrada já que estão ambos em meu nome. O que me preocupava não era o valor da multa, nem ficar sem carta. O que me preocupava era a piçada que iria ouvir do Abade caso tivesse sido eu a criminosa seguida da palavra 'maçarica' vezes sem conta.
Na volta foi ele o transgressor (maçarico!!!) eu fiquei mais leve 5kg e ambos ficamos mais leves em sessenta euros.

50 Tons de Nódoas Negras

Veio o Abade ter comigo, feliz e contente, porque a empresa dele oferece-lhe para o Dia dos Namorados o bilhete para ver as 50 Sombras de Grey e ainda comparticipa metade do meu. Ora, sabendo de antemão a badalhoquice que foi o livro não se espera uma grande obra de arte cinematográfica mas mesmo assim eu quero ver porque tem sempre piada ver uma tipa ser vergastada em nome do amor. Ainda para mais sendo a Anastasia uma choninhas de primeira vai dar-me especial prazer porque se há coisa que eu não suporto é gajas sonsas e assim vou poder imaginar como sendo eu mesma a aviar-lhe nas nalgas pela educação que ela deveria ter tido mas que não teve.
Claro está, que também espero umas cenas picantes (tal como o livro) que se vão desenrolar num regabofe quando chegarmos a casa mas agora que penso nisso e conto pelos dedos da mão constato que tenho uma grande pontaria e que precisamente no dia 14 de Fevereiro o Benfica joga em casa. Fiz eu uma prenda para o Abade toda artesanal e panasca e agora, com sorte, vou levar com a prenda no meio da testa e umas vassouradas no lombo.
Não sei o que é que me preocupa mais, se a empresa dele que oferece bilhetes para filmes que incentivam a violência durante o sexo ou o facto de eu ir sofrer de violência mesmo não havendo sexo porque ainda não o avisei que vou estar com o dito cujo.

Dilemas sazonais

Ainda estou para conseguir definir a minha relação com o Inverno. Se por um lado é a minha estação favorita porque gosto de andar enchouriçada, com barretes ridículos e com os gatos todos em cima de mim à procura de calor (já que no verão, basicamente, cagam em mim) por outro lado é chato porque não me consigo mexer sem dar uma cacetada num gato, pisar o rabo a outro, tropeçar no canito e quase partir os dentes contra uma parede quando tento desviar-me de um deles.
Tanto que ainda há pouco, quando fui passear o senhor Yoshi, ao apanhar o cócó constatei que a poia é tão quentinha comparativamente com o frio que se faz sentir que me apeteceu esfregar a merda nas bochechas para aquecer mas como era um bocado nojento acabei por ficar quieta. Gelada, mas quieta.
No meio disto tudo, o que ainda dificulta mais é que estou aqui a apertar-me de tal forma a evitar ir à casa-de-banho porque o tampo na sanita está um gelo e eu tenho de lá sentar as nalgas.
Não fosse isto e o Inverno era perfeito.

Qual é a sensação de ser enrabado?

Tenho andado aqui com uma coisa entalada na garganta para vos contar só que se contar vou denegrir a minha imagem que já não é lá muito boa, portanto, vou contar e que se lixe.
Maneiras que fui à PetFestival e se soubesse o que sei hoje tinha-me antes atirado a um poço cheio de piranhas e isto porquê? Porque eu, que até sou uma moça que se considera inteligente, caí no conto da extrema-unção da vigarice ao aproximar-me de uma coruja e de uma águia fui abordada e convidada pelos "fotógrafos" a tirar uma fotografia com cada uma. Pensei eu, na minha inocência que as fotografias deveriam ser um valor simbólico pelo que me chego ao rapaz que já as tinha impresso (sem o meu consentimento) e pede-me vinte euros pelas duas fotos.
Vi-vi-vinte? Eu gaguejei, corei, mudei de vermelho para roxo e ainda me deram duas cólicas. Vinte??? Só trouxe uma das fotografias porque realmente gostei da coruja.
Mas isto não ficou por aqui. Só olhei com olhos de ver para a fotografia quando saí do recinto e qual o meu espanto que quando olhei vejo uma gaja de pomada para herpes no canto da boca (parecia, sei lá, um pouco de sémen) a cara completamente queimada pelo flash pela ausência de uma softbox , o cabelo todo lambido e desgrenhado pela ventania que se fazia sentir. Ainda tive para devolver a foto alegando que não era eu mas a pomadinha erótica no canto da boca denunciava-me.
Da próxima vez que me ligarem do Barclays a impingirem cartões de crédito vou ser simpática e compreensiva, porque são uns meninos de coro a nível de vendas agressivas comparados com os "fotógrafos" do Aquashow que cobram dez euros por fotos queimadas.

