Crescem bananas por essa internet fora, parecem míscaros!

Queixei-me certa vez que o meu facebook estava atulhado de imagens religiosas e achei por bem eliminar alguns amigos fanáticos. Irritei-me levemente quando comecei a ver fotografias de mulheres só de cuecas e soutien a mostrar a barriga de grávida. Tempos depois foi uma enchente de imagens de bebés já que toda a gente decidiu parir ao mesmo tempo e obrigar o resto da população a admirar o seu rebento e o tudo o que ele fazia. Irritei-me a sério quando vi uma foto de um vomitado de bebé com uma legenda para lá de orgulhosa. Tomei uma decisão, ou apagava mais uns quantos malucos ou publicava uma foto do estado em que ficou o meu carro com a carraspana que apanhei na passagem de ano, achei que era menos vergonhoso apagar mais umas pessoas e lá o fiz. E então agora o meu facebook está cheio de bananas? Por este andar fico sem amigos virtuais o que já me começa a preocupar.

Bananas. Bananas acompanhadas de mensagens contra o racismo. Vamos lá ter calma e pensar com lógica! Lá porque alguém atirou uma banana a um jogador não quer dizer que o esteja a chamar de macaco. Uma banana é um alimento altamente rico em magnésio e que levanta a glicose enquanto o diabo esfrega um olho e por acaso já viram o preço a que está o kilo da banana? Um roubo! Pelo que se saiba o rapaz até pode ter passado dificuldades apenas para poder atirar um alimento altamente nutritivo com conotações racistas e em alta velocidade ao seu jogador preferido e agora já estão a acusá-lo de racismo? 
Quer dizer... um dia destes que passe por uma prostituta e que lhe atire com um vibrador à tromba estarei a ser preconceituosa? Quer-me cá parecer que não. Parece-me sim que estou preocupada com o prazer da senhora da vida, e quiçá, dar-lhe umas quantas ideias para investir no seu ofício. Mas no entanto, apenas as conotações negativas são realçadas. Assim é complicado ajudar pessoas.

Agora, peço desculpa pela ausência mas vou fazer uma check-list das pessoas que vou apagar.

Didi em mais uma decepção cinematográfica

Eram meia noite e picos do dia 22 quando decidi que ia ver o filme Ninfomaníaca já que toda a gente falava dele. Uns porque é chocante ver como a dependência do sexo afecta a vida social, outros pela decadência, outros porque a gaja era bem boa e ainda outros para ver nabos com a cabecinha de fora. Não sou fã incondicional do Lars von Trier, gosto de uns e desgosto de outros por isso arrisquei já que pelo menos a concordância geral é que era um filme de génio e eu ia ver umas quantas berlaitadas pelo caminho.
Vi o volume I e depois de seguida vi o II. Deitei-me às quatro e tal da matina sem saber na realidade se gostei ou não, mas no geral achei-o um bocado parvo.

Então uma tipa que fornica incansavelmente com quase todos os homens à face da terra, envereda pelo sadomasoquismo e leva grandes cargas de açoites nas nalgas, tem relacionamentos lesbianos pelo caminho e depois no final após descrever o percurso da sua vida a Seligman (que é um homem assexuado) a quem confessa que fez um bóbó a um pedófilo por pena e no fim mata o Seligman porque ele quis descobrir o que era o sexo, encostou-lhe a gaita à nalga e ela lembrou-se que ai ui agora já não queria fornicar mais até ao fim dos dias, queria ser pura e casta com o pito e o olhinho todos esbardalhados e mata-me o gajo.
Mas que grande pega. Então o homem esteve ali todo o santo filme a ouvir a conversa de encher chouriços dela para no fim querer dar-lhe com o salpicão e ela faz-lhe isto? Em boa verdade vos digo que um homem que tem a paciência para aturar a lenga-lenga duma mulher durante quatros horas merece o maior regabofe de todos os tempos. E aquela jumenta não foi capaz de dar uma berlaitada por caridade a um velho que nunca tinha experimentado pito?

Com isto tudo tenho a agradecer às minhas amigas de escola porque a Joe (aqui retratada como uma pega sem coração) iniciou-se no mundo da fornicação massiva porque a amiga apostou um saquinho de berlindes de chocolate a quem conseguisse pinar com mais homens no comboio. Ora, ela teve cinco pontos e ganhou mas tenho cá para comigo que se me abanassem um caixa de uma pizza familiar à frente do nariz não sobravam homens na Terra para contar a história.

Querem-me ficar com tudo é o que é!

Estava eu a fazer aquela tarefa anual que odeio, não a de lavar vidros, mas a outra de seu nome IRS quando tocam à campainha. E já sei de antemão que ou é:
a) a minha vizinha de baixo; ou b) peditórios.
Normalmente nem abro mas naquele dia estava bem disposta porque acreditava que ia ter um valente reembolso. Abri a porta e apresenta-se-me um tipo jovem, bem vestido com o colete de uma associação conhecida que ajuda criancinhas as redor do mundo, mas que eu não vou nomear porque ninguém me pagou para andar a fazer publicidade.
Ouvi a lenga-lenga do costume e até ia contribuir quando reparo que o moço não desviava o olhar das minhas irmãs. Pumba! Esqueci-me que tinha ido à porta com uma camisolinha sem soutien e que o rapaz estava com alguns problemas em manter um discurso coerente, até que eu olhei para o formulário que ele trazia, li "autorização débito directo" e a casa veio abaixo.
Calma lá! Podem-me olhar para as meloas em troca de caridade que eu deixo. E mais, se o rapaz me dissesse que se eu levantasse a t-shirt que ele acabava com a fome no mundo eu fazia o sacrifício em nome da humanidade, mas não me peçam autorizações bancárias para doações.
O moço ainda tentou argumentar que não tinha qualquer tipo de obrigatoriedade e que assim que pretendesse desistir bastava contactar uma linha deles, mas pessoalmente senti-me ofendida. Uma doação é dada quando se pode e quando se quer e não uma obrigação mensal.
Com isto tudo, voltei à declaração anual que me vai render um reembolso de fazer chorar as pedras da calçada que em princípio dará para um café e isto se o café não aumentar mais cinco cêntimos.
Vou mas é pegar na ideia daquela maravilhosa associação, que de mim não leva nem mais um chavo e vou começar a fazer peditórios também por débito directo, se tudo isso falhar vou para a rua levantar a minha t-shirt em troca de notas de quinhentos.