Vizinha de baixo, minha porquita!

Ora quem lê a Confraria, tipo... desde o início, sabe que eu tenho uma relação ódio-raiva-ódio-morte-esfolava-aquela-gaja-com-os-meus-próprios-dentes com a minha amada vizinha de baixo.

Ela não me diz bom dia e eu não lhe aperto o pipo... é um bom acordo para as duas e assim aprendemos a conviver uma com a outra lançando apenas uns olhares de morte pelo caminho.

Pois hoje de manhã estava eu a cumprir o ritual matinal de meter os fones nos ouvidos e mandar a mensagem de bom dia à mãezinha (nada de gozar) quando vejo aquela assombração a chegar à paragem muito risonha. Eu olhei para trás para ver se era comigo... eu estava sozinha... MEDO.

Diz-me ela: "Oláááá bom diiiaaaaa! Sabes-me dizer se vai passar um autocarro agora?!"
Disse eu (depois de pensar 23 segundos sobre esta atitude): "Bons dias. Está mesmo a passar um... realmente não vale a pena ir até lá abaixo e depois ficar pendurada a meio caminho." e (reparem bem na estupidez)... sorri-lhe AHHHHHGGGRRRRRRRR (não consigo controlar o meu trombil, dá-me sempre para sorrir... merda).

Mas isto não ficou por aqui... eu entro e sento-me.
Ela entra, e com tanto lugar, veio sentar-se junto a minha toda sorridente e a querer meter conversa.

Estou traumatizada.
Maneiras que eu a qualquer momento devo estar a receber uma notificação do tribunal por lhe ter dito "Bons dias" em vez de "Bom dia", que aquela gaja não é de confiança... é louca! Fugeeeeeee!

Memoires de uma aluna

Meus queridos pimbalheiros, lamento profundamente a minha ausência... mas isto de andar a tirar o código tira qualquer um do sério, e chegar às tantas a casa e ainda ir fazer uns vinte e nove testes não deixa muito tempo para mandar uma pinada, quanto mais vir actualizar aqui a pocilga.

Ainda não fui a exame de código, mas já tive a minha primeira aula de condução.
Nem vos digo nada... fui toda contente a pensar que era só mete o cinto, ajeita os espelhos, faz o pisca, tira o pisca, mete a primeira, desliga o carro e até amanhã e boa noite e o caralhete é que foi.

Sentei o rabo no carro, Didi mete o cinto, ajeita os espelhos, faz o pisca, tira o pisca, mete a primeira e diz o instrutor "então agora pisca para a esquerda e vamos arrancar" ... ora bem, eu já andei com a carroça do Abade 1 metro para a frente e 1 metro para trás... mas andar com um carro a gasolinha sabe-se lá quanta distância deu-me logo uma caganeira.

Lá fui eu... aventureira de altas velocidades a 20 km à hora, no meio de trânsito e do pára-arranca, sobe o quarteirão, desce o quarteirão e o gajo a dizer para eu travar devagarinho e os meus joelhos que não obedeciam com os nervos e dava patadas à bruta no travão, patadas na embraiagem e no acelarador!
Para cúmulo, ainda me obrigou a estacionar entre dois carros de marcha-atrás e a fazer inversão de marcha...
Com isto tudo não bati em ninguém e o carro só foi abaixo quando cheguei à escola e o estacionei.

Não sei se toda a gente teve assim a primeira aula... mas eu até estou com medo da segunda!

Didi, a cumpridora de tradições.

Peúga rócócó esparramada ontem no sofá e tocam à campaínha:

Dois putos: "Pão por Deus..."
Didi: "Queres um pão?"
Putos: "Não, queriamos trocos"
Didi: "E se for pão com manteiga?!"
Putos: "Ah não..."
Didi: "Ah, pois trocos não tenho! Então até pró ano"