Relembrando novamente a cabra secreta que há em mim

É que nem a propósito da minha publicação de ontem, acordei hoje para descobrir que existe um flagelo que está a atacar as redes sociais a nível nacional, e quiçá, internacional. Então parece que agora não se pode chamar gorda a ninguém. Vem logo meio mundo com archotes criticar a opinião dada, que normalmente é uma coisa pessoal e cada um tem direito à sua, assim como o ar que respiram... quer dizer, há muita gente que não devia sequer respirar mas isso são outros quinhentos.
Reza a lenda que a Jessica Athayde ficou ofendida e iniciou uma revolução virtual porque a chamaram de massuda, ora, por mim bem que a podiam ter chamado de leitão com botas que eu não estava nem aí. Porque eu sou uma pessoa que apenas dá tempo de antena a assuntos que realmente importam. E existe algo mais importante e grave que assola este Portugal. Um assunto sério, um autêntico flagelo que reside nas gavetas da cada português e eu irei falar do assunto sem pudor, porque eu sou assim, incisiva, doa a quem doer!
Portugal está em crise de cuecas. Aposto que cada um de vós tem no fundo da gaveta, no canto mais obscuro um par de cuecas rotas, de elásticos lassos já meio tingidas de amarelo e outras de rosa, umas já com a marca carinhosa da gotinha de mijo e na retaguarda o risco de merda de coçarem o rego do cú dá ares de sua graça. Não me mintam, todos vós têm esse segredo, secreto e porco, fechado num canto, provavelmente já com um bocadinho de bolor a crescer e que nas horas de solidão gostam de enfiar o nariz lá no meio e cheirar as notas aromáticas que de lá emanam. Isto sim é um assunto de interesse à nação. É necessário a criação de um gabinete de quarentena à cueca badalhoca para acabar com este flagelo que causa muita candidíase por aí (sim, sim. aquela coisa que dá vontade de raspar o pito num pinheiro).
Critiquem quem quiserem, chamem de gordo até ao presidente, se for preciso, mas não me apareçam com cuecas cagadas à frente que temos problemas para um mês inteiro.

A cabra secreta que há em mim

Não é lá muito secreta. Mas eu gosto de deixar o suspense no ar.
E isto para vos dizer que adoro ir chafurdar nos perfis das gajas com quem andei na escola e constatar que elas estão todas grávidas, gordas e com ares de mulheres quarentonas mas que ainda escrevem como miúdas de dez com a linguagem dos X e dos K, dão pontapés fenomenais na gramática e adoram publicar fotografias de cariz demasiado pessoal e sem o mínimo de controlo de privacidade onde toda a gente pode ver as tetas pingonas quase nos joelhos cobertas apenas por um leve trapo porque é giro e está na moda mostrar mais do que se deve nas redes sociais.
Ainda bem que o Facebook foi inventado, serão que raio iria eu fazer quando estou em casa e não está a dar nada de jeito na televisão?

Conto os dias, as horas, os minutos e os segundos para o fim de Outubro

Estamos a dia 30 de Setembro. São neste momento 23:05 e daqui a uma hora o blogger, o facebook e todas as redes sociais vão ficar infestadas com imagens fofinhas de boas-vindas ao Outubro acompanhado de uns "please, be good". Como se ao Outubro realmente importasse fazer feliz a humanidade, é que nem ao Outubro e nem nenhum dos outros meses do ano.
Então o porquê destas paneleirices ao redor da web? Porque é que continuam a achar que o Universo se preocupa?

Mas como eu sou desmancha prazeres digo-vos já que não se preocupa. Ele não quer saber se somos bons ou maus, somos apenas matéria e se somos positivos ou negativos não importa. A lenga-lenga de emanar energias positivas e o Universo retribui é mais uma mentira como a religião. Moralmente deves ser bom para outrem o que não quer dizer que esse outrem seja igualmente bom para ti ou que o Universo te recompense. O Universo é o caos organizado, uma mistura do tudo e do nada. Por mais manifestações de carinho, agrado, simpatia, humildade e altruísmo o Universo, o Outubro, o Novembro e o Dezembro estão-se completamente nas tintas para vocês.
Por isso, Outubro, vai à merda porque já estás a começar mal.

O marketing necessita de um génio como eu

Se calhar nunca se aperceberam porque odeiam anúncios e mudam logo de canal mas precisamente por odiá-los ainda mais que vós é que me dou ao trabalho de perder, dois, três, ou na loucura, cinco minutos da minha vida a ver anúncios só para os poder criticar e trazer até vós uma lufada de ar fresco na publicidade nacional. Eu sou assim, sempre a dar cú ao manifesto.
Já tinha reparado no padrão dos pensos higiénicos que é sempre composto por umas malucas sob efeito de um bom ecstasy. Depois reparei nos anúncios dos perfumes que têm sempre presente raparigas muito bonitas mas que às páginas tantas começam a ter uma trombose e fazem umas expressões estranhas. Mas eu sou uma rapariga de grandes voôs e estou aqui para salvar a indústria automobilística porque sei que a Autoeuropa dá trabalho a muita gente e tenho a noção que se continuam com os anúncios em que pessoas estão aos guinchos dentro dos chaços a conjuntura nacional vai ao fundo mais rápido do que o Titanic.

Ora que o português é um animal que gosta de experimentar coisas novas com uma boa dose javardice à mistura. Todos sabemos que cantamos dentro do carro e que cantamos mal por isso eu proponho uma inovação para algo que todos sabemos fazer bem: Tirar burriés do sótão. Já consigo visualizar uma rapariga a parar o seu Micra no semáforo, um rapaz pára ao lado e eis que ambos cruzam olhares enquanto esperam que o sinal fique verde e de dedo espetado na narina com olhares sonhadores vão juntos para casa. Casam, têm filhos, arranjam um cão e ficam felizes.
Ou temos ainda a segunda (e melhor) versão: um homem pára no semáforo no seu Ibiza, um polícia pára ao lado. Ele sorri ao senhor agente da autoridade, o senhor agente da autoridade sorri de volta, uma cabeça feminina ergue-se do colo do homem ainda a limpar os cantos da boca e sorri para ambos e eis que vão todos para casa montam a gaja em conjunto com o cão enquanto os filhos filmam e ficam felizes.
Isto é que é! Isto é o futuro da publicidade e garanto-vos que as vendas iriam aumentar de 85% a 97%, estou tão confiante nisto que estou capaz de apostar o Abade.
Até porque isto é um pau de dois bicos (adoro ironias) caso não vingasse na publicidade sempre podia criar uns guiões para a indústria pornográfica que ouvi dizer que é o futuro.

A saga do 'venha a nós o vosso pau' continua

Com a diferença de que não agora não é pau.
Há coisa de três anos comprei um chapéu-de-chuva que tinha um cabo para lá de macio ao qual eu carinhosamente chamei de Cabo dos Prazeres. Tivesse o Adamastor um chapéu como aquele e deixava de se armar em parvo e o Cabo da Boa Esperança teria sido descoberto mais cedo. Acontece que uns tempos depois o senhor meu cão tornou a comer mais um chapéu e eu pensei que nunca mais teria aquela sensação fantástica de pele de picha mas eis que três anos volvidos comprei uma capa para o meu telemóvel caríssimo que me trouxe novamente a alegria de estar constantemente a esfregar objectos estranhos nas bochechas para meu deleite pessoal.
É portátil e tem ainda a vantagem de poder esfregar na tromba em vários locais sem parecer (tão) mal pois eu nunca poderia roçar o cabo de um chapéu-de-chuva na praia num pleno dia soalheiro sem parecer ter um leve atraso nos cromossomas.
E agora dizem os puritanos 'ó didi tu és um bocado estúpida. Tens um homem a viver contigo' e em boa verdade eu vos digo que tendes razão na parte do estúpida mas como podereis imaginar o Abade não pode sacar da gaita a meio de um jantar de amigos e dar-me umas chapadinhas de caralho sem ofender o pudor alheio, assim, com uma capa de telemóvel extra-macia tenho sempre a sensação do Abade à mão-de-semear e as pessoas até acham piada ao conceito.
A minha vida ganhou outro sentido mas a vossa não vai ganhar porque eu não vos vou dizer o nome da loja que conhecendo-vos como eu vos conheço esgotam logo o stock todo.

