Are you alive? How does it feel to be alive?

Como colocar em palavras aquilo que não é possível colocar? Talvez começando por dizer que nunca fui fã de Metallica, conhecia a Entersandman e a Nothing Else Matters e bastava-me.
É certo que nunca tive a inclinação da moda para o rap, pops e afins. Na adolescência sempre fui mais ligada ao punk, destacando-se Offspring e Pennywise, e numa outra vertente, adorava (e adoro) Pink Floyd, Queen, Deep Purple, Guns entre outros do mesmo género. Mas a verdade é que depois de ter conhecido o Abade tudo mudou. Posso dizer que conhecê-lo fez-me evoluir musicalmente e em assuntos paneleiros do coração também, mas isso são conversas demasiado rabetas para este post.
Como sou dotada de um bom mau feitio, quando ele começou a tentar converter-me a um Metal mais pesado a minha primeira reacção foi resistir, não gosto da mudança, de sair da minha zona de conforto. Não gostava, era muito barulho, a voz do James irritava-me e também não ajudava o facto de o Abade tentar fazer-me gostar daquilo com a música em altos berros com uma distorção enorme. Mas por ele decidi dar uma segunda oportunidade a Metallica. Cheguei a casa e comecei a pôr os álbuns, um a um, no discman e depois de os ouvir, renasci. De repente, Offspring e Pennywise pareciam-me um bando de putos a dar ali umas guitarradas malucas à toa. De repente, tudo aquilo que eu tinha gostado desde que me lembrava até aos 20 anos tinha mudado. De repente, a minha verdade tinha mudado e eu não podia fazer nada contra isso.
E assim mantenho-me até hoje. Não consigo viver sem Metallica e não consigo ouvir um álbum no volume baixo. Posso dizer que é a minha religião e o James Hetfield o meu deus, porque a música que eles criam não é música, é vida. Cada acorde, cada rift, cada timbre na voz do James arrepiam-me desde a ponta do cabelo à ponta dos dedos dos pés. E desde aí nunca perdi um concerto deles em Portugal. E se no outro dia até tinha agradecido o facto de não ter gasto 10€ no bilhete para ir ao cinema, hoje digo exactamente o inverso, e vou repetir a experiência.
O que dizer de Metallica: Through the Never? Que é uma experiência extra-sensorial. Eu não vi um concerto, eu fui transportada para dentro de um. Eu estive lado a lado com cada membro da banda. Foi uma experiência surreal, maravilhosa e nítida com uma qualidade de som espectacular.
Acho que ontem deixei o meu coração na sala IMAX do Colombo e hoje tenho de regressar para o ir buscar.

15 comentários:

  1. Gajos.. sempre a desencaminhar as suas mulheres :D quando conheci o meu, ele tinha passado de metaleiro e grande fã de Metallica para sons mais.. paneleiros (é uma boa palavra :D), vá! Só pode ter sido coisa do destino, já que os nossos gostos musicais encontraram-se a meio caminho (e às contas disso "herdei" uma vasta colecção de CDs de música electrónica he he he).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A partir daí eu só ouvi Metal e quanto mais pesado melhor :). O que eu ouço mais de música electrónica é Rammstein fora isso não gosto de martelinhos :-P

      Eliminar
  2. Nunca consegui idolatrar uma banda, ou um cantor.
    Gosto de alguns géneros musicais mais do que de outros, mas a minha relação com os músicos é assim: eles estão lá para cantar e eu estou cá para ouvir.
    Se cantam/tocam bem, não fazem mais do que a sua obrigação.
    De um músico exige-se boa música, do mesmo modo que de um padeiro se exige um bom cacete. Lool

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fogo! Eu gosto de um cacete feito com carinho porque sabe melhor :).
      Eu também não idolatrava nenhuma banda, até ao dia. Por essas e por outras é que eu nunca mais digo que desta água não beberei, xiça!

      Eliminar
  3. O Abade deve sentir-se orgulhoso pelo que conseguiu! :p

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, sim. Está-me sempre a dizer "o que seria dos teus gostos musicais se não fosse eu" :-D

      Eliminar
  4. Isso sim é sinal de que foi um estrondoso concerto!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O 3D comparado com o IMAX não é nada. Aquilo parecia mesmooooo real.

      Eliminar
  5. As minhas escolhas musicais costumam recair em sons mais leves, e de Metallica só conheço mesmo as músicas mais conhecidas. Ainda assim, penso que ver um concerto deles "assim" deve ser fantástico pelo ambiente criado :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A partir daquele momento fui sempre indo para sons mais pesados. Hoje em dia quando oiço uma coisa mais calma fico sempre com a sensação que me faltou algo.

      Eliminar
  6. Não deixes é o carro longe senão inda te roubam as rodas!!!! Não me posso pronuncia muito sobre Metallica pois só conheço as mais conhecidas.. Mas tenho lá um vinil dos Pink Floyd que te podia oferecer :)
    (a chuva põe-me assim, dada)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é preciso :-D. Tenho vinil de Queen, Pink Floyd, Dire Strait, Deep Purple isso é o que não falta em casa da minha mãe hehehe.

      Eliminar
  7. Cá por casa a "coisa" foi um pouco diferente ... o homem já gostava de metallica, já ouvia uns sons de metal e tal mas nunca muito pesado, nunca de forma extrema e activa. Até que eu lhe apareci à frente.
    Actualmente, uns 9 anos depois e um puto com 4 anitos, posso dizer-te que até o meu filho ouve metálica e "curte o som" - mas, para ele, num volume apropriado.

    Mas eu própria também evolui, voltei a apreciar música clássica, fado mas o metal está, para mim, no topo. Durante a gravidez devo ter dado tanta dose de música clássica como de metal ao meu filho...não sei bem o que lhe vai fazer a nível do desenvolvimento mas sei que choquei muita gente que me ouvia a ouvir metal - já de si eu choco porque ninguém que olhe para mim imagina que eu ouço metal - mas estar grávida de 8 meses e ouvir metal... sim eu choquei muita gente... ouve algumas expressões faciais de algumas pessoas que são memoráveis (e uma senhora benzeu-se)

    ResponderEliminar

Opina aqui qualquer coisinha!