Relembrando novamente a cabra secreta que há em mim
Reza a lenda que a Jessica Athayde ficou ofendida e iniciou uma revolução virtual porque a chamaram de massuda, ora, por mim bem que a podiam ter chamado de leitão com botas que eu não estava nem aí. Porque eu sou uma pessoa que apenas dá tempo de antena a assuntos que realmente importam. E existe algo mais importante e grave que assola este Portugal. Um assunto sério, um autêntico flagelo que reside nas gavetas da cada português e eu irei falar do assunto sem pudor, porque eu sou assim, incisiva, doa a quem doer!
Portugal está em crise de cuecas. Aposto que cada um de vós tem no fundo da gaveta, no canto mais obscuro um par de cuecas rotas, de elásticos lassos já meio tingidas de amarelo e outras de rosa, umas já com a marca carinhosa da gotinha de mijo e na retaguarda o risco de merda de coçarem o rego do cú dá ares de sua graça. Não me mintam, todos vós têm esse segredo, secreto e porco, fechado num canto, provavelmente já com um bocadinho de bolor a crescer e que nas horas de solidão gostam de enfiar o nariz lá no meio e cheirar as notas aromáticas que de lá emanam. Isto sim é um assunto de interesse à nação. É necessário a criação de um gabinete de quarentena à cueca badalhoca para acabar com este flagelo que causa muita candidíase por aí (sim, sim. aquela coisa que dá vontade de raspar o pito num pinheiro).
Critiquem quem quiserem, chamem de gordo até ao presidente, se for preciso, mas não me apareçam com cuecas cagadas à frente que temos problemas para um mês inteiro.
A cabra secreta que há em mim
E isto para vos dizer que adoro ir chafurdar nos perfis das gajas com quem andei na escola e constatar que elas estão todas grávidas, gordas e com ares de mulheres quarentonas mas que ainda escrevem como miúdas de dez com a linguagem dos X e dos K, dão pontapés fenomenais na gramática e adoram publicar fotografias de cariz demasiado pessoal e sem o mínimo de controlo de privacidade onde toda a gente pode ver as tetas pingonas quase nos joelhos cobertas apenas por um leve trapo porque é giro e está na moda mostrar mais do que se deve nas redes sociais.
Ainda bem que o Facebook foi inventado, serão que raio iria eu fazer quando estou em casa e não está a dar nada de jeito na televisão?
Conto os dias, as horas, os minutos e os segundos para o fim de Outubro
O marketing necessita de um génio como eu
Já tinha reparado no padrão dos pensos higiénicos que é sempre composto por umas malucas sob efeito de um bom ecstasy. Depois reparei nos anúncios dos perfumes que têm sempre presente raparigas muito bonitas mas que às páginas tantas começam a ter uma trombose e fazem umas expressões estranhas. Mas eu sou uma rapariga de grandes voôs e estou aqui para salvar a indústria automobilística porque sei que a Autoeuropa dá trabalho a muita gente e tenho a noção que se continuam com os anúncios em que pessoas estão aos guinchos dentro dos chaços a conjuntura nacional vai ao fundo mais rápido do que o Titanic.
Ora que o português é um animal que gosta de experimentar coisas novas com uma boa dose javardice à mistura. Todos sabemos que cantamos dentro do carro e que cantamos mal por isso eu proponho uma inovação para algo que todos sabemos fazer bem: Tirar burriés do sótão. Já consigo visualizar uma rapariga a parar o seu Micra no semáforo, um rapaz pára ao lado e eis que ambos cruzam olhares enquanto esperam que o sinal fique verde e de dedo espetado na narina com olhares sonhadores vão juntos para casa. Casam, têm filhos, arranjam um cão e ficam felizes.
Ou temos ainda a segunda (e melhor) versão: um homem pára no semáforo no seu Ibiza, um polícia pára ao lado. Ele sorri ao senhor agente da autoridade, o senhor agente da autoridade sorri de volta, uma cabeça feminina ergue-se do colo do homem ainda a limpar os cantos da boca e sorri para ambos e eis que vão todos para casa montam a gaja em conjunto com o cão enquanto os filhos filmam e ficam felizes.
Isto é que é! Isto é o futuro da publicidade e garanto-vos que as vendas iriam aumentar de 85% a 97%, estou tão confiante nisto que estou capaz de apostar o Abade.
Até porque isto é um pau de dois bicos (adoro ironias) caso não vingasse na publicidade sempre podia criar uns guiões para a indústria pornográfica que ouvi dizer que é o futuro.
A saga do 'venha a nós o vosso pau' continua
Há coisa de três anos comprei um chapéu-de-chuva que tinha um cabo para lá de macio ao qual eu carinhosamente chamei de Cabo dos Prazeres. Tivesse o Adamastor um chapéu como aquele e deixava de se armar em parvo e o Cabo da Boa Esperança teria sido descoberto mais cedo. Acontece que uns tempos depois o senhor meu cão tornou a comer mais um chapéu e eu pensei que nunca mais teria aquela sensação fantástica de pele de picha mas eis que três anos volvidos comprei uma capa para o meu telemóvel caríssimo que me trouxe novamente a alegria de estar constantemente a esfregar objectos estranhos nas bochechas para meu deleite pessoal.
