Reunião de Condomínio 2018

Qual é coisa qual é ela que assim que é anunciada eu tento fugir dela?

Desde o momento em que foi anunciada que eu prometi a mim mesma baldar-me! Nem que para isso, eu tivesse de passar a noite ao relento, só para não correr o risco de me cruzar com alguém e ser arrastada pelos cabelos até à sala da reunião como já aconteceu (aqui).
Mas depois bateu-me o sentido de responsabilidade e a sede sangue e acabei por ir. Até fui cinco minutos mais cedo (orgulho) só para apanhar um lugar sentada, porque estava cheia de sono, porque tinha os pés frios e porque se privei a minha peida do meu sofá de casa tinha de a sentar noutro sofá desse lá por onde desse.

É incrível como as personagem nas reuniões que se destacam são sempre as mesmas.
Uma iluminada que contesta as despesas e o balancete. Porque o balancete não está arredondado ao cêntimo e porque o balancete provisional está muito elevado e porque o papel do balancete não é bonito... era agarrar no balancete, enrolar o balancete e dar-lhe com o balancete na testa.
A encavada futura administradora do condomínio que repete o mantra "eu não tenho tempo para isto. eu não percebo nada disto. eu não quero fazer isto" com os olhos rasos de água e a tentar conter o choro enquanto o futuro-ex-administrador do condomínio manda umas risadas maquiavélicas porque vai passar a batata quente a outro.
O gajo que percebe tanto de tudo que ainda não se compreende como é que ainda não abriu um negócio de canalização-obras-jardinagem-pinturas-e-trinta-por-uma-linha, fica milionário e desampara a loja, porque ninguém gosta de gente com demasiada sabedoria porque faz-nos sentir uns burros.
O gordo, que só está encostado à ombreira da porta para garantir que ela não cai.
E uma pessoa sedenta de sangue, neste caso: eu! Com os olhos a fazer pingue-pongue de um condómino para outro à espera de agressões e nada! Nem um único vizinho acusou a vizinha de cima de ser uma p#ta por andar de saltos altos de madrugada. Nada... nem uma ofensa a mãe de alguém. Tudo gente civilizada. Horrível!
Por estas e por outras é que eu evito comparecer, para apanhar desilusões destas? Não obrigado!

Passaram-se 317 dias

Desde a última publicação. E o que é que fiz?

Fiz 32 anos. A loja onde trabalhava fechou no final de Junho. Despedi-me antes disso. Fui contratada para a loja ao lado. Apanhei uma amigdalite durante o Verão. Levei uma injecção na peida. Despedi-me novamente porque arranjei um emprego novo. Deixei de lidar com gente atrasada dos cornos. Caiu-me a panela do chaçomobile no chão. Descobri Rick & Morty. Vi as três temporadas uma vez. Vi as três temporadas duas vezes. Pickle Rick!!! Descobri que tinha um sopro no coração. Parei o exercício físico com cagufa de quinar. A minha prima morreu. Sofri. Ainda sofro. Afinal não tinha um sopro no coração. Voltei a fazer exercício físico. Enfardei montes de Ferrero Rocher no Natal. Reaprendi a gostar de pernas de frango. Continuo com aparelho nos dentes. Passei (passámos) de ano e chegamos à data de hoje!

O 2017 foi um ano bastante atribulado, possas!

Quem casou, quem foi?

Foi no dia 17 de Fevereiro pelas 11 horas da manhã no fuso horário GMT+00:00 Hora padrão da Europa Ocidental, que a minha pessoa (finalmente) se casou com o senhor Abade.
E digo, finalmente, pois já era paródia na altura do carnaval e do halloween dizer que eu era a noiva cadáver. Essa paródia acabou mas vieram outras em seu lugar igualmente boas, tais como «põe-me os cornos e eu exigo-te uma pensão de alimentos» ou a famosa «agora já podes quinar que já tenho direito à pensão de viuvez». Mas o melhor de tudo foram os 15 dias em que não fizemos a ponta de um pintelho. Só por isso, já me divorciava e casava outra vez, se o divórcio amigável não custasse 300 euros (!!!!!).
Se alguma coisa mudou com o casamento? Não, continua tudo igual, excepto, a confusão que me faz a aliança na mão esquerda. Depois de 11 anos a usar na mão direita e, de repente, começar a usar na mão esquerda é coisa para me fazer acordar a meio da noite em pânico com a sensação de que perdi a aliança, para descobrir que afinal a bicha está na mão esquerda!
E pronto, agora tenho de me dar ao respeito que já sou uma mulher casada!