Maldita privação de sono

Nunca fui de ter insónias nem qualquer problema em dormir e até costumo dizer que um dos motivos principais para não querer ter filhos (para além de serem chatos) é poder dormir sem ter ninguém a chagar-me a cabeça mas acontece que há coisa de semana e meia decidimos mudar a posição do quarto e mais valia ter dado uma cacetada com o dedo mindinho na quina da cómoda quando tivemos esta ideia. Realmente o quarto parece maior e o ying e o yang estão mais equilibrados do que o piço do Abade com o pito da Didi mas desde que se mexeu no alinhamento da mobília foi pior que lhe o alinhamento dos planetas em 2002 em que toda a gente ficou parva.
A bendita cama estava virada para Sul e agora esta para Nordeste e simplesmente agora não durmo. Já não sei o que é deitar-me, fechar os olhos, cair em espiral e adormecer profundamente até ao dia seguinte, isto claro, se o Abade não se lembrar de ressonar que nem uma rebarbadora. Descobri também que tenho o síndrome das pernas irrequietas e que dava mesmo jeito que os braços fossem desmontáveis já que com o stress de querer dormir não sei se os ponha por baixo da barriga, de lado ou se os atire contra a parede.
Recuso-me a por novamente o quarto como estava nem que isso implique dormir mal até ao fim dos meus dias até porque o mais que pode acontecer é que com a privação do sono eu me espete contra um muro enquanto conduzo.

A arte de bem escovar

Este mês já torrei uma valente pipa de massa em escovas de dentes. Caí no erro de comprar uma escova toda avant-garde com umas borrachinchas enfiadas lá pelo meio das cerdas (que hoje sei serem instrumentos de tortura medieval). Tivesse eu um anjo da guarda e teria gostado que ele, na altura, me fizesse escorregar num Listerine derramado, batesse com a cabeça na prateleira e ficasse impedida de fazer qualquer tipo de compra nos 10 minutos seguintes.
Prometia ela uma higiene ainda mais profunda mas não tive tempo para constatar se realmente a dita arrancava o tártaro à pazada ou não porque se continuasse a usá-la mais tempo provavelmente ainda iria era desenvolver uma profunda crise de escorbuto. Lavar os dentes tornou-se um suplício, era sangue por todo o lado, não só comigo mas com o Abade também. A borracha quando passava nos dentes era semelhante aos tanques de roupa em cimento com as ranhuras para se esfregar a roupa e juro até na sala se ouvia o tá tá tá da borracha a saltar de dente em dente. Saltava o tártaro, saltava a gengiva, saltava sangue e acredito que se continuasse a lavar por mais uma semana que saltavam os dentes.
Fui comprar uma nova mas sem mariquices incorporadas, cerdas simples, cruzadas com umas maiores e umas menores e o máximo de borracha que têm é nas costas para esfregar a língua não quero cá mais paneleirices destas porque claramente que o dentista que lançou aquela obra de arte queria ganhar uns trocos com a enchente de clientes que miraculosamente iriam começar a aparecer com dentes partidos e gengivas rasgadas.
Com isto tudo ainda ali tenho a escova guardadinha no armário porque tenho fé que um dia irei encontrar o gajo (ou a equipa) que inventou aquela maravilha e nesse dia irei fazer-lhes uma valente endoscopia mas a entrar pelo cú.

Uma aventura digna de um filme de comédia

E se na maioria dos filmes de comédia as piadas com fotocopiadoras são demasiado óbvias para ainda terem piada já na vida real e onde eu estou incluída nada é mais possível do que o impossível. Que o diga o meu futuro-ex-colega. E digo futuro-ex-colega porque hoje fizemos uma borrada digna ficar registada para toda a eternidade, e se possível, deviam dedicar um capítulo d'Os Lusíadas à cagada que eu e o "Fernando" (nome fictício) fizemos.
Eu nem sei por onde começar pois é tão ridículo e infantil mas ao mesmo tempo tão engraçado que eu estive as duas horas seguintes a rir sem parar, mal consegui almoçar e ainda tenho dores nos maxilares. Aliás, enquanto escrevo isto estou-me a rir que nem uma atrasada mental para o ecrã.

Para vos explicar mais sucintamente: no meu emprego se há algo que adoramos é a burocracia, ela está-nos no sangue e tudo o que fazemos é minuciosamente analisado e escarafunchado por uns gajos lá no cú de judas. Tudo gira à volta de informática, de análise de documentos digitalizados, de processos e mais processos e se o meu futuro-ex-colega soubesse o que iria acontecer quando pediu ao Fernando para lhe digitalizar uns documentos para o e-mail ele teria voluntariamente cortado a própria gaita com um cutelo a ter-lhe pedido favores. Maneiras que o "Fernando" lembrou-se de enfiar a mão no vidro da fotocopiadora e fazer um pirete e eu também quis dar o meu pirete ao manifesto e digitalizamos um bonito documento com duas mãos a fazerem piças com os dedos. Eu ainda voltei atrás e meti a minha fronha dentro da impressora e digitalizei o meu perfil.

Saímos às risadas e o meu colega diz-me cheio de alegria e boa disposição que estava muito engraçado e que melhor, só mesmo a digitalização das nalgas e quando eu lhe pergunto "e a outra digitalização?" e ele me pergunta "qual outra?" é que vimos a vida (dele) a andar para trás.
Ora então o meu super, querido e eficiente-futuro-ex-colega anexou o documento sem o abrir e quando fomos pesquisar e clicamos no 'ver documento' abriu-se-nos diante dos nossos incrédulos olhos uma bela imagem, de boa qualidade e com boa pixelização de duas mãos com os dedos do meio esticados como que a sorrirem enquanto nos mandavam para o caralhete. O colega só dizia "então e agora?!" o Fernando e eu ríamos e dizíamos "então agora és despedido". Pedíamos desculpas e riamos novamente. Ainda o acusámos que a culpa afinal tinha sido dele, porque deveria ter aberto o anexo. Ele ficou a tarde amuado e de cú apertado e nós continuávamos a gozar e dizíamos que caso alguém reparasse naquilo justificaríamos que a pessoa não sabia assinar e como tal teria de ser por impressão digital.

Foi uma tarde épica em que qualquer semelhança desta história com a realidade não é ficção e se alguém descobrir esse maravilhoso anexo é porque trabalhamos para os mesmos tipos e é favor não se descoserem.

Também eu sou uma fashion blogger com reviews a produtos e acessórios chiques

Tudo começou numa linda manhã de Primavera em 1990 quando eu provei comida de cão para saber se era suficientemente saborosa para a minha cadela e a partir decidi dar o meu corpo à ciência. Se dizem que algo é bom ou se algo faz bem, eu, rapariga dedicada de coração e alma à demanda da verdade vou lá e experimento. O que nos leva ao assunto deste post.
Na semana passada uma colega disse-me que tinha adquirido uma máquina depilatória por 19,90€, um achado, pequenina e que não magoava, eu não hesitei e também a comprei para pôr teoria dela à prova e, já agora, aproveitava e fazia a depilação. Eis que quando cheguei a casa e caí em mim ao lembrar-me que ainda não tinha pêlos disponíveis no momento para fazer o teste e a pessoa mais próxima era o Abade. Pensei durante dois segundos se deveria permitir alguém tomar o meu lugar e se esse alguém seria imparcial como eu mas aproveitei o facto de o Abade andar numa de querer fazer a depilação e chamei-o. Expliquei-lhe a situação e ele ficou aos pulos de alegria e eu também fiquei porque estava ansiosa para gozar um bocadinho com ele.

Ligo a máquina, encosto-lhe à perna, faço-lhe uma autoestrada e ele desata a guinchar que nem um porco na matança. Olho para ele de soslaio e chamo-o de maricas, disse-lhe para ganhar coragem que aquilo não deveria doer assim tanto e pedi-lhe o braço confortando-o, dizendo que ali os pêlos eram mais fracos e que iria doer menos, claro que também isto era mentira mas é que eu queria rir-me mais um pouco.
Assim que lhe encosto a máquina ele recomeça aos gritos a chamar-me de parva e creio que pelo caminho ainda ofendeu a minha santa mãe. Ele esfregava a canela e o braço com cara de amuo enquanto eu agarrava-me à barriga de tanto de riso.