É portátil e tem ainda a vantagem de poder esfregar na tromba em vários locais sem parecer (tão) mal pois eu nunca poderia roçar o cabo de um chapéu-de-chuva na praia num pleno dia soalheiro sem parecer ter um leve atraso nos cromossomas.
E agora dizem os puritanos 'ó didi tu és um bocado estúpida. Tens um homem a viver contigo' e em boa verdade eu vos digo que tendes razão na parte do estúpida mas como podereis imaginar o Abade não pode sacar da gaita a meio de um jantar de amigos e dar-me umas chapadinhas de caralho sem ofender o pudor alheio, assim, com uma capa de telemóvel extra-macia tenho sempre a sensação do Abade à mão-de-semear e as pessoas até acham piada ao conceito.
A minha vida ganhou outro sentido mas a vossa não vai ganhar porque eu não vos vou dizer o nome da loja que conhecendo-vos como eu vos conheço esgotam logo o stock todo.
Maldita privação de sono
A bendita cama estava virada para Sul e agora esta para Nordeste e simplesmente agora não durmo. Já não sei o que é deitar-me, fechar os olhos, cair em espiral e adormecer profundamente até ao dia seguinte, isto claro, se o Abade não se lembrar de ressonar que nem uma rebarbadora. Descobri também que tenho o síndrome das pernas irrequietas e que dava mesmo jeito que os braços fossem desmontáveis já que com o stress de querer dormir não sei se os ponha por baixo da barriga, de lado ou se os atire contra a parede.
Recuso-me a por novamente o quarto como estava nem que isso implique dormir mal até ao fim dos meus dias até porque o mais que pode acontecer é que com a privação do sono eu me espete contra um muro enquanto conduzo.
A arte de bem escovar
Prometia ela uma higiene ainda mais profunda mas não tive tempo para constatar se realmente a dita arrancava o tártaro à pazada ou não porque se continuasse a usá-la mais tempo provavelmente ainda iria era desenvolver uma profunda crise de escorbuto. Lavar os dentes tornou-se um suplício, era sangue por todo o lado, não só comigo mas com o Abade também. A borracha quando passava nos dentes era semelhante aos tanques de roupa em cimento com as ranhuras para se esfregar a roupa e juro até na sala se ouvia o tá tá tá da borracha a saltar de dente em dente. Saltava o tártaro, saltava a gengiva, saltava sangue e acredito que se continuasse a lavar por mais uma semana que saltavam os dentes.
Fui comprar uma nova mas sem mariquices incorporadas, cerdas simples, cruzadas com umas maiores e umas menores e o máximo de borracha que têm é nas costas para esfregar a língua não quero cá mais paneleirices destas porque claramente que o dentista que lançou aquela obra de arte queria ganhar uns trocos com a enchente de clientes que miraculosamente iriam começar a aparecer com dentes partidos e gengivas rasgadas.
Com isto tudo ainda ali tenho a escova guardadinha no armário porque tenho fé que um dia irei encontrar o gajo (ou a equipa) que inventou aquela maravilha e nesse dia irei fazer-lhes uma valente endoscopia mas a entrar pelo cú.
Uma aventura digna de um filme de comédia
Eu nem sei por onde começar pois é tão ridículo e infantil mas ao mesmo tempo tão engraçado que eu estive as duas horas seguintes a rir sem parar, mal consegui almoçar e ainda tenho dores nos maxilares. Aliás, enquanto escrevo isto estou-me a rir que nem uma atrasada mental para o ecrã.
Para vos explicar mais sucintamente: no meu emprego se há algo que adoramos é a burocracia, ela está-nos no sangue e tudo o que fazemos é minuciosamente analisado e escarafunchado por uns gajos lá no cú de judas. Tudo gira à volta de informática, de análise de documentos digitalizados, de processos e mais processos e se o meu futuro-ex-colega soubesse o que iria acontecer quando pediu ao Fernando para lhe digitalizar uns documentos para o e-mail ele teria voluntariamente cortado a própria gaita com um cutelo a ter-lhe pedido favores. Maneiras que o "Fernando" lembrou-se de enfiar a mão no vidro da fotocopiadora e fazer um pirete e eu também quis dar o meu pirete ao manifesto e digitalizamos um bonito documento com duas mãos a fazerem piças com os dedos. Eu ainda voltei atrás e meti a minha fronha dentro da impressora e digitalizei o meu perfil.
Saímos às risadas e o meu colega diz-me cheio de alegria e boa disposição que estava muito engraçado e que melhor, só mesmo a digitalização das nalgas e quando eu lhe pergunto "e a outra digitalização?" e ele me pergunta "qual outra?" é que vimos a vida (dele) a andar para trás.
Ora então o meu super, querido e eficiente-futuro-ex-colega anexou o documento sem o abrir e quando fomos pesquisar e clicamos no 'ver documento' abriu-se-nos diante dos nossos incrédulos olhos uma bela imagem, de boa qualidade e com boa pixelização de duas mãos com os dedos do meio esticados como que a sorrirem enquanto nos mandavam para o caralhete. O colega só dizia "então e agora?!" o Fernando e eu ríamos e dizíamos "então agora és despedido". Pedíamos desculpas e riamos novamente. Ainda o acusámos que a culpa afinal tinha sido dele, porque deveria ter aberto o anexo. Ele ficou a tarde amuado e de cú apertado e nós continuávamos a gozar e dizíamos que caso alguém reparasse naquilo justificaríamos que a pessoa não sabia assinar e como tal teria de ser por impressão digital.
