Anda cá anda...

Hoje fui à praia e pela primeira vez fui mandar umas semi-braçadas na água sem medo de morrer afogada.
Digo "semi-braçadas" porque eu basicamente só sei nadar à cão com misturas de prego, ou seja, glu glu e ai-acudam-me-que-eu-tou-a-ir-ao-fundo.

Digo "sem medo de morrer afogada" porque tem estado sempre umas onditas ranhosas e eu morro de medo da água (tanto que raramente tomo banho), quando me bate uma onda pelo joelho já começo a dizer "Ai ò Abade anda aqui para ó pé de mim que já tou a ficar aflita"... normalmente, sou eu e as criançinhas à beira da água a correr até à ondinha e depois quando a ondinha vem, vamos todas a fugir à ondinha com gritinhos histéricos.

O Abade só passa vergonhas comigo.

E não sei, mas penso que foi da excitação de estar na água que quando chegou a hora de ir embora deu-me uma paragem cerebral (outra).
O Abade disse-me para esperar que ele andasse mais um bocadinho com o carro à frente para me dar mais jeito para entrar (reparai bem na subtileza do gajo para me dizer que eu estou gorda que nem uma texuga), ele anda um bocadinho com o carro e começa a rir-se para mim como quem diz "Vais ficar aqui na praia e eu vou-me embora minha porquita" pois a Didi desatou a correr, atirou o saco pela janela pra dentro do carro, abriu a porta (isto tudo e o carro em andamento) e saltou lá para dentro (grande mulher sim senhora... melhor que qualquer duplo de cinema).

O Abade parou logo o carro todo ofendido a perguntar-me se eu achava mesmo que ele me ia deixar lá, ao que eu lhe respondi "Claro, mortinho estás tu por te livrares de mim. Mas olha que não me vou facilmente"... maneiras que veio o caminho todo a abanar a cabeça sempre que olhava para mim.
Eu a pensar que tinha feito um acto heróico e ainda passei foi por maluca, ah claro... e isto fora as paxaxas que estavam a ver no parqueamento devem ter ficado a pensar "Ai coitada da rapariga, ele deixava-a cá... realmente os homens não valem nada".
E para terminar o dia, fomos ver A Origem, mas o Abade não percebeu nada... coitadito.

Que susto!

Data: 25 de Julho.
Hora: 04h35 da matina de Domingo.
Local: Sala de estar.

Após jantar miúdos com massa (eheh), um gelado, dois pacotes de minichips-ahoy, dois bollycaos e 10 minipalmiers (comigo tem de ser tudo mini que é para não engordar tanto) eis que me dão umas dores de barriga dignas de fazer chorar o gajo mais machão do mundo.

- "Mor..."
- "Quié desta vez?!"
- "Tenho vontade de fazer cócó."
- "Então vai fazer..."
- "E o barulho do autoclismo?! A vizinha de baixo ainda vem cá acima bater à porta por isto serem horas impróprias para cagar... podias ir espreitar ali no óculo a ver se a gaja começa a subir as escadas e eu cagava mais descansada."
- "Epah... mete água dentro de um balde e depois despeja o balde para para a sanita que faz menos barulho que a descarga."
- "És esperto... não te tinha nessa conta."

Após decidir os prós e os contras vou para a casa de banho, baixo o calção, baixo a cueca, abro a revista do Tio Patinhas para me dar a inspiração e faço uma forçinha.

Caralho.

Tava eu preocupada com o barulho do autoclismo e na volta saiu-me um peido tão estrondoso que deve ter ecoado pelo prédio todo.
Correcção, aquilo não era um peido... um peido é um gas solto por gente normal, aquilo foi um torpedo ultrasónico que até abanou as vigas mestres do prédio. E o eco meus amigos... o eco aumentado pelo silêncio que se sentia rebentou com os decibéis permitidos do horário nocturo.
E eu só ouvia o Abade rir-se.
E eu só estava a coca a ver se a vizinha vinha.
E eu desatei-me a rir.

Fechei o livro silenciosamente (sim, porque entretanto a vontade foi-se embora com tanta ansiedade), desliguei a luz, fechei a porta cuidadosamente para a gaja não me ouvir e sai de mansinho da casa de banho, eis que foi quando me lembrei que o Abade faz anos.

O Sr. Abade... esta personagem mítica que participa na maioria das minhas postagens faz 30 anos e cada vez se aproxima mais da ternura dos 40. Depois dá-lhe aquela crise de me trocar por uma gaja de 23 anos... por isso ainda tenho dez anos para lhe tratar do sebo e de me vingar da futura encornadura que sofrerei.

PARABÉNS ABADEZINHO BEBÉ :-) eu nem queria escrever aqui coisas muito gays, até porque eu tenho uma reputação de valentona e má como as cobras que tenho de manter (que só se verga perante o teleférico do Zoo) mas aqui vai... eu amooooo-teeeeeeeeee fofinho, parabéns!

Vááááá... gozem praí à vontade, mas o rapaz merece ouvir estas coisas de vez em quando porque para as coisas que me atura bem merece...

Teste, teste... 1, 2, 1, 2

Perdeu-se a cabeça e fomos comprar um sistema de som panasca (uma pessoa recebe o cubecídeo de férias e vai logo torrar tudo).

O Abade só se preocupava a dizer "Será que isto dá bom som?! Será que é bom?!"

Enquanto eu só dizia "Um qualquer, um qualquer... desde que dê para chatear a vizinha de baixo."

Maneiras que lá o comprámos e hoje eu andei a criar mentalmente duas músicas.
E digo duas músicas porque decidi alargar os meus horizontes e embirrar com os meus vizinhozitos do lado que também merecem ter um pouco da minha atenção.

Então a primeira é prá minha eterna amada-adorada-odiada-mas-que-eu-não-consigo-viver-sem-ela-minha-arquiinimiga-da-porra, a Vizinha de baixo (cantarolar, ao som o Gimme Gimme Gimme a men after midnight dos ABBA):

Toma-toma-toma vizinha de baixo,
Toma lá eeeeee vem-te queixar,
Toma-Toma-Toma minha vacarrona,
Anda cá que vais àvoar,

(refrão 2x)
Toma-Toma-Toma vizinha de baixo,
Toma láááááá
Ganha colhões e vem cá!

E agora dedicada aos meus vizinhos do lado (ritmo ao som do Eu vi um sapo....):

Eu vi um casal,
Que me parecia normal,
Mas afinal,
Era tudo chavascal

É música brasileira,
De segunda a sexta feira,
E se eu não me contenho, vou dizer uma puta dumá asneira.

É das nove às vinte e duas,
Sempre a bombar,
Se isto continua,
Eu vou-me mazé matar"

Tenham atenção ao cantarolar estas musiquinhas... não queremos incomodar os nossos adorados bizinhos.
Não há ninguém que precise de animação para um casamentozinho?! Eu até ia fazer de borla, só pelo prazer da coisa...

Maneiras que vos queria informar que aqui a Madre Abadessa e o Sr. Abade de Meireles vamos entrar de férias para a semana, mas não se assustem porque a Confraria não entra de férias, não precisam já de começar a pensar em acabar com a vossa vida, porque não há necessidade!