Didi e a saga das skinny jeans. É que nunca mais!

Eu não sou a típica mulher que gosta de ir às compras. Na verdade, eu odeio compras e ainda para mais quando se trata de roupa e as músicas que passam nessas lojas dão-me conta da cabeça.
Mas andava a adiar a compra de umas calças de ganga até ao dia em que decidi que tinha mesmo de ser. Era isso, ou um dia destes habilitava-me a que um cliente me dissesse que me estava a ver o olho do cú. Ora, eu que nunca comprei calças na H&M fiquei meio perdida com aquilo. Que medidas são aquelas? 22/21, 24/32, 26/22, 32/32? Eu só conheço o 36, 38, 40, 42, 44 e 46 e cinquentas não conhecia aquelas medidas, que heresia era aquela?!
Agarrei em sete ou oito pares para tentar ver as diferenças entre elas, o Abade noutras cinco mas não percebíamos nada daquilo, e estava quase a desistir quando fui contra um placard no meio das calças que explicava como funcionavam as medidas. Fiquei pior. Pois se antes não percebia aquelas medições agora tinha de me preocupar em fazer conversões e amiguinhos... números não é mesmo comigo.
Lá encontrei duas que me agradaram. Visto a primeira. Fica catita. Assenta bem na peida. Demasiado barriga subida e ainda as puxei até ao máximo para me rir da figura no espelho. Visto a segunda. Uma cintura mais decente. Também assenta bem na peida. Mas quando fui a despi-las, não saiam... mau. Não era normal. Olho para o espelho e leio na minha traseira 'snaej ynniks', ou em português 'skinny jeans'. Foi o fim do mundo!
Onde é que me fui meter! Puxava com a mão, mas elas não saiam. Sentei-me e puxei com as duas e nada. Irritei-me, baixei as calças e despi-as à puto que é como quem diz, pisei a calça com um pé e forcei a outra perna a sair. Saíram as calças disparadas, saíram as peúgas e só não saíram as cuecas porque as agarrei a tempo.
Fiquei feliz com a compra, mas hoje ao ver o meu vencimento apeteceu-me de imediato ir de cuecas manifestar-me em frente à casa do primeiro ministro enquanto lhe atirava pedras forradas com os meus recibos de vencimento à janela.
No meio deste azar todo, só espero é não ter apanhado pé de atleta porque fiquei descalça naqueles provadores. Eu. Que não faço cocó em casa de banho públicas, ficar descalça onde milhares de pessoas metem as patas é coisa para me deixar a pensar que apanhei uma gonorreia pelos pés.

Descobri que o meu objectivo de vida é o narcotráfico

Acho que tenho de parar de ver a série Breaking Bad. Está-me a subir à cabeça a loucura das metanfetaminas e já fiz aqui um acordo verbal com a sócia Iny para o fabrico da mesma.
Eu nunca fui muito boa a química, nem a matemática, nem a tudo o que tenha números e ainda hoje para fazer contas de somar recorro à calculadora para ter a certeza de que não estou a errar, mas eles fazem aquilo parecer tão fácil e tão fixe que é impossível não pensar em fazer o mesmo.
Ao fim e ao cabo aquilo, conforme eles dizem, é "cozinhar". Coisa que por sinal também não sou nada boa. Mas duas coisas sei eu que domino: Bolo de Iogurte e Bolo de Chocolate.
Por isso, se me falharem as contas ou ingredientes espeto para lá um iogurte e resolve-se o problema. Já consigo imaginar: Metanfetaminas com L. Casei Imunitass. Uma forma de deixar caruncho nos dentes e na saúde mas conservando sempre o bom trânsito intestinal.
E a parte aliciante do negócio é que aquilo parece dar muito papel e eu sempre me considerei uma pessoa predisposta geneticamente a ser rica, dê lá por onde der. É possível que tenha de matar uns quantos pelo caminho. Matar uns sete ou oito é um balanço positivo tendo em conta que existem 7 biliões de habitantes neste planeta. Até estaria a fazer um grande favor à Terra já que a metanfetamina limpa uns quantos com umas overdoses e sempre eram menos a chatear.
Pensando bem, "cozinhar" dá demasiado trabalho e é um compromisso que eu não conseguiria manter porque nunca consigo levar os projectos até ao fim, eu vou-me mas é dedicar à visualização de séries de TV que ao menos não me dá dores de cabeça e não tenho que cozinhar.