Foi uma tarde épica em que qualquer semelhança desta história com a realidade não é ficção e se alguém descobrir esse maravilhoso anexo é porque trabalhamos para os mesmos tipos e é favor não se descoserem.
Também eu sou uma fashion blogger com reviews a produtos e acessórios chiques
Na semana passada uma colega disse-me que tinha adquirido uma máquina depilatória por 19,90€, um achado, pequenina e que não magoava, eu não hesitei e também a comprei para pôr teoria dela à prova e, já agora, aproveitava e fazia a depilação. Eis que quando cheguei a casa e caí em mim ao lembrar-me que ainda não tinha pêlos disponíveis no momento para fazer o teste e a pessoa mais próxima era o Abade. Pensei durante dois segundos se deveria permitir alguém tomar o meu lugar e se esse alguém seria imparcial como eu mas aproveitei o facto de o Abade andar numa de querer fazer a depilação e chamei-o. Expliquei-lhe a situação e ele ficou aos pulos de alegria e eu também fiquei porque estava ansiosa para gozar um bocadinho com ele.
Ligo a máquina, encosto-lhe à perna, faço-lhe uma autoestrada e ele desata a guinchar que nem um porco na matança. Olho para ele de soslaio e chamo-o de maricas, disse-lhe para ganhar coragem que aquilo não deveria doer assim tanto e pedi-lhe o braço confortando-o, dizendo que ali os pêlos eram mais fracos e que iria doer menos, claro que também isto era mentira mas é que eu queria rir-me mais um pouco.
Assim que lhe encosto a máquina ele recomeça aos gritos a chamar-me de parva e creio que pelo caminho ainda ofendeu a minha santa mãe. Ele esfregava a canela e o braço com cara de amuo enquanto eu agarrava-me à barriga de tanto de riso.
Dito isto, deixei crescer a penugem do sovaco e hoje fui fazer o testdrive. Encostei aquilo à pele e enquanto esperava por uma dor lancinante apenas senti uma vibração e uns pelicos a sairem disparados. Achei aquilo muita fruta mas em cinco minutos fiz os dois sovacos e constatei duas grandes verdades: que o Abade grita que nem uma menina e que os vizinhos certamente ficaram a pensar que naquele dia eu tinha apanhado na tromba.
Teorias, teoremas e hipotenusas musicais
Didi, preparada para lidar com ladrões, estranhos e espíritos desde '85
Eu sinto isto muitas vezes, aliás, sinto todos os dias por isso não é de admirar que muitas das vezes ao acordar esteja meio bêbeda de sono e não quero saber de nada senão voltar a fechar a pestana e dormir mais uns miseráveis, mas necessários, cinco minutos.
Aconteceu-me isto no outro dia, quando eu sinto o corpo a acordar, abro um olho e vejo um vulto sentado na beira da cama. Não sabia quem era e nem quis saber. Se fosse um ladrão que me levasse tudo mas em silêncio para eu não acordar. Se fosse um espírito que não me partisse muitos copos, nem me rasgasse as cortinas e se fosse para uma possessãozinha que não fizesse muito estardalhaçalho para não acordar os vizinhos. Mais tarde, ao acordar lembrei-me daquela presença e associei que afinal de contas devia ser o Abade a ganhar coragem para ir trabalhar e à noite perguntei-lhe o que é que ele estava a fazer sentado na beira da cama. Não me soube responder e disse-me que nem se lembrava de ter estado lá sentado. Interrogo-me sobre o que será pior, se eu que não me importo com estranhos sentados na minha cama de madrugada ou de um gajo que é meio sonâmbulo e nem se lembra do que faz quando o despertador toca. Um dia destes aperta-me o pipo a dormir e depois diz que não se lembra de nada.
Agora que penso sobre esta situação talvez aquele vulto não fosse o Abade e talvez fosse outra coisa qualquer, eu costumo ser mais corajosa estando semi-consciente mas agora que estou totalmente consciente e penso nas possibilidades que existem fiquei com o olhinho do cú um bocadinho apertado.
O dia em que fiz uma viagem astral até ao xilindró e voltei
Maneiras que estava eu muito bem a deambular por essa internet fora a ler "artigos" quando todo o Chrome bloqueia num grandessíssimo filho-duma-égua dum pop-up gigantesco com um aviso da polícia judiciária a dizer que todo o conteúdo do meu preciosíssimo disco rígido estava apreendido porque eu tinha violado umas leis de direitos de autor de audiovisuais, conteúdo protegidos, pornografia e toda uma panóplia de coisas que eu nem tive tempo de ler. O ctrl+alt+del não funcionava, o gestor de tarefas não funcionava, comecei a sentir umas palpitações a subirem por mim a cima e vai de puxar a tomada e desligar o pc à má-fila tal era o pânico misturado com a cagufa que eu sentia.