Dito isto, deixei crescer a penugem do sovaco e hoje fui fazer o testdrive. Encostei aquilo à pele e enquanto esperava por uma dor lancinante apenas senti uma vibração e uns pelicos a sairem disparados. Achei aquilo muita fruta mas em cinco minutos fiz os dois sovacos e constatei duas grandes verdades: que o Abade grita que nem uma menina e que os vizinhos certamente ficaram a pensar que naquele dia eu tinha apanhado na tromba.

Teorias, teoremas e hipotenusas musicais

Estou aqui com um grave problema. Estou a chegar a uma fase da minha vida em que questiono o meu gosto musical e não estou com isto a querer dizer que estou a deixar de gostar de música mais pesada mas é que ultimamente já não sei se gosto de uma determinada banda pelo seu som ou se pelos magníficos exemplares do sexo masculino que a compõem.
Tenho cá para mim que de todos os géneros musicais existentes os que têm os homens potentes são os tipos do Metal, eles são diamantes em bruto. Verdadeiros australopitecos capazes de agarrar numa mulher pelos cabelos, levá-las até à gruta e proporcionar tamanho regabofe digno de um poema do Bocage.

Às vezes chega a ser um bocadinho constrangedor quando estou no Youtube a ver as minhas bandas de eleição e as minhas pupilas dilatam-se, as narinas contraem-se e eu fico com cara de quem foi apanhada na curva. Já no outro dia, sem querer, tropecei para cima de um computador no local de trabalho e dei com as mamas na cara do Matt Shadows, foi uma tal pouca-vergonha que fechei logo o portátil e arranjei desculpa para não fazer mais nada o resto do dia (como se fosse preciso uma grande desculpa para isso). É certo que cada pessoa tem os seus padrões de beleza, os meus são homens com cara séria, de voz grossa, fortes, másculos, levemente badalhocos (já referi homens com cara séria, voz grossa e levemente badalhocos?) talvez por isso eu goste tanto de Abade que reúne todas estas características e ainda vem com o bónus de ter um bonito sorriso incorporado.
Posto isto o meu problema prende-se com o facto de que sempre que vou a um concerto das minhas bandas preferidas não sei se faça um headbanguing ou se coce o clito. Esta vida é um problema.

Didi, preparada para lidar com ladrões, estranhos e espíritos desde '85

Alguma vez se sentiram tão, mas tão cansados que não querem saber do que existe à vossa volta? Apenas querem uma cama e dormir durante um mês?
Eu sinto isto muitas vezes, aliás, sinto todos os dias por isso não é de admirar que muitas das vezes ao acordar esteja meio bêbeda de sono e não quero saber de nada senão voltar a fechar a pestana e dormir mais uns miseráveis, mas necessários, cinco minutos.
Aconteceu-me isto no outro dia, quando eu sinto o corpo a acordar, abro um olho e vejo um vulto sentado na beira da cama. Não sabia quem era e nem quis saber. Se fosse um ladrão que me levasse tudo mas em silêncio para eu não acordar. Se fosse um espírito que não me partisse muitos copos, nem me rasgasse as cortinas e se fosse para uma possessãozinha que não fizesse muito estardalhaçalho para não acordar os vizinhos. Mais tarde, ao acordar lembrei-me daquela presença e associei que afinal  de contas devia ser o Abade a ganhar coragem para ir trabalhar e à noite perguntei-lhe o que é que ele estava a fazer sentado na beira da cama. Não me soube responder e disse-me que nem se lembrava de ter estado lá sentado. Interrogo-me sobre o que será pior, se eu que não me importo com estranhos sentados na minha cama de madrugada ou de um gajo que é meio sonâmbulo e nem se lembra do que faz quando o despertador toca. Um dia destes aperta-me o pipo a dormir e depois diz que não se lembra de nada.

Agora que penso sobre esta situação talvez aquele vulto não fosse o Abade e talvez fosse outra coisa qualquer, eu costumo ser mais corajosa estando semi-consciente mas agora que estou totalmente consciente e penso nas possibilidades que existem fiquei com o olhinho do cú um bocadinho apertado.

O dia em que fiz uma viagem astral até ao xilindró e voltei

De tempos a tempos eu faço alguma ao meu computador que me obriga a formatá-lo. Normalmente passa por instalar sistemas operativos e programas que o deixam meio caquético apesar de ele até ser uma boa máquina. Mas o que realmente me chateia é quando eu não faço "nada" e os problemas vem tem comigo.
Maneiras que estava eu muito bem a deambular por essa internet fora a ler "artigos" quando todo o Chrome bloqueia num grandessíssimo filho-duma-égua dum pop-up gigantesco com um aviso da polícia judiciária a dizer que todo o conteúdo do meu preciosíssimo disco rígido estava apreendido porque eu tinha violado umas leis de direitos de autor de audiovisuais, conteúdo protegidos, pornografia e toda uma panóplia de coisas que eu nem tive tempo de ler. O ctrl+alt+del não funcionava, o gestor de tarefas não funcionava, comecei a sentir umas palpitações a subirem por mim a cima e vai de puxar a tomada e desligar o pc à má-fila tal era o pânico misturado com a cagufa que eu sentia.
Depois fiquei com o coração aos pulos de alegria só pensar que ia passar uma semaninha aos calabouços da PJ onde seria interrogada insistentemente com algemas e afins por aquele agente que foi preso por fazer streaptease e fui trabalhar feliz, mais tarde cai na realidade e após uma árdua pesquisa de cinco minutos constatei que aquilo era uma virose e que na maioria das vezes até activam a webcam para tirarem umas fotos à malta. Fiquei triste porque pensei que ia passar umas merecidas férias e na volta perdi horas preciosas de sono porque fiquei até às cinco da matina a formatar o portátil com um papelito em cima da webcam não fosse o diabo tecê-las e fotografarem-me com as tetas ao léu.
Sabem o que é que vos digo? É que nunca mais vejo um pornozinho de qualidade, para dar a dor de cabeça que deu e os anos de vida que me tirou é que não vale mesmo a pena.

O dia das trombinhas

Ao contrário da pessoa supé simpática que sou hoje em dia, em miúda eu era uma mula antipática que não sorria, não falava e não gostava de cumprimentar ninguém. Perdi a conta de quantas vezes a minha mãe me dizia que eu só a fazia passar vergonhas por não falar às pessoas e as vezes que o meu avô materno me dizia que havia trombas de porco com feijão para o jantar. Mas eu era assim, não gostava de pessoas e não gostava que me obrigassem a gostar.
Lembro-me que das poucas vezes que sorri foi num casamento em que o fotógrafo achou que iria captar um grande momento fotografando uma miudinha sem os dentes da frente e decidiu tornar a fotografia ainda mais macabra ao fazer uma colagem metendo a minha cabeça e o meu buraco negro de estimação dentro de um coração feito a arco-íris. Se houvesse um hall of shame com as fotografias mais assustadoras da humanidade a minha estaria lá. Eu quero acreditar que alguém meteu um drunfo na minha água e que eu não sorri de livre vontade, quero acreditar que fui forçada a sorrir.

Hoje em dia olho para as fotografias de outrora e vejo o porquê de andar sempre chateada. A minha mãe era péssima a conjugar cores e em cada outfit ela conseguia combinar cinco cores diferentes: casaco vermelho, camisola amarela, saia azul, collants verdes e sapatos castanhos. Fazia-me usar sapatos com aqueles fatos de treino da feira feitos de material duvidoso que, de certeza, eram inflamáveis e que foi uma sorte eu nunca ter entrado em combustão. E se me dessem a possibilidade de mudar algo no passado eu queimaria os cabrões dos collants de lã: um dos meus traumas de infância que ainda hoje me causa arrepios na espinha e suores nocturnos só de lembrar a comichão que aquilo dava. Antes um tareão todos os dias do que collants durante uma semana.
Tenho para mim que se nas prisões obrigassem os malandros a vestirem lã que uma vez cumprida a pena eles iriam fazer de tudo para não serem novamente presos, aposto que, na loucura, até estariam dispostos a serem cidadãos exemplares e cumpridores da lei.

Deixo-vos agora com uma fotografia do meu trombil enquanto cachopa para que vejam a alegria que emana de mim. Eu irradio simpatia e quem disser o contrário leva com um mau-olhado.