O dia em que descobri que o Universo não me curte

Comecei a desconfiar deste pequeno preconceito por parte do Universo para comigo no dia dezassete de Janeiro do corrente ano, quando ao deslocar-me a uma Worten para matar saudades de máquinas fotográficas DSRL, agarro numa e o alarme dispara fazendo-me fugir da loja a sete-pés tornando-me o centro das atenções onde todos olhavam para mim de esguelha. Apressada. Corada e com uma mala grande debaixo do braço (nada suspeita) a dar de frosques qual prisioneira evadida do Estabelecimento Prisional de Linhó.
Quis acreditar na altura que aquilo foi uma coincidência, mas foi no dia dezoito que tirei esta perseguição a limpo. Eis que retorno à mesma loja e agarrei noutra máquina fotográfica diferente da que tinha agarrado no dia anterior e aquela treta dispara novamente. Ora se estava indecisa entre Nikon e Canon, contentei-me com um Non da parte do Sr. Universo.
Vem o segurança e vem o moço da Worten a correr e a pedir desculpas, eu digo-lhe que não tem de pedir desculpas que eu também só não a roubava porque o alarme disparava e seria apanhada o que era uma chatice. Ele fica assustado a olhar para mim, eu olho para o céu e pergunto-me cá para os meus botões o que é que é feito do humor destes jovens.
Mesmo assim considero-me uma tipa persistente e já que aquela Worten não queria nada comigo eu ia tentar outra. A loja seguinte, que já devia ter sido avisada que eu andava a fazer um estudo de mercado decidiu pôr as únicas três miseráveis máquinas que tinham fechadas numa vitrina. E é assim que querem vender e ganhar comissões?! Assim vão ganhar é um carrão de amigos. Bandalhos!
E pronto, ando abatida, consumida, saudosista porque realmente o Universo (e o Abade) não querem cooperar comigo e eu ando cheia de saudades de uma maquineta e de umas boas fotos.

A noite em que eu ia finando mas que afinal não finei (mas olhem que andei lá perto)

Esta publicação é dedicada a todas as pessoas que acham que vão ficar eternamente solteiras e que vão morrer sozinhas sendo encontradas dois meses mais tarde já meias mumificadas e porque já o apartamento trasandava a couves de bruxelas podres.
Meus pequenos javardolas não se fiem que lá por estarem numa relação estão safos de finarem sozinhos sem ninguém que se lembre de vós. E digo-vos isto em primeiríssima mão. Eu, que ontem ia morrendo no meio dos lençóis sem ninguém que me acudisse e se pensam que foi por metano em excesso no vale das mantas estão vós bem enganados.
Pois que ontem a meio de um profundo sono, em que eu certamente parecia uma princesa com a baba no canto da boca eis que me engasgo e acordo a sufocar. Tossi convulsivamente cerca de 5 minutos quase sem conseguir respirar e quando finalmente a gosma saiu do goto eu vi a minha vida em flashback e tive de partilhar esta aprendizagem com vós.
Não me atrevi a chamar o Abade (que estava na sala). Estava demasiado carente pela minha experiência próxima da morte e possivelmente ia ser chamada de maricas. Mas de manhã, quando acordei, perguntei-lhe assim como quem não quer a coisa se não tinha ouvido alguma coisa estranha no quarto, quando me diz a personagem que ouviu um ataque de tosse mas que não deu importância.
Maneiras que eu poderia ter morrido tranquilamente a espernear enquanto o Abade na divisão ao lado pensava que não era nada de especial. Querem um conselho? Não arranjem maridos nem mulheres, arranjem animais de estimação, quando mais não seja comem-vos uma perninha ou um bracinho, mas não estarão sozinhos.
E com isto tudo estou a cair para o lado de sono é que ontem fiquei com uma cagufa tão grande de falecer que não consegui dormir mais nada de jeito.

Um dos grandes medos da humanidade, mais especificamente, meu.