Depois fiquei com o coração aos pulos de alegria só pensar que ia passar uma semaninha aos calabouços da PJ onde seria interrogada insistentemente com algemas e afins por aquele agente que foi preso por fazer streaptease e fui trabalhar feliz, mais tarde cai na realidade e após uma árdua pesquisa de cinco minutos constatei que aquilo era uma virose e que na maioria das vezes até activam a webcam para tirarem umas fotos à malta. Fiquei triste porque pensei que ia passar umas merecidas férias e na volta perdi horas preciosas de sono porque fiquei até às cinco da matina a formatar o portátil com um papelito em cima da webcam não fosse o diabo tecê-las e fotografarem-me com as tetas ao léu.
Sabem o que é que vos digo? É que nunca mais vejo um pornozinho de qualidade, para dar a dor de cabeça que deu e os anos de vida que me tirou é que não vale mesmo a pena.
O dia das trombinhas
Tenho para mim que se nas prisões obrigassem os malandros a vestirem lã que uma vez cumprida a pena eles iriam fazer de tudo para não serem novamente presos, aposto que, na loucura, até estariam dispostos a serem cidadãos exemplares e cumpridores da lei.
Deixo-vos agora com uma fotografia do meu trombil enquanto cachopa para que vejam a alegria que emana de mim. Eu irradio simpatia e quem disser o contrário leva com um mau-olhado.
Her. Uma lição de vida
Como vocês já puderam constatar eu sou uma rapariga que gosta de opinar sobre filmes e hoje trago até vós um filme do futuro que nos ensina a nós, mulheres, novas formas de dar com os pés a alguém e deixá-los a sentir os maiores incompetentes à face da Terra.
Her, ou em bom português, Grande Vaca é um filme em que Theodore (Joaquin Phoenix) se apaixona por um sistema operativo com a voz da Scarlett Johansson, que se auto-intitula de Samantha. Ora se já de si, Samantha é nome de travesti, a juntar à voz sensual da Scarlett só podia sair dali uma grande badalhoquice.
Samantha é a chamada IA (inteligência artificial) que após conhecer o Theodore e experimentar emoções e sensações pecaminosas acaba por se apaixonar por ele mas que, atempadamente, viu que ia cometer o maior erro da sua vida e conseguiu mandá-lo à fava antes de ficar com uma penhora para a vida.
Não se enganem pelo que aqui escrevo, porque o filme é bonito e eu aconselho mas o que considero realmente útil é a forma como um sistema operativo nos ensina a dar com os pés a um gajo. Louvo o facto de ela ter aprendido rapidamente que o ser humano é um bocado labrego tanto que "falava" com ele e com mais oito mil humanos, 641 dos quais estava apaixonada, logo aqui se vê que a Samantha é uma boa gestora de recursos e de tempo. Mas o auge foi quando ela disse ao Theodore que o ama, mas que ela é muito mais evoluída do que ele e como tal não pode ficar à espera que ele evolua. Longe vai o tempo quando para acabar uma relação se dizia "o problema não és tu, o problema sou eu que não sei o que quero", a Samantha elevou isto a outro nível ao dizer basicamente "Olha meu atrasado tu não sais da cêpa-torta e eu já estou a emburrecer. O problema és tu. Tenho de evoluir. Adeus ó burro que eu vou fornicar com outros Programas" e assim se terminou uma relação virtual à bruta.
Fosse comigo e eu perseguia a Samantha até aos confins do mundo. Para ser tão promiscua e badalhoca, de certeza, que era Linux. Eu punha-lhe um vírus em cima tão grande, mas tão grande que ela nunca mais fazia sexo virtual com mais ninguém. Era o que mais faltava pagar um balúrdio por um sistema operativo excêntrico e depois levar um chuto na peida, é pior do que ir às putas e apanhar uma DST.
Só quem passa por esta situação é que compreende a minha aflição
E quando digo que me esqueci, não era com intenções de comparecer na dita, era de engonhar no trabalho de maneira a chegar tarde o suficiente para ninguém me apanhar e no dia seguinte afirmar com ar de verdadeira tristeza que a coisa que eu mais queria na vida era ter comparecido mas que o emprego assim não mo permitiu e, caso necessário, ajoalhar-me-ia e pediria perdão.
Pus em marcha o Plano A. Entrar de fininho e dizer que ia só a casa por a malinha da merenda e fazer um xixizinho que estava supé aflita e que já regressava (só aqui entre nós, era mentira). Mas assim que entro no prédio agarram-me no braço, dão-me um puxão na minha malinha que continha o pirex com restos de douradinhos e feijão preto e, à bruta, raptaram-me. Eu bem comecei a dizer que precisava de urinar mas ninguém me ligou patavina, ignoraram por completo as necessidades fisiológicas de uma vizinha.
Pela urgência com que fui abordada pensei que a reunião era direccionada a mim, que finalmente, alguém se tinha queixado à administração que não podia ouvir mais peidos, arrotos e ressonares vindos da minha fracção mas na volta não e eu pus então em prática o Plano B: encostar-me à parede, abraçar o meu destino de mártir e escutar aquela palestra até às duas e meia da manhã. Foi um sequestro civilizado em prol de uma mini-sociedade em propriedade vertical onde não houve direito a resgate nem a xixis. E foi mais ou menos pela uma da manhã quando eu já estava exausta e saturada que finalmente percebi que Deus não gosta de mim e quis-me castigar por não ter comparecido às reuniões anteriores.
A todos aqueles que sofrem como eu sofri um bem-haja. Quero acreditar que a humanidade ainda tem salvação, excepto os meus vizinhos que são uns grandes bois.