Mais uma facada cinematográfica

E foi na madrugada de 29 de Janeiro que eu pensei pela primeira vez em pôr termo à vida depois de ter a triste ideia de ver um filme altamente aclamado internacionalmente como a masterpiece do ano, de seu nome Birdman, ou em bom português: Como perder a vontade de viver em 119 minutos.
Eu já desconfiava que era uma labrega e que não percebia peva da Sétima Arte mas se aquilo é uma masterpiece eu sou uma Einstein da matemática. Nunca me senti tão enganada na vida (excepto, talvez, quando me disseram que levar no cú não doía) ao achar que lá por ter um grande elenco e paletes de nomeações que iria sair dali um grande filme!
Foi ali pelo minuto trinta que comecei a ter palpitações. Cinco minutos mais tarde um ataque de pânico ao olhar para o contador e ver que ainda faltava tanto tempo para o fim. Agarrei num gato e apertei-o para ver se ele me arranhava e, talvez, me conseguisse fazer sentir algo mais do que uma angústia interminável mas o gato era gordo e só se peidou, pelo menos fez-me rir.
Entre o filme todo não sei o que achei pior, se os longos planos a filmarem paredes (??), se os guiões que dão vontade de tomar um comprimido de cianeto ou se o som de fundo de uma bateria a tocar jazz em que só me dava vontade de arrancar os olhos ao baterista com as baquetas. A única coisa que ainda salvou a honra do convento foi a erecção do Edward Norton (porque tem sempre piada um gajo de tenda armada) e o momento em que a cinco minutos do fim eu desliguei a televisão.
Eu cá gostava de saber quem é que me vai compensar pelas duas horas de vida que perdi...

As lombas no meu caminho

Junto ao meu trabalho foram instaladas umas belas lombas de cimento que acredito que a principal causa de implementação terá a ver com o facto de (às vezes) lá ir um ou outro transeunte a voar uns quantos metros. As pessoas vivem na urgência de andarem sempre a correr e tal é imperdoável, excepto no meu caso. Porque enquanto a maioria das pessoas corre para chegar a um sítio eu corro para sair de um e logo aí se vê claramente que eu tenho razão nisto e tenho desculpa de (às vezes) ir a uma velocidade superior à permitida por lei.
Isto para partilhar com vocês que as lombas são de tal maneira gigantes e recentes que me esqueço que elas existem e cada regresso a casa é como uma montanha-russa de geografia: Ora sobes uma placa tectónica ou desces umas Fossa das Marianas e isto cinco vezes de seguida e das cinco vezes a bater com a cornadura no tejadilho e a testa no volante. Apraz-me ver que aqui o presidente da câmara se preocupa com os peões mas quem é que se preocupa com a suspensão do meu carro e com os meus pneus?? Já nem falando das rupturas capilares que tenho tido que isso aí já seriam outros quinhentos e tínhamos assunto para ir ao Tribunal dos Direitos Humanos porque o champô anti-queda é caro.

As lombas poderiam também ser uma metáfora sobre a minha vida e o porquê de não actualizar o blog desde não-sei-quando e a verdade é que tive grandes lombas que me impediram de escrever durante os meses transactos. Para além de uma grandessíssima filha de putice de gripe que nem voz tinha e que ainda hoje tenho de andar com um rolo de papel higiénico atrás para limpar os restos de ranho que ainda tenho foram as séries a verdadeira causa da minha ausência. Entre o trabalho, chegar a casa e a hora de deitar foram consumidos 85 episódios entre quatro séries diferentes. Maneiras que é normal que depois disto a vontade de vir ao pc actualizar o blog rondasse  os 0% e o 0,5%.
A quem gosta de me ler acho uma boa ideia comunicarem com a HBO, FX, Starz e AMC que isto assim não pode ser e que vocês um dia destes cometem uma loucura com a minha ausência.