Elevador assombrado...


E após uma longa quarta-feita de dura labuta na vida do campo, em que me doem as mãos com os calos de andar no cultivo do farmville no local de trabalho, eis que entro porta adentro do prédio e chamo o elevador.

Entro, viro-me para o espelho (como sempre) e começo a ouvir alguém a bixanar, começo eu a pensar:

"Mau... queres ver que para além de ser uma vizinha que bate mal do cornos, também tenho espíritos no elevador?!"

Até que me apercebo que a vozinha começa a cantarolar, menos mal, ao menos é um espírito bem disposto e com um travinho abichanado à mistura.

Ora entãozes, parece que o elevador, para minha grande pena, não estava assombrado, afinal foi o Sr. Administrador que decidiu por musiquinha.
Já não me bastava passar a vida a mirar-me no espelho, como agora também vou fazer playback e ensaiar coreografias tótós... só espero que o Sr. não tenha a ideia de por uma câmara a gravar tudo o que vai dentro dos elevadores, porque senão vamos ter muito material para os Apanhados (pelo menos da minha parte, e da parte do Abade certamente terão muitas visualizações de burriés a serem retirados do nariz).

Mas digo-vos que fiquei com dó, porque eu até estava a pensar apresentar o Sr. Espíritinho à minha vizinha a ver se o gajo a possuia e ela talvez se acalmasse um pouco, sendo assim terei que continuar à procura de um pretendente para a pobre senhora.

Carta à minha vizinha!

Cara vizinha,

Agradeço, desde já, a sua pronta informação no combate à poluição sonora deste prédio.
A sua preocupação apenas peca por uma coisa: limita-se a acusar as pessoas sem ter a certeza de que são essas pessoas a fazer o barulho.

Há, de facto, alguém nestes andares que teima em não levantar a cadeira e apenas limita-se a arrastá-la, eu sei porque também oiço os arrastares... mas lamento informá-la para seu grande desgosto que não somos nós.

Parece que para todos os males que sucedem neste prédio os culpados são os seus vizinhos de cima, pense outra vez porque está redondamente enganada.
Mas não se preocupe porque já andei a perguntar aos vizinhos se me ouvem a fazer barulho e estranhamente a senhora é a única que me acusa.

E caso não saiba, vou-lhe dizer uma pequena lei da física sobre o som: o som propaga-se em todas as direcções, desde a fonte sonora até aos nossos ouvidos (receptores) através de um meio material. Ou seja, o som não se propaga apenas na horizontal, e sim em todas as direcções.
Por isso, da próxima vez que ouvir barulho, lembre-se que poderá não vir directamente de cima.
Realmente já a antiga proprietária se tinha queixado que a vizinha de baixo lhe fazia a vida negra e mal comprámos a casa você veio-nos bater a porta a dizer que arrastávamos coisas durante a noite, quando nem sequer ainda cá morávamos.

Aliás, ela não foi a primeira pessoa a queixar-se da má vivência que a senhora dá. Também soubemos por vizinhos seus, que a senhora chegou ao cúmulo de andar a dizer a pessoas que vinham cá ver casas, que o prédio não valia nada, na esperança que não viessem para cá viver.

Não digo que não haja barulhos, porque os há, mas como estou centrada na minha vidinha, na maioria das vezes os mesmos passam-me ao lado... o que leva a acreditar que para tudo a incomodar é porque a senhora não tem mais nada para fazer do que andar a escutar às paredes.
E digo-lhe mais, a nossa cama rangia levemente quando nos virávamos durante a noite e decidimos comprar uma cama nova porque era capaz de ser chato para os vizinhos... como vê, não somos tão maus vizinhos como a senhora anda aí apregoar aos sete ventos.

Agora me bate na ideia, o que será da sua vida quando eu tiver um bebé? Vai mandar prender a criança?! Vai apresentar queixa quando a criança berrar com dores?? Tem muita razão quando diz que quando vivemos em propríedade horizontal devemos ter civismo no barulho, mas também deve saber que o problema de viver em propriedades horizontais em que a construção dos mesmos é má habilita-se sempre ao barulho.

Quer um conselho? Se não quer ser incomodada com NADA, sugiro-lhe, talvez, uma moradia. Coisa que nós até estamos a pensar comprar só para não ter vizinhos inconvenientes.
Para finalizar... se ao acabar de ler esta carta achar que ainda deve fazer valer os seus direitos e ir apresentar queixa, está no seu direito... mas aí também eu estarei no meu e apresentarei queixa de si por difamação e calúnias.

Atenciosamente,

Os seus vizinhos “barulhentos” do 2º A


Ai eu... e vou-lha espetar na porta, ai vou vou.

Cãmbrias Municipales!

Valha-me o santíssimo carago que ultimamente ando a ser assombrada de noite por umas cãmbrias que é um terror.

Quantas vezes mais, não me valia alguém dar-me com uma valente sova e deixarem-me para lá ficar a morrer, agora ficar ás meias horas agarrada ao pé é que não pode ser.

E o que me custa, é esquecer-me que tenho cócegas nas patas e agarro-me a elas para as massagar e desato-me a rir e tenho de parar.
Lembro-me então que bananas fazem bem às cãmbrias, levanto-me e vou comer umas duas bananinhas de empreitada, depois recordo-me que toda a gente diz que não comer mais do que duas por dia porque senão para ir arrear o calhau é que são elas... e logo eu que já ando a comer duas bananas por dia há 3 dias... daqui a nada salta-me a rolha anal e vai para aqui um pivete que não se pode.

Quem puder que fuja de Portugal que a coisa tá mal (ai que bonito, até rimou).

A Bela e o Bidé!

Eu tenho um fetiche!Aliás, eu tenho vários fetiches, muitas taras e algumas manias mas posso gabar-me que os bidés são a minha verdadeira loucura.Por eles eu vendia a minha alma extremamente pura, empandeirava a minha mãe, largava o meu trabalho e rifava o meu hôme, tudo para poder chegar a casa e ir fazer um chapchapzinho lá para dentro e brincar com a água que nem uma criancinha feliz com o ranho a escorrer do nariz.Lembro-me na altura em que eu e o Abade andávamos a ver casas para começarmos a formar a nossa pocilga e visitámos uma casa super gira, toda remodelada e a um preço relativamente baixo mas qual é o que espanto quando chego à casa-de-banho e deparo-me com a falta do bidé! Estava então explicado o mistério do valor da casa e desejei-lhes logo muita sorte para a venda da mesma porque uma casa sem bidé não é casa e aproveitei também para dar-lhe a dica que ela cheirava a cú.E mais, o moço adora acampar mas graças a esta minha dependência por aquelas lindas loiças poucas vezes acampamos. É forte de mais para mim ir acampar, ter de mijar à moicano, sujar os calcanhares com o dito mijo e depois não ter onde os lavar, eu sei, eu sei que temos umas coisas chamadas chuveiros mas não tem o mesmo romantismo e tradição do bidé.E depois temos outro que também é fascinados por bidés; o xô Mischa, que é um gato que mal uma pessoa faz as suas higienes íntimas o gajo até voa para lá, qual supermen, para ir lamber as nossas côdeas e é preciso uma força sobre-humana para o impedir de fazer javardeiras porque o gajo adora ir dar-nos lambidelas a meio da noite e beijinhos a cheirar a pipi não são a melhor forma de acordar.Maneiras que estou aqui mas estou a pensar no meu bidé!