Her. Uma lição de vida

Como vocês já puderam constatar eu sou uma rapariga que gosta de opinar sobre filmes e hoje trago até vós um filme do futuro que nos ensina a nós, mulheres, novas formas de dar com os pés a alguém e deixá-los a sentir os maiores incompetentes à face da Terra.
Her, ou em bom português, Grande Vaca é um filme em que Theodore (Joaquin Phoenix) se apaixona por um sistema operativo com a voz da Scarlett Johansson, que se auto-intitula de Samantha. Ora se já de si, Samantha é nome de travesti, a juntar à voz sensual da Scarlett só podia sair dali uma grande badalhoquice.
Samantha é a chamada IA (inteligência artificial) que após conhecer o Theodore e experimentar emoções e sensações pecaminosas acaba por se apaixonar por ele mas que, atempadamente, viu que ia cometer o maior erro da sua vida e conseguiu mandá-lo à fava antes de ficar com uma penhora para a vida.

Não se enganem pelo que aqui escrevo, porque o filme é bonito e eu aconselho mas o que considero realmente útil é a forma como um sistema operativo nos ensina a dar com os pés a um gajo. Louvo o facto de ela ter aprendido rapidamente que o ser humano é um bocado labrego tanto que "falava" com ele e com mais oito mil humanos, 641 dos quais estava apaixonada, logo aqui se vê que a Samantha é uma boa gestora de recursos e de tempo. Mas o auge foi quando ela disse ao Theodore que o ama, mas que ela é muito mais evoluída do que ele e como tal não pode ficar à espera que ele evolua. Longe vai o tempo quando para acabar uma relação se dizia "o problema não és tu, o problema sou eu que não sei o que quero", a Samantha elevou isto a outro nível ao dizer basicamente "Olha meu atrasado tu não sais da cêpa-torta e eu já estou a emburrecer. O problema és tu. Tenho de evoluir. Adeus ó burro que eu vou fornicar com outros Programas" e assim se terminou uma relação virtual à bruta.
Fosse comigo e eu perseguia a Samantha até aos confins do mundo. Para ser tão promiscua e badalhoca, de certeza, que era Linux. Eu punha-lhe um vírus em cima tão grande, mas tão grande que ela nunca mais fazia sexo virtual com mais ninguém. Era o que mais faltava pagar um balúrdio por um sistema operativo excêntrico e depois levar um chuto na peida, é pior do que ir às putas e apanhar uma DST.

Só quem passa por esta situação é que compreende a minha aflição

Vinha eu para casa, após uma árdua tarde/noite de trabalho a pensar no meu sofá e na barra de chocolate que tinha no armário quando estaciono o carro e olho de longe para a porta de entrada do prédio e vejo um grande maranhal de gente a esbracejar, por momentos, ainda pensei que tinha estacionado junto a uma segurança social mas rapidamente lembrei-me que era algo muito mais grave e sério do que isso. Era a reunião de condomínio do prédio e eu tinha-me esquecido completamente.
E quando digo que me esqueci, não era com intenções de comparecer na dita, era de engonhar no trabalho de maneira a chegar tarde o suficiente para ninguém me apanhar e no dia seguinte afirmar com ar de verdadeira tristeza que a coisa que eu mais queria na vida era ter comparecido mas que o emprego assim não mo permitiu e, caso necessário, ajoalhar-me-ia e pediria perdão.

Pus em marcha o Plano A. Entrar de fininho e dizer que ia só a casa por a malinha da merenda e fazer um xixizinho que estava supé aflita e que já regressava (só aqui entre nós, era mentira). Mas assim que entro no prédio agarram-me no braço, dão-me um puxão na minha malinha que continha o pirex com restos de douradinhos e feijão preto e, à bruta, raptaram-me. Eu bem comecei a dizer que precisava de urinar mas ninguém me ligou patavina, ignoraram por completo as necessidades fisiológicas de uma vizinha.
Pela urgência com que fui abordada pensei que a reunião era direccionada a mim, que finalmente, alguém se tinha queixado à administração que não podia ouvir mais peidos, arrotos e ressonares vindos da minha fracção mas na volta não e eu pus então em prática o Plano B: encostar-me à parede, abraçar o meu destino de mártir e escutar aquela palestra até às duas e meia da manhã. Foi um sequestro civilizado em prol de uma mini-sociedade em propriedade vertical onde não houve direito a resgate nem a xixis. E foi mais ou menos pela uma da manhã quando eu já estava exausta e saturada que finalmente percebi que Deus não gosta de mim e quis-me castigar por não ter comparecido às reuniões anteriores.

A todos aqueles que sofrem como eu sofri um bem-haja. Quero acreditar que a humanidade ainda tem salvação, excepto os meus vizinhos que são uns grandes bois.

Destruíram-me mais um bocadinho

Alguém tem o email do José Padilha? É que queria agradecer-lhe por destruir mais um bocadinho a minha infância com outro remake falhado.
Pois que vi o Robocop e nunca a música dos Mamonas Assassinas, RobocopGay, me pareceu tão apropriada. Senti-me defraudada. Vocês estão a ver quando um rapaz desmonta da sua mota, com o seu capacete enfiado na cabeça e todo ele parece envolto em mistério e que nos deixa a acreditar que ele é um deus grego e depois quando tira o capacete afinal é a Medusa? Foi mais ou menos assim, mas com um gostinho a pickles no goto.
Assim que vi a nova armadura do Robocop esfreguei as mãos e pensei cá para comigo que estava bem produzido e que ia haver molho mas depois de vinte minutos tive de ir confirmar se estava a ver o filme correcto porque o Robocop de que me lembrava não era um gajo panasca, o Robocop era um grande macho aprisionado dentro de uma lata de atum em conserva com a marca da OmniCorp que descarregava a sua frustração na massa corrupta de Detroit e não um tipo sensível que estava sempre a analisar os estados emocionais de cada ser humano.

E onde é que está a Lewis? A parceira do Robocop? Aquela venerável senhora do Catujal que mascava pastilha de boca aberta com uma confiança tal que deixaria a Paula Bobone de rastos?!
Mas o que mais me chocou nem foi o ar afectado do novo Robocop, nem foi a esposa irritante, nem do filho que claramente apanhava na tromba na escola por ter o Homem de Lata do Feiticeiro de OZ como seu pai. O que me revoltou foi a mão que deixaram ao Robocop.
Uma mão delicada, de pele lustrosa e com unhas arranjadas. Ainda hoje acordo sobressaltada à noite com perguntas sobre o porquê de eles deixarem a mão intacta, a mão que levou com o impacto da explosão e que, pela lógica ficou irrecuperável mas que estava perfeita. Não consigo perceber a crueldade do realizador em dar-lhe a mão e tirar-lhe o marsápio. É quase como vender a televisão para comprar um leitor de dvd, não se faz!

Porque o meu ass merece

No ano passado comprei uma bina e andava toda entusiasmada com aquilo. Já me imaginava a fazer a volta à França em Portugal ao segundo dia. Toda eu era moral mas a moral foi pelo cano abaixo.
Desmoralizei porque nunca conseguia fazer mais de 20/30km com diferença de uma semana entre cada volta sem que ficasse com fortes dores nas nalgas e mais tarde na testa do pito, foram alturas dolorosas em que eu pensei que fosse falta de hábito mas as dores nunca passaram e eu desisti. Quis acreditar que eu e o desporto éramos eternamente incompatíveis, amantes há muito separados, pior que Romeu e Julieta. Quis escrever uma teoria sobre o assunto mas o Abade chamou-me de parva e mandou-me pedalar que era falta de calo no cú.
Até que chegou o dia em que achei que tinha de investir num selim porque isto assim não podia ser, ou era isso ou Abade ia desmontá-la e usar as peças dela na dele, coisa que já há muito me andava a ameaçar e isso é que não! Maneiras que lá comprei um todo catita e um todo ou nada paneleiro, mas que é normal, porque afinal é um "selim para senhora" e deixem que vos diga que o meu cagueiro anda nas nuvens e em dois dias já fiz 36km e não estou nada dorida. Mas acho por bem começar devagar para não ficar assada numa virada e renunciar para todo o sempre ao desporto.
Podiam era ter-me dito que convinha pedalar com o selim posto, tinha poupado muitas dores de cabeça e evitava o cheiro a carne de porco chamuscada. Agora sim. Vamos lá então fazer a Tour de France (mas em Portugal).