Então Didi, que andas fazendo?

Olhem, se eu já tinha uma vida social miserável agora é que ela morreu de vez.
Agora percebo a loucura quando este jogo saiu mas eu sou casmurra e sempre de expectativas em baixo para não apanhar desilusões e, por isso, só o comprei agora.
Está justificada a nomeação para melhor jogo do ano e estão justificados a catrefada de prémios que ganhou. Pudera... Apresentam-nos um gajo todo bom, irónico e sarcástico num mundo medieval e sempre com todas as gajas a tentarem saltar-lhe para o cima.
Como se já não bastasse o jogo ser pornográfico e, em partes, extremamente creepy em cenas de mortes com requintes de malvadez, os criadores ainda nos presenteiam com uns gráficos de deixar-nos de boca aberta. Às vezes, confesso, que fico a olhar para as montanhas durante o pôr-do-sol acompanhado pela banda sonora fantástica.
Entre visitas a bordéis, caçadas de monstros, bezanas que acabam com eles vestidos de gajas a tentarem convocar elfas para um gangbang e mandar umas berlaitadas em cima de um unicórnio empalhado. No meio disto tudo procuramos pela filha adoptiva de Geralt, Ciri, (que, só por acaso, também é toda boa) que é caçada (por ter um sangue antigo muito poderoso) por um exército de elfos. Cada escolha feita durante o jogo determinará um final diferente, conseguem ver as diversas opções finais, certo?
Eu poderia estar a noite inteira a escrevinhar sobre isto mas tenho umas missões para fazer e não posso estar a perder muito tempo que amanhã é dia de levantar cedo para ir trabalhar.






Possas!

Eu tento não ser bardajona. Eu tento não descer o nível. E mesmo não gostando de pessoas tento sempre tratá-las com o máximo de respeito em vez de as espancar com tudo o que tenho. Mas quanto mais eu tento, mais parece que me querem enfiar o dedo.
Ora então eu tinha cá por casa um relógio da parfois mas a bracelete estava grande para o meu pulso maneiras que desloquei-me a uma ourivesaria para perguntar quanto levavam para tirarem uns elos ao que a senhora muito "simpática" pede-me o relógio. Ela olha para a marca, olha para mim e atira-me um «três euros, pega». A parte do pega não disse mas parecia mesmo, mesmo que lhe tinha ficado entalado na goela só por lhe interrompido o corte e costura que estava a ter com a colega momentos antes de eu entrar e incomodá-la com um relógio de pobre.
Quando dou por mim já tenho a veia da testa a palpitar e pergunto-lhe se era mais barato trocar a pilha do relógio do que tirar elos e ela apenas diz: «sim».

Viro-lhe as costas para não lhe virar a cabeça ao contrário. Para uma senhora que tinha um cruxifico do tamanho dos pecados do mundo pendurado ao pescoço não cumpre lá muito o mandamento de amar o próximo... pega!

Gatos... a saga continua

Eu já andava meio desconfiada que o Niko estava um bocado badocha porque sempre que se dobrava para lamber os tomates, peidava-se. Era engraçado de ver porque com peido, ele parava e ficava a contemplar o infinito como se alguma revelação profunda lhe saísse do cú mas a coisa passava-lhe rápido e continuava nas lides higiénicas.
Confirmaram-se as suspeitas quando o gajo começou a aparecer com uma caspa manhosa no lombo. Pensei eu que fosse falta de algum suplemento mas na volta era "suplemento" a mais e o sacana não conseguia limpar-se porque está gordo que nem um texugo. Com esta notícia chegou a altura de aplicar uma dieta e da temida palavra, que quando proferida, faz qualquer dono de um gato estremecer e ponderar o suicídio: banho.

Banho... A um gato! 

