Peek-a-boo

E faz hoje um ano que me deu uma diarreia cerebral e decidi iniciar um blog, devia ser o calor da estação, o que é certo é que comecei isto e agora tenho de me aguentar à bronca, porque parece mal deixar-vos pendurados... coitados de vós.

E como eu aposto que ninguém teve a paciência para ir ler o blog de início (mas deviam seus calinas que aprendiam muita coisa) maneiras que vos obrigo a ler o primeiro post:

"No início tudo estava em branco.
Então eu criei um blog, seleccionei o modelo pretendido, costumizei a coisa com textos e fotos... e por último... escrevi uma mensagem no Blog!
Ehhhhhhhh
Viva o post nº 1 e que venham muitos mais!" (que entrada mais triste)

Ora vamos fechar para balanço e apresentar o relatório final de contas:

- 141 postagens, em que posso afirmar com conhecimento de causa que nenhuma se aproveita;
- 14 postes (daqueles da luz) em que cortei na casaca do Abade;
- 29 fotografias do zoológico cá de casa;
- Não sei quantos comentários;
- 1 mudança de emprego;
- 10.329 visitas, e que 10.000 sou eu que estou constantemente a fazer F5 a ver se mais alguém comentou;
- 52 perseguidores... que eu aposto a mão do Abade em como são funcionários públicos (sim, sim... vocêzes passam a vida na blogosfera e o trabalho que fique para depois, eu bem sei);

Por isso, vou ali apresentar a declaração e depois vou pagar a factura e para o ânus cá nos encontramos outra vez para fazer outro balancete.

Disse ao Abade que já que o blog faz anos ele me deveria oferecer uma prenda, ao que ele diz muito carinhosamente "Porra, saiste-me cá uma chula de primeira... tudo é pretexto para prendas".
Ora que forreta que o gajo me saiu... e com isto já são 142 postagens e 15 em que eu vilipendio o Abade ehehe

Que travadinha...

Toda a gente a falar que Portugal perdeu e rebéubéubéu pardais ao ninho e eu tenho constantemente uma frase a martelar-me na cabeça desde ontem:
"Eu não sou maluca, eu gosto é muito de animais"

Normalmente os malucos, que são malucos negam sempre que o são... façam o obséquio de me internar fáxavor.

Os podres da Didi

A Especialmente Gaspas fez-me um desafio para eu revelar 6 coisitas que vocêzes desconhecem sobre mim.
Já não bastava o degrego que eu partilho com vocês neste blog ainda querem descobrir o resto.
Supostamente isto tem uma regra em que tenho de passar este questionário a 6 outros blogodependentes, mas para não dizerem que eu sou uma cusca, quem quiser sinta-se livre para responderem ao inquérito que eu deixo, ora então vamos despachar isto que eu tive ali a comer 1Kg de cerejas e já tou aflita da barriga.


1 - Quando era mais novita, apanhava grandes cargas de porrada do meu pai porque eu roia as unhas... o que é giro, é que o gajo roia as unhas até fazer sangue, é o velho mote "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço" (esperto), chegou mesmo a partir-me uma colher de pau das grossas na mão.

2 - Os meus avôs tinham um sofá, em que eu muito delicadamente fiz um buraco debaixo dele para lá enfiar os burriés que eu tirava do nariz e não tinha onde os pôr (uma pessoa tem que lhes arranjar um lar, eu sou contra o abandono).

3 - Tive a brilhante de ideia de atar os atacadores no cimo de uma escada e começar a descer para ver o que acontecia, claro está que vim pelas escadas abaixo e quando cheguei ao fundo apanhei outro tareão do meu pai por ser tão estúpida.

4 - Sou uma bebedora compulsiva de água, por dia chego a beber 5litros, não acho que haja bebida melhor!

5 - Eu acredito que existem extra-terrestres e quando era mais novita pedia aos santinhos que eles me raptassem (efeitos de demasiado consumo dos X-Files).

6 - Não gosto de estar rodeada de muitas pessoas, começo a aborrecer-me, fico chateada e um bocado agressiva... é demasiado ser humano junto para o meu gosto.

Pronto... agora podem ir-me vilipendiar para a blogosfera que eu deixo.

Ai credo!

Hoje, por momentos, assustei-me porra!

Comecei a ver muitos gajos, com roupa muito justa e demasiado branca para o meu gosto (que eu cá gosto é de branco cagado, que o branco para manter branco dá muito trabalho e eu sou uma pessoa calona).

Ou havia alguma parada de panascas ou então eu tinha morrido e aquilo era tudo anjinhos com ares arrabichados.
Pus-me logo a proteger as rectaguardas do Abade porque se alguém há-de desvirginar a anilha dele serei eu e o meu dedo e depois pode vir quem quiser (mas sinceramente acho que ele vai morrer sem eu nunca ter enfiado lá o meu dedito porque o gajo é teimoso e diz que isso é coisa de paneleiros, eu não vejo o porquê, mas enfim...)

E para aqueles que já tão aí a bichanar "Eina, esta gaja é uma homofóbica do carago. Cá para mim é fufa e tem é desejos reprimidos"... pois desenganem-se seus alcoviteiros dum raio que eu não sou nada disso.
Eu até sou uma personagem que nem liga a isso, mas adoro dizer "maricas", "panilas", "panasca", "boiolas", são daquelas palavras que me alegram o dia por serem tão engraçadas de pronunciar e até vos digo que filmes pornográficos de gays são giros de se ver porque uma pessoa vê ali dois gajos musculados, com ares muita machões e depois quando começam a levar com o nabo gemem que nem meninas púdicas (que contradição).