Eu tenho um grande medo. Aliás, eu tenho vários medos mas tenho um que vai além de todos os outros e chega mesmo ao ponto de me provocar ataques de pânico: campainhas.
De onde vem este pânico? Não sei. Talvez seja a mania da perseguição. Mas há 28 miseráveis anos que o tenho e cada vez que tocam no botãozinho irritante perco 5 meses de vida e borro-me toda. Nunca me hei-de habituar àquele som estridente que me faz serrilhar os dentes, põe-me o coração com taquicardias e a hiperventilar.
Há quem ache o som das sirenes de ambulâncias um mau pronúncio, pois eu cá acho as campainhas piores ainda, porque sabemos de antemão que é para peditórios, ou calamidade das calamidades, os comerciais da Zon ou da Meo. Tenho para mim, que estes comerciais são representantes do demónio na Terra e que andam a ceifar umas quantas almas para Belzebú.
Quando os filhos da mãe tocam à porta, eu e o Abade entramos em modo 1, 2, 3 macaquinho do chinês. Ninguém mexe, ninguém fala, ninguém respira, ninguém sequer manda uma bufa ninja até que eles cedam ao facto de que há gente em casa mas que ninguém lhes vai abrir a porta. Mesmo que dois segundos antes o chão estremecesse ao som de um bom Baixo.
Mas o verdadeiro terror é o dia da reunião de condomínio. Essa seita malvada que desata a tocar às campainhas dos condóminos a informar que a reunião está prestes a iniciar e que todos deviam comparecer porque se tratam de assuntos comuns sem interesse nenhum para ninguém em particular. 
Nesses dias não se janta, não se liga uma luz, não se fala e só se vai passear o cão quando já não há vestígios do sacrifício humano, ou seja, a eleição dos novos administradores.
Tenho fugido por entre os pingos da chuva durante seis anos, por isso, sempre que me tocam à campainha eu penso que é a terrível notícia de que este ano serei a nova administradora e eu não aguento com notícias assim tão fortes, eu tenho um coração de passarinho.
Após pesquisa no Google chego à conclusão de que não existe nome científico para esta minha fobia. Talvez seja a única, uma espécie em vias de extinção, uma edição limitada? Por isso apressem-se nas vossas licitações, para tal, basta solicitarem o meu número da conta bancária por e-mail.

Macacos me mordam!

Não ligo a rock britânico já que as músicas parecem-me todas iguais mas esta dos Artic Monkeys é daquelas que merece o meu voto e irá para a minha lista de Músicas para Uma Boa Berlaitada [link]
É extremamente sensual e para além do próprio ritmo o video está, de facto, muito bem conseguido. Quase que não se consegue desviar o olhar, é hipnotizante.
Maneiras que o Abade está a trabalhar para sustentar o nosso estilo de vida luxuoso e oponente e uma moça está aqui sozinha a ouvir esta música e a pensar que um homem só faz falta quando não está (salve seja), resta-me olhar para o Yoshi e vê-lo levantar-se da cama e ir a bombar os quadris sala fora que o gajo anda cheio de tesão e não consegue andar como um animal normal, parece que tenho uma concertina em vez de um cão.
Já agora, não sei se repararam mas estamos em 2014 e aquilo que eu profetizei aconteceu! Exactamente conforme no dia 01 de Janeiro de 2013 rebentou-me novamente um herpes na beiça no dia 01 de Janeiro de 2014. Eu já nem faço resoluções de ano novo porque o máximo que consigo ganhar é uma tromba nova.
Para 2014 quero que os cientistas se deixem de coisas e inventem a cura para o herpes, porque eu já experimentei de tudo; desde a furar com uma agulha, a esfregar alho, álcool, acetona, gelo, piri-piri e a única coisa que consegui foi ficar com a beiça o dobro do volume e a arder.
Tenho ali um porquinho mealheiro com cerca de nove euros em moedas de 1€. Faço de boa vontade uma doação a uma Universidade qualquer, isto, se me prometerem estudos exaustivos na cura desta bodega.

Coisas que eu faria se fosse estupidamente rica

Começava por comprar o Júlio de Matos e internava-me lá dentro.
Tornava-o uma estância de luxo mas com o privilégio de poder andar drogada todo o santo dia e poder dizer todas as barbaridades do Universo porque afinal era maluca dos cornos e tinha desculpa.
Aproveitava e contratava para Staff do Júlio de Matos toda a equipa dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque é sempre importante ter Bombeiros ao pé de uma pessoa não vá alguma coisa pegar fogo ou precisarmos de assistência.
Internava também a minha mãe, porque ela foi uma das pessoas que encomendou o calendário dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e que ajudou a esgotá-lo.
Comprava uma grande casa ao pé dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque não há melhor forma de estar protegida do que junto a um quartel.
Fundava a TBSS - Televisão Bombeiros Sapadores de Setúbal e passaria exclusivamente notícias sobre meteorologia onde os pivôs seriam, claro está, os Bombeiros Sapadores de Setúbal. Estariam sempre super profissionais de cuecas a apresentar avisos da protecção civil. Atrevo-me a dizer que durante o ano seguinte os avisos seriam sempre de alerta vermelho por causa do calor e já consigo imaginar o mulherio por esse Portugal fora a ir esfalecer às portas de Setúbal.
Assim de repente não me ocorre mais nada que faria se eu fosse estupidamente rica.