Mas como o que tem de ser, tem muita força comprei o champô, cortei-lhe as unhas de antemão (porque tenho amor à vida), benzi-me com quanta força me foi possível e pedi a atribuição de um anjo da guarda naquele momento de aflição.
Estava preparada para arranhadelas, guinchos, mordidelas, bufos, assassinatos, frascos espalhados, sangue a escorrer pelo espelho, vidros partidos, um poltergeist, a PSP à minha porta porque alguém tinha ouvido uma gaja a gritar... mas não. O Niko continua a ser o tótó que sempre foi desde o dia em que o fui buscar à União Zoófila em 2007. Um gato enorme, de focinho cerrado, sempre com cara de poucos amigos mas um mansarrão.
Da catástrofe que poderia ter ocorrido durante o banho ele limitou-se a miar. O típico miar desesperado do «EU NÃO FIZ NADA DE MAL PARA ME ACONTECER ISTO. EU SOU TÃO FIXE, PORQUE É QUE ME FAZES ISTO? ODEIO-TE! QUANDO SAIR DAQUI VOU COMER A TIGELA TODA E FICAR O DOBRO! ÉS TÃO MÁ MAS COÇAS-ME TÃO BEM ESTE SPOT ATRÁS DA ORELHA! POR FAVOR EU TOMO BANHO TODOS OS DIAS MAS NÃO ME TIRES A COMIDA».

Pensei eu que não o ia ver durante uns tempos mas ele não me resiste...

Exorcizem-me ou ofereçam-me uns óculos de realidade virtual

Se me dissessem que aos 31 anos eu trocaria a minha eterna paixão pelo Gonçalo das Navegantes da Lua por um personagem do jogo Witcher III eu ia desatar-me a rir. 

Bem sei que haverá quem esteja já para aí a dizer «por uma personagem de mangá Didi? Mas que grande atrasada mental... isso foi falta de chineladas no lombo quando eras catraia!» Têm toda a razão e eu não estou aqui para contradizer ninguém, tanto que sou a favor de um espancamento saudável na educação mas analisando bem esta paixoneta até que era uma cena fofa, já que o Gonçalo tinha uma cara efeminada e estava sempre com bons modos. Quando se transformava no Mascarado andava com uma rosa nos queixos e tinha sempre umas falas muito remelosas mas que conquistavam qualquer pita com o pito aos saltos.

Esta nova personagem é totalmente o inverso. É um gajo variado do clima: Geralt de Rivia.
Penso que ande ali pelos 40 anos e está todo fodido. Desde a cara, às costas cheias de cicatrizes e acompanhado de um sixpack o que deixa logo a minha imaculada pessoa a pensar que ele gosta de um bom regabofe o que se constata verdade logo no início do jogo. Ora este Geralt é gajo muita bom e um bocadinho hipster com os seus cabelos prateados e que adora mandar umas boas berlaitadas explícitas com as gajas boas que lhe aparecem pela frente e andam sempre umas quantas bem boas atrás dele. Tão boas que o simples facto de não seleccionar a opção «mandar-lhe com o narso» deveria dar direito a prisão perpétua. 

Dito isto só tenho a dizer que por este jogo eu até aprendia a falar polaco, se fosse preciso!

Tutankamon vai à exposição

Esta que vos escreve admite perante vós que é uma adoradora do Egipto Antigo.
Eu sou a típica maluquinha que faz aqueles testes muito credíveis no facebook sobre o que fui na vida passada na esperança que me diga que fui uma famosa rainha egípcia mas quando, na verdade, devo ter sido uma escrava que levou uma vida de chibatadas no lombo e que a minha penitência de chibatadas laborais dura até hoje.

Também sou a choninhas que acredita que as Pirâmides tiveram ajuda extraterreste e que devora todos os documentários no Canal História que metam «Aliens» ao barulho. Por isso, não é de admirar que assim que ouvi que haveria uma exposição dedicada ao Tutankamon tenha ido com as nalgas aos pulinhos para a ver e digo-vos uma coisa: se gostam do Egipto e da sensação de serem saqueados à bruta, não percam esta oportunidade!