Mas afinal, não era nada de especial... o amontoado de roupa lavada com lexívia Neoblanc (passo a publicidade, até porque eu uso é lexívia do pingo doce porque é mais barata e eu sou uma forreta) não passava de gente que foi ver o Sensation (cá para mim um festival com este nome diz tudo), pronto... fiz um granda filme e afinal era apenas isto, tenho de ver menos filmes do Manoel de Oliveira que me faz mal e dá-me gazes.

Tudo eu... tudo eu...

Quando eu era pecarruxa (váááá não que eu seja muito grande) via atententamente os programas de culinária da Filipa Vá-com-Deus (eu sei que não é assim que se escreve o nome da senhora, mas eu gosto porra).

Sinceramente, não sei porque é que os via porque eu odeio cozinhar... aliás, menina sou eu, para comer a sopa da minha ao almoço e ao jantar só para não ter o frete de fazer comida, claro que o Abade estraga-me os meus planos de preguiça quando me pede 5 bifes, 3 ovos estrelados, arroz, batata e massa (para apenas uma refeição) e eu tenho de fazer tudo porque senão o rapaz ainda me morre subnutrido.

Mas, adiante... e vim-me para aqui com esta conversa húmida porque hoje ao ver um anúncio que passou na TV com a dita senhora, tive o azar de comentar que eu sempre achei que a Filipa Vá-com-Deus era o Vítor de Sousa (o comediante que trabalhava com o Herman) mas disfarçado com uma peruca.
Pensava eu, na minha inocência que o homem quando tinha inspirações de cozinhar metia a peruca, vestia a saia e o avental e lá ia ele para frente das câmaras cozinhar.

Pronto... podia-lhe dar para pior, por exemplo podia-lhe dar para levar no cú... o que na volta 15 anos depois descobriu-se que afinal ele levava mesmo, mas olhem... fui gozada a torto a direito e o resto é conversa.

Mas o pior disto tudo é que eu deixei passar o prazo de carregamento do telemóvel, isto é que me fode o juízo e tem tudo a ver com o assunto inicial do blog!

Ah ovelha dum cabrão!

Hoje senti-me uma gaja corajosa.

Em vez de fazer ronha no sofá decidi agarrar na máquina e ir treinar-me mais um pouco nas techniches de aberturas, velocidades, profundidades de campo e outras merdas que tais porque tava soleil.

O Abade ia passear o Yoshi enquanto eu ia andar de cú para o ar a ver se apanhava qualquer coisita digna de ser fotografada.
Vamos a caminho do monte quando ouvimos "bééhéhéhé" "bééhéhéhé???!!!???!!!" olhamos para o lado o vemos uma ovelha.

Oiço o Abade dizer qualquer coisa do género "Olha deve ter-se perdido do rebanho" e não ouvi mais nada porque fui atrás da coitada, e ela "bééé" e eu "anda cá sacana" e ela "mmmbéé" e eu "vai mazé chamar isso a quem te fez as orelhas" e quanto mais eu corria atrás dela mais ela fugia de mim.
Tentei suborná-la com raminhos e folhinhas enquanto dizia "eh bichinha bichinha, psst psst" se funciona com os gatos talvez funcionasse com ela, mas tá bem tá a gaja continuava a correr com as mamas a badalar debaixo da pança (coisa que me ficou na cabeça porque eram umas belas mamocas sim senhora e para mais tava toda depiladinha muito limpinha, gostei).

Continuando... monte acima, monte abaixo... ela a correr a 10km/h e eu a correr a 1km/h e já a quase a cuspir um pulmão, a arrastar-me e a rezar umas avés marias porque já estava mais para lá do que para cá e queria ver se reservava um lugar na nuvem ao pé do Pedrocas para lhe dar um arraial de porrada por a merda de tempo que tem estado.

Juntou-se à busca da Ovelha Stripper perdida o Abade, uma senhora mais a sua filha... tudo atrás da borrega, mas ao fim e ao cabo a gaja venceu-nos na meia-maratona do monte e perdemo-la de vista, restou ligar à polícia para entrar em contacto com o senhor pastor para vir recuperar a sua ovelha tresmalhada (que parece que já não é a primeira vez que isto acontece, rico pastor sim senhor).

E com isto tudo, decidi largar o Farmville, porque eu pensava que as ovelhas eram animais simpáticos e depois desta não vou ter coragem para olhar para as ovelhas do Farmville sem me sentir cansada e ter pesadelos.

Olhem... tou que nem posso, ainda me arranhei numas plantas para ver se apanhava a ovelha para devolver ao pastor e a gaja nem me deu valor nenhum ao esforço que estava a fazer por ela... amuei, senti-me abusada!

Mê rico pézinho!

Aqui na confraria temos uns quatro corta-unhas, duas limas, duas tesouras para cortar unhas de gatos, alguns alicates e uns busca-pólos pelo caminho, pois mesmo assim o Abade teima em achar que ter as unhas das patolas grandes é coisa de machão sensual.

O que é certo é que ontem à noite estava quase, quase a adormecer quando o Abade roçou ao de leve o seu pézinho no meu e me arrancou um naco de carne sem querer (diz ele, que eu cá não meto as mãos no fogo).

Hoje vou-me vingar e quando ele tiver quaseeeeeeeee a dormir trinco-lhe o dedo do pé e digo que foi o Niko (sim... eu posso usar esta desculpa porque o gajo adora fincar-lhe os dentinhos nos dedos e depois foge) e se eu me sentir com forças depois disto vou empurrá-lo de traseiras até ele cair da cama abaixo.


E mais não posso revelar do meu plano maquiavélico.