O mistério da mensagem fantasma

De há uns tempos para cá tenho vindo a reparar que o ícone das mensagens do facebook dá sinal de vida. Abro as mensagens e nada. Mau. Reparo que afinal tenho um (1) nas outras mensagens, supostamente, as filtradas. Abro intrigada e nada outra vez. Começa-me a escorrer um pingo de transpiração pela coluna abaixo que se aloja nervosamente no rego do cú.
Talvez seja um bug? Talvez. Dias depois lá aparece novamente o símbolo de uma nova mensagem e mais uma vez, nada lá dentro. Por esta altura já deixei de lado o raciocínio lógico de que poderá ser um bug e passo à fase psicótica seguinte: começo a entrar em pânico e a achar que "alguém" quer falar comigo.

Será que os entes do além conseguiram arranjar uma nova forma de se conectar com os entes destas? Eu espero bem que não. Mal tenho mãos que cheguem para lidar com tanta gente viva deste lado que não tenho disponibilidade para as gentes do outro. Só espero é que não se lembrem do Whatsapp e do Viber porque senão tenho a vida arruinada e o pacote de dados nas lonas para toda a eternidade.
Mas quer-me cá parecer que com a quantidade de mensagens em branco que recebo que os moços não se estão a dar muito bem com as tecnologias, ou então, só têm por lá um Zx Spectrum e já estão a dar em loucos com o desespero e mandam cacetadas no teclado, batem no enter sem querer e enviam-me isto assim. Vou deixar aqui uma dica, caso eles estejam a ler (eles os espíritos, ou eles os serviços secretos que tudo espiam) podem experimentar enviar-me um chocolategrama que eu agradeço e ganham aqui uma amiga para a vida (e para além dela).

Já estou a pensar na emissão de cartões para meter aí nos carros do pessoal:
"Professora Didi, mãe de cão, gato, tritão e gecko. Perita em esvaziar cozinhas cheias de comida e carteiras cheias de dinheiro. Experiência em assuntos da alma por chat do facebook ou google+, não aceito pelo orkut nem pelo hi5. Cash in advance".

Crescem bananas por essa internet fora, parecem míscaros!

Queixei-me certa vez que o meu facebook estava atulhado de imagens religiosas e achei por bem eliminar alguns amigos fanáticos. Irritei-me levemente quando comecei a ver fotografias de mulheres só de cuecas e soutien a mostrar a barriga de grávida. Tempos depois foi uma enchente de imagens de bebés já que toda a gente decidiu parir ao mesmo tempo e obrigar o resto da população a admirar o seu rebento e o tudo o que ele fazia. Irritei-me a sério quando vi uma foto de um vomitado de bebé com uma legenda para lá de orgulhosa. Tomei uma decisão, ou apagava mais uns quantos malucos ou publicava uma foto do estado em que ficou o meu carro com a carraspana que apanhei na passagem de ano, achei que era menos vergonhoso apagar mais umas pessoas e lá o fiz. E então agora o meu facebook está cheio de bananas? Por este andar fico sem amigos virtuais o que já me começa a preocupar.

Bananas. Bananas acompanhadas de mensagens contra o racismo. Vamos lá ter calma e pensar com lógica! Lá porque alguém atirou uma banana a um jogador não quer dizer que o esteja a chamar de macaco. Uma banana é um alimento altamente rico em magnésio e que levanta a glicose enquanto o diabo esfrega um olho e por acaso já viram o preço a que está o kilo da banana? Um roubo! Pelo que se saiba o rapaz até pode ter passado dificuldades apenas para poder atirar um alimento altamente nutritivo com conotações racistas e em alta velocidade ao seu jogador preferido e agora já estão a acusá-lo de racismo? 
Quer dizer... um dia destes que passe por uma prostituta e que lhe atire com um vibrador à tromba estarei a ser preconceituosa? Quer-me cá parecer que não. Parece-me sim que estou preocupada com o prazer da senhora da vida, e quiçá, dar-lhe umas quantas ideias para investir no seu ofício. Mas no entanto, apenas as conotações negativas são realçadas. Assim é complicado ajudar pessoas.

Agora, peço desculpa pela ausência mas vou fazer uma check-list das pessoas que vou apagar.

Didi em mais uma decepção cinematográfica

Eram meia noite e picos do dia 22 quando decidi que ia ver o filme Ninfomaníaca já que toda a gente falava dele. Uns porque é chocante ver como a dependência do sexo afecta a vida social, outros pela decadência, outros porque a gaja era bem boa e ainda outros para ver nabos com a cabecinha de fora. Não sou fã incondicional do Lars von Trier, gosto de uns e desgosto de outros por isso arrisquei já que pelo menos a concordância geral é que era um filme de génio e eu ia ver umas quantas berlaitadas pelo caminho.
Vi o volume I e depois de seguida vi o II. Deitei-me às quatro e tal da matina sem saber na realidade se gostei ou não, mas no geral achei-o um bocado parvo.

Então uma tipa que fornica incansavelmente com quase todos os homens à face da terra, envereda pelo sadomasoquismo e leva grandes cargas de açoites nas nalgas, tem relacionamentos lesbianos pelo caminho e depois no final após descrever o percurso da sua vida a Seligman (que é um homem assexuado) a quem confessa que fez um bóbó a um pedófilo por pena e no fim mata o Seligman porque ele quis descobrir o que era o sexo, encostou-lhe a gaita à nalga e ela lembrou-se que ai ui agora já não queria fornicar mais até ao fim dos dias, queria ser pura e casta com o pito e o olhinho todos esbardalhados e mata-me o gajo.
Mas que grande pega. Então o homem esteve ali todo o santo filme a ouvir a conversa de encher chouriços dela para no fim querer dar-lhe com o salpicão e ela faz-lhe isto? Em boa verdade vos digo que um homem que tem a paciência para aturar a lenga-lenga duma mulher durante quatros horas merece o maior regabofe de todos os tempos. E aquela jumenta não foi capaz de dar uma berlaitada por caridade a um velho que nunca tinha experimentado pito?

Com isto tudo tenho a agradecer às minhas amigas de escola porque a Joe (aqui retratada como uma pega sem coração) iniciou-se no mundo da fornicação massiva porque a amiga apostou um saquinho de berlindes de chocolate a quem conseguisse pinar com mais homens no comboio. Ora, ela teve cinco pontos e ganhou mas tenho cá para comigo que se me abanassem um caixa de uma pizza familiar à frente do nariz não sobravam homens na Terra para contar a história.

Querem-me ficar com tudo é o que é!

Estava eu a fazer aquela tarefa anual que odeio, não a de lavar vidros, mas a outra de seu nome IRS quando tocam à campainha. E já sei de antemão que ou é:
a) a minha vizinha de baixo; ou b) peditórios.
Normalmente nem abro mas naquele dia estava bem disposta porque acreditava que ia ter um valente reembolso. Abri a porta e apresenta-se-me um tipo jovem, bem vestido com o colete de uma associação conhecida que ajuda criancinhas as redor do mundo, mas que eu não vou nomear porque ninguém me pagou para andar a fazer publicidade.
Ouvi a lenga-lenga do costume e até ia contribuir quando reparo que o moço não desviava o olhar das minhas irmãs. Pumba! Esqueci-me que tinha ido à porta com uma camisolinha sem soutien e que o rapaz estava com alguns problemas em manter um discurso coerente, até que eu olhei para o formulário que ele trazia, li "autorização débito directo" e a casa veio abaixo.
Calma lá! Podem-me olhar para as meloas em troca de caridade que eu deixo. E mais, se o rapaz me dissesse que se eu levantasse a t-shirt que ele acabava com a fome no mundo eu fazia o sacrifício em nome da humanidade, mas não me peçam autorizações bancárias para doações.
O moço ainda tentou argumentar que não tinha qualquer tipo de obrigatoriedade e que assim que pretendesse desistir bastava contactar uma linha deles, mas pessoalmente senti-me ofendida. Uma doação é dada quando se pode e quando se quer e não uma obrigação mensal.
Com isto tudo, voltei à declaração anual que me vai render um reembolso de fazer chorar as pedras da calçada que em princípio dará para um café e isto se o café não aumentar mais cinco cêntimos.
Vou mas é pegar na ideia daquela maravilhosa associação, que de mim não leva nem mais um chavo e vou começar a fazer peditórios também por débito directo, se tudo isso falhar vou para a rua levantar a minha t-shirt em troca de notas de quinhentos.