Destruíram-me mais um bocadinho
Pois que vi o Robocop e nunca a música dos Mamonas Assassinas, RobocopGay, me pareceu tão apropriada. Senti-me defraudada. Vocês estão a ver quando um rapaz desmonta da sua mota, com o seu capacete enfiado na cabeça e todo ele parece envolto em mistério e que nos deixa a acreditar que ele é um deus grego e depois quando tira o capacete afinal é a Medusa? Foi mais ou menos assim, mas com um gostinho a pickles no goto.
Assim que vi a nova armadura do Robocop esfreguei as mãos e pensei cá para comigo que estava bem produzido e que ia haver molho mas depois de vinte minutos tive de ir confirmar se estava a ver o filme correcto porque o Robocop de que me lembrava não era um gajo panasca, o Robocop era um grande macho aprisionado dentro de uma lata de atum em conserva com a marca da OmniCorp que descarregava a sua frustração na massa corrupta de Detroit e não um tipo sensível que estava sempre a analisar os estados emocionais de cada ser humano.
E onde é que está a Lewis? A parceira do Robocop? Aquela venerável senhora do Catujal que mascava pastilha de boca aberta com uma confiança tal que deixaria a Paula Bobone de rastos?!
Mas o que mais me chocou nem foi o ar afectado do novo Robocop, nem foi a esposa irritante, nem do filho que claramente apanhava na tromba na escola por ter o Homem de Lata do Feiticeiro de OZ como seu pai. O que me revoltou foi a mão que deixaram ao Robocop.
Uma mão delicada, de pele lustrosa e com unhas arranjadas. Ainda hoje acordo sobressaltada à noite com perguntas sobre o porquê de eles deixarem a mão intacta, a mão que levou com o impacto da explosão e que, pela lógica ficou irrecuperável mas que estava perfeita. Não consigo perceber a crueldade do realizador em dar-lhe a mão e tirar-lhe o marsápio. É quase como vender a televisão para comprar um leitor de dvd, não se faz!
Porque o meu ass merece
O mistério da mensagem fantasma
Talvez seja um bug? Talvez. Dias depois lá aparece novamente o símbolo de uma nova mensagem e mais uma vez, nada lá dentro. Por esta altura já deixei de lado o raciocínio lógico de que poderá ser um bug e passo à fase psicótica seguinte: começo a entrar em pânico e a achar que "alguém" quer falar comigo.
Será que os entes do além conseguiram arranjar uma nova forma de se conectar com os entes destas? Eu espero bem que não. Mal tenho mãos que cheguem para lidar com tanta gente viva deste lado que não tenho disponibilidade para as gentes do outro. Só espero é que não se lembrem do Whatsapp e do Viber porque senão tenho a vida arruinada e o pacote de dados nas lonas para toda a eternidade.
Mas quer-me cá parecer que com a quantidade de mensagens em branco que recebo que os moços não se estão a dar muito bem com as tecnologias, ou então, só têm por lá um Zx Spectrum e já estão a dar em loucos com o desespero e mandam cacetadas no teclado, batem no enter sem querer e enviam-me isto assim. Vou deixar aqui uma dica, caso eles estejam a ler (eles os espíritos, ou eles os serviços secretos que tudo espiam) podem experimentar enviar-me um chocolategrama que eu agradeço e ganham aqui uma amiga para a vida (e para além dela).
Já estou a pensar na emissão de cartões para meter aí nos carros do pessoal:
"Professora Didi, mãe de cão, gato, tritão e gecko. Perita em esvaziar cozinhas cheias de comida e carteiras cheias de dinheiro. Experiência em assuntos da alma por chat do facebook ou google+, não aceito pelo orkut nem pelo hi5. Cash in advance".
Crescem bananas por essa internet fora, parecem míscaros!
Didi em mais uma decepção cinematográfica
Vi o volume I e depois de seguida vi o II. Deitei-me às quatro e tal da matina sem saber na realidade se gostei ou não, mas no geral achei-o um bocado parvo.
Então uma tipa que fornica incansavelmente com quase todos os homens à face da terra, envereda pelo sadomasoquismo e leva grandes cargas de açoites nas nalgas, tem relacionamentos lesbianos pelo caminho e depois no final após descrever o percurso da sua vida a Seligman (que é um homem assexuado) a quem confessa que fez um bóbó a um pedófilo por pena e no fim mata o Seligman porque ele quis descobrir o que era o sexo, encostou-lhe a gaita à nalga e ela lembrou-se que ai ui agora já não queria fornicar mais até ao fim dos dias, queria ser pura e casta com o pito e o olhinho todos esbardalhados e mata-me o gajo.
Mas que grande pega. Então o homem esteve ali todo o santo filme a ouvir a conversa de encher chouriços dela para no fim querer dar-lhe com o salpicão e ela faz-lhe isto? Em boa verdade vos digo que um homem que tem a paciência para aturar a lenga-lenga duma mulher durante quatros horas merece o maior regabofe de todos os tempos. E aquela jumenta não foi capaz de dar uma berlaitada por caridade a um velho que nunca tinha experimentado pito?