Não me interpretem mal, a exposição está bonita e deixa-nos ter a noção do tamanho dos sarcófagos e o detalhe de cada peça, mas cobrarem 11€ por uma exposição de réplicas é uma filha de uma grande putice. O documentário de 18 minutos com que começa a exposição tem um sistema de som tão mau que ao fim do primeiro minuto é preferível ler as legendas em inglês do que ouvir em português. Depois passamos à exposição em si onde entre peças bonitas e identificadas existem umas que estão dentro de vitrines sem qualquer indicação do que sejam como quem diz «façam-se à vida e pesquisem no google».

Com 11€ comprava uma boa droga, fazia uma viagem astral e ia até ao Cairo ver as verdadeiras peças. Gostei mas tinha gostado mais se os gajos da organização não fossem tão chulos.



À mesa com a Didi #1

Com esta "treta" do fitness e da alimentação saudável dei por mim a incluir alimentos que noutros tempos não os conseguia consumir nem barrados com ketchup.

Um deles era o grão. Ainda me lembro com amargura e lágrimas nos olhos o cheiro enjoativo e as guerras com a minha mãe a forçar-me a comer grão porque fazia bem e eu, adolescente que já percebia bué da vida, chorava, esperneava, puxava o vómito e gritava aos sete ventos que era horrível e que nunca iria gostar de grão.

E bem... o Universo e a sua infinita sabedoria fez questão de me esfregar o grão na cara e, agora, não vivo sem ele. Um alimento que outrora, o simples cheiro, trazia-me os bofes à goela e hoje estou feita a masterchef do grão de bico.
Maneiras que partilho uma das minhas refeições preferidas e que faço às travessas para dar para várias refeições. Primeiro porque eu sou uma calinas e odeio cozinhar e segundo porque o Abade é um javardo e come tudo o que há cá por casa.

Vamos mas é ao que interessa e pode ser que ainda vá a tempo de salvar o jantar a alguém.

O que precisamos?

250g de grão de bico
3 latas de atum ao natural
1 lata de cogumelos (opcional)
Queijo cottage
Pimentos vermelhos
2 ovos cozidos
1 cebola
1 fio de azeite
3 dentes de alho
Cabolinho a gosto

Como fazemos?

Saltear todos os ingredientes excepto os ovos, o queijo e o cebolinho.
Colocar o salteado numa taça própria para ir ao forno junto com um dos ovos cozidos cortados às rodelas.
Cobrir o salteado com o outro ovo e o queijo.
Levar 30 minutos ao forno a 200'graus, por fim, adicionar o cebolinho e voilá!


Mesmo complicado, não é?
Então levantem o rabo do sofá e vão mas é cozinhar seus calões!

Este coração de pedra

Poucas são as coisas que me tocam cá nos sacos lacrimais. Entre maus tratos/abandono animal, o saldo da minha conta e o Rei Leão, pensava eu que não havia muito mais que me fizesse chorar que nem uma descompensada pertencente a uma ala de psiquiatria de um hospício.

Pensava eu... mas andava esquecida da saga Final Fantasy! Malditos jogos que sempre que tenho um vislumbre do VII choro quando a Aeris morre. Choro no X quando o Tidus afinal é um produto dos sonhos e desaparece deixando a Yuna sozinha e maldito Final Fantasy XV que me deixou de nariz inchado, a fungar, de olhos vermelhos raiados de sangue e que me fez perder uma noite inteira enquanto revivia, nos meus sonhos, o final do jogo vezes e vezes sem fim!

Mas pior do que as histórias de amor infelizes e das bandas sonoras épicas que até arrepiam os pintelhos do cú o que realmente me traz as lágrimas aos olhos são os pares de tetas que dão às personagens femininas! Eu quero-me compadecer das dores das personagens do jogo mas distraio-me porque começo a fazer contas de cabeça dos valores para pôr umas xuxas daquelas e pronto! Pacote de lenços na mão e toca a chorar pelo luto da minha conta bancária, pela morte da personagem, pelas tetas que nunca irei ter, pelo Mufasa, pelo Simba, pela camada do Ozono, por todos os animais vítimas de abandono e pela fatia de pizza que ficou esquecida no microondas!

Possas pá! Estes gajos da Square Enix desgraçam a vida de uma pessoa!
Assim não há corrector de olheiras que aguente!