Dissertações sobre a essência do macaco

E enquanto analisava atenciosamente a situação de um cliente eis que a minha cara colega, colaboradora e amicíssima Iny me atira um 'olha lá ó porca qual é a consistência do teu macaco?' enquanto me via de dedo indicador enfiado venta acima quase a tocar no olho.
De início não dei importância, mas ao chegar a casa constatei que é um assunto que deve ser abordado e que a maioria das pessoas tem medo de falar porque é tabu. Aliás, eu conheço pessoas que levam na bufa como se o mundo acabasse hoje, mas no que toca a macacos puxam logo vómito e chamam-me de porca.
Ora eu, javardolas desde tenra idade, que quando miudinha e a minha mãe não me dava dinheiro para pastilhas eu arrancava as ditas do chão do recreio e mascava-as não haverá muito mais que me possa meter nojo pelo que dei o corpo e a minha narina direita ao manifesto da Ciência.
Segundo a Wikipédia um macaco é um mamífero. Obrigado pelo óbviosidade da coisa! Mas depois seguiu-se uma observação proeminente no Yahoo! Respostas que nos diz que é "uma substância viscosa de origem biológica" mas abordando mais profundamente o Google dei com um site (duvidoso) que indicava que "comer macacos reforça o sistema imunitário" e aqui sim chegamos ao busílis da questão e o porquê de eu ser saudável. 
Mas como eu sou uma tipa que gosta de abordar os assuntos de forma científica, objectiva e imparcial pus em prática a análise e constatei que de manhã, ao acordar, é a melhor altura de limpar o sótão. Estão crocantes e um toque de unha fá-los logo despegar-se e cair quais cornflakes a saltarem do pacote para a tigela. Depois mais pelo meio da manhã com a ajuda dos ares condicionados a constituição dos mesmos é mais aquosa, pegajosa, daqueles que normalmente dizemos que 'epá parece que traz um bocadinho do cérebro atrás'. 
Lá mais pelo meio da tarde, ganha uns tons de verde escuro com um leve degradê de verde claro com um pequeno apontamento de vermelho. Sinal, de quê, andamos a escarafunchar mais do que o devido e já se arranhou uma veia. E normalmente ao final da noite, já com o nariz meio dorido destas investidas científicas o burrié vem acompanhado de uma nanha vermelha e da frase 'ai jesus que tou a sangrar do nariz, arranja aí um lenço que eu vou-me esvair em sangue'.

É nestas situações que me dá pena. Tanto. Mas tanto talento científico desperdiçado em mim. Eu poderia ser o próximo Nobel da Ciência e ando aqui a esbanjar pérolas de sabedoria.

A vida em flashback

Das recordações que mais me lembro da minha juventude, a seguir a apanhar porrada com a colher de pau por roer as unhas, era ver os Ficheiros Secretos às quartas na TVI. Também gostava muito de ver às escondidas os filmes badalhocos que davam de madrugada e ainda hoje tenho pesadelos com a Orquídea Selvagem, mas isto já são outros quinhentos.
Nunca perdi um episódio, mesmo estando de castigo via pela fresta da porta entreaberta. Ainda bem que nunca fui apanhada porque senão para além de apanhar outra vez no lombo perdia o episódio e isso é que me chateava. Quem é que precisava de amigos quando tínhamos os Ficheiros Secretos? Ninguém. Por isso mesmo ainda hoje sou anti-social e quero acreditar que existe algo mais.
Maneiras que hoje ao atender uma tipa veio-me à recordação o nono episódio da segunda temporada, de seu nome Firewalker. Isto porque era um episódio onde uns cientistas tinham sido contaminados com uns fungos que às paginas tantas enchiam-se de nhanha e rebentavam, contagiando quem estivesse em contacto com os esporos. Ainda me lembro da Scully à rasca para não levar com o espirro do esporo na tromba refugia-se atrás de uma porta de vidro e não é contagiada. Durante muito tempo acreditei que um gajo a ter um orgasmo era quase assim, sujava tudo no espaço de um metro, depois de crescer aprendi que não, assim como aprendi que as colheres de pau têm outras utilidades, como por exemplo, imagine-se, cozinhar.
Mas tudo isto para dizer que estava a atender uma matrafona que tinha a beiça de tal maneira inchada com herpes que parecia que tinha um berlinde pendurado no lábio cheio de pus e eu revi aquele episódio à frente dos meus olhos, e pensei cá para comigo que era agora. Aquilo para que os Ficheiros Secretos nos tinham preparado tinha chegado. A qualquer momento, aquilo iria rebentar e eu estaria preparada.
Por acaso nada disso aconteceu. Fiquei desiludida. Não houve evacuação (excepto à bocado que eu evacuei um bocadinho) e a Scully nunca levou com o fungo do Mulder.
A minha juventude foi uma mentira.

Dramas femininos com pressões barométricas e algumas pluviosidades

Tenho para mim que a segunda melhor sensação do mundo é ter o pito tosquiado. Dá-nos uma sensação de novidade, limpeza e correntes de ar que ao mesmo tempo são estranhas e refrescantes à alma de uma garina. Mas como em tudo na vida, há sempre o reverso da moeda. Onde o Universo nos dá alegrias com uma mão a seguir espeta uma faca nas costas com a outra.
Eu comparo um pipi sem pêlo a um daqueles sistemas de rega super modernos que jorram água para tudo o que é sítio (daqueles que fazem tá-tá-tá-tá-tá). Já sei de antemão que quando ando com a gina ao léu e tenho de ir a WCs públicas vou ter de praticar sessões ginastas e de contorcionismo ao ponto de me deixarem com cãibras durante largas horas.
É como uma dança: abro o fecho. Baixo as calças. Ponho-me em bicos de pés. Meto a nádega direita levemente mais subida que a esquerda e experimento largar a gotinha. Muita força. Demasiado esguicho para nordeste. Levanto dois milímetros mais a perna direita. Deito nova gotinha. Inclinação para sudeste. Esguicho com ligeira ondulação de 0.3-0.5 metros de altura e a 32km/h. Perfeito. Mais perfeito era impossível.
Digo-vos desde já que é preciso uma grande mestria e ter mijado pelo menos umas três vezes os calcanhares para acertar com o buraco mas hoje posso dizer que a minha gina é uma autêntica rosa dos ventos sabendo sempre o norte magnético da Terra, as correntes, e a direcção do vento.
Ainda no outro dia um transeunte perguntou-me qual era a carreira para o Campo Grande. Não lho soube dizer. Mas soube indicar que se tivesse um balão de ar era girar a 90º para noroeste e chegava lá, era sempre em frente.
Não é à toa que o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, antes de se chamar IPMA.pt chamava-se METEO.pt porque está mais do que visto que era só metê-lo para saber as exactas condições atmosféricas ao segundo. A meu ver METEO era um nome mais pomposo, mas que sei eu disto? Eu sou apenas uma mera mortal com gosto pelos pontos cardeais.

O mês Não

A maioria da população tem um dia Não. Eu vou mais além e tenho um mês Não.
Ora um mês Não é aquele mês que deveria ser removido do calendário do corrente ano, salvava o ano e salvava muitas dores de cabeça ao mesmo tempo.
Fevereiro é o mês dos falecimentos. Faleceu a minha avó. Faleceu um tio do Abade e vamos la ver quem é que mais falece uma vez que ainda faltam dois dias para o final do mês.
Depois, algures ali no dia vinte e tal pensei que o Fevereiro até se estava a decidir ser um porreiraço comigo porque finalmente deixou-me comprar a minha Canon. Mas eis que seis dias depois decidiu armar-se em parvo outra vez. Não me pode ver mais alegre e bem disposta e fez-me mandar um grande tralho do meio das rochas na Ericeira. E conseguir endireitar-me? Era o endireitas. Andei ali a patinar a patinar e não conseguia sair daqui... aqueles lismos escorregavam tanto como azeite no meio de uma berlaitada. A única coisa que me recordo assim que senti o pé a fugir foi 'ai a máquina não' e a seguir aterrei. Podiam ir os dentes, podiam ir os dedinhos o resto não, senão nunca me perdoaria.
No meio disto tudo lá consegui afastar-me daquela langonha saindo apenas com o joelho e o orgulho feridos.
É que nunca mais volto à Ericeira que hoje ia sendo o terceiro falecimento do mês!