Com isto tudo tenho a agradecer às minhas amigas de escola porque a Joe (aqui retratada como uma pega sem coração) iniciou-se no mundo da fornicação massiva porque a amiga apostou um saquinho de berlindes de chocolate a quem conseguisse pinar com mais homens no comboio. Ora, ela teve cinco pontos e ganhou mas tenho cá para comigo que se me abanassem um caixa de uma pizza familiar à frente do nariz não sobravam homens na Terra para contar a história.
Querem-me ficar com tudo é o que é!
a) a minha vizinha de baixo; ou b) peditórios.
Normalmente nem abro mas naquele dia estava bem disposta porque acreditava que ia ter um valente reembolso. Abri a porta e apresenta-se-me um tipo jovem, bem vestido com o colete de uma associação conhecida que ajuda criancinhas as redor do mundo, mas que eu não vou nomear porque ninguém me pagou para andar a fazer publicidade.
Ouvi a lenga-lenga do costume e até ia contribuir quando reparo que o moço não desviava o olhar das minhas irmãs. Pumba! Esqueci-me que tinha ido à porta com uma camisolinha sem soutien e que o rapaz estava com alguns problemas em manter um discurso coerente, até que eu olhei para o formulário que ele trazia, li "autorização débito directo" e a casa veio abaixo.
Calma lá! Podem-me olhar para as meloas em troca de caridade que eu deixo. E mais, se o rapaz me dissesse que se eu levantasse a t-shirt que ele acabava com a fome no mundo eu fazia o sacrifício em nome da humanidade, mas não me peçam autorizações bancárias para doações.
O moço ainda tentou argumentar que não tinha qualquer tipo de obrigatoriedade e que assim que pretendesse desistir bastava contactar uma linha deles, mas pessoalmente senti-me ofendida. Uma doação é dada quando se pode e quando se quer e não uma obrigação mensal.
Com isto tudo, voltei à declaração anual que me vai render um reembolso de fazer chorar as pedras da calçada que em princípio dará para um café e isto se o café não aumentar mais cinco cêntimos.
Vou mas é pegar na ideia daquela maravilhosa associação, que de mim não leva nem mais um chavo e vou começar a fazer peditórios também por débito directo, se tudo isso falhar vou para a rua levantar a minha t-shirt em troca de notas de quinhentos.
Dissertações sobre a essência do macaco
A vida em flashback
Nunca perdi um episódio, mesmo estando de castigo via pela fresta da porta entreaberta. Ainda bem que nunca fui apanhada porque senão para além de apanhar outra vez no lombo perdia o episódio e isso é que me chateava. Quem é que precisava de amigos quando tínhamos os Ficheiros Secretos? Ninguém. Por isso mesmo ainda hoje sou anti-social e quero acreditar que existe algo mais.
Mas tudo isto para dizer que estava a atender uma matrafona que tinha a beiça de tal maneira inchada com herpes que parecia que tinha um berlinde pendurado no lábio cheio de pus e eu revi aquele episódio à frente dos meus olhos, e pensei cá para comigo que era agora. Aquilo para que os Ficheiros Secretos nos tinham preparado tinha chegado. A qualquer momento, aquilo iria rebentar e eu estaria preparada.
Por acaso nada disso aconteceu. Fiquei desiludida. Não houve evacuação (excepto à bocado que eu evacuei um bocadinho) e a Scully nunca levou com o fungo do Mulder.
A minha juventude foi uma mentira.
Dramas femininos com pressões barométricas e algumas pluviosidades
Eu comparo um pipi sem pêlo a um daqueles sistemas de rega super modernos que jorram água para tudo o que é sítio (daqueles que fazem tá-tá-tá-tá-tá). Já sei de antemão que quando ando com a gina ao léu e tenho de ir a WCs públicas vou ter de praticar sessões ginastas e de contorcionismo ao ponto de me deixarem com cãibras durante largas horas.
É como uma dança: abro o fecho. Baixo as calças. Ponho-me em bicos de pés. Meto a nádega direita levemente mais subida que a esquerda e experimento largar a gotinha. Muita força. Demasiado esguicho para nordeste. Levanto dois milímetros mais a perna direita. Deito nova gotinha. Inclinação para sudeste. Esguicho com ligeira ondulação de 0.3-0.5 metros de altura e a 32km/h. Perfeito. Mais perfeito era impossível.
Digo-vos desde já que é preciso uma grande mestria e ter mijado pelo menos umas três vezes os calcanhares para acertar com o buraco mas hoje posso dizer que a minha gina é uma autêntica rosa dos ventos sabendo sempre o norte magnético da Terra, as correntes, e a direcção do vento.
Ainda no outro dia um transeunte perguntou-me qual era a carreira para o Campo Grande. Não lho soube dizer. Mas soube indicar que se tivesse um balão de ar era girar a 90º para noroeste e chegava lá, era sempre em frente.
Não é à toa que o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, antes de se chamar IPMA.pt chamava-se METEO.pt porque está mais do que visto que era só metê-lo para saber as exactas condições atmosféricas ao segundo. A meu ver METEO era um nome mais pomposo, mas que sei eu disto? Eu sou apenas uma mera mortal com gosto pelos pontos cardeais.
O mês Não
Ora um mês Não é aquele mês que deveria ser removido do calendário do corrente ano, salvava o ano e salvava muitas dores de cabeça ao mesmo tempo.
Fevereiro é o mês dos falecimentos. Faleceu a minha avó. Faleceu um tio do Abade e vamos la ver quem é que mais falece uma vez que ainda faltam dois dias para o final do mês.
Depois, algures ali no dia vinte e tal pensei que o Fevereiro até se estava a decidir ser um porreiraço comigo porque finalmente deixou-me comprar a minha Canon. Mas eis que seis dias depois decidiu armar-se em parvo outra vez. Não me pode ver mais alegre e bem disposta e fez-me mandar um grande tralho do meio das rochas na Ericeira. E conseguir endireitar-me? Era o endireitas. Andei ali a patinar a patinar e não conseguia sair daqui... aqueles lismos escorregavam tanto como azeite no meio de uma berlaitada. A única coisa que me recordo assim que senti o pé a fugir foi 'ai a máquina não' e a seguir aterrei. Podiam ir os dentes, podiam ir os dedinhos o resto não, senão nunca me perdoaria.
No meio disto tudo lá consegui afastar-me daquela langonha saindo apenas com o joelho e o orgulho feridos.
É que nunca mais volto à Ericeira que hoje ia sendo o terceiro falecimento do mês!
Peixinho ao Pateão Nacional
Adeus Avó
Ela nunca deveria ter sido arrancada da sua casinha, nunca deveria ter sido arrancada do seu mundo, das suas gatinhas, dos seus vizinhos... mataram-na.
Hoje ao sair de casa para a ir ver ao lar recebo uma ligação do meu pai a dizer que ela tinha falecido há dez minutos atrás. Só pedia que tivesse aguentado mais uma hora, o tempo suficiente de eu a ver com vida. Sei que ela já não estava bem. Ontem já tinha tido um avc, o coração falhava e a pneumonia não ajudava. Das urgências mandaram-na de volta para morrer em casa. Custa-me a aceitar, mas compreendo, é a lei da vida e não há necessidade de prolongar o sofrimento de alguém quando sabemos que não vai ficar curada.
Mas ainda assim apenas queria vê-la viva. Dar-lhe a mão. Chorar junto a ela. Mas agora perdi-a e nunca mais a vou ver.
Didi e a saga das skinny jeans. É que nunca mais!
Mas andava a adiar a compra de umas calças de ganga até ao dia em que decidi que tinha mesmo de ser. Era isso, ou um dia destes habilitava-me a que um cliente me dissesse que me estava a ver o olho do cú. Ora, eu que nunca comprei calças na H&M fiquei meio perdida com aquilo. Que medidas são aquelas? 22/21, 24/32, 26/22, 32/32? Eu só conheço o 36, 38, 40, 42, 44 e 46 e cinquentas não conhecia aquelas medidas, que heresia era aquela?!
Agarrei em sete ou oito pares para tentar ver as diferenças entre elas, o Abade noutras cinco mas não percebíamos nada daquilo, e estava quase a desistir quando fui contra um placard no meio das calças que explicava como funcionavam as medidas. Fiquei pior. Pois se antes não percebia aquelas medições agora tinha de me preocupar em fazer conversões e amiguinhos... números não é mesmo comigo.
Lá encontrei duas que me agradaram. Visto a primeira. Fica catita. Assenta bem na peida. Demasiado barriga subida e ainda as puxei até ao máximo para me rir da figura no espelho. Visto a segunda. Uma cintura mais decente. Também assenta bem na peida. Mas quando fui a despi-las, não saiam... mau. Não era normal. Olho para o espelho e leio na minha traseira 'snaej ynniks', ou em português 'skinny jeans'. Foi o fim do mundo!
Onde é que me fui meter! Puxava com a mão, mas elas não saiam. Sentei-me e puxei com as duas e nada. Irritei-me, baixei as calças e despi-as à puto que é como quem diz, pisei a calça com um pé e forcei a outra perna a sair. Saíram as calças disparadas, saíram as peúgas e só não saíram as cuecas porque as agarrei a tempo.
Fiquei feliz com a compra, mas hoje ao ver o meu vencimento apeteceu-me de imediato ir de cuecas manifestar-me em frente à casa do primeiro ministro enquanto lhe atirava pedras forradas com os meus recibos de vencimento à janela.
No meio deste azar todo, só espero é não ter apanhado pé de atleta porque fiquei descalça naqueles provadores. Eu. Que não faço cocó em casa de banho públicas, ficar descalça onde milhares de pessoas metem as patas é coisa para me deixar a pensar que apanhei uma gonorreia pelos pés.
Descobri que o meu objectivo de vida é o narcotráfico
Eu nunca fui muito boa a química, nem a matemática, nem a tudo o que tenha números e ainda hoje para fazer contas de somar recorro à calculadora para ter a certeza de que não estou a errar, mas eles fazem aquilo parecer tão fácil e tão fixe que é impossível não pensar em fazer o mesmo.
Ao fim e ao cabo aquilo, conforme eles dizem, é "cozinhar". Coisa que por sinal também não sou nada boa. Mas duas coisas sei eu que domino: Bolo de Iogurte e Bolo de Chocolate.
Por isso, se me falharem as contas ou ingredientes espeto para lá um iogurte e resolve-se o problema. Já consigo imaginar: Metanfetaminas com L. Casei Imunitass. Uma forma de deixar caruncho nos dentes e na saúde mas conservando sempre o bom trânsito intestinal.