Peixinho ao Pateão Nacional

Gostava de perceber porque é que o jogo de cartas do Peixinho não é famoso a nível mundial.
Tenho pensado nisto cada vez mais e mais. Tudo porque o Abade começou a jogar Poker online e tem tentado, sem sucesso, explicar-me o que são o Royal Flush, Full House, High Card. Mas eu apenas consigo perceber o Four of a Kind e mais nada por aí além. Se o Poker movimenta dinheiro em apostas legais e ilegais não percebo porque o Peixinho também não o faz.
Ainda me lembro que quando jogo ao Peixinho perco anos de vida. A tentar sabotar as jogadas dos outros enquanto faço as junções dos quatro naipes. Os nervos de escolher uma carta do molho quando é hora de ir à pesca. Isto sim é um teste às expressões faciais. Agora o Poker... aquilo parecem um molho de cartas esbardalhadas numa mesa e alguém se lembrou 'ah e tal vamos chamar a isto um Full House' e ah tal e porquê? 'Porque a casa está full de parvos a gastar dinheiro nisto'.
Sugiro o Peixinho para campeonatos mundiais, e porquê não ir ainda mais longe e sugerir o 40 Apanha?
Gajas e gajos de nalgas para o ar a apanhar cartas e o mais rápido ganhava a jogada. Até já consigo imaginar o remake da música Poker Face da Lady Gaga nos ouvidos.

Adeus Avó

Não consigo perceber como é que em menos de um ano passaste de uma pessoa saudável, apenas com início de demência, próprio do avanço da idade a uma pessoa acamada que falava comigo não me reconhecendo e que me dizia 'eu gosto muito da Diana, queria ir para casa dela mas sei que ela não pode ficar comigo'... partiu-me o coração ouvir isto da minha avó, de uma pessoa outrora roliça, bonita,  agora magra, acamada, amarrada da cintura para baixo, de fralda. Partiu-me o coração vê-la a definhar sempre que a ia ver.
Ela nunca deveria ter sido arrancada da sua casinha, nunca deveria ter sido arrancada do seu mundo, das suas gatinhas, dos seus vizinhos... mataram-na.
Hoje ao sair de casa para a ir ver ao lar recebo uma ligação do meu pai a dizer que ela tinha falecido há dez minutos atrás. Só pedia que tivesse aguentado mais uma hora, o tempo suficiente de eu a ver com vida. Sei que ela já não estava bem. Ontem já tinha tido um avc, o coração falhava e a pneumonia não ajudava. Das urgências mandaram-na de volta para morrer em casa. Custa-me a aceitar, mas compreendo, é a lei da vida e não há necessidade de prolongar o sofrimento de alguém quando sabemos que não vai ficar curada.
Mas ainda assim apenas queria vê-la viva. Dar-lhe a mão. Chorar junto a ela. Mas agora perdi-a e nunca mais a vou ver.

Didi e a saga das skinny jeans. É que nunca mais!

Eu não sou a típica mulher que gosta de ir às compras. Na verdade, eu odeio compras e ainda para mais quando se trata de roupa e as músicas que passam nessas lojas dão-me conta da cabeça.
Mas andava a adiar a compra de umas calças de ganga até ao dia em que decidi que tinha mesmo de ser. Era isso, ou um dia destes habilitava-me a que um cliente me dissesse que me estava a ver o olho do cú. Ora, eu que nunca comprei calças na H&M fiquei meio perdida com aquilo. Que medidas são aquelas? 22/21, 24/32, 26/22, 32/32? Eu só conheço o 36, 38, 40, 42, 44 e 46 e cinquentas não conhecia aquelas medidas, que heresia era aquela?!
Agarrei em sete ou oito pares para tentar ver as diferenças entre elas, o Abade noutras cinco mas não percebíamos nada daquilo, e estava quase a desistir quando fui contra um placard no meio das calças que explicava como funcionavam as medidas. Fiquei pior. Pois se antes não percebia aquelas medições agora tinha de me preocupar em fazer conversões e amiguinhos... números não é mesmo comigo.
Lá encontrei duas que me agradaram. Visto a primeira. Fica catita. Assenta bem na peida. Demasiado barriga subida e ainda as puxei até ao máximo para me rir da figura no espelho. Visto a segunda. Uma cintura mais decente. Também assenta bem na peida. Mas quando fui a despi-las, não saiam... mau. Não era normal. Olho para o espelho e leio na minha traseira 'snaej ynniks', ou em português 'skinny jeans'. Foi o fim do mundo!
Onde é que me fui meter! Puxava com a mão, mas elas não saiam. Sentei-me e puxei com as duas e nada. Irritei-me, baixei as calças e despi-as à puto que é como quem diz, pisei a calça com um pé e forcei a outra perna a sair. Saíram as calças disparadas, saíram as peúgas e só não saíram as cuecas porque as agarrei a tempo.
Fiquei feliz com a compra, mas hoje ao ver o meu vencimento apeteceu-me de imediato ir de cuecas manifestar-me em frente à casa do primeiro ministro enquanto lhe atirava pedras forradas com os meus recibos de vencimento à janela.
No meio deste azar todo, só espero é não ter apanhado pé de atleta porque fiquei descalça naqueles provadores. Eu. Que não faço cocó em casa de banho públicas, ficar descalça onde milhares de pessoas metem as patas é coisa para me deixar a pensar que apanhei uma gonorreia pelos pés.

Descobri que o meu objectivo de vida é o narcotráfico

Acho que tenho de parar de ver a série Breaking Bad. Está-me a subir à cabeça a loucura das metanfetaminas e já fiz aqui um acordo verbal com a sócia Iny para o fabrico da mesma.
Eu nunca fui muito boa a química, nem a matemática, nem a tudo o que tenha números e ainda hoje para fazer contas de somar recorro à calculadora para ter a certeza de que não estou a errar, mas eles fazem aquilo parecer tão fácil e tão fixe que é impossível não pensar em fazer o mesmo.
Ao fim e ao cabo aquilo, conforme eles dizem, é "cozinhar". Coisa que por sinal também não sou nada boa. Mas duas coisas sei eu que domino: Bolo de Iogurte e Bolo de Chocolate.
Por isso, se me falharem as contas ou ingredientes espeto para lá um iogurte e resolve-se o problema. Já consigo imaginar: Metanfetaminas com L. Casei Imunitass. Uma forma de deixar caruncho nos dentes e na saúde mas conservando sempre o bom trânsito intestinal.
E a parte aliciante do negócio é que aquilo parece dar muito papel e eu sempre me considerei uma pessoa predisposta geneticamente a ser rica, dê lá por onde der. É possível que tenha de matar uns quantos pelo caminho. Matar uns sete ou oito é um balanço positivo tendo em conta que existem 7 biliões de habitantes neste planeta. Até estaria a fazer um grande favor à Terra já que a metanfetamina limpa uns quantos com umas overdoses e sempre eram menos a chatear.
Pensando bem, "cozinhar" dá demasiado trabalho e é um compromisso que eu não conseguiria manter porque nunca consigo levar os projectos até ao fim, eu vou-me mas é dedicar à visualização de séries de TV que ao menos não me dá dores de cabeça e não tenho que cozinhar.