E a parte aliciante do negócio é que aquilo parece dar muito papel e eu sempre me considerei uma pessoa predisposta geneticamente a ser rica, dê lá por onde der. É possível que tenha de matar uns quantos pelo caminho. Matar uns sete ou oito é um balanço positivo tendo em conta que existem 7 biliões de habitantes neste planeta. Até estaria a fazer um grande favor à Terra já que a metanfetamina limpa uns quantos com umas overdoses e sempre eram menos a chatear.
Pensando bem, "cozinhar" dá demasiado trabalho e é um compromisso que eu não conseguiria manter porque nunca consigo levar os projectos até ao fim, eu vou-me mas é dedicar à visualização de séries de TV que ao menos não me dá dores de cabeça e não tenho que cozinhar.
O dia em que descobri que o Universo não me curte
A noite em que eu ia finando mas que afinal não finei (mas olhem que andei lá perto)
Meus pequenos javardolas não se fiem que lá por estarem numa relação estão safos de finarem sozinhos sem ninguém que se lembre de vós. E digo-vos isto em primeiríssima mão. Eu, que ontem ia morrendo no meio dos lençóis sem ninguém que me acudisse e se pensam que foi por metano em excesso no vale das mantas estão vós bem enganados.
Pois que ontem a meio de um profundo sono, em que eu certamente parecia uma princesa com a baba no canto da boca eis que me engasgo e acordo a sufocar. Tossi convulsivamente cerca de 5 minutos quase sem conseguir respirar e quando finalmente a gosma saiu do goto eu vi a minha vida em flashback e tive de partilhar esta aprendizagem com vós.
Não me atrevi a chamar o Abade (que estava na sala). Estava demasiado carente pela minha experiência próxima da morte e possivelmente ia ser chamada de maricas. Mas de manhã, quando acordei, perguntei-lhe assim como quem não quer a coisa se não tinha ouvido alguma coisa estranha no quarto, quando me diz a personagem que ouviu um ataque de tosse mas que não deu importância.
Maneiras que eu poderia ter morrido tranquilamente a espernear enquanto o Abade na divisão ao lado pensava que não era nada de especial. Querem um conselho? Não arranjem maridos nem mulheres, arranjem animais de estimação, quando mais não seja comem-vos uma perninha ou um bracinho, mas não estarão sozinhos.
E com isto tudo estou a cair para o lado de sono é que ontem fiquei com uma cagufa tão grande de falecer que não consegui dormir mais nada de jeito.
Um dos grandes medos da humanidade, mais especificamente, meu.
Macacos me mordam!
É extremamente sensual e para além do próprio ritmo o video está, de facto, muito bem conseguido. Quase que não se consegue desviar o olhar, é hipnotizante.
Maneiras que o Abade está a trabalhar para sustentar o nosso estilo de vida luxuoso e oponente e uma moça está aqui sozinha a ouvir esta música e a pensar que um homem só faz falta quando não está (salve seja), resta-me olhar para o Yoshi e vê-lo levantar-se da cama e ir a bombar os quadris sala fora que o gajo anda cheio de tesão e não consegue andar como um animal normal, parece que tenho uma concertina em vez de um cão.
Já agora, não sei se repararam mas estamos em 2014 e aquilo que eu profetizei aconteceu! Exactamente conforme no dia 01 de Janeiro de 2013 rebentou-me novamente um herpes na beiça no dia 01 de Janeiro de 2014. Eu já nem faço resoluções de ano novo porque o máximo que consigo ganhar é uma tromba nova.
Para 2014 quero que os cientistas se deixem de coisas e inventem a cura para o herpes, porque eu já experimentei de tudo; desde a furar com uma agulha, a esfregar alho, álcool, acetona, gelo, piri-piri e a única coisa que consegui foi ficar com a beiça o dobro do volume e a arder.
Tenho ali um porquinho mealheiro com cerca de nove euros em moedas de 1€. Faço de boa vontade uma doação a uma Universidade qualquer, isto, se me prometerem estudos exaustivos na cura desta bodega.
Coisas que eu faria se fosse estupidamente rica
Tornava-o uma estância de luxo mas com o privilégio de poder andar drogada todo o santo dia e poder dizer todas as barbaridades do Universo porque afinal era maluca dos cornos e tinha desculpa.
Aproveitava e contratava para Staff do Júlio de Matos toda a equipa dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque é sempre importante ter Bombeiros ao pé de uma pessoa não vá alguma coisa pegar fogo ou precisarmos de assistência.
Internava também a minha mãe, porque ela foi uma das pessoas que encomendou o calendário dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e que ajudou a esgotá-lo.
Comprava uma grande casa ao pé dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque não há melhor forma de estar protegida do que junto a um quartel.
Fundava a TBSS - Televisão Bombeiros Sapadores de Setúbal e passaria exclusivamente notícias sobre meteorologia onde os pivôs seriam, claro está, os Bombeiros Sapadores de Setúbal. Estariam sempre super profissionais de cuecas a apresentar avisos da protecção civil. Atrevo-me a dizer que durante o ano seguinte os avisos seriam sempre de alerta vermelho por causa do calor e já consigo imaginar o mulherio por esse Portugal fora a ir esfalecer às portas de Setúbal.
Assim de repente não me ocorre mais nada que faria se eu fosse estupidamente rica.