O dia em que descobri que o Universo não me curte

Comecei a desconfiar deste pequeno preconceito por parte do Universo para comigo no dia dezassete de Janeiro do corrente ano, quando ao deslocar-me a uma Worten para matar saudades de máquinas fotográficas DSRL, agarro numa e o alarme dispara fazendo-me fugir da loja a sete-pés tornando-me o centro das atenções onde todos olhavam para mim de esguelha. Apressada. Corada e com uma mala grande debaixo do braço (nada suspeita) a dar de frosques qual prisioneira evadida do Estabelecimento Prisional de Linhó.
Quis acreditar na altura que aquilo foi uma coincidência, mas foi no dia dezoito que tirei esta perseguição a limpo. Eis que retorno à mesma loja e agarrei noutra máquina fotográfica diferente da que tinha agarrado no dia anterior e aquela treta dispara novamente. Ora se estava indecisa entre Nikon e Canon, contentei-me com um Non da parte do Sr. Universo.
Vem o segurança e vem o moço da Worten a correr e a pedir desculpas, eu digo-lhe que não tem de pedir desculpas que eu também só não a roubava porque o alarme disparava e seria apanhada o que era uma chatice. Ele fica assustado a olhar para mim, eu olho para o céu e pergunto-me cá para os meus botões o que é que é feito do humor destes jovens.
Mesmo assim considero-me uma tipa persistente e já que aquela Worten não queria nada comigo eu ia tentar outra. A loja seguinte, que já devia ter sido avisada que eu andava a fazer um estudo de mercado decidiu pôr as únicas três miseráveis máquinas que tinham fechadas numa vitrina. E é assim que querem vender e ganhar comissões?! Assim vão ganhar é um carrão de amigos. Bandalhos!
E pronto, ando abatida, consumida, saudosista porque realmente o Universo (e o Abade) não querem cooperar comigo e eu ando cheia de saudades de uma maquineta e de umas boas fotos.

A noite em que eu ia finando mas que afinal não finei (mas olhem que andei lá perto)

Esta publicação é dedicada a todas as pessoas que acham que vão ficar eternamente solteiras e que vão morrer sozinhas sendo encontradas dois meses mais tarde já meias mumificadas e porque já o apartamento trasandava a couves de bruxelas podres.
Meus pequenos javardolas não se fiem que lá por estarem numa relação estão safos de finarem sozinhos sem ninguém que se lembre de vós. E digo-vos isto em primeiríssima mão. Eu, que ontem ia morrendo no meio dos lençóis sem ninguém que me acudisse e se pensam que foi por metano em excesso no vale das mantas estão vós bem enganados.
Pois que ontem a meio de um profundo sono, em que eu certamente parecia uma princesa com a baba no canto da boca eis que me engasgo e acordo a sufocar. Tossi convulsivamente cerca de 5 minutos quase sem conseguir respirar e quando finalmente a gosma saiu do goto eu vi a minha vida em flashback e tive de partilhar esta aprendizagem com vós.
Não me atrevi a chamar o Abade (que estava na sala). Estava demasiado carente pela minha experiência próxima da morte e possivelmente ia ser chamada de maricas. Mas de manhã, quando acordei, perguntei-lhe assim como quem não quer a coisa se não tinha ouvido alguma coisa estranha no quarto, quando me diz a personagem que ouviu um ataque de tosse mas que não deu importância.
Maneiras que eu poderia ter morrido tranquilamente a espernear enquanto o Abade na divisão ao lado pensava que não era nada de especial. Querem um conselho? Não arranjem maridos nem mulheres, arranjem animais de estimação, quando mais não seja comem-vos uma perninha ou um bracinho, mas não estarão sozinhos.
E com isto tudo estou a cair para o lado de sono é que ontem fiquei com uma cagufa tão grande de falecer que não consegui dormir mais nada de jeito.

Um dos grandes medos da humanidade, mais especificamente, meu.

Eu tenho um grande medo. Aliás, eu tenho vários medos mas tenho um que vai além de todos os outros e chega mesmo ao ponto de me provocar ataques de pânico: campainhas.
De onde vem este pânico? Não sei. Talvez seja a mania da perseguição. Mas há 28 miseráveis anos que o tenho e cada vez que tocam no botãozinho irritante perco 5 meses de vida e borro-me toda. Nunca me hei-de habituar àquele som estridente que me faz serrilhar os dentes, põe-me o coração com taquicardias e a hiperventilar.
Há quem ache o som das sirenes de ambulâncias um mau pronúncio, pois eu cá acho as campainhas piores ainda, porque sabemos de antemão que é para peditórios, ou calamidade das calamidades, os comerciais da Zon ou da Meo. Tenho para mim, que estes comerciais são representantes do demónio na Terra e que andam a ceifar umas quantas almas para Belzebú.
Quando os filhos da mãe tocam à porta, eu e o Abade entramos em modo 1, 2, 3 macaquinho do chinês. Ninguém mexe, ninguém fala, ninguém respira, ninguém sequer manda uma bufa ninja até que eles cedam ao facto de que há gente em casa mas que ninguém lhes vai abrir a porta. Mesmo que dois segundos antes o chão estremecesse ao som de um bom Baixo.
Mas o verdadeiro terror é o dia da reunião de condomínio. Essa seita malvada que desata a tocar às campainhas dos condóminos a informar que a reunião está prestes a iniciar e que todos deviam comparecer porque se tratam de assuntos comuns sem interesse nenhum para ninguém em particular. 
Nesses dias não se janta, não se liga uma luz, não se fala e só se vai passear o cão quando já não há vestígios do sacrifício humano, ou seja, a eleição dos novos administradores.
Tenho fugido por entre os pingos da chuva durante seis anos, por isso, sempre que me tocam à campainha eu penso que é a terrível notícia de que este ano serei a nova administradora e eu não aguento com notícias assim tão fortes, eu tenho um coração de passarinho.
Após pesquisa no Google chego à conclusão de que não existe nome científico para esta minha fobia. Talvez seja a única, uma espécie em vias de extinção, uma edição limitada? Por isso apressem-se nas vossas licitações, para tal, basta solicitarem o meu número da conta bancária por e-mail.

Macacos me mordam!

Não ligo a rock britânico já que as músicas parecem-me todas iguais mas esta dos Artic Monkeys é daquelas que merece o meu voto e irá para a minha lista de Músicas para Uma Boa Berlaitada [link]
É extremamente sensual e para além do próprio ritmo o video está, de facto, muito bem conseguido. Quase que não se consegue desviar o olhar, é hipnotizante.
Maneiras que o Abade está a trabalhar para sustentar o nosso estilo de vida luxuoso e oponente e uma moça está aqui sozinha a ouvir esta música e a pensar que um homem só faz falta quando não está (salve seja), resta-me olhar para o Yoshi e vê-lo levantar-se da cama e ir a bombar os quadris sala fora que o gajo anda cheio de tesão e não consegue andar como um animal normal, parece que tenho uma concertina em vez de um cão.
Já agora, não sei se repararam mas estamos em 2014 e aquilo que eu profetizei aconteceu! Exactamente conforme no dia 01 de Janeiro de 2013 rebentou-me novamente um herpes na beiça no dia 01 de Janeiro de 2014. Eu já nem faço resoluções de ano novo porque o máximo que consigo ganhar é uma tromba nova.
Para 2014 quero que os cientistas se deixem de coisas e inventem a cura para o herpes, porque eu já experimentei de tudo; desde a furar com uma agulha, a esfregar alho, álcool, acetona, gelo, piri-piri e a única coisa que consegui foi ficar com a beiça o dobro do volume e a arder.
Tenho ali um porquinho mealheiro com cerca de nove euros em moedas de 1€. Faço de boa vontade uma doação a uma Universidade qualquer, isto, se me prometerem estudos exaustivos na cura desta bodega.

Coisas que eu faria se fosse estupidamente rica

Começava por comprar o Júlio de Matos e internava-me lá dentro.
Tornava-o uma estância de luxo mas com o privilégio de poder andar drogada todo o santo dia e poder dizer todas as barbaridades do Universo porque afinal era maluca dos cornos e tinha desculpa.
Aproveitava e contratava para Staff do Júlio de Matos toda a equipa dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque é sempre importante ter Bombeiros ao pé de uma pessoa não vá alguma coisa pegar fogo ou precisarmos de assistência.
Internava também a minha mãe, porque ela foi uma das pessoas que encomendou o calendário dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e que ajudou a esgotá-lo.
Comprava uma grande casa ao pé dos Bombeiros Sapadores de Setúbal porque não há melhor forma de estar protegida do que junto a um quartel.
Fundava a TBSS - Televisão Bombeiros Sapadores de Setúbal e passaria exclusivamente notícias sobre meteorologia onde os pivôs seriam, claro está, os Bombeiros Sapadores de Setúbal. Estariam sempre super profissionais de cuecas a apresentar avisos da protecção civil. Atrevo-me a dizer que durante o ano seguinte os avisos seriam sempre de alerta vermelho por causa do calor e já consigo imaginar o mulherio por esse Portugal fora a ir esfalecer às portas de Setúbal.
Assim de repente não me ocorre mais nada que faria se eu fosse estupidamente rica.